.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ninho vazio

-Pinterest-

Um dia a melancolia desceu em seu coração e juntos, ela e o marido, não sabiam o que fazer daquela tal liberdade.  Podiam tudo, mas não entendiam quase nada do que estava acontecendo em sua casa e suas vidas.

Não se ouvia mais as músicas estridentes que vinham de um quarto ou a televisão ligada na sala, ou o grito de um outro pedindo a toalha no banheiro.  Tudo era silêncio e solidão a dois.

Eles se foram, bateram asas e deixaram o ninho.  Estava na hora e para isso foram preparados, mas o casal não imaginava que chegaria mesmo o dia para cada um deles.
Por isso sofriam, mergulhados nas idiossincrasias do cotidiano e sem se notarem por todo o período que os filhos os absorveram, estavam naquele momento sós, cada um em seu mundo, e por esta razão, estranhavam-se.
O vazio deixado pela saída dos filhos trouxe à tona comportamentos e imagens que um tinha do outro e que permaneciam meio obscurecidos no dia a dia tumultuado que havia antes com a casa cheia e barulhenta.

Tantas fases acontecem no decorrer de uma vida e por isso devemos estar atentos a essas mudanças, senão seremos castigados pelo desamor e o abandono.

Será então que este não é o momento para recomeçar algo novo, como viagens, cursos, reforma da casa, ouvir as músicas prediletas, ter mais tempo para si mesmo ou para o casal?

Chorar o ninho vazio não é uma atitude positiva, pelo contrário, parece-me muito egoísta, afinal não devemos esquecer que antes de sermos pais, fomos homem e mulher, marido e esposa e amantes.  Assim, com a saída deles, precisamos reencontrar a força que nos uniu.



O texto acima, guardei há tempos, mas não sei dar os créditos a quem escreveu, portanto se alguém souber me avise, por favor.

Nesta semana, conversando com uma amiga que sofre justamente este crucial momento - a hora em que o filho(a) bate asas e vai pro seu voo solo, deixando a mãe, principalmente, com a sensação de perda, de solidão e algumas até caem na depressão. Mas, a verdade é que conduzimos os filhos para que eles possam andar sozinhos, no entanto, na hora da despedida, baixa o sofrimento e o medo.

Não damos conta de como o tempo passa sorrateiramente e quando vemos eles estão prontos para se lançarem, precisam disso e para isso os preparamos, não querem mais o ninho e sim o mundo.

Eu, minha amiga, muitas outras mulheres mães precisamos nos conscientizarmos deste momento, por isto achei o texto perfeito para elucidar com clareza e positividade diante dos fatos, buscando renovar nossas vidas e afazeres, já que não poderemos mais protegê-los como sonhávamos, porém o ninho deverá sempre estar preparado, afinal é bom saber que se tem para onde voltar.

“— Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas que estavam reservadas para a tua...”
(Carta de Vinicius de Moraes a seu filho)




18 comentários:

✿ chica disse...

Lindo texto e quando temos os filhos pequenos, nem imaginamos esse momento.Fatalmente chega. E temos que saber o casal se curtir namorar, viajar, fazer coisas juntas , CADA UM RESPEITANDO O QUADRADO DO OUTRO. Sem isso, as coisa vão pras cucuias...

Aqui, temos sempre movimento, mas nos dias em que ficamos sós, adoramos e nos curtimos. Coisa boa! Vale tudo se há amor! beijos,lindo fds! chica

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi Beth!

Minha mãe passou por isso. Casei em Novembro, em Dezembro meu irmão foi morar no RJ e em Maio do ano seguinte meu pai faleceu. Num período de 6 meses, minha mãe se viu sozinha numa casa grande e cheia de lembranças.
Foi um período complicado e eu afirmo com todas as letras que o que a salvou foi o trabalho e os amigos.

Gostei muito da reflexão positiva que você faz sobre esse tema.

Beijos e fica com Deus.

Selma

Pitanga Doce disse...

Querida Beth, vou ter que me policiar para não fazer, aqui, um post em cima do teu. Nisso de "síndrome do ninho vazio" tenho doutorado e te digo que todas as fórmulas e conselhos e lógicas vão por terra, quando chega a hora de ver "os pássaros" voarem.

Quanto à vida do casal é mais difícil de reatar porque passamos tanto tempo sendo pais e pensando a tres ou a quatro, que esquecemos como é viver a dois. É um desafio, sem dúvida e requer tempo. O bom é saber que tem mais gente nesse barco, com filhos indo e vindo e sempre dá para "trocar umas figurinhas" com essas pessoas. heheh

Beijos e um bom fim de semana.

Ana Paula disse...

Beth, esse texto é mesmo perfeito para nos conscientizarmos deste momento e realmente buscar renovar nossas vidas.
Eu sei que breve, porque o tempo é faceiro, não terei mais marcas de dedinhos e mãos pelas paredes, e pasta de dente aberta, e brinquedos espalhados. O amor sempre continuará. Gostei muito do texto, da carta de Vinícius, da imagem.

Mas também adorei a tua participação lá no Christian com o post vencedor! Outra grande história, cheia de lições para a vida!
Beth, peço desculpas por eu não ter-lhe respondido sobre o livro que lancei. Você pode adquiri-lo comigo mesma ou se preferir, a versão e-book. Vou deixar o link onde estão os dados. Beijo!

http://ladodeforadocoracao.blogspot.com.br/2013/04/escrevi-um-livro.html

Lúcia Soares disse...

É um momento muito difícil, Beth. Se não tivermos bastante estrutura, "a casa cai", de verdade.
Quando temos uma situação financeira confortável, que nos permitem as mudanças sugeridas, fica mais fácil. Quando não se tem, o jeito é vagar pelos cômodos vazios, sentindo a saudade, inevitável. Mas mesmo com outros recursos, temos que cuidar de nós, "retomar" a vida, ainda que seja lentamente.
Faz parte da vida e os filhos têm mesmo é que alçar seus voos.
Beijo!

Palavras Vagabundas disse...

Beth,
por mais que nos preparemos para esse momento é sempre impactante! Engraçado é que sempre se fala do silêncio, sem gritaria e música alta, aquilo que nos atormentou por anos, risos...
Enfim é o momento de se recomeçar com novas espectativas e deixar as portas do ninho sempre abertas.
bjs e bom fim de semana
Jussara

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Beth
Muitos casais vivem em função dos filhos, e só para eles, quando eles são vão, a vida perde totalmente o sentido, pois já não têm mais vida própria.
Bfs
Bjux

Regina Rozenbaum disse...

Posso falar? Não é fácil! E pra mim é quiném "preparação" para a maternidade, aposentadoria,morte dos entes queridos...tem que vivenciar pra saber como lidar. Ano passado, qdo meus dois estiveram fora vou te contar Bethita...Acho que foi um cursinho preparatório rsrs e hoje sei que sobreviverei!
Beijuuss

JAN disse...

É estranho,Beth... racionalmente, a gente entende e até aceita.
Mas coração de mãe é teimoso.

Ah! eu queria "encolher" as crianças ;-)

Abração
Jan

Calu disse...

A gente lê,convive, tem consciência sobre o fato, mas quando a realidade acontece é que vemos o quanto dói uma saudade.
Considero um novo aprendizado a dois.Enquanto éramos seis em bloco tudo girava em torno dos quatro.Quando somos um conjunto binário reaprendermos a compartilhar espaços e horas reaviva a pintura dos dias.

Eu me considero privilegiada, Betinha, pois, meu ninho nunca se esvazia de todo, embora haja a falta de duas "passarinhas" que são insubstituíveis, continua movimentado e enriquecido pelos netos amados.Quando tenho uns dias mais calminhos chego a curtir o silêncio e os prazeres de fazer o que gosto.
Bjos praianos e bom fim de semana.
Calu

Maria Célia disse...

Oi Beth
Por mais que pensemos estar preparadas para este momento, a verdade é uma só- não estamos.
Estou passando por isto, mas, no meu caso, só uma se foi, a outra ficou, então consigo equilibrar bem a situação.
Adorei suas palavras, aliás, tudo que você escreve é sempre muito bom, você é bamba pra escrever coisas bonitas e verdadeiras.
Beijo.

ML disse...

Gostei muito de uma ideia que li ai em cima: "gostaria de encolher as crianças".

Mas, como não dá, melhor que as "crianças" sintam-se responsáveis por si mesmas e que vão, mas voltem - pra visitar... Mas liguem antes...

; > )

bjnhs

Pitanga Doce disse...

Adorei esse "voltem pra visitar...mas liguem antes". Encarar essa barra com bom humor é "bótimo"! hehe

Toninho disse...

Uma síndrome que faz estragos Beth.
A receita é clara,mas que muitos não conseguem segui-la.
Uma bela partilha.
Viver é mesmo arte.
Um lindo domingo amiga.
Meu abraço de paz e luz.
Bjo.

ONG ALERTA disse...

Um texto verdadeiro chega uma hora a monotonia, a rotina, o desinteresse, a vida nos coloca em momentos que precisamos descobrir novas coisas.
Beijo Lisette.

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida amiga Beth
Falei de vc no blog do Christian... rs...
Estava pra vir por aqui há dias...
Gostei tanto desse seu post que li e reli para saborear...
A síndrome do ninho vazio é uma questão que deve ser muito bem resolvida para evitar transtornos maiores e não sufocarmos nossos filhos que batem as asas que nós os ajudamos a criar...
Sabe, querida, fiz curso de pintura, viagens, dança, teclado (antes de saírem e depois), artesanatos... cursos vários (até idioma) e encontros de formação...
Ajudo onde posso... faço missão da Igreja na qual sou batizada...
Tem inúmeras possibilidades de me ocupar e vencer o tédio...
A saudade arranca um pedaço de mim, confesso... ainda mais pra quem gosta de ser mãe... vc deve saber como é também... rs...
Mas, mesmo "despedaçada" na alma... seguimos em frente (todos: eles e eu)... se eles são felizes... ficamos todos assim também!!!
Bjm de paz e bem

Márcia Cobar disse...

Betinha,
Eu já tinha ouvido falar sobre a síndrome do ninho vazio... Imagino que para os pais deve ser bem complicado lidar com as asas dos filhos, asas que foram inclusive colocadas pelos pais.
Lembro-me quando sai de casa e me mudei para o Rio de Janeiro. Minha mãe me ajudou muito na mudança. Dormimos no colchão solto no meio da sala, ele era a única coisa que eu tinha no apartamento novo, e bem tarde da noite acordei com o barulho abafado do choro da minha mãe. Perguntei se ela estava bem e depois de muito resistir ela me disse que eu não era a única pessoa que precisava se acostumar com aquela mudança.
Lembro-me da cena como hoje. Nós, filhos, estamos tão preocupados com nossos vôos que esquecemos os corações dos nossos pais...
Um dia eu passo por isso também!
Beijo querida! E que seu ninho seja sempre a referência do seu filhote!
Márcia

Beth/Lilás disse...

Marcinha,
Você é uma filha maravilhosa, suas palavras me emocionaram bastante.
Um beijo minha querida amiga e é verdade, um dia você passará por isso também, mas faz parte da vida, nada de mais!
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