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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Medo


Medo.   Para mim é como ligar um carro, dar partida e não saber o rumo, não ter um GPS em mãos ou a mínima noção para onde se vai - o desconhecido - que pode ser definido como a morte.  Morte é sinônimo de Medo para a maioria das pessoas, porque temos medo do desconhecido e do mistério deste infindável universo em que estamos inseridos.

Eu tenho medo de ter medo esta é a verdade absoluta.

Eu sei que não faz sentido sentir medo, por isso tenho me policiado para isso, exercitando minha auto-confiança para não viver com medos.  E já colhi bons frutos sobre esta minha postura positiva que exerço de dois anos para cá, mas ainda falta muito para me sentir totalmente livre deste sentimento que pode vir a  destruir uma pessoa.  Afinal, quando se tem medo e deixamos que ele cresça dentro da gente, ficamos com o corpo e a mente paralisados, completamente bloqueados e, posso dizer-lhes que passei por uma experiência neste sentido certa vez na vida e podem até achar que minha estória foi besteira, afinal existem casos muito sérios e mil vezes pior do que este, mas para mim, aqueles minutos foram assustadores e pensei que fosse dar adeus para esta vida que amo tanto.
Foi assim:

- Nunca tinha feito um exame daqueles que a gente entra totalmente numa máquina (ressonância magnética) e depois fecham a portinha e é como se fôssemos lacrados numa cápsula prestes a ser lançados como um míssel de alguma nave na estratosfera.  Pelo menos foi esta a impressão, já que tinha os pés presos por algo e não podia mexer-me naquele tubo branco, longo e  estreito.  Só ouvia estalos e bem altos por sinal que na verdade é a leitura que algum técnico em radiologia ou médico, faz do seu corpo ou do local que precisa ser averiguado.
Acontece que ninguém toca em você e nem se comunica e o exame é longo, demora bastante e se você tem algum problema de claustrofobia aquilo ali é uma máquina de fazer defunto, pois o desespero que foi crescendo dentro de mim e o Medo fez com que meu coração disparasse tanto e eu podia ouvi-lo como se fosse um tambor no peito, batendo forte, deixando-me bloqueada de corpo e mente. Eu só pensava que tinham me esquecido trancada naquela horrível máquina e que fosse morrer ali, de uma forma idiota, esquecida, trancafiada num tubo metálico.  Morte mais sem graça!!!  Se é que é possível morrer bem!

Quando eu pensei que ia dizer bye bye para a vida e tinha rezado para todos os santos, passados mais de 25 ou 30 minutos, uma voz metálica por microfonia, dirigiu-se à minha pessoa - "Senhora, tudo bem?  Por favor não se mexa, ainda faltam alguns minutos"
E eu gritei:  - Ei, me tira daqui, quem está falando, eu quero sair agooooooooooora!
E a bendita voz repetiu: "Senhora, calma, estamos terminando, mais 10 minutos por favor e não se mexa."
Depois, sumiu novamente!
E eu fiquei ali, com a maior raiva então, já não tinha mais o pavor de antes, meu coração se estabeleceu e voltou ao compasso normal, mas a raiva deu lugar a tudo, inclusive ao medo que daquele momento já não mais existia porque eu sabia que tinha alguém lá me monitorando.

Quando saí dali estava de pernas bambas, mas com uma cara de quem ia matar o primeiro pela frente e o primeiro era o marido que, estava o tempo todo na sala, mas lendo tranquilamente, alheio aos meus ataques de nervos no tubo e ao medo absurdo que encarei por quase 40 minutos.


Esta experiência serviu para que eu descobrisse meu pânico a lugares apertados e fechados, claustrofobia é o nome disso e uma pessoa que sofre deste mal, sabe que é desconfortável e pode levar alguém a um descontrole total.  

A frase de Eleanor Roosevelt diz um pouco sobre o medo:  "Você ganha forças, coragem e confiança a cada experiência em que você enfrenta o medo. você tem que fazer exatamente aquilo que acha que não consegue."

Depois desta fatídica experiência na máquina de ressonância magnética, já fiz mais um exame desses e, apesar de demorado e chato,  não fiquei desorientada, pois já sabia o que iria acontecer, apesar de detestar ficar ali trancada, mas já não era o desconhecido que eu tinha que enfrentar, apenas o meu medo e este venho controlando, quer seja numa simples máquina como esta ou num avião para longa distância ou mesmo um navio transatlântico que enfrentei numa viagem de cruzeiro no ano passado.

Não sou tão otimista diante do medo como Airton Senna: "O medo me fascina."

Não.  Meu fascínio é pela vida e pela felicidade.  

E para driblar o medo, tenho tentado construir a cada dia dentro de mim um mundo novo, ainda com muitas coisas desconhecidas, mas com entusiasmo e esforço para não me entregar a este sentimento que acaba nos derrotando e levando-nos para um lado escuro sem poder aproveitar o melhor da vida.












Este post faz parte da Blogagem Coletiva sobre Sentimentos que a amiga Glorinha, do Café com Bolo, propôs para esta semana.








29 comentários:

Nilce disse...

Oi, Beth

Também sofro deste mal: MEDO

Precisamos e muito trabalhar isso. Ainda bem que vc venceu a máquina,rsrs. Já é um bom caminho.
conheço pessoas que não fazem o exame por nada neste mundo.
Gostei quando vc diz:
" Meu fascínio é pela vida e pela felicidade".
Parabéns pelo post!

Bjs no coração!

Nilce

Dani dutch disse...

OI web-mãe,
Também estou na luta pra diminuir um pouco o meu,
na verdade era de dirigir, mas fiz muitos exercicios, a Yoga me ajudou muito, exercicios de respiração também, e agora o que era 100% está em 40% .. tem um chão ainda pra vencer ele, mas agora falta pouco.. bjuss

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Gostei muito do seu texto, Beth. Realmente se a gente não tomar cuidado, o medo nos domina de uma maneira que não conseguimos fazer muita coisa na vida.

Pouco a pouco a gente vence nossos medos e fobias. E claro, temos que nos fascinar é pelo mundo mais feliz que há.

bjs minha querida amiga, boa sexta

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Fico feliz com a sua superação. O medo é horrível. E esse exame, parece durar uma eternidade mesmo.
Fique bem.
Bjs mil

Anônimo disse...

Minha linda ! Vc me descreveu; duvido que exista maior medo que o meu. Exames dentro do tubo, nem pensar. Claustrofobia, pânico, medo da morte, da solidão, da rejeição, medo de todas as desgraças do mundo. É muito medo para suportar sozinha. Obrigada por poder partilhar um pouquinho.Descobri seu blog e adorei. Voltarei sempre. Beijinho. Lê.

Manuela Freitas disse...

OLá querida Beth,
Eu senti pela descrição essa claustrofobia, aliás certos exames médicos me metem medo, até ir ao dentista! Quando vou tento sempre driblar o medo «tanta gente faz isto ou ainda pior», de qualquer forma vou sempre lívida e desconfiada de tudo. rsrsrsrs
Beijinhos e já agora bom fim-de-semana,
Manú

Renata disse...

que texto bonito!!
a cada diz que venho aqui, parece que vc se supera!! :)
eu acho que esse eh o unico medo que eu tenho tb... ter medo..
mas eu procuronao pensar nisso, senao vira um efeito dominoh e soh deus sabe onde vou parar...
:)
beijos web-mommys!

Meru Sâmi disse...

AAAmiga, você é forte! Eu senti tudo isso numa leitura onde o autor contava um exercício chamado, EXERCÍCIO DO CAIXÃO, e sugere que o leitor o faça mentelmente. Eu fiz, e quase fiquei no meu caixão imaginário! Nunca mais entro numa dessas, eu heim!!!
Solidariedades...

Beijos

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Também passei por uma experiência como esta e enfrentei, É terrível, como a nossa imaginação nos leva ao terror.
Como vc tenho buscado mais e mais controlar meus medos, pois o pânico, nos paralisa - é estar morta, viva.
O medo não me fascina, ele me desafia. Adoro viver e tenho medo de doenças que possa me tirar do palco da vida.

Luciana Håland disse...

Beth, adorei o post, vou ver se encontro os outros da blogagem.
Que bom que você vem vencendo a claustrofobia, eu acho que sou meio clastrofóbica também, mas nunca expimentei situacões que revelassem, mas morro de medo de altura, e tenteo vencer não fugindo de situacões como subir uma montanha, ou até mesmo uma escada, mas é horrível a sensacäo.

Beijo

Liza Souza disse...

Beth, lindo post! Fiquei nervosa pensando na sua angustia dentro da máquina do exame. rs Acho que sentir medo do desconhecido é normal e um pouco de medo faz até bem, mas se nao dosado o medo pode ser perigoso e nos impedir de seguir em frente.
Beijos

Macá disse...

Beth
Imagino o seu sofrimento dentro daquela máquina! Há uns 3 anos atrás, quando minha sogra adoeceu e depois veio a falecer, precisou fazer muitos exames e um deles era esse. Eu acompanhei e expliquei pra enfermeira que queria entrar junto. Não sabia como era o exame, mas como ela já estava um pouco debilitada, achei que uma presença amiga ao lado, já seria melhor do que se sentir sozinha.
Ela foi amarrada e eu ali do lado.
Então, sem saber o que fazer, e o tempo parecia não passar, coloquei a mão nos seus pés e fiquei acariciando, durante todo o tempo.
Mais tarde ela me contou que, estava tão desesperada lá imaginando que não ia suportar quando sentiu minha mão, e só naquela hora relaxou e o medo foi passando.
Deve ser uma sensação horrível mesmo.
Você vai ter que fazer novamente?
Espero que não, tá?
bjs

Glorinha L de Lion disse...

Mana! Eu tb tenho medo de ficar fechada, enclausurada! Tenho um pouco de claustrofobia...já te contei da escada em que fiquei entalada e sem poder descer...mas fui, até o topo...e lá se descortinou a mais linda vista...pois é, nunca entrei nesse tubo pra fazer ressonância...mas fico pensando no dia em que tiver que fazer...ui me deu um medo danado agora, embora eu tenha rido do final da sua estória...coitado do maridex, sobrou pra ele...hehe Muito boa sua postagem...pude sentir teu medo, e o meu....bjs.

Astrid Annabelle disse...

Beth! Bom dia!
Que medo horrível você passou querida!
Medo do desconhecido! Passei por uma situação dessas de pânico quando fiz um cateterismo com um médico com cara de vampiro!!!! Nem quero me lembrar!!!
Hoje sou bem mais equilibrada graças ao Reiki e a uma postura totalmente nova em relação à vida.
A maturidade é uma grande conselheira e nos ensina a perguntar para que??? ter medo!!!
Belíssima participação...aliás vindo de você só poderia ser assim!
Beijo grande querida
Astrid Annabelle

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Beth, eu fiquei com o coração na mão qdo li seu comentário no blog. Não fique triste por favor... infelizmente acabei desabafando no texto, contando fatos da minha vida. Mas não queria te fazer chorar nem ver vc triste.

Pq eu sonho muito com um país melhor. O Brasil tem muita coisa boa, mas não podemos mais viver no meio de tanta violência. A gente não merece isso. E eu quero acreditar que um dia essa realidade muda.

Eu sei que é seu sonho também. Mas um dia a gente chega lá.
não fica triste, viu amiga do coração!vc é uma pessoa maravilhosa, que merece muitas coisas boas (e eu sei que elas acontecem na sua vida!)
adoro vc viu?

um beijão e um abração bem grandes, com mto carinho

Yoyo disse...

Me identifiquei plenamente com o trecho: "meu fascínio é pela vida e pela felicidade".
Um texto "fabulástico", Beth!
Bjos no core

Mari disse...

Beth, eu acho que tb me sentiria mal ali dentro...Se fosse possível queria alguém segurando o dedo do meu pé pra eu não me desesperar.

Que bom que no final deu tudo certo.

A blogagem coletiva sobre sentimentos está mt legal!

Beijos

Lúcia Soares disse...

antos medos, todos os dias, Beth, que até desanima.
Mas o importante é conseguir vencê-los todos.
Esta maquininha é quase mortífera mesmo, já a usei por 2 vezes, mas me deram uma bolinha, que era uma campanhinha, pra eu apertar caso me sentisse mal. Isso me tranquilizou.
O que mais me apavorou foi o barulho, o martelar cosntante. Credo!
Mas medo, medo, tenho de doença.
Nada melhor na vida do que a saúde!
Beijo!

manuel marques disse...

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo .

Beijo e bom fds.

Françoise disse...

Olá,
Já passei por aqui mas não consegui ler o post com calma. Agora sim.

Seu texto de hoje me deu uma lição de superação. Sou muito medrosa sim e não acho que o que citou seja algo simples pois representa muito do que também sinto. Seu post acrescentou à mim muito do que tenho que aprender ainda. Muitas vezes me deixo dominar pela situação de pânico e isso nao é legal pois meu corpo rapidamente responde de forma que eu adoeça. Também tenho me trabalhado muito e acho que até já enfrentei muitas coisas que nunca nem sonhei , mas nada como viver um dia após o outro....assim vou eu.

Obrigada pelo texto e por me fazer pensar no que sou.....e em quem posso ser.

Beijos e bom final de semana

Socorro Melo disse...

Oi, Beth!

Graças a blogagem coletiva, estou te visitando pela primeira vez, e vou voltar, com mais tempo.
Excelente texto. Nunca fiz uma ressonância magnética, mas, todos os comentários que ouvi sobre ela, são semelhantes ao seu, e acho que se surgir a necessidade de fazer uma, sei não, acho que vou sentir medo também. Sou muito medrosa, e tenho medo de tudo que não presta, hehehe
O relato foi ótimo, e acabei rindo em determinado momento, hehehe

Muita paz pra você!

Beijos
Socorro Melo

Bia disse...

Ai Beth, minha mãe me falou que essa máquina é o demônio de tão assustadora! E acho que até para que não tem problema nenhum com locais pequenos e apertados, deve ser um horror, só pelo barulhão que faz!

Mas gostei da sua análise... a gente precisa enfrentar o medo, se não ele engole a gente por inteiro.

bjs

Bordados e Retalhos disse...

Beth também tenho medo de sentir medo. O medo não me fascina. As vezes tento ignorá-lo e sempre enfrento. Não sem nervosismo, mas enfrento. Mas dizem também que o medo é um tipo de proteção. É o medo que preserva a nossa vida. Por medo não nos atiramos do alto ainda que seja fascinante voar. Bjs amiga

Ivana disse...

Bethinha, o medo é mesmo um sentimento poderoso e antagônico, porque ao mesmo tempo em que pode te salvar - tornando você mais alerta - pode te matar causando um verdadeiro colapso no organismo da gente. Que loucura!
Comentei lá na Lúcia que sou medrosa, mas, graças a Deus, devo muito a alguns destes medos, porque eles me desafiaram e eu resolvi encarar. No entanto, tenho outros que moram aqui comigo e que vez ou outra sussurram em meus ouvidos coisas que eu não gosto nem de lembrar.
Um beijo!

Heloísa disse...

Beth,
Acho que é difícil existir alguém que não tenha algum tipo de medo. Muitos devem ser vencidos, porque são medos de situações que eventualmente terão que ser vividas, como a do exame de ressonância magnética (também já fiz), a de altura, a de avião ...
Lembrei, agora, de uma situação que me dá muito medo: passar por uma estrada estreita, na beira de um precipício (sem qualquer proteção). É uma sensação terrível. Acho melhor fugir dela, do que tentar vencer esse medo.
Beijo.

ML disse...

Garota: meu pai já tinha dito que este exame era "punk".
E ele ficou lá dentro por causa de uma torção na mão por 1/2 hora - que não passava!
Ai, como sou muito ansiosa, acho que iria estragar o resultado: ia me mexer que nem geléia, ou sorvete derretendo.

Quanto a meus medos, tenho medo de falhar, tenho medo de perder (quem amo, coisas não). Tenho medo de tentar, tenho medo de mudar, ai, tenho muitos medos.
Medo de injeção, de formiga (muito medo!), medo do resultado das próximas eleições...

bjnhs

Açuti disse...

Oiii Beth,

nossa sei bem o que sentiu...tb sofro com isso , mas infelizmente não consigo controlar nem um pouco, a única vez que tive que fazer ressonância, não consegui pois aquele tudo foi como um caixão e me apavorou de tal forma que eu mal podia respirar...horrível!!

bjsss, tenha uma excelente semana!!

Lianara **Lia** disse...

Oi Beth!

Só hoje consegui passar por aqui para ver sua postagem sobre o MEDO!

Adorei!!

Parabéns pela criatividade!

Beijos
Lia

Blog Reticências...

Renata disse...

Minha cara amiga,

Infelizmente cheguei tarde nessa blogagem coletiva, mas que sorte a minha em poder ler posts tão interessantes sobre o "medo", palavrinha que por si só já traz com ela um arrepio...tenho medo de não saber o que fazer diante do meu medo...complicadas questões...

Aqui estou de volta, e agradeço o seu carinho no EternosPrazeres

Abraço,

Renata