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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia mundial sem carro- como assim?


-Engarrafamentos nos acessos à Ponte-Imagem Bing-

"Hora do rush" é uma expressão antiga e que pode até revelar nossa idade, porque simplesmente não tem mais isso, afinal hora do rush é o dia todo agora.  Perdemos a nossa mobilidade urbana isso sim, e estamos na beira de um colapso geral em todo o país.  Dirigir hoje tem sido um grande estresse para muitas pessoas e quando isso vai parar?

Nesta data, 22 de setembro, está sendo comemorado o dia mundial sem carro, ouvi ainda há pouco no rádio. Mas como, se eu olho pela janela e na avenida ao longe tem um carro atrás do outro, parados, aguardando o sinal abrir e vez ou outra ouço uma buzina de alguém mais irritado com o trânsito?

Claro que dependendo do lugar onde moram, algumas pessoas podem ser reféns do carro, porque precisam dele para sair de seus condomínios que ficam distantes do centro comercial.  Mas neste bairro em que moro, isto é quase desnecessário, só se você for fazer compras grandes de supermercado, pois logo ali na esquina tem ônibus com ar condicionado e música ambiente e vez ou outra eu prefiro pegá-lo do que botar meu pretinho básico nas ruas.  De verdade, fico me sentindo muito livre quando faço isso, pois o que gasto para chegar a três quadras já me estressa e depois ainda pago caro pelo estacionamento.    

Meu filho tem ido de ônibus para a faculdade pela manhã e daqui até lá demora quase 40 minutos num trajeto que pode ser feito em menos de 10, mas se houver qualquer problema na grande ponte Rio-Niterói, o reflexo é massivo aqui dentro do meu bairro e de outros também. Meu filho também pega barca  para ir pro estágio que é no Flamengo e volta de ônibus e barca, uma verdadeira maratona, mas se colocasse o carro na rua seria pior o desgaste esta é a conclusão que ele mesmo chegou.   Mas se o gestor público tivesse um olho sobre este e outros problemas, já estariam com projetos de longo prazo com objetivos concretos e explícitos para resolverem progressivamente a dependência do automóvel.  
Mas, será que o governo está interessado em esvaziar este setor comercial e industrial no país?  Acho que não, afinal ele  protege este setor, diz que emprega muitos trabalhadores, exalta como importante porque propicia um efeito cascata de venda de peças substituíveis e enche os cofres com os impostos que pagam na venda de cada carro!  Mas se as linhas de montagem são praticamente robotizadas em sua grande maioria, será que emprega mesmo tanta gente, pergunto?  Qual é o custo econômico da relação de todas as toxinas e poluentes que estes veículos produzem, a influência disso na área de saúde? Já imaginaram estar num engarrafamento e precisar de um atendimento rápido, imediato e você ali parado no trânsito que não anda?  Parece um círculo vicioso que não conseguimos quebrar porque enquanto este setor estiver aquecido arrecada-se muito imposto esta é a realidade.

Tudo bem, mas a gente precisa ter carro hoje em dia para poder viver, eu mesma não abro mão do meu para passeios, compras, viagens, mas temos que pensar uma forma mais sadia, mais eficiente e não se deixar cair neste apelo mercadológico em favor do automóvel.

Este dia mundial sem carro serve para isto, debater este problema, rever um meio de transporte público de qualidade e colocar pra funcionar realmente. Parar e pensar o que a gente quer pro futuro, porque hoje, na prática, as ruas estão repletas  de carros, e é o que vejo daqui de cima neste exato momento.


Como é por aí onde vocês moram?







23 comentários:

Mery disse...

Não concordo com esse tal de "dia sem carro", nem temos meios pra isso, as ruas atoladas, o transporte público é um verdadeiro caos...em todos os sentidos.
Nossa, tem que voar alto pra imaginar as ruas sem carro, como?
Rio de Janeiro? Não cabe mais nada, e lá vem a Copa, que Deus nos proteja!
Um beijo da amiga Mery*

Mari Hart disse...

Aqui uso MUUUUUITO a bicicleta, mas meu bairro proporciona isso, apesar das poucas ciclovias por perto. Faço muita coisa de bike, até levar filho na escola! Ano passado postei sobre isso, coloquei o link no post de hj. Hj choveu cedo, impossível sair sem carro =( Mas sou adepta o ano todo!

Bjão!

manuel marques disse...

Onde eu moro os carros rolam,rolam,rolam.

Beijo.

Lulú disse...

Olá Beth.
Eu não dirijo, mas comentei com meu marido, as pessoas deveriam combinar entre si , e juntar quatro pessoas da mesma rua ou bairro, e usarem só um carro. cada semana um dos componentes usaria seu carro. Uma semana para cada um. Para trabalhar, claro. Para fazer supermercado, aí cada um usa seu carro.
Além de diminuir carros nas ruas, se faz uma economia.
O que você acha.
Beijos
Maria Luiza (Lulú)

Lucia Maria disse...

Aqui isso nao funcionaria. Voce nao tem como nao ter carro, ja que o transporte publico eh extremamente limitado nos suburbios e tb nao tem calcadas e tudo eh longe pra ir a pe.

Alem de que o pessoal esta acostumado a trocar de carro a cada 4-5 anos, eh uma industria grande e lucrativa (se bem que os carros nao custam muito aqui).

Entre eu e Al, ja tivemos uns 9 carros nesses anos todos (sempre trocando o mais velho por um mais novo) e nao da mesmo pra ficar sem, Web-mae. Se isso acontece, voce fica presa dentro de casa.

bjos

Cacá - José Cláudio disse...

Beth, eu vejo duas soluções bastante efetivas para isso, apesar de não acreditar na boa vontade política dos gestores, nem capacidade, nem poder (já que quem dá as cartas mesmo é o poder econômico no fim das contas):

1 - investimento maciço em transporte público de massas de qualidade, rápido e barato.

2 - Que os planos diretores das cidades privilegiem as pessoas em vez dos carros no planejamento de mobilidade urbana.

Fora disso, acho que vão fazer paliativos a vida inteira e não vamos nos desestressar. Abraços. Paz e bem.

Cucchiaio pieno disse...

Querida Beth
Dirigir para mim é um grande estresse.
O Michele vai para o escritório de bicicleta e meu sogro vai até para o tribunal de bike! Tudo para nao dirigir.
Hoje a tarde fui a pé ao supermercado.
Também acho que o governo não esta' nem um pouco interessado, mas aqui em casa estamos fazendo a nossa parte!
Bjos
Léia

✿ chica disse...

Aqui, acabei DE VOLTAR LÁ DA MÃE E VOU SEMPRE DE TREM.

se TODOS TIVESSEM ADERIDO AO dia sem carro, NÃO TERIA LUGAR NEM NO TREM, NEM NOS ÔNIBUS...Não pega nada aqui!!!

beijos,chica

Ale Quejinho disse...

Estou amando o seu blog e sempre que posso dou uma espiada por aqui. Agora ficarei muito feliz quando souber que você gostou do meu espaço que faço com muito carinho, se achar mesmo que o blog é bacana, me siga também, ok?
Ale

Paloma disse...

BETH, morando bem próximo a estação do Metrô faço deste meu transporte habitual. Distâncias maiores pego os ônibus frescão que são bastante confortáveis. O trânsito, em certas horas, é o caos. As ruas viram um mar de carros, num engarrafamento imenso.

Abraços

*~* Coisas da Bruxinha *~* disse...

Oi querida amiga carioca, marido está por ai, não viu ele não ??? hehhehhe, ele já volta amanha , faz quinze dias que me abandonou. Aqui não podemos ficar sem carro, onde moro ;e quase centro, mas tb não tem ligação de casa com centro fácil, tem que caminhar muito até pegar o tal ônibus,e ai vale a pena vir a pé. Mas eu não tenho como, ando sempre com mil sacolas, mais a peposa a tiracolo, sem chances kkkk.
Estou fazendo sorteio lá no blog, uma artezinha feita pro mim, se interessar , dá uma espiada kkkkk,
te espero, bjs saudosos.
bjs
Leila

Luciana disse...

Beth, aqui também eu vi sobre essa campanha para não usarmos carro hoje, não foi muito divulgada e nem acho que fez algum efeito. Moro numa cidade pequena, meu marido trabalha na cidade vizinha, um pouco maior e bem movimentada, tem sempre um engarrafamento básico na hora do rush, no trânsito de uma cidade pra outra, mas nada que demore muito, mas são cidades pequenas.
Quando fui ao Brasil ano passado fiquei assustada com a quantidade de carros nas ruas e os engarrafamentos, meu pai estava bem estressado com o trânsito e já dizia que em Natal passava pouco tempo. Ficamos mais de meia hora pra nos deslocarmos apenas umas quatro quadras.


Beijo

Paulo Rideaki disse...

Este assunto é muito relevante nos dias de hoje!
Eu mesmo, já fazem, 10 anos que estou sem carro, andando a pé, e quando tenho que ir a cidade utilizo os coletivos, como o metro.
E não morri, por conta deste fato, muitas pessoas me criticam, por não comprar um carro.
Mas sou da opinião que o carro brasileiro é muito caro, se compararmos aos carros fabricados no mundo.
São muitos impostos, e o valor do produto final se torna um absurdo, tem gente que não está nem ai com este fato, mas o que eles não sabem é que são reféns(da indústria), e enquanto as pessoas não despertarem para esta realidade pagarão sempre a mais por um carro básico!
Além de estarem pagando alto por um produto mal acabado, eles também sustentam a grande indústria do lucro, que tiram proveito dos proprietários de automóveis.
Além de serem caros, os nossos veículos são bem mais poluentes, então penso estar fazendo o bem, 3 vezes, não poluindo o ambiente, não agredindo as minhas finanças e fazendo um grande bem para o meu corpo.
Aqui no meu bairro, também tem transito, sem exageros , pois tem gente que até para ir na padaria tiram seus carros da garagem!
Pelo amor de deus, me poupem!
A natureza agradece e o meu estresse também!rsrsrsrsrsrs

Toninhobira disse...

Uma bela piada na chegada da Primavera.Cidade sem carro. O governo incentiva cada vez mais a aquisição de carro,como pode querer dia zero?
Transporte publico um lixo, ciclovias inexistentes,como sonhar?
Um abraço florida amiga.
Bju.

Beatriz disse...

Oi Beth!
Por aqui procuro sempre usar o transporte público, mesmo que às vezes ele me deixe "p" da vida!!! Carro só no final de semana! meu plano é comprar uma bicicleta nova e começar a pedalar, aí sim eu serei FELIZ!!!!
beijinhos
Bia
www.biaviagemambiental.blogspot.com

Celina Dutra disse...

Beth, querida,

Brasília foi um cidade projetada para carros. E os gestores daqui, como de todas as cidades deste Brasilzão, não têm projetos para o transporte público de qualidade. Uma das coisas que invejo das cidades europeias é o transporte público. Como funciona com qualidade! Como é fácil viver sem carro por lá!
Excelente trabalho.
Girassóis e beijos pra vc.

Heloísa disse...

Beth,
Esse problema do excesso de carros nas nossas ruas é muito sério.
Minha cidade, Santos, que até poucos anos era tranquila, está com um trânsito insuportável. As distâncias não são grandes, a cidade é plana, mas dificilmente as pessoas deixam o carro em casa para trajetos que poderiam ser feitos a pé. Vai chegar a hora em que será necessária a adoção de uma medida séria, como rodízio.
Beijo.

Beth/Lilás disse...

PESSOAL!

E o mais bizarro disso tudo é que hoje, no dia mundial sem carro, São Paulo teve mais de 90 km de congestionamento.
É brincadeira!
O negócio é que todo mundo deve ter pensado assim: "Ôba, dia de sem carro nas ruas, vou de carro pro trabalho!" Quem foi se ferrou!
Bem típico do pensamento brasileiro, concordam?
beijos

Camille disse...

Nao deu nem para pensar no assunto. Aqui em SP, onde justamente ha um excesso de carros as distancias sao imensas. Deviamos criar um jeito nem que fosse de bicicleta para viver melhor? Certamente. Mas vamos empurrando essa poluiçao com a barriga. Que coisa!
Um beijo para voce e menos hora do rush o dia inteiro nesse planeta.
Cam ( adorei esses sininhos)

Rosane Castilhos disse...

OI QUERIDA!!!!!
ESTAVA COM SAUDADE DE VIR AQUI, ANDO CORRENDO TANTO.
ADOREI O POST.
AQUI EM CAXIAS DO SUL, TEM FICADO CADA VEZ MAIS CAÓTICO, HORA DE PIQUE ENTÃO... DÁ VONTADE DE SAIR DO CARRO E SEGUIR A PÉ.
BEIJINHO COM CARINHO!

Beth/Lilás disse...

RECADO PARA LEILA BRUXINHA:

Menina, não consigo entrar em seu blog, dá aviso de Malware e mostra uma tela em vermelho.
Vou procurar teu maridex lá em Petrô no final de semana, ok. hahaha
Pena, queria ir lá ver o concurso!
beijos


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pensandoemfamilia disse...

Oi Beth estou no mesmo espaço que vc,portanto caótico. E penso como Toninho "o governo incentiva cada vez mais a aquisição de carro,como pode querer dia zero?"
Não considero que temos bons transportes públicos, inclusive, alguns, estão estruturados para provocar quedas e as ciclovias inexistem.
bjs

Menina no Sotão disse...

São Paulo é um caos, mas é assim por causa do tal "conforto" que os paulistanos tanto gostam. Eu abri mão de ter carro há cinco anos e não me arrependo. Ando de bike, táxi, transporte público (que não é uma maravilha, mas não é tão ruim quanto todo mundo gosta de dizer que é). Enfim, me sinto muito bem sem um carro na garagem de casa.

bacio