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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Para os amigos que já chegaram ou estão chegando. Saboreiem!


“Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve”. 
(Alice Ruiz)

Estava eu ouvindo a antropóloga Miriam Goldemberg, autora do livro "Corpo, envelhecimento e felicidade", sobre o processo de envelhecimento e a maturidade e o momento de libertação, aquele em que a gente pode cuidar de nós mesmos, sem ter aquele cuidado voltado para o outro, para filhos, família e a construção de tantas coisas na vida.  Ela dizia da mulher atual, de mais de 60 anos, que já não se preocupa tanto com o corpo como foco principal, preocupadas que estavam em correr atrás da eterna juventude.  Isso está sendo observado principalmente pelo descompasso muito grande entre as mulheres e os homens, casais geralmente, pois enquanto elas querem escapar daquela armadilha que foi a vida até os 40/45 anos, cheia de responsabilidades, é claramente demonstrado através do comportamento feminino que querem ir para a rua, irem a teatros, cinema, passeios, viagens e os homens, ao contrário, querem voltar para dentro de casa, querem ser cuidados, curtir a casa e o que ela oferece.

E a conclusão é que, nós, mulheres, envelhecemos muito melhor.

Escutem abaixo o que ela diz sobre o Homem e a Mulher em seu estudo atual, é muito interessante, tenho certeza que vocês irão gostar:

Complementando meu post sobre este tema, saboreiem o texto abaixo que recebi por e-mail de meu marido, a respeito de uma senhora chamada Regina de Castro Pompeu, 3a. colocada no prêmio Bradesco de Jornalismo e Histórias de Vida - um texto super real e reflexivo de uma pessoa com os pés no chão e a cabeça cheia de ideias e vontade de viver muito, o que certamente conseguirá.

DE REPENTE 60 (ou 2x30)
 
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade 
adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo. 
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade. 
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos? 
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela 
professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que 
durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos. 
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço! 
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência. 
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois. 
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho. 
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho 
todas as manhãs. 
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de 
Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas 
diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de 
proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos). 
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas 
transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas. 
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta 
que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver. 
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, 
pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os 
lugares que um dia sonhei conhecer. 
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em 
turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho 
aprendido muito mais que ensinado. 
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que 
nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos). 
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice 
me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer 
de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder. 
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas 
no fogo. 
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e 
começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já 
mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim... 
Mas, do que é que eu estava falando mesmo? 
Ah, sim, dos meus sessenta. 
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados 
pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar 
“Tranquilidade Pós-Menopausa”. 
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha 
nova condição de mulher muito sex...agenária! 

(De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios Longevidade Bradesco Histórias de Vida. 
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação. 
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr. 
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma. 
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram  jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias 
que mereciam ser contadas. 
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista. 
O tema central era o realcionamento inter-geracional. 
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!" 
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine. 
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Beijos 
Regina )

                                                          


25 comentários:

Calu disse...

Betinha,
vc fez um rico e interessantíssimo pinel da maturidade feminina nos dias de hoje.Por coincidência recebi este texto maravilhoso via e-mail e fiquei entusiasmada com a felicidade tida por esta professora-autora ao abordar sua trajetória de vida numa carta-manifesto aos 60anos.Simplesmente demais!
E vc ata uma linda fita e doa-nos este sincero presente.Obrigada, amiga.
Mil Bjkas,
Carminha

Celina Dutra disse...

Beth, Carioca, querida

Esta é a terceira tentativa de comentar aqui!!!
Estou vivendo com tranquilidade tudo que comentaram... É TUDO NORMAL. A vida caminha, temos é que saber ser felizes.
Mas queria era dar um abraço na Shirley MacLine!
Girassóis nos seus dias. Beijos.

cris photos disse...

Que belissimo texto, merecia o 1º lugar. Ela é mesmo uma sex...agenária, gostei! O melhor de tudo é sempre ter uma postura positiva na vida, as dificuldades só nos fazem crescer.
bjus

Lúcia Soares disse...

Beth, ouvi e li atentamente. Gostei demais!
Envelhecer com saúde é tudo de bom. Não sinto falta de nada que deixei para trás. Claro que temos limitações físicas (eu, por ex., ttenho os joelhos prejudicados), mas nada nos impede de viver a vida intensamente.
Verdade que homens preferem ficar em casa...Haja paciência pra tirar marido dela... Mas o mais é bom, sinto-me muito bem comigo mesma, melhor que na juventude.
Beijo!

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth

Não conheço o livro vou comprá-lo, pois o assunto é instigante até mesmo na clínica.
Eu recebi de uma amiga este e-mail que cita e adorei. Vi um filme, do qual farei um post, no sábado, que versa sobre esta temática.
Bjs,

Paloma disse...

BETH, adorei seu texto. Realmente,os 60 anos nos trazem muita reflexão e algum temor.Mas,tento me consolar pensando na outra alternativa que seria não ter chegado a esta idade.

Abraços

Bombom disse...

Betita, como eu gostei deste post! Talvez por me ter revisto no testemunho da Regina, por dentro dos meus 68...E ainda tenho uma grande sorte porque o marido gosta tanto de passear como eu. Então um diz "Mata e o outro diz logo, Esfola"! (Conheces esta expressão)? E só ficamos em casa quando está mau tempo!!!
Bjs. Bombom

Beth/Lilás disse...

Bombom!
Claro que conheço esta expressão, aqui no Brasil a usamos também.
E nós também somos parecidos neste quesito 'sair', gostamos muito.
beijos cariocas

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Pitanga Doce disse...

Menina do céu! Como a gente se "conhece" há tão pouco tempo e você me conhece tão bem? Li o teu "convite" lá no Pitanga e vim ver.

"Primeiramente", esse arco-íris é tuuudo, você sabe.

"Segundamente", essa mulherada da nossa faixa de idade sabe muuuito. Ela tem a ciência exata do seu papel na sociedade, no atual momento em que ela vive. É claro que ninguém é hipócrita a ponto de dizer que não preferia ter, hoje, 40 anos, mesmo com cólicas menstruais e TPM, coisa que nunca tive, mas ter a pele viçosa sem ter que "pagar" por ela. Mas a mulher "tá mandando muito bem"! Acho que a melhor e maior conquista, foi ela saber e dizer O QUE QUER. E não deixar lhe fazerem o que ela não quer. O peso e as rugas, são uma consequência que a gente vai driblando com exercícios, muito Renew e outros ácidos. Mas a força interior, (em situações normais) a mulher dá de mil a zero nos "rapazes". hehe "É nós na fita", Beth! hehehe

Beijinhos e chove do lado de cá da poça.

Heloísa disse...

Beth,
Parece que esse tema do envelhecimento está inspirando muita gente.
É que, na verdade, estamos envelhecendo, e num futuro não muito distante o Brasil terá mais idosos do que jovens.
Eu também publiquei um post sobre o envelhecimento, comentando o filme Later Bloomer, e questionando a expressão "melhor idade".
Apareça para lê-lo.
Gostei bastante do depoimento da "sex.. agenária", e ouvi toda a entrevista da Miriam Goldemberg.
Acho que envelhecer é bom, porque estamos vivendo. Quem não envelhece, é porque partiu cedo.
Mas é difícil, e você bem sabe porque acompanha sua mãe.
Beijo.

Maria Célia disse...

OI Beth
Texto maravilhoso da Regina; com que propriedade e lucidez ela fala sobre a maturidade do s 60 anos.
Muito bbacana.
Bjo

Toninhobira disse...

Linda sua escolha de postagem Beth, com este audio e suas reflexões.Esta trajetoria há que ser linda,quando se tem consciencia da vida que está por viver aqui e agora, saber se valorizar e nunca se deixar entregar pelo numero.Não somos eternos matematicos mesmos.
Um abraço mineiro de flor uai.
Bju.

Valéria disse...

Oi Beth!
Que post sensacional!
Somos mesmo privilegiadas por viver um mundo em que aprendemos tanto e constantemente. Este texto me fez lembrar de minhas conquistas e vi como cresci e estou em constante mudança e aperfeiçoamento. Somos mesmo uma geração privilegiada! Parabéns pela composição de textos.
Beijinhos!

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Saudades!
Que texto lindo! Como a idade está na maturidade e não no número, devemos curtir e viver intensamente. Explorar a criança que existe dentro de nós e dar asas para essa metamorfose rica que é o envelhecer.
Bons fluidos
Bjs mil

Maria Luiza disse...

Beth, enquanto eu ouvia a entrevista, uma palavra ficava escancarada na minha mente e me deliciava horrores:LIBERDADE.Também leia-se "Quem me roubou de Mim" Percebi que a liberdade é o desencargo dos compromissos, que em sua maioria lhe impuseram e que na verdade, lhe sequestraram da sua essência . Como é bom, vc ser o que é. Deus do céu, não há nada que pague ver-se livre dos ditames da moda, Passei minha idade mais linda, à base de anfetaminas, querendo ser magrinha, uma tortura! Ser sexagenária é ser livre e viver a verdadeira plenitude da vida!Obrigada pela linda partilha! Fique com Deus! Beijão!

Regina Rozenbaum disse...

Beth amaaada!
Convidou e eu não me fiz de rogada mesmo rsrs. Já me instalei! Por uma coincidência dessas que não creio, recebi o mesmo email e comecei a escrever sobre...mas, como meu tom atual vem sendo Síndrome de PIA desisti (escrevi essa bobagem no começo do blog)! Vou deixar passar esse ataque e quem sabe escrevo num tom mais animador rsrs. Não sei se envelhecemos melhor, mas que somos muiiito mais flexíveis com a idade...sem dúvida!
Beijuuss n.a.

Márcia Cobar disse...

Beth, excelente o texto da Regina, verdadeiro, no alvo, reflexivo, entusiasmado.
Quero envelhecer assim, destemida.
Beijos querida!
Márcia

ML disse...

Bethíssima:amei o post - mais um que aplaudo- aguardo o livro - 2012? Yes, you can!
E colo aqui uma frase que eu acho D+:
"Gostaria de chegar a um equilíbrio e esquecer de algumas coisas." Mick Jagger

bjnhs

Camille disse...

Sua postagem tem tudo a ver com coisas que venho pensando esses dias. Inclusive escrevi um texto para trabalho, sobre a escolha entre envelhecer bem ou fingir que isso não está acontecendo e envelhecer mal.
É um assunto sempre em pauta, por que la com sorte todos chegaremos. E precisamos estar preparados para esse processo.
Nem sempre se vê alguem num blog escancarando esse assunto meio "tabú". Muito bacana Beth. Alias o Mãe Gaia vem se destacando por todas as reflexões que voce coloca aqui.
Um beijao e bom findi!
Cam

Wilqui Dias disse...

Oi Beth, antes de tudo bom dia, eu lembro de vc do Blog de Luciana do blog Pensamentos Desatados, Luciana eh uma amigona a qual eu amo por demais, acho que vc deve ter me visto por lá né?
Depois que vocë passou no meu blog, vim visitar seu cantinho também e olha que bacana, no Post de hoje, uam das coisas que gostei foi o link dessa radio onde a Mirian fala sobre o medo de envelhecer, rss eu estou com 29, e olha esse medo ainda nao tenho, eu queria ser mais velha um pouquinho tipo uns 35 heheheh tava otimo, todo mundo diz que eu tenho mais, acredita? e dos 18 até os 26 eu menti minha idade sempre pra um ano a mais, kkkk acredita? só parei depois que casei por o maridao descobriu a idade certa e ele conta que tenho 29, rss mas eu ja digo que tenho 30, faco em maio do ano que vem...rssss adorei seu blog, volto mais vezes pode deixar. Bom fim de semana. obg pela visita no meu blog..

• Ӗwerton Ľenildo. disse...

Nossa, que post perfeito. Adorei seu Blog, e as mensagens nele expostas. Parabéns por tudo aqui, seguindo sem hesitar.
Abração.

Eis o meu: papeldeumlivro.blogspot.com

Georgia disse...

Beth querida, depois de alguns dias de molho por causa de uma forte enxaqueca estou de volta.

Menina, daqui a 10 anos se Deus quiser chegarei lá, rs.

Confesso que os 60 me assusta. Já os 50 me deixou com um sabor de conquista. Meio século! É meio pmnposo, mas 60, preciso destes 10 anos para me preparar, rs.

Parabéns pelo tema e concordo com a Cam, esse tema envelher e bem é tabu.

Bjao

Luma Rosa disse...

Tenho uma amiga que perdeu o marido a mais de um ano. Sempre fui muito ligada à ela, apesar de ser bem mais velha do que eu. Ela sempre cuidou de mim como se fosse filha. Um dia, sugeri que fosse viajar, talvez um cruzeiro, porque desde a morte do marido, tornou-se chorosa, diferentemente da mulher alegre e expansiva de antes. Antes, quando o marido ainda era vivo, reclamava muito que ele não saía de casa e que a sua aposentadoria tinha atrapalhado muito a vida dela, pois os cursos e saída durante a tarde já não eram tão frequentes, devido à atenção que o marido exigia. Apesar das reclamações foram mais de 40 anos de convivência. Enfim, ela topou ir para o cruzeiro e na volta comunicou o que constatou: Praticamente era um cruzeiro de viúvas!!
Para além da viuvez, as mulheres aprenderam a não dependem da companhia masculina. Até uma certa idade, o sexo nos escraviza. Por mais que você seja íntima do seu companheiro, a mulher sempre irá se policiar com a aparência.
E o homem também passa por um processo de amadurecimento e regressão sexual. A natureza faz tudo certo! E envelhecer junto compreende "aceitação" da natureza.
Depois de uma certa idade, as prioridades são outras para além da aparência física, queremos estar bem mentalmente.
Não consegui saber o que diz a Miriam Goldemberg, porque o espaço está vago entre um parágrafo e outro. Acho que é o meu navegador.
O Texto da Regina de Castro Pompeu vai além de ser um apanhado dos acontecimentos principais da sua vida. Ela fez muitas mulheres se enxergar ali. Muito bom!!
Esse texto me fez sentir muita vontade de sentar e conversar com você. E também porque estou muito sensibilizada por coisas relacionadas.
Bom fim de semana!! Beijus,

Elisa T. Campos disse...

Beth

Adorei esta postagem
Fiquei maravilhada com o seu texto.
As mensagens tem alguma semelhança.
Na adolescência não queria chegar a idade de Cristo.Mas depois percebi que era apenas uma nova etapa que se iniciava cheio de desafios.
É mais do que merecido o seu prêmio.Foi muita emoção e ainda tendo como jurada a Nicete Bruno e ao lado da Shirley MacLaine. Ocasião rara.

Parabéns. Parabéns
Muita luz e inspiração
Beijussssss

Menina no Sotão disse...

Eu vou na contramão da maioria porque não dou a mínima para as coisas que a maioria das mulheres parecem se importar. Claro que eu tenho as minhas vaidades, mas elas vão ao fato de escolher determinada marca de tênis, meu conjunto adidas e um lençol gostoso que acomode bem o meu corpo, além de uma toalha de banho gigante. Eu adoro.
Gosto de caminhar, mas para dar equilibrio ao corpo e não deixar nada ser agredido pela gravidade. Gosto do meu corpo, então é justo cuidar dele.
Acho que envelhecer é uma arte que consiste em se sentir bem consigo mesmo. Eu fiz 30 e quero fazer 40 com a mesma alegria dos 30... rs

bacio

Ps. Adorei o texto e o prazer em que ela demonstrou ao estar diante de figuras que no fim são iguais a ela...