.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Anda difícil acompanhar seus passos ultimamente



Requerimento


"Caro Senhor Tempo,

Espero que esta lhe encontre passando bem, ou melhor, passando o mais devagar possível. Por aqui vai-se indo, como o Senhor quer e consente, meio rápido demais para o meu gosto, e quando vi já era dezembro.
Foi-se mais um ano.
E com ele se foi uma quantidade incalculável de amores, cores, idades, alguns amigos, não sei quantos neurônios, memórias, remorsos, desvarios, cabelos, ilusões, alegrias, tristezas, várias certezas (se não me engano, treze), algumas verdades indiscutíveis, umas calças que não fecham mais e aquele vestido que eu gostava tanto.
Foi-se o meu gosto por vitrine.
Foi-se o meu vidro de perfume.
Foi-se meu costume de imaginar asneiras à noite.
Foi-se meu forte instinto de acreditar no que me dizem.
Foi-se o meu açucareiro de porcelana.
Que pena.
Foi-se o tempo em que uma simples farra não significava necessariamente uma condenação sumária do dia subsequente.
Foi-se a poupança.
O troquinho da gaveta.
Foi-se aquele antigo projeto.
Foram-se exatamente nove vírgula seis por cento de todas as minhas esperanças.
Será que o Senhor não se cansa, seu Tempo?
Não pensa em tirar umas férias, dar uma pausa, respirar um pouco? Não lhe agrada a idéia de mudar o andamento? Diminuir o ritmo? Em vez de tique-taque, inventar uma palavra mais comprida para compasso, mantra, ícone, diagrama?
Me diz sinceramente: para que tanta pressa?
Anda difícil acompanhar seus passos ultimamente.
Não precisa dar meia-volta, eu não espero tanto. Eternidade? Não. Só queria sua amizade.
Mas já é dezembro.
Foi-se mais um ano.
E o senhor passou voando, rebocou os meus momentos, foi desbotando minhas lembranças, carregou mais doze meses inteiros levando cada instante meu de carona.
Tentei voltar atrás em algumas decisões. Já era tarde.
Não deixei nada para amanhã. Mesmo assim, não fiz sequer metade do que pretendia. Imaginei várias maneiras de estancar os dias, segunda, terça, quarta, quando via já era quinta. Sexta. Sábado. Domingo. Pronto.


Pensei em fuga. Será que existe algum lugar deste mundo onde as horas não me encontrem? Fiquei meses trancada em casa. Foi inútil. Lá fora, o Senhor continua passando. E já passou mais um pouquinho.

Calma, Tempo! Espera só um minutinho para eu explicar melhor meu ponto de vista.
Nem todo mundo é pedra, concorda? Dito isso, imagine quantos pobres mortais sofrem da mesma agonia diária: giros e mais giros nos ponteiros, os cantos dos cucos, as denúncias das sombras, os grãos de areia escorrendo (parece até hemorragia crônica), tudo escapulindo, descendo, subindo, o frenesi dos dígitos, um, dois, três, quatro, cinco, cem, o Senhor vai tirar o pai da forca? Está fugindo de alguém? De quem? De mim? De ontem?
Eu conheço de cor suas obrigações. Estou convencida de suas utilidades.
Não fosse o Senhor, não existiria saudade, retrato, suvenir, antiguidade, história, época, período, calendário, outrora, passatempo, novidade, creme anti-rugas, disputa por pênaltis, antepassado, descendente, dia, noite, nada, não existiria sabedoria, eu sei disso. Não tome como queixas minhas palavras, por favor não tome.
Aqui vai apenas uma súplica.
Ah, se o Senhor fosse mais indulgente, mais piedoso, mais pensativo, se fosse baiano, menos estressado, mais manso, menos rigoroso, um bon vivant, e se distraísse aí pelo caminho, e se deixasse apreciar as paisagens, e sofresse um devaneio, e ficasse de bobeira, esquecido das horas, divagando.
Escute aqui, seu Tempo, que tal deixar passar o resto e parar quieto um pouco?"





(Crônica de Adriana Falcão)
-Imagens-Corbis-









sábado, 17 de dezembro de 2011

Quanto ainda por ver!

Ganhei de uma amiga este livro aí ao lado e fiquei impressionada com a quantidade de lugares neste planeta em que vivemos para se conhecer e descobrir, maravilhoso mundo esperando por nossos olhos. E então fiquei pensando num lugar que para a maioria de nós, povos tropicais,
pode parecer inóspito e sem interesse, como por exemplo as terras gélidas da Finlândia, lá onde dizem que mora o verdadeiro Papai Noel e onde tem um dos espetáculos mais incríveis da natureza - a Aurora Borealis - nos meses mais frios do inverno do Círculo Ártico.

Deve ser emocionante demais ver estas luzes coloridas, dançando  silenciosamente nos céus e na imensidão branca do Ártico.
Mas, vejam como pode ser simples e confortável hoje em dia, claro se tiver dinheiro no bolso e disposição.  Que tal assistir a toda esta maravilha, deitado no quarto de um hotel em forma de igloo com teto de vidro!




Conheça o Hotel Kakslauttanen, construído a partir de vidro térmico especial que regula a temperatura interna e evita que o vidro fique fosco, os iglus oferecem uma vista incrível de Aurora Borealis no céu da Finlândia. 

Absolutamente fantástico, não é mesmo?





sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Antecipando o Natal





Escondido no coração mortal, o Eterno vive;

Ele vive em segredo na câmara da alma,
Uma luz brilha lá, onde nem a dor nem o sofrimento podem entrar.


Sri Aurobindo-filósofo hindu
A cada ano que passa percebo que eu e muitas outras pessoas querem reinventar o natal, e isto tem sido um grande desafio para quem deseja um tempo mais autêntico, menos frenético, onde reine o verdadeiro espírito do natal, mesmo diante de todo o consumismo universal.  E para que esse espírito prevaleça é preciso que agradeçamos as bençãos recebidas em nossas vidas e juntemos afetos para plasmar um mundo melhor. Portanto, podemos começar a contar desde já no calendário que antecede esta data tão festejada. 



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Imagem e Música - conjugação perfeita

Vista da lua cheia com o morro Pão de Açúcar, na praia Vermelha,RJ-ontem
UOL

          Vou te contar os olhos já não podem ver ... o resto é mar é tudo que não sei contar ...





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Acredite - Believe

-Heralds Square-NY-


Sozinhos,
 somos estrelas que cintilam.
Juntos,
compomos o Corpo de Luz desse planeta.
Trazemos na memória o amor
e as conquistas
de nossas
caminhadas.

Nestes dias que antecedem o Natal e o final de mais um ano, vou postar pequenas frases que ajudem a iluminar e impulsionar nossos corações e almas, fazendo-nos refletir sobre o momento sagrado e a nossa participação nesta vida e em cada vida a que estamos relacionados. Será uma breve pausa nestes tempos de correria e tão ligados à matéria, ao supérfluo.
Então, querido companheiro de viagem que empresta seus olhos para descobrirmos novos horizontes através deles, obrigada por estar junto em mais um Natal em nossas vidas.
 e, ... Acredite!




(Vídeo por Marise Luizi)




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cuidado com o que deseja, você pode conseguir!


-T.Yamashita-


Eu não sou nem um pouco supersticiosa. Se um gato preto atravessar a minha frente, não tô nem aí, nem ligo se passar debaixo de uma escada ou se o dia é uma sexta-feira 13, pois para mim essas coisas são folclore mesmo e nem me abalam.

Na semana passada sonhei que tinha um gato e que estava toda feliz com o novo amiguinho da casa.  Cheguei a contar pro marido que não me deu força, porque ele diz não gostar de gatos, só de cães.  Depois contei o sonho para uma grande amiga que possui muitos gatos em sua casa e admira muito a inteligência e astúcia desses animaizinhos domésticos.
No entanto, ela não me incentivou a ter um gato no apartamento, só se eu colocasse telas nas varandas e isso é completamente fora de questão aqui em casa, afinal já não temos crianças no dia a dia e telas dão ainda mais impressão de estarmos engaiolados.  Sem as telas, os felinos costumam sofrer acidentes terríveis, levando-os inclusive à mortes inesperadas e dolorosas para os donos, já que o gato, curioso como ele só, vai sempre  atrás daquilo que move. E se ele vê uma borboleta, por exemplo, pode correr atrás dela e jogar-se do 13o. andar como é o caso por aqui.

Fiquei desolada, mas aceitei o fato como encerrado, pois não ia querer ver um bichinho estatelado lá em baixo no prédio.

Neste final de semana, estava em minha casa lá na serra e abri o portão para tirar o carro.  Uma vizinha que não via há tempos, aproximou-se do portão e fiquei lá conversando com ela, matando as saudades.  O portão completamente escancarado.  De repente, desceu a rua correndo como um raio, e entrou no meu jardim, bem à nossa frente, um gatinho igualzinho a este aí em cima.
Meus olhos foram atrás do bichano e falei para minha amiga que aquilo era pra lá de estranho, porque eu sonhei com um gatinho e estava louca para ter um assim, pequenino ainda, por volta  de uns dois meses, e ele entra assim na minha casa e na minha vida, como se fosse um presente que eu pedi ao universo que me atendeu imediatamente.
Chamei com as mãos o bichinho e ele veio ao meu encontro, roçando nas minhas pernas e encostando a cabecinha nas minhas mãos, como se me acariciasse e dissesse - estou aqui, cheguei!

Fechei o portão correndo e levei-o para a garagem.  Coloquei um pouco de leite num potinho e dei a ele que tomou sofregamente, parecia bem faminto, o que denotava claramente que não comia por algum tempo e estava bem magrinho.
Isso só me fez constatar que não tinha dono também, talvez um filhote de gata de rua, ou seja, um vira-latinha pedindo para ter dono.  E eu, claro, já era sua dona desde aquele instante.

Para encerrar, digo-lhes que o marido, mesmo dizendo que não queria saber do bicho, saiu e comprou argila para a caixinha de asseio, ração Cat Show, remédio para pulgas e ainda verificou o sexo do bichinho, que é menina.  
Sim, minha menina felina, passou a chamar-se Cici, apelido para Aparecida, já que apareceu assim, de repente e tão maravilhosamente em minha vida. Ela corre em minha direção quando me vê e quando a acaricio, faz um barulhinho engraçado e que descobri agora que é o famoso ronron de gratidão.

Tô feliz e Cici também, afinal está morando na área de lazer da casa e tem um jardim florido para descobrir todos os dias.



O ronron do gatinho
O gato é uma maquininha 
que a natureza inventou; 
tem pêlo, bigode, unhas 
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente 
desses que tem nos bonecos 
porque o motor do gato 
não é um motor elétrico.


É um motor afetivo 
que bate em seu coração 
por isso faz ronron 
para mostrar gratidão.


No passado se dizia 
que esse ronron tão doce 
era causa de alergia 
pra quem sofria de tosse.


Tudo bobagem, despeito, 
calúnias contra o bichinho: 
esse ronron em seu peito 
não é doença - é carinho.

                                               

 Ferreira Gullar






Uma boa semana para todos nós!

-Pinterest-


Nascemos para manifestar
a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
inconscientemente damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo,
nossa presença, automaticamente, libera os outros. 

Nelson Mandela








quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E, de repente, uma alegria só!



Ainda bem que os ciclos se mantém em nosso mundo, como as migrações de certos pássaros,  dos salmões para desova, as rotas das baleias pelos oceanos, as manadas de caribus africanos para lugares mais aquecidos no inverno, e tantas outras mudanças que a própria natureza se encarrega de guiar e proteger estes animais em suas difíceis jornadas. Um movimento que reforça em nós a razão de lutar sempre e não desistir nunca, seguindo este belo exemplo.

Ao cair a noite sobre uma movimentada praça em Granada, na Espanha, ficamos extasiados com o que ouvimos.  Milhares de pássaros, piando ao mesmo tempo, como numa animada conversa entre amigos, nas diversas árvores ali ao redor.  Eram as andorinhas-de-chaminé, ruidosas, alvoroçadas e felizes, naquele pôr de sol outonal inesquecível, antes de iniciarem sua migração anual fugindo do inverno europeu.

Quando a natureza nos presenteia assim, com magia repentina, fica para sempre marcado em nossa memória.


(Vídeo por Beth Q.)






terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por que acha que as pessoas se casam?


Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza e blá blá blá...
Que nada, pois se nem na família real o casamento é para sempre! 

E como eu gosto de ver resultados de pesquisa, o IBGE confirmou o que sai todos os dias nas revistas e na mídia em geral, ou seja,  que a taxa de divórcios no Brasil cresceu, bateu record em 2010 e nos últimos 26 anos com tanta separação.  Os pombinhos fazem juras de amor eterno no altar ou na frente do juiz, torram todas as economias com o buffet, fazem viagens mirabolantes e depois se separam por qualquer coisinha.  Algo como 'tolerância zero no amor'.  

Por um outro lado, aqui mesmo, onde tudo pode acontecer, aumentou também o número de casamentos, e mais de 80% foram de jovens que resolveram juntar os trapinhos.

A conclusão final é de que a 'família brasileira' não corre perigo, pois até nisso a pesquisa revelou que o número de divorciados continua firme no sonho, por esta razão, recasam, e começam tudo de novo.

Será que isto ainda é um sonho e todo mundo quer realizá-lo algum dia, nem que seja para separar depois?  Encontrei uma belíssima resposta no filme abaixo, vejam que interessante:


(Filme Shall we Dance-2004-com Richard Gere, Susan Sarandon e Jeniffer Lopez)

Para quem não conseguiu acompanhar, deixo aqui a fala do filme:  

São tantas promessas que a gente faz e depois se esquece.
Por que acha que as pessoas se casam?
Paixão.
Não. 
Que interessante, eu achei que fosse romântica, então porque é?
Porque precisamos de uma testemunha pra nossa vida.  
Há um bilhão de pessoas no mundo, e que importância tem a vida de cada pessoa na verdade?
Mas num casamento, você promete se importar com tudo.
As coisas boas, as coisas ruins, as coisas terríveis, as coisas comuns. Com tudo, sempre todos os dias.
Você diz, a sua vida não vai passar sem ser notada porque eu estarei lá para notar.
Sua vida não ficará sem testemunhas, porque eu serei sua testemunha.
Pode usar estas frases se quiser.
Claro que vou!






segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Diversão - um consolo para nosso complicado cotidiano.

(Novato monge budista é flagrado brincando entre os mantos de secagem de um mosteiro no centro de Yangon, Mianmar)
-Folha.com-

E para começar a semana, que tal esse extrato abaixo do livro Pensamentos de Blaise Pascal (1623-1662).


Divertimento.


Sobrecarregam os homens desde a infância com o cuidado de sua honra, dos bens, dos amigos, e ainda dos bens e da honra dos amigos; cumulam-nos de afazeres, do aprendizado das línguas e de exercícios e se lhes dá a entender que não conseguiriam ser felizes sem que a sua saúde, honra e fortuna, e as de seus amigos, estivessem em bom estado, e que a falta de uma única coisa dessas os tornará infelizes.  Assim, são-lhes dados encargos e afazeres que os fazem quebrar a cabeça desde o raiar do dia.  

Aí está, direis, uma estranha maneira de torná-los infelizes?  Como, o que se poderia fazer?  Bastaria retirar-lhes todas essas preocupações, porque então eles se veriam, pensariam naquilo que são, de onde vêm, para onde vão, e assim nunca é demais ocupá-los e desviá-los disso.  
E eis por que, depois de preparar-lhes tantos afazeres, se ainda tiverem algum tempo livre, aconselha-se que o empreguem em se divertir, e jogar, e ocupar-se sempre por inteiro.

Como o coração do homem é oco e cheio de lixo.










domingo, 4 de dezembro de 2011

O que é belo e verdadeiro hoje em dia?

 Jürgen Heiss

Um dia eu dei muita risada com um amigo nosso que era completamente apaixonado por uma cantora brasileira, muito querida e reconhecidamente competente em seu trabalho na cena musical, mas que nós mulheres, percebemos claramente que já foi bem trabalhada fisicamente, desde a ponta do pé até os fios de cabelos.  Os homens não conseguem distinguir muito bem o que é um cabelo de chapinha ou um liso natural, um peito  com ou sem silicone ou coisas desse gênero. Para eles o visual geral é o que eles acham que é, e encantam-se facilmente com as imagens apresentadas.  Mas este amigo achava a tal cantora linda de morrer, sexy, e não ficou sossegado enquanto não foi a um show dela no antigo Canecão aqui no Rio.  Comprou entradas com lugar marcado para a chamada 'turma do gargarejo', aquela que fica lá na frente, pertinho do ídolo.  E com a grande esperança de, quem sabe, tocá-la ao menos por um instante.

O show começou e ele lá, babando de feliz, com os olhos pregados em sua ídolo, cantando junto todas as músicas que sabia de cor e salteado, ofuscado pelas luzes brilhantes e o belo cenário.
E ela, com uma performance de atleta, saltitava junto com bailarinos, cantava e dançava freneticamente ao som da banda que a acompanhava.  Ele estava realizado em poder estar ali naquele momento marcante para sempre em sua vida.

De repente, ele não acreditou no que via, pois à sua frente a cantora se materializava, descendo do palco e, pasmem, sentando-se em seu colo e cantando, olhando em seus olhos, uma canção das mais lindas e que ele adorava.  Mas, ele não conseguia cantar, tampouco olhar tão de perto aquele mito que por tanto tempo sonhou, visualizando-a bela, loira, de cabelos anelados e corpo esbelto.  Diante dele havia uma mulher suada como um touro, magérrima, cenho franzido, demonstrando as rugas do tempo, os cabelos endurecidos e cheios de spray para segurar os cachos e com o rosto coberto por uma grossa maquiagem que tentava encobrir os anos e as imperfeições da pele. 

Naquele instante o que ele descobriu  realmente foi que gostava dela como o mito de beleza que ela representava, o símbolo sexual representado pelas roupas colantes ou diáfanas de seus posts ou através da televisão, e nem tanto a cantora competente e de belas músicas.  Quebrou-se naquele instante o elo mágico da imagem que ele fez por tanto tempo.

Sua mulher, claro, aproveitou-se para desforrar a mágoa que teve de aguentar pelo exagero da paixão do marido pela tal 'bela' cantora, e este episódio tornou-se um ponto de brincadeira permanente dela e de alguns colegas que souberam do inusitado caso.

Esta estória eu lembrei de contar para alertar aos muitos que ainda acreditam que aquilo que vêem é a mais pura verdade neste mundo em que as imagens estão altamente manipuladas e idealizadas, muitas vezes associadas a transtornos alimentícios e insatisfação com a imagem corporal em homens, mulheres e até crianças. E a pergunta é: amamos mesmo nossos ídolos pelo que são ou pela imagem que aparentam ser?

(atriz Meg Ryan)

Pensando em como hoje em dia tudo isso está mexendo com a cabeça dos humanos, dois pesquisadores da Dartmouth College (EUA),  acabaram de demonstrar quantas diferenças existem entre a fotografia original de um modelo e a foto retocada, propondo um trabalho bem mais realista do que o que nos é apresentado nos dias atuais, através de precisas respostas pela matemática.

Afinal, quem são realmente estes modelos, estas celebridades antes de todos estes retoques?  Você acredita fielmente naquilo que vê hoje?
(Site globo.com)
Vejam que trabalho incrível desse artista do photoshop:





quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Para os amigos que já chegaram ou estão chegando. Saboreiem!


“Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve”. 
(Alice Ruiz)

Estava eu ouvindo a antropóloga Miriam Goldemberg, autora do livro "Corpo, envelhecimento e felicidade", sobre o processo de envelhecimento e a maturidade e o momento de libertação, aquele em que a gente pode cuidar de nós mesmos, sem ter aquele cuidado voltado para o outro, para filhos, família e a construção de tantas coisas na vida.  Ela dizia da mulher atual, de mais de 60 anos, que já não se preocupa tanto com o corpo como foco principal, preocupadas que estavam em correr atrás da eterna juventude.  Isso está sendo observado principalmente pelo descompasso muito grande entre as mulheres e os homens, casais geralmente, pois enquanto elas querem escapar daquela armadilha que foi a vida até os 40/45 anos, cheia de responsabilidades, é claramente demonstrado através do comportamento feminino que querem ir para a rua, irem a teatros, cinema, passeios, viagens e os homens, ao contrário, querem voltar para dentro de casa, querem ser cuidados, curtir a casa e o que ela oferece.

E a conclusão é que, nós, mulheres, envelhecemos muito melhor.

Escutem abaixo o que ela diz sobre o Homem e a Mulher em seu estudo atual, é muito interessante, tenho certeza que vocês irão gostar:

Complementando meu post sobre este tema, saboreiem o texto abaixo que recebi por e-mail de meu marido, a respeito de uma senhora chamada Regina de Castro Pompeu, 3a. colocada no prêmio Bradesco de Jornalismo e Histórias de Vida - um texto super real e reflexivo de uma pessoa com os pés no chão e a cabeça cheia de ideias e vontade de viver muito, o que certamente conseguirá.

DE REPENTE 60 (ou 2x30)
 
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade 
adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo. 
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade. 
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos? 
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela 
professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que 
durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos. 
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço! 
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência. 
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois. 
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho. 
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho 
todas as manhãs. 
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de 
Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas 
diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de 
proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos). 
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas 
transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas. 
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta 
que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver. 
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, 
pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os 
lugares que um dia sonhei conhecer. 
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em 
turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho 
aprendido muito mais que ensinado. 
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que 
nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos). 
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice 
me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer 
de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder. 
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas 
no fogo. 
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e 
começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já 
mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim... 
Mas, do que é que eu estava falando mesmo? 
Ah, sim, dos meus sessenta. 
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados 
pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar 
“Tranquilidade Pós-Menopausa”. 
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha 
nova condição de mulher muito sex...agenária! 

(De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios Longevidade Bradesco Histórias de Vida. 
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação. 
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr. 
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma. 
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram  jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias 
que mereciam ser contadas. 
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista. 
O tema central era o realcionamento inter-geracional. 
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!" 
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine. 
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Beijos 
Regina )

                                                          


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Força a todos nós, sempre!


Eu sei, existem momentos, dias, tempos, onde a gente imagina que uma corrente forte está nos levando, como num rio caudaloso, abaixo.  Sentimos o descontrole se espalhar em nossa mente, não conseguimos nos concentrar nas coisas, ficamos perdidos nos pensamentos e sem vontade, ânimo para enfrentar de frente os 
problemas que estão ali, esperando para serem resolvidos, seja por nós mesmos, por outros ou até mesmo pelo tempo,-  tempo este que poderá ser nosso grande aliado muitas vezes.

Alguns buscam reforço na religião, na fé em algo superior.  Outros, na natureza e sua força que emana energias.
E outros em palavras - palavras de grandes mestres da humanidade, como: Jesus Cristo, Madre Tereza de Calcutá, Sócrates, Kardek, Ghandi, Chico Xavier, Buda, grandes filósofos ou pessoas que com suas almas bondosas ensinam-nos o amor, a compaixão, e como encontrar o caminho ou uma razão para nossa passagem neste planetinha.  
Tudo é válido nos momentos em que precisamos fortalecer nosso corpo e espírito e continuar nossa jornada. 

Por isso hoje deixo estas palavras maravilhosas de força e esperança, de uma mulher simples e com uma rica poesia que poderá servir-nos de inspiração para novos e melhores dias.




Sou aquela a quem o tempo muito ensinou. 
Ensinou a amar a vida. 
Não desistir da luta .
Recomeçar na derrota. 
Renunciar as palavras e pensamentos negativos. 
Acreditar nos valores humanos. 
Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil. 
Antes acreditar do que duvidar. 

( Cora Coralina )