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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por que acha que as pessoas se casam?


Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza e blá blá blá...
Que nada, pois se nem na família real o casamento é para sempre! 

E como eu gosto de ver resultados de pesquisa, o IBGE confirmou o que sai todos os dias nas revistas e na mídia em geral, ou seja,  que a taxa de divórcios no Brasil cresceu, bateu record em 2010 e nos últimos 26 anos com tanta separação.  Os pombinhos fazem juras de amor eterno no altar ou na frente do juiz, torram todas as economias com o buffet, fazem viagens mirabolantes e depois se separam por qualquer coisinha.  Algo como 'tolerância zero no amor'.  

Por um outro lado, aqui mesmo, onde tudo pode acontecer, aumentou também o número de casamentos, e mais de 80% foram de jovens que resolveram juntar os trapinhos.

A conclusão final é de que a 'família brasileira' não corre perigo, pois até nisso a pesquisa revelou que o número de divorciados continua firme no sonho, por esta razão, recasam, e começam tudo de novo.

Será que isto ainda é um sonho e todo mundo quer realizá-lo algum dia, nem que seja para separar depois?  Encontrei uma belíssima resposta no filme abaixo, vejam que interessante:


(Filme Shall we Dance-2004-com Richard Gere, Susan Sarandon e Jeniffer Lopez)

Para quem não conseguiu acompanhar, deixo aqui a fala do filme:  

São tantas promessas que a gente faz e depois se esquece.
Por que acha que as pessoas se casam?
Paixão.
Não. 
Que interessante, eu achei que fosse romântica, então porque é?
Porque precisamos de uma testemunha pra nossa vida.  
Há um bilhão de pessoas no mundo, e que importância tem a vida de cada pessoa na verdade?
Mas num casamento, você promete se importar com tudo.
As coisas boas, as coisas ruins, as coisas terríveis, as coisas comuns. Com tudo, sempre todos os dias.
Você diz, a sua vida não vai passar sem ser notada porque eu estarei lá para notar.
Sua vida não ficará sem testemunhas, porque eu serei sua testemunha.
Pode usar estas frases se quiser.
Claro que vou!






21 comentários:

Maria Célia disse...

Oi Beth
Já assisti este filme e gostei muito.
Apesar do mundo pregar que o casamento é uma instituição falida, as igrejas católicas, principalmente, andam com a agenda lotada, dependendo da igreja tem que marcar com um ano de antecedência.
Se as pessoas não curtem casamento religioso, partem pra parte civil, e se não querem nenhum tipo de papel, juntam os trapinhos, uma, duas, três vezes como fez meu irmão; ou mesmo um dos meus primos que já está no sétimo casamento.
O que interessa é não viver sozinho - separação, divórcio é só um detalhe.
Beijo.

Valéria disse...

Oi Beth!
Gosto destes seus textos!
Viver o casamento não é fácil, é uma arte.rsss E ser tolerante é a palavra chave, coisa que os jovens hoje não têm. O casa e separa decorre da imaturidade que cada vez mais vemos por aí, é uma necessidade fremente de conquistar, de ter, de estar com, mas na menor rajadinha de vento as bases trincam.
Beijinhos e tudo de bom!

Celina Dutra disse...

Beth, carioca, querida,

Talvez seja uma grande razão para o casamento. As pessoas gostam de ser notadas!
Girassóis nos seus dias. Beijos

Bombom disse...

Oi, Betita, que honra, essa magnífica legendagem! E este tema dá "pano para mangas"!!! Aqui em Portugal também há muito casa-descasa, infelizmente.O problema do casamento não é por ser religioso, civil, ou "à porta do talho" (como se dizia antigamente quando as pessoas juntavam os trapinhos e iam viver junto).
Para mim, a questão está no facto de haver ou não Amor e na maturidade que este exige em todos os momentos da vida de um casal: na saúde, na doença, na fartura, na penúria e sobretudo nos momentos de dificuldade.
Numa sociedade que resumiu tudo ao Ter e ao vale tudo para chegar onde se quer,não há lugar para sacrifícios. Quem não está bem, muda-se! Troca-se o parceiro como quem troca de lençol! Eu ainda sou da velha guarda, daquelas que mais vale quebrar do que torcer, que acredita nos valores da lealdade,da fidelidade, da sinceridade, do perdão, do respeito mútuo....por isso celebrei este ano 42 anos de casamento. Mentiria se dissesse que foi sempre um mar de rosas, mas nesses momentos vale o discernimento, a boa vontade, a serenidade, para se avaliarem atitudes e reorientarem caminhos. Se houver Amor tudo se transcende.
Bjs. Bombom

Lúcia Soares disse...

Susan Sarandon tem credibilidade pra passar a linda mensagem.
O amor não é tudo num casamento, muito menos a paixão. Todo o encantamento dos primeiros tempos, quando os dois estão se conhecendo, vai se atenuando e a realidade do dia a dia tem que encontrar uma relação forte e sadia, para subsistir.
Beijo!

pensandoemfamilia disse...

Não é o casamento que está falido, mas sim a costrução dos vínculos. nada nasce pronto, relacionamento é investimento diário e para tal é necessário crer que vale a pena.
Neste mundo do descartável o amor entrou na roda.
Bjs.

Toninhobira disse...

Claro que o casamento está sempre em alta Beth e creio que todos buscam cedo ou tarde este acoplamento,talvez numa especie de completude,que se solidifica com a relação diaria bem orientada.Legal o filme.Bela partilha para uma reflexão aberta e aprofundada.Gostei Beth.
*****************************
Em tempo o arroz vermelho é um tipo mais proximo do natural ou menons beneficiado,é tipico de Minas este pato no arroz vermelho como chamam.Na net tem alguma coisa.Também tem que o faça usando o sangue na hora de cozinhar o arroz.

Um abração amiga e grato sempre pelas palavras de carinho e incentivo.
Bju.

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Beth, que legal! Não tinha pensado nisso, rs...rs.
Quer dizer que precisamos de alguém para mostrar que estamos vivos e servimos (ou não) para alguma coisa.
Com essa estatística do IBGE e o aumento dos casamentos, você pensou bem. De fato esse filme explica bem a situação. Muito bem bolada sua postagem.
Beijo no seu coração.
Manoel.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

sobre separações: acho q mtas vezes as pessoas estão intolerantes e imediatistas demais né. copiam artistas de tv que toda hora casam e separam, esquecem que uma vida a dois é preciso ter paciência, compreensão...

me assusto como os casamentos acabam logo...e como filhos sofrem com isso

bjs querida mae gaia

Pitanga Doce disse...

Já vi este filme trocentas vezes porque o tenho, e este assunto daria um outro post e não um comentário. Por mais que se veja de pertinho, na familia, nos vizinhos, nos jornais, que o casamento é "um caso a ser estudado" (hehehe) todo mundo quer casar ou juntar. É aquela necessidade de dividir tanto, mas tanto, que depois fica cada um dividido para um lado. Como no filme, a esposa não sabia das insatisfações do marido. Para acabar bem, ele se encantou com a dança. Ela se engajou na coisa e retomaram "a dança" de onde pararam. Nós sabemos que quando a coisa "divide", não é assim que vai. Cada um segue seu caminho e volta a se juntar com alguém...para dividir outra vez. Pode???

Bom dia Beth. Que dezembro é esse, filha?

She disse...

Oi Beth, tudo bem?! Minha Linda, quero notícias da Glorinha, me mande um e-mail? Vc tem o meu meu pessoal!
Beijo, beijo!
She

PS: Volto depois pra ler o seu post! ;)

Cucchiaio pieno disse...

Aqui na Itália também está assim!
Como diz a tia do meu marido: "todo o mundo é mundo"!
Casei-me uma vez (aos 20) e foi um desastre, casei-me novamente (aos 30) e considero-me a pessoa mais feliz desse mundo!
Bjos
Léia

http://graceolsson.com/blog disse...

Beth

eu casei a primeira vez, aos 21, com segundo namorado. Acabou o casamento por que eu não conseguia entender como ele queria viver, o tempo todo, na barra da saia da mãe. Casei a segunda vez, 7 anos depois. E pedi o divorcio depois de presenciar, meu ex-marido, matar um cão com as próprias mãos e diante do próprio filho que entrou em choque.
Eu nao tinha mais como viver ao lado de um homem que fosse capaz de matar para descarregar a sua raiva.
Muita gente me disse na época que eu deveria perdoar. Nao..Eu nao poderia.
Sete anos depois, encontrei meu atual marido e com ele, realizei meus sonhos de menina. Casei na igreja, pela primeira vez. Já tivemos muitos desafios e muitos deles, nunca imaginados por mim...Mas, estamos juntos.
se os casamentos anteriores nao deram certo?Dera...só que a validade venceu e eu tive que rasgar o lacre e voar.Mas, a minha mãe dizia que trocar de parceiro é, apenas, troca de problemas.Talvez, isso valesse para ela que viveu 45 anos com meu pai e se separou com a morte dela.
dias felizes

Nina disse...

Mas brasileiro nao casa mt, se junta, né Beth? Acho que tá ai um dos motivos, a pessoa ja entra numa relacao pensando em se separar, sei lá. Ahhh, se nao der certo, separa.. simples assim! Acho complicado como as coisas hj sao resolvidas de forma tao banal. Parece que nada mais importa, a nao ser eu mesmo. O outro? Ah, ele que se dane.

Nao sei se ja te disse isso, mas acho vc e teu marido um casal lindo, sabe porque? porque vcs se tratam com grande carinho e paciência, foi isso que vi em vcs, acredito ser esse um dos motivos que fazem o casamento durar mais, mas o que faz as pessoas casarem nao sei :-(

Márcia Cobar disse...

Bethinha, que perspectiva fantástica! Preciso de uma testemunha!
Beijos
Márcia

Liz - Como as Cerejas da Minha Janela... disse...

É. Temos que procurar a felicidade. Como fez a amiga do "Cucchiaio pieno". Muito legal, Léia!

A tolerância é importante, mas até quando? eu acho o amor, o mais importante. Amor não é paixão, e esta logo acaba. Amar no casamento significa cumplicidade, compartilhamento, respeito, fidelidade, amizade, lealdade e tantas outras palavras bonitas. Mas para levar um casamento a sério é preciso antes de tudo, maturidade. E é isso que falta muito.

Ótimo post, Beteh! adorei!
Beijocas com carinho

Isadora disse...

Oi Beth sem dúvida a vida em comum não é nada fácil. Acho que é uma batalha diária e sim, vai muito além do amor e paixão. O sentimento (que não sei definir com um nome) que sustenta a relação após os arroubos este sim é o que nós faz querer continuar juntos, trilhando o mesmo caminho e sendo testemunha dos erros, dos acertos, das vitórias e das derrotas de quem decidimos acompanhar.
Beijos

Calu disse...

Tudo perfeitamente cadenciado, Beth, a pesquisa, tuas conclusões e a Susan Sarandon registrando o que muitas das vezes vai no inconsciente.
Sou a favor de buscarmos a felicidade, porém, de tentá-la antes de partir em busca de outra.Acho que a maioria das pessoas acredita no " para sempre" e, só desiste dele quando o agora é insuportável.
Este filme, diz verdades certeiras.Gostei muito.
Bjkas,
Calu

Luciana disse...

Eu vi esse filme e gostei bastante. Não posso deixar de concordar em muito com a fala da atriz, sábia mesmo.

Quanto aos divórcios... Acho que muita gente casa já tendo conhecimento da enorme possibilidade daquele casamento caminhar rapidamente pra um divórcio, mas insistem, talvez por medo da solidão, talvez por medo de críticas da sociedade, talvez porque as pessoas gostem de se auto enganarem. Outro dia li sobre um casal que já não queriam estar juntos mas o casamento já estava programado, pago e tal, então foram em frente, casaram e se separaram no mesmo dia, pois após o casório cada um foi pra sua casa, mas a festa rolou, o sonho de casar foi realizado, mesmo que pelo avesso. Sinistro.

Beijo

LILIANE disse...

Beth
lindo lindo sua reflexão.
mês que vem completo 12 anos de casada.
Meu Deus, foi a melhor coisa que me aconteceu.
Foi intenso, vivo, decidido.
Ele foi a testemunha que eu esperei viu.
beijos.

ManDrag disse...

Um bom tema para reflexão. Seria muito bom que as pessoas pensassem bem o que pretendem fazer das suas vidas antes de arrastarem outros para o seu descompensado fosso emocional.
Se as pessoas são fúteis e volúveis, claro que isso se reflectirá nas suas escolhas e opções. Assim o casamento acaba por ser um episódio de folclore, como bem descreves no teu texto: apenas um ritual de espalhafato e esbanjamento para vizinhança ver, sem compromisso nenhum. O compromisso implica empenho, que é coisa pouco apelativa num mundo votado ao consumismo imediato e passageiro.

É sempre um prazer passar por este teu espaço.

Abraços nordestinos