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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Insônia = Excelente DVD

Em noites de insônia, nada como um bom DVD para assistir, ou melhor, rever.

Sim, rever talvez seja uma boa saída quando a gente não acha nada interessante pela locadora, a não ser que estejamos a fim de ver uma comédia romântica igualzinha a todas as outras e com as mesmas carinhas carimbadas de sempre.

Então, fui nos clássicos.

Lembrei que há tempos, quando vi este filme, achei-o lindo, mas não tinha ainda a sensibilidade de agora para entendê-lo, pois eu era mesmo uma garota meio, digamos, aérea. rssss Mas, como tinha uma outra amiga mais velha, a Verônica, já beirando os trinta e que tinha feito sua segunda faculdade, Belas Artes, vivíamos saindo juntas para assistir "filmes cabeça".
Tipo assim: Gritos e Sussurros (Bergman); Morangos Silvestres (Bergman); A Rosa púrpura do Cairo (W.Allen); Laranja Mecânica (S.Kubrick) e muitos outros que, pelas indicações de minha amiga, eram filmes que eu nunca, jamais iria esquecer.

Verdade mesmo!

E este que peguei na locadora do bairro hoje é mais uma destas obras primas da arte de fazer cinema e dispensensaria comentários se eu lhes falasse de cara que é o mesmo sujeito que fez 2001 Uma Odisséia no Espaço, um marco na história cinematográfica. Mas, vou comentar.

O nome dele é Stanley Kubrick e a biografia, juntamente com sua filmografia está aqui na Wikipédia para quem quiser conferir. Só digo que o cara era um gênio, um perfeccionista de marca maior, indo contra sua vida pregressa no Bronx de sua infância, que nem os deveres de casa fazia e não era lá grande aluno, sempre com notas medíocres. Mas, sua visão para fotografia era fantástica e desde ali, incentivado pelo pai, começou a exercer este talento. Serve como exemplo para todos nós que temos filhos e esperamos ou exigimos demais deles. (Daniel se estiver me lendo, pensei em ti)

(Auto-retrato de Kubrick na década de 50-Fonte Wikipédia)


Bem, mas o filme a que assisti é um verdadeiro desfile de quadros antigos, como se estivéssemos visitando um daqueles lindos museus recheados de van Dicks, Rubens ou Rembrandts.
Dizem até que Kubrick usou lentes criadas pela NASA para poder filmar alguns interiores, iluminados apenas com velas. É um filme histórico, do período Barroco, época da grande música e também da grande pintura. E para mostrar este tipo de manifestação artística, o filme é lento, poucos diálogos, mas de uma intensidade profunda, onde cada cena parece uma pintura de quadro a óleo e a trilha sonora um capricho só. De Haendel, Mozart, Bach entre outros. Um mergulho na Europa dos séculos XVII e XVIII. Coisa linda de se admirar!

Não vou dizer mais nada, se quiserem saber mais, não deixem de ver o excelente Barry Lyndon (1977) com o lindão do Ryan O'Neal, super jovem, que interpreta o personagem magistralmente e a atriz Marisa Berenson, também jovenzinha.
E, para ilustrar um pouquinho e atiçar a vontade de verem o filme, aí vão algumas cenas disso que vos falo:








Ah, depois disso fui dormir e sonhar com tanta coisa bonita!

(Fotos Google Imagens)



14 comentários:

Heloísa disse...

Beth,
Bela descrição do filme, que deve encher os olhos e os ouvidos de imagens e sons lindos.
E aquele bonequinho da introdução está fofíssimo. Acho incríveis as ilustrações que você consegue.
Beijo.

Bia Mendonça disse...

Oi Beth! Demorei um pouco de vir aqui, mas vim! :)

Vc falou dessa sua amiga que te levava para os filmes cabeças, me lembrei da minha prima que escrevi estar com saudade ontem, ela é assim, adora filmes cabeças, e me carregava junto. Alguns eu gostei, outros nem tanto...

Mas meu remédio para insônia aindda é chá e livros!

bjs

Lúcia Soares disse...

Beth, sempre gostei de filmes românticos, tipo "água com açúcar" mesmo. Vi poucos filmes "cabeça" e confesso que é uma falha minha. Mas sempre tive tanto que ver a minha volta que sempre preferi filme que me distraisse. Mas este me parece uma boa pedida.Vou conferir! Bj

Luciana Klopper disse...

Sabe que adoro ver filmes e ler livros sugeridos nos blogs

Daniel Lucas disse...

fala mae
que bom q pensou em mim... nao jogue espectativas em cima de mim que nao tenham meu perfil. Nao nasci serio, nao sou serio e nao vou morrer serio.
Isso é fato, a vida eh uma comedia basta so mudar de canal.

Lucia Cintra disse...

Nao acredito que nunca assisti esse filme, pois amo esse tipo de enredo. Vou ver se acho por aqui quando tiver um tempinho livre. bjos

Rosamaria disse...

Que boa pedida, Beth!
Estou com uma coleção de filmes clássicos que comprei da Folha de SP, mas só assisti a dois. Quando perco o sono ouço músicas no mp4, q se ligo a tv meu marido acorda, aí são dois a perder o sono e virarem zumbis no outro dia.
Bjim, cosquirídia.

Liza Souza disse...

Beth,
aqui quem fica de insonia eh o pequeno. Já é a segunda noite seguida que ele acorda as 2 e fica até as 5 e exige que a mamae faca companhia bem acordada. Acho que vou ter que arrumar um filme infantil pra ele. hahahahahahahaha
Ah, vou ver se encontro o filme. Obrigada pela indicacao.
Beijos

Isabel disse...

Fiquei curiosa para ver esse filme. Adorei as imagens :)
Bjs

Georgia disse...

Beth querida, passei hoje cedo aqui e nao vi seus posts e agora antes de dormir resolvi vir te dar um boa noite para ver se está tudo bem e vi que tem 2 posts, eita.

Adorei a dica, nao sei se já vi. Sabe como é, eu tb tive a minha fase de cabeca oca onde mesmo assistindo filmes assim por nao entendê-los nao lembrava depois. Vou ler sobre ele na Wikipedia.

OLha, eu cresci em Nova Iguacu, no campo correndo livremente. Só fui pra Cidade de D. com 16 anos.

Um grande beijo

ML disse...

É isso aí mesmo, Beth!
Nem a TV nos salva de uma noite de insônia que ninguém merece!
Não vi este filme, anota pra pegar - nem que seja por cautela - no próximo final de semana.
Do Kubrich, só assisti (parte, oe do começo pro meio ou do meio por final) de 2001 e (todo e várias vezes) De Olhos bem Abertos (amei!).

bjnhs e brigadão pela dica.

Luma Rosa disse...

Sou apaixonada por tudo que Stanley Kubrick fez, até mesmo "De olhos bem fechados". A minha frustração maior, foi saber que ele comprou os direitos autorais de "Infância de mentira" de Louis Begley (uma autobiografia que ganhou o American National Book Award) - Quem sabe que grande filme teria nascido? Beijus,

Dani dutch disse...

OI Beth, tudo bem?
Beth eu amo assistir filmes, mas gosto muito de comédias e comédias românticas.
Bjuss e otimo fim de semana

Wilma disse...

Ótimos filmes que vi mas também não tinha o olhar de hoje e mereciam ser revistos, vou seguir seu exemplo e alugá-los. Andei comprando uns filmes antigos lá no Macro, baratinhos, como o Tess, mas ando a procura do filme Retratos da Vida, se o vir por aí, me avise. Bomfinde.