.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nyepi, um dia em silêncio


(Imagem do lembrete Nyepi em Kuta-Indonésia)

Uma coisa que eu reconheço gostar muito é de falar, adoooooooro!  Gosto de conversar e trocar idéias. Mas também tenho o lado ouvinte e ouço, sei ouvir bem.  A necessidade de escrever por aqui e trocar idéias e comentários com um e outro amigo virtual, foi algo que descobri de sensacional na minha vida e já reparei que virou uma rotina quase normal, a qual vem suprindo bastante esta vontade de falar. Na verdade, falo através das palavras escritas. 


Quando vi o filme que Julia Roberts  faz a autora do livro homônimo "Comer, rezar, amar", uma das cenas que fiquei mais impressionada e até pensei em mim naquela situação, foi quando ela, na Índia, numa tentativa de buscar conforto espiritual,  vê-se obrigada a ficar sem falar, não podia abrir a boca o dia inteiro para pronunciar uma só palavra.  Ufa, acho que eu não conseguiria!  Mas ela e outros conseguiram, portanto não deve ser impossível e penso que deve ser algo do tipo, libertador, decisivo em nossas vidas, pois limpamos a mente e a recarregamos para novos pensamentos e mais força interior.

Eu ainda não tentei fazer isso, provavelmente seria meio difícil ficar um dia inteiro sem abrir o bico, só se eu saisse da minha casa, ficasse longe dos meus afazeres, filho, marido, telefone, amigas, etc.



Acontece que neste dia 5 de março, na distante Indonésia, em Bali, o povo balinês estará comemorando o Dia Nyepi, que é o Ano Novo. É uma festa muito interessante, onde o país inteiro será desligado ... sem eletricidade, sem vôos, sem sairem fora de suas casas. É um dia de reflexão e de auto-purificação. É o dia do silêncio.


Estas proibições ajudam as pessoas a controlarem seus sentidos pela Terra através da mente e sabedoria, a fim de aumentar a qualidade de vida para o próximo ano. Para as pessoas com maior habilidade espiritual ou dispostos a ter vida espiritual mais elevada, são esperados ainda que se mantenham em jejum  sem  comer ou beber, ficar quieto, não falar, meditar, concentrando a mente a Deus e rezando.


Achei legal e interessante esta celebração do Nyepi, onde o governo balinês incita as pessoas do mundo todo,  através deste link aqui,  a participar de alguma forma, mesmo que não fazendo silêncio total, mas ajudando a reduzir o consumo mundial de combustíveis, ainda que seja por um dia.


Estamos muito longe de Bali e suas crenças, ficar um dia inteiro sem falar é quase impossível para a maioria de nós, comer ou beber também, mas podemos nem que por algum minuto fazer um pensamento positivo neste dia 5 em prol dessas realizações.  Portanto, marquem aí, no dia 5 de março, que tal aderirmos aqui mesmo, pela blogosfera, fazendo um post pela vida, pelo planeta ou pela paz mundial!


(Corbis)


 "A liberação de poderosas energias podem afetar poderosamente a humanidade e que, se liberadas, estimularão o espírito de amor, de fraternidade e de boa vontade na Terra."

















quarta-feira, 2 de março de 2011

Nos olhos do jovem arde a chama. Nos do velho brilha a luz. (Victor Hugo)

 (imagem-© Michael Bishop/Illustration Works/Corbis)


Cena comum de se ver por aqui é gente idosa.  Geralmente velhinhas, sendo acompanhadas por uma cuidadora a passear vendo vitrines ou sentadas batendo papo com outras da mesma idade nos diversos bancos que têm espalhados por uma badalada rua aqui do bairro.  Muitas ainda carregam seu cãozinho de estimação para estes passeios diurnos e como adoram uma conversa!  
E eu, como sempre, sou a vítima da vez, mas deve ser porque também já estou ficando uma delas, só que ainda sem cuidadora no meu pé, assim passo mais disfarçada.  Abafa!

Well, mas estou lá no meu hortifruti predileto, agora todo renovado, com apetitosas frutas suculentas que este nosso país tropical nos dá, entre um melão amarelo e outro verde, provando de um e do outro para ver qual deles é mais docinho. Sim, provando!  É que neste maravilhoso hortifruti tem recipientes fechados em acrílico com palitinhos descartáveis também em acrílico, para a gente provar e ficar tentado a levar a fruta até sem ver o preço.
Era um sábado pela manhã e um cara bem apessoado tocava um saxofone reluzente e dourado sendo acompanhado pelo seu teclado eletrônico em sintonia completa com a música. E ele soprava Tons Jobins, Vinícius, Djavans, Chicos e eu só enchendo o carrinho e cantando junto, nem via preço nenhum mais, completamente enlevada com a música e a beleza das frutas, legumes e verduras.  Um truque de marketing muito bem bolado para a gente se perder completamente  e não perceber  os elevados preços que estão as verduras depois das enchentes de janeiro.
Mas, tá bom!  Com uma boa música e um ambiente climatizado recheado de delícias eu fingi que não vi.

Quando noto ao meu lado uma velhinha, simpática, bem arrumada, de chapéu com aba branca e furado na cabeça, de bermuda clara e blusinha cor de rosa, uma fofa!   Disputava comigo os quadradinhos de melão amarelos e verdes.  
Olhamos uma pra outra e começamos a rir da cena.  Pronto, já começou o papo! 

- Ah, eu adoro vir aqui!  Tanta coisa gostosa e fresquinha não é?
- Hummmmm, eu também!
- Sabe quantas vezes eu venho por dia?
- Não! 
- Duas vezes.
- !!! 

E aí começou a me contar sua rotina diária com a maior naturalidade.  Disse-me que tomava seu café, geralmente pelas 8 da manhã, depois assistia a Ana Maria Braga, pegava seu chapeuzinho e descia um quarteirão em direção à praia e ao hortifruti.  Só levava a quantidade para o dia e, geralmente pouco por causa do peso.  Então, era 1 mamão papaya porque é pequeno, meia dúzia de bananas e algum legume ou verdura.  
Ia de volta à casa, tomava seu banho, almoçava e dormia um pouco, depois via a novela da tarde e quando o sol dava uma trégua neste horário de verão brilhante, descia novamente à rua e lá ia em direção ao hortifruti de novo.
Talvez para comprar algo para o lanche ou a janta, mas nunca comprava muito por causa do peso e, principalmente, porque no outro dia queria voltar ao local que tanto gostava.

Dos melões partimos para a seção de pães, conversamos mais um pouco e nos despedimos.

Idade: 82 anos - o nome não perguntei, só me lembrei desse detalhe depois que ela se foi, mas o importante foi o embalo da conversa e a impressão tão viva que ela me passou e me inspirou, para que num futuro eu faça igual, caminhe com as minhas pernas e possa ter o prazer de escolher meu próprio alimento, converse com as pessoas com o coração pleno, sem medos ou vergonha de expor minha velhice no contato com outros seres humanos e que nunca me deixe levar pela melancolia que nos arrebata para a desesperança.



Para entendermos, valorizarmos e ajudarmos nossos idosos, uma excelente dica é acompanhar o Blog Longevidade da amiga Silvia Masc. O link é este aqui. 



"Para o ignorante, a velhice é o inverno da vida; para o sábio, é a época da colheita." 


(Talmude)


"A idade não depende dos anos, mas sim do temperamento e da saúde; umas pessoas já nascem velhas, outras jamais envelhecem." 
(Tyron Edwards)


"Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma." 
(Albert Schweitzer)







terça-feira, 1 de março de 2011

Relação Custo X Benefício


(Imagem-Peter Essick/Aurora Photos/Corbis)

Gente, tem um assunto que eu queria levantar por aqui há tempos, mas calhou de acontecer comigo o mesmo que aconteceu a um amigo de meu marido que mora há muitos anos nos Estados Unidos e, que por mais que ele esteja envolvido com a cultura americana, tem filhos americanos também, mas ainda fica assustado com o nível de consumo elevado do povo e a facilidade que têm em trocar um aparelho eletrodoméstico de suas casas sem muita cerimônia.

Ele contou ao meu marido que no mês passado a máquina de lavar louça da família apresentou um problema e, com a cabeça de brasileiro ainda, procurou e ligou para a assistência técnica daquela marca. O homem que o atendeu foi logo dizendo quando custaria a visita, depois quanto seria o trabalho que seria cobrado por hora, e o valor das peças que teriam que ser trocadas. O amigo de meu marido ouviu tudo, fez as contas, agradeceu e desligou. Imediatamente, entrou na internet e viu o preço de uma mesma máquina novinha em folha e, para seu espanto, ficaria bem mais em conta do que todo aquele processo para restaurar sua atual máquina.
Conclusão: comprou uma nova que chegou em poucos dias e a outra, com uma aparência ainda muito boa, foi colocada na rua num determinado momento em que o caminhão de lixo passou e com um pequeno guindaste o motorista do caminhão elevou a máquina e apertou-a como uma latinha de refrigerante, transformando-a em lixo amassado e que provavelmente serviria como material reciclável. Ali era o final da máquina de lavar com cara de nova e que em nada foi reaproveitada.  A máquina capitalista substituiu-a rapidamente. E é muito comum uma cena destas por lá onde ele mora, no Texas, disse ele.

E comigo está acontecendo quase a mesma coisa, pois o telefone que compramos há dois anos, americano e de uma marca muito conceituada, simplesmente resolveu não funcionar da semana passada para cá e, hoje, meu marido ligou para um sujeito da assistência técnica que, muito franco e direto, disse-lhe que não via muita possibilidade de restaurar o aparelho e que talvez fosse mais interessante que ele comprasse um novo.
Mas, como meu marido é daqueles que não aceita fácil uma argumentação, resolveu deixar lá na loja do homem o aparelho para uma avaliação detalhada.  Acho que espera que seja substituída alguma pecinha e tenha a agradável notícia de que seu aparelho ressuscitou, mas não estou com muitas esperanças, pois já espero um preço absurdo pelo serviço.

Não sei se com vocês o mesmo está acontecendo, de repente um aparelho novo com pouco uso estraga e tem que ser jogado fora, nada se aproveitando do mesmo ou quando substitui alguma peça é um preço daqueles bem salgados.

Estou vendo que caminhamos a passos largos para esta relação perversa de custo X benefício em que somos obrigados a substituir um aparelho por um novo do que repará-lo, e fico muito intrigada para onde vai tanto lixo eletro eletrônico, já que no Brasil pouco se sabe sobre o que acontece com um aparelho quando ele não tem mais utilidade.

Ninguém, nem mesmo muitos dos respeitáveis recicladores, parece saber o destino desse desperdício, e está claro que muitos nem querem saber.

O que eu sei mesmo é que tudo isso termina nos problemáticos lixões das grandes cidades.

Já imaginaram como será o mundo quando chegar a 10 bilhões de pessoas previstas para 2050?  Será que estaremos enroscados nos fios de tantos aparelhos eletro eletrônicos que usaremos até lá? 
Já observaram quantos aparelhos obsoletos de telefonia, por exemplo, vocês tem em alguma gaveta de suas casas?
E para onde vai tudo isso, já que a terra consome o que é orgânico, mas plástico, fio, vidro, todo esse lixo produzido pelo progresso e que nos livramos dele através de inocentes sacos plásticos, vai pra onde?  O lixo vai para um outro lugar, longe dos nossos olhos, mas não desaparece.  Até quando as montanhas de lixo poderão crescer?

Este é um assunto para se pensar e dialogar, trocar idéias, buscar soluções e esperar, como eu estou agora, que o homem da assistência técnica dê um bom diagnóstico para a vida de meu bonito telefone sem fio com cara de novinho, mas que poderá acabar em mais um fundo de gaveta de um momento para o outro.

Eita mundo moderninho e complicado este!



Atualização:


Hoje, 2 de março, quarta-feira, o rapaz da lojinha me ligou e deu a notícia de que não tinha condições de reparar o telefone lindo, branquinho e novo que eu possuia há apenas dois anos. Para consertar a tal pecinha, precisaria trocar toda uma placa e isso ele não tinha aqui no Brasil. 
Mais um que vai pro fundo da gaveta.







domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nossa casa, nosso porto seguro.

(Londres)

De uma maneira geral, interpretamos nossas almas como sendo nossas casas, nossa morada interior. E na vida real uma casa de verdade é o nosso refúgio sagrado, seja ela como for construída ou decorada. Não importa. Aquele é o nosso lar, o lugar onde descansamos, ficamos à vontade, despidos das roupas e do cansaço das ruas e onde podemos encontrar o ponto certo no universo para recuperar nossas forças.

Quando entramos em um ambiente caseiro, sentimos a energia do lugar emitida pelo toque que cada morador coloca, geralmente é muito energético e demonstrativo, pois ali está a essência da pessoa, do seu modo de ser, de sentir o seu canto e de se expressar na vida.
O fato é que quando nossos antepassados há muitos milhões de anos, sofrendo com sol forte, chuva, frio, e se resguardando dos animais selvagens, descobriram que numa caverna estariam protegidos foi aí então  inventada a casa, aquilo que abriga , dá descanso, nosso porto seguro.
(S.João del Rey-MG)
Já estive em ambientes de casas muito humildes, mas com uma gostosa sensação de bem estar, de aconchego, de  harmonia, de cheiros que cativam e ficam pra sempre na memória.

Era assim a pequena casa de um casal de velhinhos que por alguns anos acompanhei todos os meses para ajudá-los a retirar seu rendimento mensal no banco e depois levava-os ao supermercado para as compras. Não, eu não pagava nenhuma promessa, mas adotei-os como avós postiços, já que eu morava numa cidade em que não conhecia ninguém a princípio.
Ao final de todo este  percurso, cansativo para ambos os lados, pois eles não ouviam muito bem e o velho às vezes arranjava encrenca com a moça do caixa no banco, dizendo que estava errado seu rendimento e que ela o estava roubando, acho que já estava um pouco esclerosado e complicava com certas coisas, mas o fato é que ao chegarmos em sua casa humilde, a senhora fazia questão que eu me sentasse e ela 'passava' um café, daqueles de roça, coado no pano, com bule de ágata e servia com um simples biscoito que ela tivesse na lata.  E quando meu filho pequeno ainda ia comigo visitá-los, deixava para ele a água final que dava um café ralinho e doce que ele bebia e gostava muito.
A casa era muito humilde, mas tinha personalidade e vida principalmente, além das plantas vistosas que ela plantava em latas de óleo ou qualquer vaso que enfeitasse o terreno,  por isso vez ou outra lembro-me deles e daqueles tempos.
(Imagem Antoni Gaudi)

Uma outra passagem também inesquecível, foi quando certa vez eu e meu marido fomos levar minha sogra a revisitar o local onde nascera.  Ficava numa área de montanha, numa localidade em que nos velhos tempos era uma roça, mas um lugar de beleza singular e marcante pela vegetação e riachos.
Não achando mais a casa onde ela havia morado quando criança, paramos em frente a uma modesta casa
de pessoas que conheceram no passado a família dela e, como era pela manhã e não tínhamos encontrado nenhum hotelzinho ou lanchonete para tomarmos um café, a dona da casa nos convidou que entrássemos, e numa cozinha simples, de roça,  nos instalou, pedindo que esperássemos um pouco enquanto iria preparar um pequeno café para todos nós.
Passados uns trinta minutos, a filha da mulher entrou na tal cozinha antiga, com fogão à lenha e uma mesa tosca e chamou-nos para um outro ambiente que, na verdade, era outra cozinha, só que toda de azulejos e mais moderna, com uma mesa retangular, cheia de delícias, desde a manteiga feita por ela própria, biscoitos caseiros, pão caseiro e um café  plantado e moído por ela mesma. Simplesmente maravilhoso!
Comemos e conversamos com aquelas boas pessoas por muito tempo ali naquela casinha agradável, misturada de cheiros, sabores e afetuosidade.  Isso não dá pra esquecer nunca.  São coisas que cativam o espírito e o coração da gente.
(Tiradentes)

Sempre quando viajo gosto de observar as moradias dos habitantes locais e, confesso, alguns lugares fico super curiosa de saber como seria lá dentro daquela casa, principalmente quando o lugar é no exterior.
(Portobello Road-England)

Este assunto me veio hoje à cabeça porque visitei nestes últimos dias algumas casas para comprar, de famílias diferentes e com vibrações também diferentes. Vi uma ontem que tinha um ar de desleixo geral, mal cuidada, precisando de muita reforma, mas o dono da casa era uma simpatia e mostrou-nos tudo com muita amabilidade e ele parecia muito feliz em morar ali.  Depois vimos outra que era toda decoradinha, impecável, nada fora do lugar, mas o marido da dona da casa, parecia que estava noutro mundo e não ali, fechado numa sala íntima jogando play station e nem nos cumprimentou direito, havia uma certa ausência naquela casa.

Descobrimos também com o tempo que uma casa precisa bem mais do que mobília e objetos para enfeitar,  precisa de gente que habite com vida, calor humano, alegria de receber, sorrir e emitir boas vibrações., seja ela feita de madeira, de pedra, de gelo, de barro, de adobe, tijolos, metal, couro, sobre as águas ...

(Imagem Google)
Esta casa, feita de PET flutuante e que fica fundeada no Canal do Cunha, próximo à Ilha do Fundão, na área mais poluída da Baía de Guanabara, mas que segundo seu morador e idealizador, “é a Monalisa da Maré, uma obra de arte que todo mundo quer ver”. 






sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Você é responsável por aquilo que cativas - 4 anos na Blogosfera





"Hoje, na crise do projeto humano, sentimos a falta clamorosa de cuidado em toda parte. Suas ressonâncias negativas se mostram pela má qualidade de vida, pela penalização da maioria empobrecida da humanidade, pela degradação ecológica e pela exploração exacerbada da violência. Que o cuidado aflore em todos os âmbitos, que penetre na atmosfera humana e que prevaleça em todas as relações! O cuidado salvará a vida, fará justiça ao empobrecido e resgatará a Terra como pátria e mátria de todos".
 (Leonardo Boff, 1999, p. 191)


(© Sean Justice/Corbis)

Há quatro anos fiz meu primeiro post e inaugurei este pedacinho neste mundo gigantesco que se transformou a blogosfera.  Usei as palavras acima de Leonardo Boff que me ajudou na inspiração para criar este espaço.

Dali até hoje fui abençoada com a aproximação de pessoas do bem e de assuntos de interesses comuns, resultando no bom relacionamento, pautado na boa educação e troca de conhecimentos e vivências pessoais.

O ano de 2010 foi especial, pois nasceram muitos blogs e mais pessoas interessantes reuniram-se na rede para este intercâmbio de idéias, algumas que me proporcionaram sorrisos e muita alegria. Fiz novos e maravilhosos amigos e consolidei o carinho dos amigos de sempre. 

..."Que o cuidado aflore em todos os âmbitos, que penetre na atmosfera humana e que prevaleça em todas as relações!..."

Espero que as palavras de Boff continuem a nos inspirar para este convívio amigável e respeitoso de sempre. E agradeço imensamente a todos amigos que por aqui fiz neste tempo, dizendo-lhes que tenho por cada um de vocês muita estima e consideração e que meus dias hoje são marcados na espera feliz dos comentários diários que deixam neste meu humilde espaço, assim como o prazer que tenho nas visitas cotidianas a todos vocês que me encantam com coisas lindas, interessantes e emocionantes.  

Obrigada pelo 'cuidado' que tiveram por mim e pela nossa amizade nestes 4 anos!





Fev.2008-Fev.2011










quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vamos voar sobre as montanhas?

(Niterói vista do meio da Baía de Guanabara ao anoitecer)


Continuando o passeio por Niterói, vou mostrar-lhes um lugar em que as pessoas vão para observar e se encantar com o cenário que se descortina lá de cima.  Este lugar é o Mirante do Parque da Cidade que fica  numa reserva biológica e florestal do município, localizado no alto do morro da Viração, numa altitude de 270 m, ocupando uma área de 149.388,90 m², foi inaugurado em 21 de Setembro de 1976. No local existe uma fonte natural. Possui um mirante e dele pode-se ter uma visão panorâmica das Lagoas de Piratininga e Itaipu; das Praias de Piratininga, Itaipu e Camboinhas, dos bairros de São Francisco, Jurujuba, Charitas e Icaraí entre outros, da Baía de Guanabara, em toda a sua extensão e do mar aberto, até onde os olhos conseguem alcançar. 

Avista-se também a cidade do Rio de Janeiro com alguns de seus bairros e a Ponte Rio - Niterói. O Parque é muito frequentado pelos praticantes de vôo livre que encontram duas rampas para a prática deste esporte.


Veja o pequeno video que fiz por lá:



Desta plataforma pintada em verde para integrar-se à vegetação do local, podemos ficar apenas admirando a paisagem ou vendo o salto dos que praticam o esporte de asa delta ou parapentes.

(Imagem Google)


Quer sentir um pouco da sensação de estar neste lindo local?
Acompanhe então um vôo sobre as montanhas verdes até uma das praias da região.












O que os Sonhos fazem por nós

 (Imagem: junebugweddings)


Agora eu entendo.  Sonhar é desejar, traçar metas e não perdê-las de foco, senão corremos o risco de se esmaecerem até sumirem de dentro da gente, como uma fumaça ao longe, tornando-nos então pessoas tristes.

Dizem que se a pessoa tem muitos sonhos, maior ainda será a quantidade de realizações e não adianta apenas contentar-se com  aqueles sonhos que vem através do sono, pois os sonhos de olhos abertos ,  os mais ousados, transportam-nos para o futuro, para a alegria de ser e estar, gera energia, traz sensação de alegria e felicidade.  E as mudanças só vão acontecer, só vão valer a pena, se não desistirmos no meio do sonho. Perseverança talvez seja a palavra chave.

Com licença, estou no "modo sonho" a partir de agora. 

E, bons sonhos para vocês também!








*- Este post faz parte da Blogagem Coletiva que a amiga Liliane propôs para celebrar o aniversário de 1 ano de seu Blog.
Parabéns a você, Liliane, e muitas alegrias sempre através desse canal maravilhoso que é a blogosfera!





terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vem passear mais comigo!


(Vista noturna do MAC - obra prima de Oscar Niemeyer - Niterói)

Já que os amigos gostaram de conhecer as belezas que existem aqui em Niterói, a cidade do outro lado da ponte, vou mostrar-lhes hoje um dos meios de transporte de massa que habitualmente é usado para aliviar um pouco o tráfego da movimentada ponte ou das enormes barcas, e que é também uma opção rápida e direta para a Praça XV que fica no centro do Rio de Janeiro.
Inaugurada em 2004, a Estação Hidroviária de Charitas é uma das obras primas de Oscar Niemeyer, e o traçado de curvas, segundo seu criador,  remete às formas femininas conduzindo diretamente ao interior da embarcação.

(Vista noturna do tubo que leva aos Catamarãs - imagem Google)

 (Olha eu aqui indo passear no Rio)

(Este é o Catamarã, embarcação leve, menor e mais rápida e que faz a travessia em apenas 20 minutos)

(Interior do Catamarã, confortável, ar condicionado e Tv)

(mais uma do tubo-imagem google)
(Em cima da Estação, outra obra de Niemeyer, o Restaurante Olimpo, que tem uma das mais belas vistas da cidade.  recomendo - imagem Google)

(A Estação vista do alto do Parque da Cidade)

E deste ponto alto, de onde se avista toda a Baía de Guanabara e o Rio do outro lado é que partiremos para a próxima visita.  Te espero então a partir deste belo cenário.  Usufrua!



E se você clicar em cima da foto poderá ver melhor em detalhes.











segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O carnaval à vista


(Imagem Folha.com - Pessoas vestem trajes tradicionais para navegar sobre o Grande Canal do bairro Cannaregio, em Veneza, durante histórico desfile sobre as águas)





Que idéia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se.



Vergilio Ferreira





domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vem comigo que te mostro!



Nosso amigão Alexandre, lá no Japão, ficou curioso em saber o que tem por aqui para ser mostrado, e posso dizer-lhes que tem muita coisa linda e fica apenas do outro lado da enorme ponte que atravessa a Baía de Guanabara, numa cidade chamada Niterói onde moro atualmente.

( Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói)

Aqui é mais tranquilo do que o outro lado, porém tem uma ligação intensa e semelhante ao Rio, podemos dizer que é um Rio em menor escala, mas guarda peculiaridades próprias e paisagens de tirar o fôlego, pois é deste lado que avistamos todas as belas montanhas, algumas praias e a querida Baía de Guanabara que leva cariocas e fluminenses a todo instante pra lá e pra cá, através das barcas ou outras embarcações.

(Barca que atravessa a Baía de Guanabara levando passageiros)

Vou levá-los no caminho dos Fortes que são muitos deste lado de cá da Baía.


Eles se encontram na região de Jurujuba que fica do outro lado da Baía de Guanabara, de frente para o centro executivo, financeiro e nervoso do Rio de Janeiro. Ali, tão perto de todo o caos da cidade grande vemos uma vila de pescadores com seu ambiente próprio e bucólico onde o tempo parou para que se possa admirar a beleza da natureza exuberante e do trabalho dos portugueses no empenho para defender a colônia das invasões inimigas.





(Praia de Jurujuba e vila de pescadores e suas redes)

Estes majestosos Fortes estão dentro de uma reserva do Exército e para ali entrar, torna-se necessário um certo protocolo.
São 7 os Fortes: Gragoatá, Boa Viagem, Rio Branco, do Pico, São Luiz, Fortaleza de Sta.Cruz e Forte Imbuí.
Erguidos em volta da Baía de Guanabara em 1555 à época da invasão francesa. 
Após a expulsão dos franceses, Portugal foi equipando e aperfeiçoando os Fortes.
Hoje, essas construções, com acesso pavimentado e com pequenas Vans para levar e trazer visitantes até o ponto mais alto, descortinam uma das mais belas paisagens do Rio de Janeiro e Niterói.



(Fortes Rio Branco e St.Cruz)





(Canhões na área dos Fortes)


Bem, olhando esta maravilha de paisagem, podemos entender porque os portugueses construiram tantos Fortes nesta região, afinal os franceses, holandeses ou qualquer outro povo que por ali adentrassem ficariam interessados e apaixonados por esta terra. Vocês não concordam?


Isto é um pouquinho das muitas belezas que tem do outro lado da ponte e que, de vez em quando, mostrarei aos amigos do Mãe Gaia.