.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

domingo, 1 de dezembro de 2013

Nem sei se posso, mas quero.


"Não devemos permitir que nossa felicidade dependa de coisas materiais que não temos -- e queremos. Enquanto nos empenhamos em conseguir as tais coisas, podemos ir aproveitando outros momentos de felicidade, usando apenas aquilo que temos. Isso é básico e tenho certeza que todo mundo faz, mas sempre é bom vigiar para não entrar em tentação. Aposto que você já ouviu isso, não é?" (Marli Soares)


O deslumbramento pelo consumo vem levando as pessoas ao superficialismo e, consequentemente, à infelicidade. Precisamos de cultura para desenvolver consciência crítica sobre o marketing que existe por todos os lados.


A amiga Marli Soares, grande pensadora e filósofa, deixou este recado em seu mural do Face, e aí essa estorinha abaixo, contada, por uma nada menos filósofa de um cotidiano precário, minha ajudante semanal nas tarefas do lar, ser humano consciente de que dinheiro não nasce em árvores, pois para levar o pão de cada dia para seus três filhos, tem que ralar em mais de três serviços por semana, para nos domingos, tomar uma cervejinha e curtir um pagode com o novo namorado. Enfim, Francisca me conta, entre risos, a última pérola de uma amiga. Olha o que tem de gente sem noção.



- Pedi demissão, não aguentava mais a cara da minha patroa. Enchi o saco!
- E agora?
- Ahhh eu botei ela na justiça e recebi uma graninha aí!
Francisca, uma trabalhadora consciente, que limpa e passa roupas muito bem e rapidinho, diz que a amiga recebeu mais de três mil reais do tal processo contra a patroa, e foi correndo comprar dois IPhones de último tipo, para ela e para um namorado que não trabalha e vive às suas custas.
E ontem esta amiga ligou pra Francisca e disse-lhe em tom desesperado:
- Chica, faz uma favorzão pra mim? Você poderia colocar 10 reais de crédito no meu celular, pois tô sem dinheiro e sem comunicação,  precisando muiiiiiito!?
Francisca, minha ajudante consciente e trabalhadora, respondeu na lata:
- Fulana, espera aí sentada, porque tô indo colocar crédito no meu Chingling e hoje tenho trabalho até às 7 horas. Não dá não!







"O que complica o Brasil é a desigualdade. Isso acirra e exacerba o poder do dinheiro, da posse, da propriedade. Quem não tem superestima o que o dinheiro pode comprar, ficando muito vulnerável a fantasias e fascínios sobre o status. Na outra ponta, o rico tem o poder superdimensionado por poder comprar o trabalho dos outros a um preço aviltado, adquirindo uma preeminência desmesurada na sociedade. Mas a novidade brasileira é a mobilidade social dos últimos dez anos. Cerca de 30 milhões de brasileiros, antes praticamente excluídos, passaram a ter acesso ao mercado de consumo. Há um momento de deslumbramento diante dessas novas possibilidades, o que é natural, pois essas pessoas tiveram uma demanda reprimida durante diversas gerações. Por isso elas vão com muita sede ao pote, que lhes foi negado por muito tempo. Mas esse deslumbramento não pode durar para sempre. Em certo momento, a sociedade precisará amadurecer. E as pessoas, principalmente dessa nova classe média, vão precisar pensar no futuro."










30 comentários:

Ana Paula disse...

Beth, primeiro eu gostaria de responder a pergunta que a Marli Soares deixa em destaque ali em cima: sim, já ouvi, mas é preciso sempre ouvir novamente. O deslumbramento não pode ser confundido com felicidade.

Excelente postagem, especialmente neste primeiro dia de dezembro que anuncia o Natal e suas ( nossas ) compras, que podem sim ter uma grande dose de reflexão.
Este post vem de encontro ao do consumismo desenfreado, a geração de montanhas de lixo e certamente aquela sensação incômoda que compras e mais compras não geram felicidade.
Beijo!

✿ chica disse...

Beth, adorei o texto da Marli que é sempre verdadeira nas colocações e o da tua ajudante... Imressina ver como acontece. Aqui a filha da faxineira tem os melhores celulares do que nós! Mas comida? Pedem!!! A mãe carrega ranchos, sacolas pesadas que ganha das patroas enquanto a outra lá, esbanja e besteiras. Isso éc ignorância total e pior é que cada vez mais parece que as pessoas só serão valorizadas se TIVEREM e não importa o que FOREM!

beijos,chica, lindo dezembro e tempo de advento!

Bia Jubiart disse...

Beth, deixaste minha língua coçando e vontade de vomitar palavras, credo!
Li todo o artigo excelente o artigo e a sua abordagem!
Li, onde? Não lembro, que o brasileiro está alçando um nível econômico melhorado, tem dinheiro, porém não tem uma aquisição cultural, não vai ao teatro, não ler, entre outras coisas... O que isto significa? Ter poder econômico não significa que o país vai crescer! Educação e saúde no nosso país está na UTI. Este é um assunto pra mais de metro...
Assisti uma palestra do Gianneti em S. Paulo no seminário do FNQ com apoio do SEBRAE, "xonei" de cara! Economista, e um excelente professor! Disserta sobre economia nacional como estivesse falando da vizinha do lado. Concordo com ele sobre "bens posicionais", sempre temos um calcanhar de Aquiles, aqui no cafofo não vendemos artesanato, vendemos um princípio e um estilo de vida, com o que possuímos, poderíamos viver numa casa de boneca com TV led, piscina etc. Mas não condiz, não nos satisfaz, e nem nos preenche as nossas expectativas que vai além do material... Ahhh! A nossa piscina é o rio Tocantins rsrsrsrss.

Xiiii, aqui tá virando um tratado rsrsrs. Um bom fim de domingo p/ vc e família!

Bjãoooo

Maria Célia disse...

Oi Bet
Muito bom o texto da Marli, a ajudante tem a noção exata do valor do trabalho suado dela, e a falta de juízo da colega.
Como disse- uma hora este deslumbramento tem que acabar.
Beijo

CamomilaRosaeAlecrim disse...

Gente...e isso acontece muito!
As vezes vemos quem não tem o que comer em casa, mas usa o dinheiro que tem para o consumismo e para ter o que a TV mostra.
E a felicidade está tão longe disto tudo. Outro dia choquei quando soube que todas as amigas de minha filha tinham conta em Facebook e celulares de última geração...e minha filha nada. Mas ela apenas me contou, não pediu, e pensei como os tempos são outros, bem outros...pois hoje se tem o que todos tem e porque é moda e não porque se precisa daquilo.
Enfim...
Beijos Beth, e desejos uma ótima semana em sua casa!
CamomilaRosa

pensandoemfamilia disse...

Olá

Poder econômico sem consciência do que é desenvolvimento "é chover no molhado". E felicidade vai muito além de se TER isto ou aquilo.
Muito bom texto para refletirmos nestes dias do advento, não é mesmo?
Boa semana. bjs

Marli Soares Borges disse...

Beth querida! Obrigada por trazer meu post do facebook para cá, para tão linda casa e tão belas companhias! Isso não tem preço! Obrigada, de novo.

Muito bom o artigo. Forte e esclarecedor. Essa questão do ter, do ter que ter para ser feliz me preocupa demais. Porque as pessoas fazem isso consigo mesmas? Porque roubam de si próprias comprando coisas desnecessárias? Para ser feliz? Tristeza amiga. Estou escrevendo a respeito. Me dá um nervoso ver as pessoas se endividando para "comprar" a felicidade. Bjs. Marli

Silvana Haddad disse...

Beth:
Enquanto a felicidade for vista apenas como uma forma de TER coisas materiais, as pessoas serão eternamente insatisfeitas.
Confesso que já fui uma consumidora compulsiva, mas percebi que isso só gerava dívidas e me tirava a paz interior.
Hoje só compro o útil e necessário para ter uma vida digna e confortável.
Vou te pedir uma gentileza: leva esse post e adiciona na minha Sinopse Semanal, pois esse assunto merece divulgação e eu considero seu post de UTILIDADE PÚBLICA.
Vou deixar o link aqui:

http://meusdevaneiosescritos.blogspot.com.br/2013/12/sinopse-semanal-n-05.html

Boa semana.
Bjs.:
Sil

Calu B. disse...

Betinha,
cada consideração primorosa trazida aqui é vital para que se formem as consciências realmente valoradas na essência do viver.
A precisa declaração da Marli e, para sempre necessária, deveria estar em outdoors por todas as grandes cidades,pois, quem sabe a releitura descompromissada leva a uma reflexão mais profunda.
Tua postagem entra em afinidade com a da Bia Haim: a competitividade que assola todas as áreas do viver nesta sociedade consumista, erguida cuidadosamente pelas mãos do capitalismo desenfreado, fomentador da ganância e da aparência em valores materiais, o que na mentalidade ainda insipiente da maioria do povo brasileiro se converte em atitudes iguais a da amiga de tua auxiliar.

Ô incoerente mundo novo,argh!

Esta conversa ao sabor do cafezinho matinal aumentou minha energia militante,kkkkkkk
Bela semana aí, amiga.
Bjos,
Calu

Suzane Weck disse...

Ola querida amiga,'isto' é a nossa realidade brasileira por mais triste que pareça.Ainda bem que pessoas inteligentes como a Marli escrevem á respeito e postam no Facebook e,tu mais sabiamente ainda traz o assunto para ser mais debatido e conhecido no grande universo blogueiro.Conheço muita gente que usa este artifício para achar que é feliz.Meus cumprimentos ás duas por abordarem este texto e dele fazerem uma postagem excelente.È possivel que seja benéfico para muitos que o lerem e tomem a consciência do quanto estão se prejudicando.È um grande alerta para todos nós.Adorei tua visitinha,e deixo aqui meu maior abraço.SU

celia disse...

Oi Beth, já faz tempo que nao apareco por aqui. Ando numa preguica de escrever que vc nao imagina. Vc tem facebook? Um beijo

Samsara SP disse...

Boa tarde querida, parabéns pelo maravilhoso post!
Concordo plenamente temos que ser felizes com o que temos, não com o que gostariamos de ter, pois muitas vezes isso só traz felicidade passageira!
Adorei a história do pedido de crédito, fica fácil pedir pros outros, em vez de trabalhar!
Tenha uma linda semana, repleta de bençãos de Deus!
beijinhos

Léia Silva disse...

Querida Beth
Hehehehe, se todas fossem iguais a Francisca esse mundo estaria muuuuuuuuito melhor! Ainda por cima ela é bem assertiva, respondeu a amiga "na lata"!
Também acho que esse deslumbramento não pode durar para sempre!
Infelizmente hoje em dia é mais importante o ter do que o ser :(
Bjo grande e tenha uma linda semana.
Léia

Lúcia Soares disse...

É isso, Beth. O deslumbramento move as pessoas. Vc sabe, já falei muitas vezes, o quanto sou pé no chão, o quanto não sou consumista.
As classes menos favorecidas têm uma falsa impressão de maior poder aquisitivo, na verdade deviam estar usando esse dinheiro para comprarem seus lotes, construirem suas casas e melhorar a vida e as dos filhos. Muita ilusão, onde nem há tanto dinheiro assim, rolando.
O consumismo é fruto, principalmente, da TV. Veja as novelas, com aqueles cafés da manhã (para falar só de um lado) que nem hotéis 5 estrelas oferecem (claro, proporcionalmente. rs). Muito luxo, muito deslumbre e enquanto isso, sem educação, tudo continua na mesma.
Pobre da criatura que precisa "ter" para ser vista.
Beijo.

Misturação - Ana Karla disse...

Beth, linda, parabéns pelo post.
Faço coro com as comentaristas concordando plenamente.
Estou em conflito aqui com meu adolescente, pois está se alienando com ter, ter, ter e quanto mais eu falo ou corto, as coisas pioram.
Enviar esse texto pra ele, quem sabe...
Xeros

liliane disse...

Nossa Beth
tão importante este texto
tão importante....
Cada uma expressou o seu ponto de vista e eu tenho a impressão que, eu ficarei meditando na questão emocional deste consumismo.
Por que consumimos tanto?
Por que?
Será que é apenas para responder aos apelos da mídia, do capitalismo?
Ou vai além?
Lembra da música "Você tem fome de que?"

Os pobres têm fome, Beth.
E quando estamos com fome, por não termos educação, nos entupimos de tranqueira, não é?

Graças a Deus tenho histórias bonitas pra contar sobre isso.
Acabando a faculdade, este mês, escreverei e ficarei feliz em partilhar estas vivências com você.

Abraço com muiiiiiiiiiito carinho pra você.

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Bteh
É... não tenho pilhas de coisas modernas que quase todo mundo tem por aqui na net, por exemplo e fico pra trás... rs...
Vou capengando mas chego lá com as poucas 'antiguidades'... pois o coração não pode se conter e quer repartir amor e não materialismo...
Tenho uma amiga que prefere juntar dinheiro a viajar, outro exemplo... não poderei levar notas (nem as mais novas e pequenas)no meu caixão, portanto: aproveito as bênçãos de Deus como posso e vou vivendo a vida com alegria e generosidade que Ele me concede...
Ontem conversava com a amiga virtual (agora desvirtualizada) Sileni que nem tenho quarto de hóspede para acolher ninguém mas que minha filhota, genro e netinhos acampam muito bem e felizes por cá e adoram cabaninhas e outras coisinhas mais (há 20 anos fiz opção de simplicidade e 'pobreza': não apego material ao que tenho... o mesmo faço com quem me é caro...
Quero me desvencilhar ainda mais de tudo o que não é espiritual... Deus me abençoe e ajude pois sem Ele nada posso... nada me satisfaz, compreendi isso com o tempo na Maturidade... o material me sufoca...
Que Ele não retire a sua Graça em me conceder o dom da simplicidade feliz!!!
Objetos materiais não me satisfazem mais e nem tenho a tal cobiça impregnada em mim(claro que tenho outros defeitos graves mas deste mal não padeço, é uma graça divina, não mais e menos um problema para aparar arestas)...
Ganho tanta coisa e te digo,com sinceridade, amiga: a Providência Divina vem mesmo em meu favor para TUDO... absolutamente TUDO...
O mundo conspira a meu favor depois de tanto sofrimento anterior (no passado) e sem muito de material... os brindes divinos (que passam pela mediação humana também) me vêm jorrando em abundância...
Trabalhei até me aposentar, fiz a minha parte por vocação mas tenho muito mais do que mereço... acredite, Beth...
Fui percebendo que o material (roupas bonitas, carro, casa grande (parecendo um museu) não me traziam felicidade alguma por si só)...
Aprendi que ser apegado é o problema... Não se é proibido ter coisas mas é conveniente não nos apegarmos às coisas e nem fazermos delas nossos deuses absolutos...
Quando meu guarda roupa está entulhado é como se a minha alma ficasse da mesma forma: me custa muito e fico ansiosa pra me desvencilhar logo do que me aflige (sobra)...
Fiz muita missão e vi, pessoalmente, como o sorriso se estampa feliz nas bocas que anunciam o Amor por si só sem terem nada quase... pois a felicidade não se compra mesmo... é fato!!!
É tempo de voltarmo-nos para a essência das coisas, verdadeiros valores e tudo o que se refere a verdadeira vida...
Estive em SP (grande metrópole) e no RJ (Centro) e vi de tudo: gente abastada e de menor padrão financeiro... olhos muito as pessoas (observo) e vi Shoppings enormes... fiquei pensando exatamente, em tudo isso enquanto viajava num ônibus simples (confortável na medida) da Igreja de onde partiu minha excursão pros Santuários onde estive por lá... pensava em tudo que o seu post fala... até na baixada fluminense passei e pensei, precisamente, como a 'tentação' vem pros da classe média e como nós caímos, sem percebermos, as 'artimanhas do globalização' (todos temos acesso a tudo) à vista de nós... dentro de nós...
Vc foi muito feliz com o seu post... parabéns!!!
Então, só tenho a gradecer a Deus Providente tudo o que Ele nos concede em todos os níveis da nossa vida...
Seja feliz e abençoada, querida!!!
Excelente post, uma vez mais!!!
Um santo e feliz Advento para VC e os nossos amigos daqui...
Bjm de paz e bem
P.S. Vou ler cada comentário pois ainda não o fiz por completo... to gostando muito da interação por aqui...

Georgia Aegerter disse...

Beth, já gosto da Marli. Consciente, pé no chao. Mulher vivida e experiente. Mulher que aprendeu com a vida como é a vida.
Eu acabei de chegar do Brasil, fui apenas por 10 dias visitar meus pais e fiquei chocada com a pobreza, o lixo pelas ruas, mas todo mundo com 2 celulares na bolsa, iphone e outros bichos mais. Achei incrível como o stilo de vida do brasileiro mudou. As pessoas se sentam nas pracas de alimentacao nos shoppings e nao conversam mais, elas estao online com o mundo inteiro menos com as pessoas a sua volta. Desvalorizacao total.

Bjos

Ives disse...

A felicidade só existe na alma! Eii, quanto ao meu texto, não aludi ao menino Jesus, mas realmente tem essa conotação também né! agradeço seu comentário! abração

Ivone disse...

Bom dia Beth, ótimo post, quem lê aprende a refletir sobre a realidade dos nossos dias!
Pessoas assim como a amiga da Francisca que são "folgadas" e sem noção, existem e muito, pena né?
Abraços e tenhas um lindo dia!

Márcia Cobar disse...

Que postagem interessante, Betinha!
Li uma crônica da Danuza Leão ontem, ela escreveu sobre a dor na consciência que sente quando compra um artigo que custa o equivalente a um mês de salário de sua funcionária. E ela instigou o leitor perguntando/inferindo: você já passou por isso, não é verdade?
O pior é que sim, é verdade mesmo, a desigualdade é atroz, é sistêmica.
Tenho visto muitos "novos-ricos" exacerbando o poder do dinheiro e chego a sentir pena, mas tenho esperança que, depois de muito consumir, essas pessoas verão que a simplicidade é um caminho muito bonito.
Beijo, querida!
Márcia

Felisberto Junior disse...

Olá!Boa tarde, Beth!
Bela postagem,
... muitas vezes acabamos presos a conceitos que nos desviam do caminho correto. Tal desvio nos leva ao cultivo de hábitos pouco saudáveis e a um nível de qualidade de vida baixíssimo, no qual somente o que é passageiro tem importância.Hoje em dia, o consumismo tornou-se um hábito, e (in?) conscientemente as pessoas deixam-se levar pelo que está na moda, pelas publicidades..."o deslumbramento" e para algumas pessoas, comprar é sinônimo de felicidade e satisfação, principalmente se essas compras forem algo com uma marca renomada no mercado. Consumimos exageradamente enquanto outras pessoas não têm nem o básico para sobreviver, e nesse período, do Natal, o apelo do comércio transformou-o, apenas, em troca de presentes e assim perpetua e acentua ainda mais a desigualdade,para algumas crianças que não podem ter "Papai Noel", nem uma ceia digna...e o velho clichê: preocupamos mais com o "ter com o ser".
Agradeço pelo carinho, muito obrigado, belos dias, beijos!

Luma Rosa disse...

Oi, Beth!
A felicidade tem grande apelo comercial e associá-la aos bens materiais é comum em todo o canto do planeta em que há desigualdade social. Quando o mundo acata o consumismo como estilo de vida, vemos o quanto somos vazios. O texto da Forbes que motivou Eduardo Giannetti diz do brasileiro que está disposto a pagar caro, mas se esquece que esse mesmo brasileiro, teve apenas uma chance para isso accontecer. Ele trocou o carro, a tv... mas na próxima "safra" talvez não poderá manter o consumo. É o caso da funcionária que colocou a patroa na justiça. Se ela for roubada ou seu iphone estragar, não terá mais dinheiro para substituir o bem comprado anteriormente. É, a felicidade é efêmera!
:)
Beijus,

Toninho disse...

Bela e oportuna postagem neste clima consumista que vem com os festejos de fim de ano.A Marli realmente nos brinda com perolas de sua sabedoria.
Não vejo com bons olhos algum tipo de ação contra este "eu quero, eu vou ter" e assim temos pessoas desesperadas no novo ano.Há uma maquina que vive desta onda e faz de tudo para que o objetivo seja atendido.
Uma linda semana Beth e sua secretaria mostrou bem como a coisa funciona.
Meu abraço de paz e luz.
Bjo.

cristiane de paula goiatá goiatá disse...

Olá Beth,

Conheci algumas pessoas que fazem isso!!
É péssimo!! As pessoas não conseguem enxergar o mal que fazem e essa historinha da doce e guerreira Francisca é o que vemos mais comum. A tecnologia e as propagandas induzem esse consumo desenfreado principalmente nessa época do ano e se esquecem que existem mais 11 meses pela frente. Nosso Natal é de lembranças, só mesmo as crianças que ganham seus presentinhos conforme a situação de seus papais aqui em casa, cada uma na sua medida. Adoramos miudezas e os meus filhos por exemplo ganham um presente bom cada um mas nada exorbitante, o cúmulo comprar uma Monster high, aquela bonequinha de monstros que custa a mais barata 150,00.Isso porque cria~ça não tem noção mas nós temos e sabemos que a brincadeira é só nas primeiras semanas. Convenci a minha filha a pedir algo viável e ponto, coitado do papai noel com mais 1 milhão de crianças para dar brinquedos só no Brasil!!
Grande beijo
Boa quarta!
Cris

Anne Lieri disse...

Beth,as pessoas ainda tem a noção errada que pra ser feliz é preciso ter coisas da moda,celular de ultima geração e outras coisitas! Ainda temos muito a aprender! Adorei o texto da Marli e a história da Francisca! bjs,

Silvana Haddad disse...

Beth:
Já deixei meu comentário sobre seu post, então agora voltei pra te convidar a ler o post que eu publiquei sobre assinaturas personalizadas.
Confira nesse link:

http://meusdevaneiosescritos.blogspot.com.br/2013/12/como-criar-sua-assinatura-personalizada.html

Bjs.:
Sil

Lulú disse...

Olá Beth.
Nem vou comentar, porque concordo com o que nossas amigas já falaram. Infelizmente as coisas estão cada vez pior.
Beijos
Maria Luiza (lulú)

Nina disse...

ahaha, adorei a coragem da Francisca, quem é que tem coragem de falar assim, na lata, o que tem vontade de falar?
Manda um beijao pra ela e diz que ela ja tem uma fa!
Definitivamente, os valores "todos" estao invertidos.

E isso é mt assustador mesmo, um tema que rende rende rende e nunca chega ao fim, os que tem dinheiro nao veem dessa maneira e os que nao tem, querem mudar a qq custo a vida que tem,achando que felicidade é ter, consumir, exibir. Coitados.

O pior de tudo, é qd a busca desenfreada por dinheiro e poder ultrapassa limites que nunca, jamais, poderiam ser alcancados. Outro dia soube de uma coisa absurda, terrivel e que ate hj me deixa de boca aberta diante de tal coisas: o filho (um jovem de uns 20 anos) de uma amiga minha de infancia pegou 90 anos de cadeia!! Ele, junto com mais duas pessoas, mataram uma familia pra conseguir nao sei de que forma, retirar o dinheiro (uns 200 mil reais) de uma delas. Dinheiro que acabaria rapidinho, assim como acabou o da amiga folgada da tua Francisca.

Nao sei, nao sei mesmo Beth, onde a humanidade vai parar...

ML disse...

Consumo é "uma faca de 2 legumes": sem equilíbrio, prejudica, embora, aparentemente pareça geração de riqueza. Como exemplo, o consumo "desenfreado" por carros, incentivado por essa pt desgoverno enriquece os cofres públicos, enquanto o pobre cidadão se endivida para no fim das contas enfrentar o caos no deslocamento urbano. Melhor do que transporte público? Certamente, o transporte público daqui. Como diz minha sábia irmãzinha, bobagem falar mal do trânsito da índia, aqui, só falta brotar alguém, no meio da Delfim... do... ralo. bjnhsssssssssssss