.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu queria estar lá.


Quando fazer supermercado torna-se divertido, um musical, por exemplo, na seção de frutas e legumes, gente alegre e cantante e bom humor no ar, acho até que as vendas crescem e pode ser bom para os dois lados - do comerciante e do cliente -, sem contar a alegria que contagia com a música e é visivelmente notado nos rostos à volta.

No vídeo a seguir, verão o que este incrível grupo nova-iorquino apronta para sacolejar as pessoas, tirando os fones de ouvido e o pouco interesse no material humano. E é preciso muito para isso, pois em NY ou Londres cada um é cada um e as pessoas não ficam olhando com cara de espanto se o seu cabelo estiver com um corte super estranho ou uma cor inesperada.
O objetivo? De acordo com o fundador do grupo, Charlie Todd, é "criar momentos que sejam tão impressionantes que as pessoas tenham uma história para contar pelo resto da vida".

Para saber mais sobre como funciona o grupo Improv Everywhere clique aqui e divirta-se vendo as Missões que eles já criaram.








(Como escondem as caixas de som)

Use 3 e seja querido(a)!




Apenas três expressões são necessárias para ser uma pessoa educada, assim como portas e corações lhe serem abertos sempre:

- Por favor - Com licença - Muito obrigada(o)

Mas, tá difícil de se ouvir isso por aí!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Insônia = Excelente DVD

Em noites de insônia, nada como um bom DVD para assistir, ou melhor, rever.

Sim, rever talvez seja uma boa saída quando a gente não acha nada interessante pela locadora, a não ser que estejamos a fim de ver uma comédia romântica igualzinha a todas as outras e com as mesmas carinhas carimbadas de sempre.

Então, fui nos clássicos.

Lembrei que há tempos, quando vi este filme, achei-o lindo, mas não tinha ainda a sensibilidade de agora para entendê-lo, pois eu era mesmo uma garota meio, digamos, aérea. rssss Mas, como tinha uma outra amiga mais velha, a Verônica, já beirando os trinta e que tinha feito sua segunda faculdade, Belas Artes, vivíamos saindo juntas para assistir "filmes cabeça".
Tipo assim: Gritos e Sussurros (Bergman); Morangos Silvestres (Bergman); A Rosa púrpura do Cairo (W.Allen); Laranja Mecânica (S.Kubrick) e muitos outros que, pelas indicações de minha amiga, eram filmes que eu nunca, jamais iria esquecer.

Verdade mesmo!

E este que peguei na locadora do bairro hoje é mais uma destas obras primas da arte de fazer cinema e dispensensaria comentários se eu lhes falasse de cara que é o mesmo sujeito que fez 2001 Uma Odisséia no Espaço, um marco na história cinematográfica. Mas, vou comentar.

O nome dele é Stanley Kubrick e a biografia, juntamente com sua filmografia está aqui na Wikipédia para quem quiser conferir. Só digo que o cara era um gênio, um perfeccionista de marca maior, indo contra sua vida pregressa no Bronx de sua infância, que nem os deveres de casa fazia e não era lá grande aluno, sempre com notas medíocres. Mas, sua visão para fotografia era fantástica e desde ali, incentivado pelo pai, começou a exercer este talento. Serve como exemplo para todos nós que temos filhos e esperamos ou exigimos demais deles. (Daniel se estiver me lendo, pensei em ti)

(Auto-retrato de Kubrick na década de 50-Fonte Wikipédia)


Bem, mas o filme a que assisti é um verdadeiro desfile de quadros antigos, como se estivéssemos visitando um daqueles lindos museus recheados de van Dicks, Rubens ou Rembrandts.
Dizem até que Kubrick usou lentes criadas pela NASA para poder filmar alguns interiores, iluminados apenas com velas. É um filme histórico, do período Barroco, época da grande música e também da grande pintura. E para mostrar este tipo de manifestação artística, o filme é lento, poucos diálogos, mas de uma intensidade profunda, onde cada cena parece uma pintura de quadro a óleo e a trilha sonora um capricho só. De Haendel, Mozart, Bach entre outros. Um mergulho na Europa dos séculos XVII e XVIII. Coisa linda de se admirar!

Não vou dizer mais nada, se quiserem saber mais, não deixem de ver o excelente Barry Lyndon (1977) com o lindão do Ryan O'Neal, super jovem, que interpreta o personagem magistralmente e a atriz Marisa Berenson, também jovenzinha.
E, para ilustrar um pouquinho e atiçar a vontade de verem o filme, aí vão algumas cenas disso que vos falo:








Ah, depois disso fui dormir e sonhar com tanta coisa bonita!

(Fotos Google Imagens)



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fotografias incríveis

(LAPP-fotografia com luz)




Fotografia é uma arte fabulosa e as novidades que a cada dia se apresentam leva-nos a mundos surrealistas, de sonhos, coloridos e inimagináveis. Muitas parecem photoshops ou montagens, mas não são, como estas acima.


Conheçam a técnica Light Art Performance Photography, mais conhecida pela sigla LAPP e
que seus criadores, Jan Wöllert e Jörg Miedza, mostram num site espetacular e luminoso, tudo o que se pode fazer com uma câmera, alguém vestido de negro e a formação de desenhos com luz.

Vejam aqui e apreciem.




terça-feira, 3 de novembro de 2009

Em algum lugar do passado

Eu estive estes 3 últimos dias em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, na casa de minha amiga de infância Lurdes e sua maravilhosa família, Eduardo (marido), Taísa e Thamara suas duas lindas jovens filhas. Somos amigas desde os 7 anos de idade, crescemos juntas, estudamos juntas e nossos elos de amizade são como o de uma grande família. Seu pai, sr. João, português bonachão e octogenário, ainda participa dos nossos encontros, sempre de carinha feliz e com um versinho ao estilo lusitano para contar seus casos passados. Na foto, a família toda, mais o namorado da filha mais nova e os filhos da irmã da Lurdes, a Tereza e sua família, com Raquel e Diogo que sou também madrinha. Então, como podem perceber é um verdadeiro 'nó familiar'.

Foram dias felizes de muito bate-papo em que tagalerei bastante e rimos um bocado, comidas gostosas que a Lurdes preparou para todos e dormindo bem tarde da madrugada.
Adoro todos eles!

(Da direita: Diogo, eu, Tereza, Raquel, Eduardo, Sr.João, Lurdes, Dalton e Thamara)


Ao lado do condomínio que moram meus amigos, está situado o famoso e único lugar para onde vão os velhos e necessitados artistas do Brasil - O RETIRO DOS ARTISTAS - que existe há 91 anos e onde fui para conhecer e trazer esta matéria para vocês.


(Entrada do casarão que abriga hoje um brechó)

A instituição tem 13.672 metros quadrados de área, com piscina, refeitório, lavanderia, salão de beleza, capela e teatro. Ali estão 40 casinhas com varanda que abrigam os residentes. Cada um na sua, decorada ao seu jeito. Parece uma cidadezinha do interior, com cadeiras na varanda, bibelôs por todos os lados, cães e gatos dorminhocos. Nada de luxo. Mas tudo limpinho e caprichado.

O ator Stephan Nercessian é o presidente da instituição desde 1999 e tem trabalhado bastante para a manutenção do lugar, corre atrás de doações, promove festas e peças e sonham com a expansão para abrigar mais idosos e, pelo que percebi, já tem uma nova ala recém-construída na parte de cima do terreno. Festas juninas famosas e badaladas e as vendas no brechó feito no casarão de entrada, com pecinhas vintage muito interessantes teem ajudado no orçamento do famoso retiro. E como o tereno é enorme, passou a abrigar outras atividades, como cursos de teatro, canto e dança e isso também gera receita para ajudar na manutenção deste lugar.


(O Teatro, que ganhou ar-condicionado, é alugado para terceiros e usado para
shows do próprio retiro, ainda oferece cursos de interpretação, canto e dança)




(Placas em bronze dos grandes artistas do passado)


(As principais ruas do retiro com nomes de atrizes inesquecíveis)




(O estilo das casinhas do retiro e suas cores)



(Interior do Brechó com suas peças vintage)


(Algumas atrizes e bailarinhas famosas)

A maioria dos residentes está ali porque não tem ninguém ou não pode contar com o apoio de parentes. Há artistas saudáveis e outros debilitados que são atendidos por uma unidade de apoio, onde ficam alguns artistas que precisam de cuidados especiais e são acompanhados por enfermeiras e, se preciso usam também uma UTI móvel para emergências.

Quando estive por lá 'xeretando', eu e minha amiga Lurdinha, conhecemos uma senhora residente que, segundo ela tinha 84 anos, mas parecia bem menos, pois de braços dados conosco, subiu a ruazinha principal do retiro, falando sem parar sobre sua vida e a dos outros vizinhos seus. Apresentou-nos como sendo de sua família e muito bem humorada, contou-nos algumas verdades que depois disse que eram mentiras, ficamos meio encafifadas com as histórias da velhinha, mas afirmou que tinha morado 37 anos em Paris e fora dançarina, conheceu um monte de gente, foi muito feliz e acabou ali, através de uma indicação de freiras amigas.
Uma simpatia irradiante era a dona Carmélia, mineira e muito engraçada. Rimos muito com ela e suas histórias mentirosas.


(Dona Carmélia na porta de sua casinha)


Todos parecem gostar muito deste lugar, que de triste não tem nada. E esta mistura de gente de todo tipo que lá está, desde antigos palhaços, atrizes e bailarinas, fazem parecer o elenco de uma novela que poderia ter o título "Em algum lugar do passado".

(Gatinhos dormem tranquilos em seus cantos prediletos)



domingo, 1 de novembro de 2009

As extremidades de nosso ser

(A execução de Lady Jane Gray na Torre de Londres-1554 - Paul Delaroche-1833-National Gallery London)



Eu amo olhar pinturas, quadros, galerias de arte, fico tão feliz que quando saio dali minha cabeça sai tão leve como se estivesse sido purificada com as pinceladas e matizes dos artistas que, desde os primórdios dos tempos, nos transportam para suas telas e em algumas, se a gente observar bem os detalhes, como o fiz nesta tela acima de Paul Delaroche, em que as expressões faciais, o lugar, os adereços e roupas de época, o brilho dos metais, as sombras e claridades, tudo parece feito para aguçar nossos sentidos e fazer uma total interação do espectador com a cena.

Esta incrível tela acima, tem um tamanho ao vivo gigantesco numa das paredes do National Gallery de Londres e retrata a execução de Lady Jane Grey na Torre de Londres, reinando apenas 9 dias e morrendo assim, tão jovem e bela, sendo chamada então Rainha dos 9 Dias.
Fiquei olhando para a tela e imaginando, quase sentindo, a tristeza das pessoas em sua volta chorando, a beleza da moça e sua pele alva e seu vestido acetinado tudo se interpondo ao olhar calmo e de espera do carrasco preparado para seu ato absurdo e fatídico.
É o tipo de pintura que não somente se vê e admira o talento impressionista do artista, mas tudo o que ela conta na forma que é apresentada.

Deixou a muitos boquiabertos, que nem eu, e as crianças que, em grupo escolar, ouviam atentamente as explicações de um guia do próprio museu sobre a história daquela personagem saxônica. Esta, com certeza, foi a tela que mais me chamou atenção e que ficou na minha lembrança para sempre daquele local e aí vim pesquisar na Net para mostrar a vocês também.

Então, como veem a pintura pode impressionar e marcar nossa memória para sempre.
O artista que a pintou em 1833, talvez não soubesse o quanto ela seria admirada e como influenciaria em nossas mentes tão profundamente.

Agora, vejam estas outras pinturas abaixo. São bonitas e teem um outro estilo.
Gosto muito também e imagino que quem as observasse, principalmente ao vivo num grande salão, ficasse impressionado ou se identificasse até com alguma delas.
Vejam que suavidade e leveza de cores e traços. O autor parece ser uma pessoa que observa e ama sua cidade, provavelmente européia, Viena talvez, quem sabe.

Agora, lhes pergunto, quem seria o talentoso e delicado artista, alguém tem ideía?











A resposta é:
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Adolf Hitler

"
Nascido em uma família de classe média alta, Adolf já tinha interesse em artes. Desde pequeno ele pintava quadros. Seu sonho era ser um grande pintor no futuro, como seu ídolo Monet. Sua família não o incentivava, preferindo que Adolf seguisse a carreira futebolística. Com 18 anos, e um objetivo a ser conquistado, Adolf sai de sua casa e tenta ser aceito na Escola de Arte de Viena. Foi 7 vezes rejeitado, pensando em desistir da carreira de pintor."
(Wikipédia)