.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Somos contra as Usinas Nucleares!



Setenta anos depois a "rosa radioativa. estúpida, inválida, a rosa com cirrose, a anti-rosa atômica" reaparece no Japão e, não só na forma absolutamente deturpada das flores que nascem em Fukushima, cidade assolada pelo tsunami e terremoto que há quatro anos atingiu a Usina Nuclear de Fukushima, mas as regiões próximas ao desastre, registram com frequência a aparição de aves e insetos com mais asas do que o usual ou completamente deformados.

Site yahoo.com

Esse dramático alerta de Fukushima representa que as usinas nucleares são um risco para a humanidade e para a vida neste planeta. 

No link ao lado, poderão constatar como Fukushima vem sendo engolida pela natureza e o esquecimento. -  AQUI









domingo, 27 de setembro de 2015

Sim, nós temos a força!

"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância." 
Simone de Beauvoir

"O instinto maternal em cada um de nós é a MEDICINA DO LOBO. Pois o Lobo é uma progenitora, e um progenitor. De forma simplificada, isto significa que o lobo detém a energia paternal e maternal em sua vibração. Esta é a verdadeira Medicina do Lobo. A Medicina do Lobo com a qual uma mulher caminha, que ela chama de INTUIÇÃO, é o Lobo amigo dela. No antigo caminho, o lobo amigo era conhecido por vir ao vilarejo proteger as crianças. Esta energia do lobo amigo vem do sobrenatural. É a parte sobrenatural da mulher que sabe como alterar seu amor, sua intenção, e suas habilidades de criação para a forma do Lobo. Assim, ela vem ao vilarejo na forma de uma Loba, para proteger as crianças e os mais velhos carentes."
(The Soul of the Indian Dr Charles Alexander Eastman, 1911 

Ultimamente venho percebendo, entre uma conversa e outra com amigas da mesma faixa de idade que eu ou outras mais velhas, uma certa sintonia relacionada aos sentimentos que se igualam quando vemos o tempus fugit*indo embora rapidamente, não só para nós mesmas como para os que nos cercam, nossos entes mais queridos que amamos e estimamos tanto, alguns bem idosos se despedindo a cada dia, e outros necessitando nossos cuidados permanentemente.
Nenhum de nós está isento de enfrentar problemas de ordem física, e na meia idade estamos sempre fazendo exames, consertando dali e daqui e tocando em frente, até mesmo ajudando a quem está em condições piores, mas todos, indistintamente, sentimos o peso dos anos e a necessidade de cuidados com nosso corpo.
Porém, uma das características marcantes em nós, mulheres, é que apesar dos pesares, abrimos canais entre nós, nos unimos para conversar, trocar ideias, dividir os problemas e com isso adquirimos força,
ajudando e semeando horizontes de otimismo e esperança por meio das experiências que trocamos.
"Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Tem experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e extrema coragem." 
(Clarissa Pinkola Estés)

Somos lobas em círculo, como diz Clarissa Pinkola em seu livro que fala da força e poder que temos para lutar e sobreviver, exercendo a ancestralidade que temos da alma selvagem e que no hoje se reflete ainda em luta pela união da família e das superações dos momentos difíceis. Somos nós que fazemos este movimento lindo e que embala de amor este mundo.

Quero lhes dizer que sinto-me feliz em ser mulher e estar com todas vocês, interligadas neste maravilhoso fenômeno em movimento que é a vida.
Desejo a todas nós, força, força de loba para continuarmos em frente!








(*) tempus fugit= é uma expressão latina que significa "O tempo foge", mas que é normalmente traduzida como "o tempo voa". É uma expressão que aparece em muitos relógios.
A expressão foi usada pela primeira vez nas Geórgicas do poeta romano VirgílioSed fugit interea fugit irreparabile tempus ("Mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge"). Wikipédia







sexta-feira, 18 de setembro de 2015

"Ó o leeeeeeite!"


Na busca por textos que incentivem a vida e a forma mais leve de levar a mesma, deparei-me com esta beleza de crônica abaixo que me inspirou nesta dia, depois de uma torrente de emoções e de insatisfações que todo o ser humano pode sentir no decorrer da vida, mas que não pode se estabelecer como normalidade. Muitas vezes os caminhos são tortos, mas a chegada é certa e esmorecer ... jamais!
Como a autora bem diz "Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas." 
Ela tem razão, vejam só!




"Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!".

 Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.

 No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto.
 Literalmente esquecia.
 Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.

 É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.

 Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria. 
 Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:

 O leite só ferve quando você sai de perto.

 Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.

 A vida gosta de surpresas e obedece à "lei do leite que transborda": Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.

 Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.

 Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, whatsapp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve...

 Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer linda e casual, capricha no perfume... e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e vegetal no cantinho do sorriso.

 Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.

 A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r...

 E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar..."
                                                                                                                             FABÍOLA SIMÕES-blog de crônicas