.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Crianças e jovens em nossa casa.

Falando em criança na semana delas.

Definitivamente não sou daquelas pessoas que passam pela vida sem observar à minha volta, estou sempre antenada ao comportamento humano e suas variantes, à natureza e suas mudanças , à música que é um elemento forte em minha vida sempre e gosto de tê-la em meus dias, às flores e bichinhos que tenho em casa e pelos caminhos onde ando. Mas, se você me perguntar se eu observei que uma pessoa tinha ou não varizes finas nas pernas ou a cor do esmalte que usava, sinceramente, não sou muito observadora neste nível e até passo vergonha às vezes por não ser muito boa fisionomista, esqueço facilmente de alguém se não vejo sempre ou se o rosto não for muito expressivo.

Como estou sempre a observar daqui e dali, vi esses dias uma senhorinha bem pequena, quase anã, próxima dos 80 anos, um pouco curvada e acompanhada do netinho que não tinha mais que 5 anos, fazendo juntos o supermercado. Ela, com certeza, era descendente de chineses ou daquele povo ali perto, acho que Mongólia, seus traços pareciam muito com eles e o tamanho também, mas era de uma perspicácia e dinamismo que por causa disso, chamou-me tanta atenção. Diligente, enfiava as coisas rapidamente no carrinho e depois na chegada ao Caixa com o netinho ao lado dela, ajudando-a a retirar as coisas do carrinho, que não era do supermercado e sim daqueles que algumas donas de casa ainda levam para a rua. Os dois estavam intimamente ligados no trabalho que executavam e nem olhavam pros lados.

Eles eram estrangeiros, seus traços eram bem mongóis e a sua capacidade de trabalho era impressionante, não parecia ser de uma mulher octogenária, facilmente denunciada pelos cabelos brancos e corpo já curvado da idade, mas a atitude dela, sim, era de chamar a atenção realmente. E o mais incrível que o menininho, também com traços mongóis, tão pequeno e tão absolutamente participativo naquele afazer. Até lembrei-me que não era um programa que eu fazia com meu filho. Sempre o poupei de coisas que ele não gostava de fazer, como compras comigo na rua ou ajudar-me em casa nos afazeres domésticos. Nunca forcei-o a carregar coisas para mim, colocar lixo na rua, mesmo maiorzinho, nunca chamei-o para amassar biscoitos por exemplo ou fazer a sua própria cama. Nunca fui pra cozinha amassar um bolo e chamei-o para ver como fazia ou pedi que me ajudasse a amassar a massa ou colocar farinha, sempre priorizei sua diversão, então ele ficava no video game ou com seus brinquedos ou amiguinhos. Quase tudo eu mesma fazia ou era minha ajudante, mas ele nunca foi chamado a essas coisas, assim como nunca o levei a um cemitério para sepultamento de alguém ou à uma igreja forçosamente, sempre deixei que ele escolhesse sua manifestação espiritual, talvez por eu ter sido forçada quando criança a essas e outras coisas, então achava que seria melhor que ele escolhesse sobre este assunto. Mas, sempre lhe falei de Deus e dos mandamentos, isso era condição imposta desde cedo em nossa casa, ele tinha que entender que embora os pais não frequentassem igreja nenhuma, eram obedientes às leis de Deus e ele cresceu dentro desses preceitos e nunca nos deu tristeza neste sentido.

Vi ali naquele menininho com sua avó chinesa, uma bonita ligação e ao mesmo tempo uma forte influência de comportamento e aprendizado, provavelmente passado de pai para filho e assim por diante. Sabemos que certos povos têm em seus genes e em suas ligações familiares muita força, muita influência do que o mais velho fala e determina, assim como vejo que os brasileiros não costumam ter com seus filhos comportamentos que os contrariem ou que os façam trabalhar desde cedo em casa, ajudando, participando, ouvindo e seguindo histórias familiares, pelo contrário, muitos não querem seguir a mesma carreira do pai ou da mãe e seguem modos totalmente diferentes daquilo que os pais orientam e é muito bom quando tudo dá certo e todos ficam felizes no final das contas.
Também vejo crianças que não acompanham pais em nada, a não ser para seus próprios interesses, festinhas de aniversários, brincadeiras com os coleguinhas nos clubes ou escola, fora isso não estão nem aí para o que o pai ou a mãe sentem, se estão tristes, cansados, estressados, se tiveram um dia de muito trabalho e muitos até fazem cobranças ou não ajudam em afazeres domésticos, mesmo que fáceis.
Raramente ouço alguém dizer que os filhos são participativos em casa, a maioria das pessoas que conheço e conheci com filhos que foram pequenos no mesmo tempo que o meu, todas tiveram a mesma convivência familiar e até mesmo agora, quando jovens, vão e voltam de suas escolas ou universidades, mas não se envolvem nas tarefas domésticas.  O daqui de casa ajuda pouco, esporadicamente lava uma louça, faz a cama pela manhã, bota as roupas sujas no lugar adequado, mas pelo menos não faz bagunça na casa, a não ser em seu quarto que, como de todo jovem, tem que ter aquela 'arrumação bagunçada', mas de vez em quanto eu rodo a baiana e ele arruma tudo em seus devidos lugares, como fazia quando pequeno no final da noite, arrumando comigo seus carrinhos e bonecos na estante ou no baú do seu quarto.

Nas sociedades americana e canadense é facilmente percebida a inclusão das crianças e jovens em diversas atividades familiares ou mesmo no incentivo que dão aos trabalhos voluntários desde a tenra idade, notadamente nas pequenas cidades de interior, quando frequentam a High School, não importando a condição sócio-econômica da família, fazendo com que os filhos entendam o quanto é importante esta inserção na sociedade.

Claro que a culpa é nossa, dos pais, que não souberam ou não quiseram administrar desta forma, delegando uma ou outra pequena tarefa dentro de casa. Por isso lhes pergunto; como tem sido esta relação com seus filhotes, quer sejam pequeninos ou jovens hoje em dia? Eles ajudam, fazem pequenas coisas como varrer, arrumam seus quartos, participam na cozinha, jogam lixo fora, organizam suas roupas quando chegam da rua, guardam seus brinquedos, como é isto em sua casa?






* Post escrito em 29/11/2009 - se quiser ver os comentários daquela época é só clicar aqui.






20 comentários:

Márcia Cobar disse...

Oi Betinha querida!
Imagino você toda perpicaz, observando a vovó e o netinho das bandas da Ásia, deixando o pensamento correr longe e depois compartilhando aqui. Que legal.
Te digo da perspectiva de filha que lá em casa eu e minha irmã éramos convocadas a ajudar em casa. Por exemplo: quando usávamos o cobertor, na manhã seguinte tinhamos que dobrá-lo juntas, pois pequenas como éramos, não conseguiríamos fazê-lo sozinhas. Eu pegava duas pontinhas de um lado, minha irmã pegava duas pontinhas do outro e a gente dobrava até o momento de juntarmos as mãos no alto e o cobertor quase todo dobrado. Eu gostava de dobrar o cobertor com minha irmã.
Claro que a Mãe fazia o grosso, mas ela nos ensinou a "pegar no batente" mesmo quando éramos pequenas. Tinha até um tamborete em frente a pia pra gente ficar em pé e lavar algumas coisinhas, Betinha!
Eu me lembro disso.
Eu gostava de ajudar minha Mãe :)
Bjim
Márcia


Lúcia Soares disse...

Beth, criei meus filhos muito juntos a mim, então me acompanhavam nas compras, ajudavam a guardá-las, mantinham suas coisas organizadas. Isso enquant bem pequenos. Depois de maiores ficaram bagunceiros e as meninas eram até mais desorganizadas que o menino.
Mas com muita luta e ameaças (rsrs) eles faziam à sua maneira, que fosse.
Pelo menos se não bagunçavam, se conservavam o arrumado, já era uma ajuda. Na cozinha niguém se arriscava, eu gosto de ficar sozinha nela e minha ajudante, que os viu crescer (ficou comigo 17 anos) "corria" com eles tb, não gostava que ajudassem. Enquanto foram solteiros, pouco fizeram. Mas sempre ensinei e cobrei pelo menos atenção e hoje todos os 3 sabem cuidar bem de suas casas. Cozinham bem, têm gosto pra coisa (nunca tive!).
Acho que as mães de hoje estão voltando a ter essa consciência de ter os filhos mais participativos.
Mesmo com a melhor das profissões é preciso ter gosto pela casa, pelo lar.
Beijo!

✿ chica disse...

Beth, com meus 4 filhos, atribuí tarefas pra eles sempre. Tinham que participar.

Eu trabalhava, tinha pouco tempo e no intervalo após almoço e turno da tarde, tinha tudo me esperando.Precisavam ajudar, claro.E o faziam ,sem broncas.

Cada um tinha um dia de lavar louças e suas camas deviam ser arrumadas sempre ANTES de sair de casa.

Nunca caiu nenhum pedaço deles por isso. Hoje, com Neno, ele arruma sua cama e cuida de mante seu quarto arrumado, brinquedos e tudo mais.CASO esteja muita bagunça, entro lá como um tufão e vai tudo pro lugar ,pois ele sabe que aviso que o que estiver fora, vai pro lixo,rsars Um santo remédio... beijos,chica

Priscila Ferreira disse...

Aiai esse Daniel, não te ajuda em nada hein, kkkkkkkkkkkk
Pode perguntar a minha mãe, eu sempre tento ajudar ela ao máximo!
Beijos dinda

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Eu gostava de ajudar minha mãe em tarefas domésticas, mas não acostumei as filhotas a isso. Trabalhava e elas tinham babas que as cuidavam, mas sempre gostei que pegassem os brinquedos para guardar.
Hoje, vejo que mesmo sem terem participado conjuntamente de algumas tarefas, vejo-as fazerem como eu, buscando esmero no que fazem, principalmente a casada que dá para se observar melhor.
Os exemplos ficam.
bjs

Beth/Lilás disse...

Valéria

Oi Beth! Esta cumplicidade entre pais e filhos em qualquer situação é muito bonita, mas nem sempre alcançada por todos. Aqui nunca consegui, fui deixando que eles aproveitassem a infãncia brincando e o máximo que conseguia era ver os brinquedos arrumados ao final das brincadeiras. Com o tempo cada um foi tendo o seu interesse em participar, o mais velho é super organizado, a mais velha sem ser por obrigação adora uma comidinha diferente, mas os dois mais novos que ainda estão em casa não são muito de trabalhos domésticos embora se virem na arrumação da casa e na cozinha quando viajo.rsss



Palavras Vagabundas disse...

Beth,
venho de uma família com seis filhos, ou a gente ajudava ou a gente ajudava, rs... tanto que hoje os meninos (três) cozinham melhor que as meninas. Como sempre trabalhei fora, minhas filhas foram tendo obrigações de acordo com a idade, não me arrependi. E como meus pais fizeram, também sempre fiz, se havia um enterro em família perguntava se queria ir, muitas vezes quiseram e meus sobrinhos também! Nunca fiz imposição dogmática mas acho que não temos que deixá-los de fora da realidade da vida.
bjs
Jussara

Pitanga Doce disse...

Olá Beth! Aqui em casa eu fui mãe de primeira viagem por duas vezes. Quando o mais novo nasceu, o mais velho tinha doze anos. Tuuudo de novo! Mas eu sempre dizia: o tempo é outro mas a mãe é a mesma, viu? Eles sempre arrumaram todos os brinquedos e livros e tal e o mais novo, desde pequeno, ( e ate´hoje) se habituou a retirar o seu prato da mesa e lavá-lo. Já o quarto é um Deus nos acuda! hehehe Até bem pouco tempo ele tinha na porta o quadrinho "Deus abençoe esta bagunça". hehe Depois ele foi viver fora do país, do Estado, e quando voltou...tá e mesma coisa. hehehe O quarto é a visão do inferno! Tem livros por todo o lado, fora os bichos no álcool que ficam olhando pra mim na estante. hehe

Beijos Beth. Pensei que você só tivesse o Daniel.

Luma Rosa disse...

Nos países orientais até a cama é dividida até os dez anos de idade. Os pais se dedicam aos filhos e eles sabem receber essa dedicação com agradecimentos e no caso, ajudando nas tarefas da casa, respeitando e dignificando a família.
Desde que coemntei esse post a primeira vez, muita coisa mudou em casa e confesso que a minha relação materna com meu filho, tem se tornado mais de amiga. Ele me conhece tão bem que chega a me dar conselhos, invertendo os papéis. Não faço mais compras em mercados, faço a lista e ele vai para mim. Acho importante que saiba o preço de tudo. Seu quarto vive bagunçado e não gosta que arrume - são muitos fios e instrumentos musicais que trocados de lugar geram estresse. Já na cozinha, sou medrosa e não incentivo que frequente. Dentro da família tudo vai se encaixando com o tempo, basta ter amor em casa!
Beth, estou viajando - para variar - e achei que chegaria em casa essa semana, mas tudo complicou. Mandei um email para a minha irmã e se ela conseguir escanear uma foto antiga minha ainda hoje, te mando.
Boa semana!! Beijus,

Renata Boechat disse...

Minha amiga, no quesito mãe sou muito diversa. Procuro fazer tudo dentro dos conformes, dentro do que acredito ser o correto, mas tenho ciência que muitas vezes escorrego na minha tarefa, tenho mania de dar boa vida aos filhos, e sei que isso é um erro. na ânsia de agradar, me deparo muitas vezes fazendo de tudo e de um tudo por eles.
Mas por outro lado tenho consciência que sou uma grande amiga, amiga de todas as horas, meus filhos tem total confiança em mim, e eu neles, e acho que com relação a ter criado jovens conscientes, valentes e talentosos nas suas proposições eu tenha acertado.
Ainda estou no meio da caminhada, mas pretendo, como eu digo ser mãe deles até que eu estando com cem, e eles com setenta e cinco anos, ainda sejamos mães e filhos, seres que se amam e dão a vida uns pelos outros,

Abraço pra você,
Renata

Cristina Pavani disse...

Oi Beth!
Ao final do 1º ano do E. Médio, "Fiotão" foi trabalhar integralmente na firma do pai.
Estude à noite, garotão! Aqui é interior e se começa cedo.
Quanto aos orientais, Icami Tiba diz que se não ensinamos os filhos a cuidar, na velhice não cuidarão de nós mesmos...
Um abraço´
Cri.

Maria Célia disse...

Oi Beth
Na medida do possível eu e meu marido sempre ensinamos nossas filhas a cuidar das coisas pessoais, quando crianças guardar os brinquedos, não deixar nada espalhado.
Hoje já adultas, colaboram na organização da casa quando têm tempo, estudam e trabalham, fica mais complicado pra elas, mas pelo menos cuidam dos próprios quartos e banheiros.
Beijo

ONG ALERTA disse...

Excelente, nós sempre seremos exemplos para nossos filhos e devemos ensinar ajudar em todos os sentidos, beijo Lisette.

Lulú disse...


Olá Beth
Aqui em casa houve colaboração dos filhos , tanto comigo quanto com o pai.
Quando não tinha secretária eles tomavam conta dos comodos da casa, que eu determinava, e mantinham limpo e organizado. Cuidavam do carro do pai e o ajudavam nas tarefas dele.
Hoje aqui em casa só resta eu e o velho, todos estão donos de suas casas.
Beijos
Maria Luiza (Lulú)

Lulú disse...


Olá Beth
Aqui em casa houve colaboração dos filhos , tanto comigo quanto com o pai.
Quando não tinha secretária eles tomavam conta dos comodos da casa, que eu determinava, e mantinham limpo e organizado. Cuidavam do carro do pai e o ajudavam nas tarefas dele.
Hoje aqui em casa só resta eu e o velho, todos estão donos de suas casas.
Beijos
Maria Luiza (Lulú)

Misturação - Ana Karla disse...

Atualíssimo o post Beth.
Aqui ainda tenho uma criança e um jovem entrando na adolescência e desde sempre arrumam suas camas, retiram os lixos da casa(cada semana é um), arrumam seus quartos e tentamos manter a casa em ordem, mas não está sendo tão fácil. O mais velho tem feito corpo mole. As vezes dou umas broncas por aqui e tudo caminha direitinho.
Confesso que o exemplo de outras casas(de amigos e parentes) onde os filhotes não fazem nada atrapalham um pouco.
Mas aqui ou faz ou faz. kkkkkkkk
Ah, e eles adoram fazer compras de mercado comigo.
Xeros

Angela disse...

Aqui em casa sempre tive ajuda, de guardarem os brinquedos de pequenos, até hoje levando o lixo para a rua, arrumando suas camas, ajudam no que podem porque estudam e trabalham.
Boa semana

Léia Silva disse...

Beth querida
Música também é um elemento forte em minha vida, assim como flores e bichinhos!
Ainda não sou mãe, mas a minha dava a mim e aos meus irmãos obrigações diárias, como arrumar a própria cama ou jogar o lixo fora. E aos 10 anos aprendi a fazer arroz e a passar roupa, pois ela dizia que tinha que aprender essas duas coisas, pois no futuro seria muito importante - hehehe! E olha que tínhamos ajudante que fazia tudo!
Meus irmãos dão uma educação muito semelhante aos meus sobrinhos.
Acho que farei o mesmo:)
Mil beijos cheio de saudades.
Léia

Calu disse...

Betinha querida,
tuas observações jamais perderão a atualidade, pois são parte integrante da educação em família, formação-cidadã.A minha turma também foi pouco incentivada em ajudar no movimento doméstico. Mea-culpa.Eu fazia questão da participação deles na arrumação de seus quartos, brinquedos e roupas, mas poucas vezes os envolvi na cozinha, ou nas demais partes da rotina de casa.
Hoje penso que fui muito protetora.Claro, que agora adultos, eles assumiram todas as exigências do mundo doméstico e do mundo do trabalho e até fico orgulhosa ao vê-los desencumbirem-nas com tranquilidade.Enfim, valeram meus pitis!
Esta é uma questão que penso corrigir com os netos.Iremos fazer muitas descobertas juntos.Tenho fé!
Mil bjkas,
Calu

William Oliveira disse...

Bom dia Beth!

Tive a chance de conviver muito com minha avó! Uma lição especial.
Ela, ainda viva, mas hoje moro em sampa.. rio... voei. Mas o convívio com ela me ensinou muito.
Tbm cuidei de idosos ( Home Care Por 9 anos. Aprendemos muito com eles.
Pena, que omundo de hoje nào sabe do valor dos laços familiares!
Você é uma observadora da vida.. por isto é feliz.. aprendi que quanto mais vemos e percebemos a vida vivendo! Mais feliz somos!

Bejus Liláses.

Ah o Blog ficou lindo assim!

William