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terça-feira, 12 de julho de 2011

O que eu penso, o que eu sinto e outras cositas más.


Durante todo este período que escrevo aqui no meu bloguinho, fiz alguns posts que podemos chamar de abobrinhas gerais, outros de reflexão e filosofia de vida, meus pensamentos e o que percebo por aí afora e alguns poucos sobre política e história, algumas coisas baseadas em livros que li ou filmes que vi. 
Como sabem e eu sempre deixei claro, não sou escritora nem tenho esta aspiração, mas aqui é um espaço que encontrei para expressar meus pensamentos e interagir com outras pessoas com os mesmos ou diferentes pensamentos, numa proposta sempre de conhecimento e engrandecimento social e espiritual.

O total de 1400 posts no decorrer destes 4 anos, geraram frutos de grandes amizades, de conhecimento mútuo, de fidelidade, de respeito, de mudanças, de reflexões e idéias que fui trocando com um e com outro amigo blogueiro que talvez tenha tido a mesma vontade que eu, compartilhar e acrescentar algo em suas vidas.

Tenho lá minhas tendências para posts bonitos e alegres, coisas que falem de amor, poesia, natureza, amigos, vida de uma maneira geral. Não sou muito de assuntos trágicos ou notícias que podem ser encontradas na mídia, mas que em blogs não tem nada a ver. Aqui nunca foi um espaço triste, não me lembro de ter trazido minhas tristezas pessoais, pode ser que tenha falado da indignação diante de certos atos que vejo grassar pelo mundo, mas de mim pouco falo neste sentido, embora não ache nada demais quem assim o faz, pois cada um tem uma forma e necessidade de se expressar neste mundo virtual e é através de relacionamentos significativos que construímos uns aos outros e encontramos a energia profunda para promover nossa própria transformação. 

Aqui estão portanto todas as minhas idéias, meio desarrumadas, como numa caixa destas que a gente tem em casa, com guardados preciosos e alguns fúteis, mas que não queremos perder nem deixar ninguém arrumar nem mexer.  Fica lá, guardada pro futuro.

E hoje então, para comemorar esta marca atingida, deixo mais um post da minha visão sobre um problema social crescente em nosso país e que escrevendo sobre ele aqui, talvez possa ajudar a construir  algo melhor, trazer a esperança de que juntos vamos poder influenciar na mudança sobre este e outros problemas,  gerando fóruns de debates que serão lidos não só por nós que estamos sempre interagindo uns com os outros no mundo blogueiro, mas de uma maneira geral, fazendo desta praça um mundo de convergência para todos aqueles que sentem a vontade de fazer a unidade geral da humanidade.

                                         

Eu gosto do friozinho deste pseudo-inverno que faz aqui no nosso estado, não chega a ser tão gélido quanto as terras do sul, pelo contrário, fica até agradável uma temperatura que de dia bate os 20 e poucos graus e à noite cai para 13 ou 15.  Eu gosto e me sinto confortável nesta temperatura.
Mas acontece que para muitos, principalmente os alérgicos ou asmáticos, esta época do ano é muito sofrível e, principalmente as crianças são severamente atingidas.

Hoje, minha passadeira comentou um fato que ocorreu com ela e que me encheu de  indignação, pelo que posso chamar de falta de humanidade ou compaixão pelo humano.

No meio da noite, o filho com crise de asma, tosse e chama a atenção para o seu quarto. Ela não dorme, sempre atenta com estas crises que o acometem todos os anos neste período.
Reparou que sua respiração era profunda e dificultosa, formando um buraco na faringe para tentar respirar e a criança quase desfalecendo, buscando o ar e deixando-o trêmulo e desesperado.
Ela também se desespera diante do quadro, acorda o marido que dormia profundamente, e diligentemente leva o filho para o Hospital das Clínicas de sua cidade.

Lá chegando, o atendente do setor de Emergência deste hospital de aparência moderna e luxuosa, pega o nome do menino, anota e refere-se a ela assim: "Senta, mãezinha e espera!"

Mas ela é pobre, mas não é burra nem pateta e reage com a seguinte pergunta: "Esperar o quê, o menino não pode ficar sem respirar, aqui não é a Emergência?!"

O marido que nada fala, apenas segura o filho ao colo, olha pra ela com olhos de medo e reprovação e fala baixinho: "Assim, desse jeito, eles vão tratar mal do garoto lá dentro!",
mas ele sabe também que ela não aceitará esta situação, sabe que ela é de luta e de decisão, além do mais era o seu filho que estava ali, sem ar, sofrendo e esperar o quê, afinal?

Ela, tal qual uma leoa na defensiva, levanta-se, sai abrindo portas que levam até o interior do grande hospital e numa dessas, bateu antes e abriu, lá encontrando uma médica, pediatra de plantão, dormindo numa cama destinada ao descanso desses profissionais à noite.
  
[Engraçado, no meu prédio o porteiro da noite não tem cama para dormir, tem que ficar sentado ali, no hall, sempre atento! Mas, eu esqueci que aqui em nosso país, somos diferentes demais e não se pode comparar porteiros com médicos, né mesmo! Só na Suécia!]

A mãe bateu na porta antes e ela não acordou, então ela abriu devagarinho, olhando a semi-escuridão do quarto e viu então a médica ali deitada.  Dirigiu-se a ela baixinho e com cuidado, intercedendo por seu filho, dizendo-lhe que ele estava muito mal lá fora e se ela poderia atendê-lo naquele instante.

A resposta da médica foi imediata e precisa; "Aguarda um pouquinho, já estou indo!" e foi, demorando apenas uns 3 ou 4 minutos até ajeitar os cabelos e sua roupa.

Chamou-os até seu consultório e, sem olhar para o menino e nem ao menos tocá-lo, dirigiu a mãe a seguinte pergunta: "O que ele tem, mãezinha?"

A "mãezinha" disse-lhe: "Eu acho que ele está com uma das crises de bronquite e reclamou que não consegue respirar direito."  E o menino ofegante, continuava no colo do pai.

A médica então prescreveu uma injeção e do mesmo jeito continuou, sem olhar e nem tocar o menino, dizendo à 'mãezinha' que o levasse ali atrás, a fim de que aplicassem no menino a tal injeção.

Aí a mãe leoa falou: "Boa noite, doutora, meu nome é Flávia, o nome do meu filho é Igor, a cor dele é preta e a senhora não me perguntou nada disso e nem se ele é alérgico a esta ou qualquer outra injeção!"

A médica, assustada e rogada, responde-lhe: "Quem é médica aqui, eu ou você ...  mãezinha?"

A mãe responde: "A senhora é médica, mas eu sou a mãe dele e se eu não quiser deixar que lhe apliquem esta injeção sou eu que decido."  Rasgou a receita, jogou em cima de sua mesa e saiu arrastando o pai e o filho no meio da noite fria da baixada fluminense.
O marido, numa atitude bovina a que todos os pobres e oprimidos deste enorme país assumem numa hora dessas, ainda briga com a mulher, dizendo-lhe que ela é muito nervosa e apressada.

Terminam em casa, fazendo nebulização no menino com o aparelhinho que compraram faz tempo, onde ela mistura os medicamentos que achou da última receita que lhe foi aplicada numa situação de crise como aquela.
                                                  
                                                              
Ao ouvir este relato hoje enquanto ela passava a roupa na minha varanda e eu tomava meu café da manhã, me indignei junto com ela, dei-lhe meus parabéns pela sua determinação e conduta e percebi que, mesmo ainda nosso povo, em sua grande maioria, agir como o marido dela, pacata e abnegadamente, alguma coisa está mudando, rompendo paradigmas, barreiras no falar e no comunicar-se, pois, paradoxalmente neste caso, enquanto uma pessoa com formação superior e que deveria justamente mostrar capacidade de entendimento, de acolher com compaixão e fazer seu trabalho bem feito, foi confrontada pela sabedoria simples e inteligente de uma mãe, trabalhadora, quase analfabeta, mas extremamente observadora e sensível.



29 comentários:

mery disse...

É assim o Brasil, me dá muita indignação,
muito oportuna...a tua postagem.

Eu também sou como vc, tem dias que posto abobrinhas, outras vezes sou mais séria...
Abraços, amiga, vá me fazer uma visitinha,
Mery.

Celina Dutra disse...

Beth,

Parabéns pelos 1400 posts (excelentes posts)! Trabalho de fôlego! Aprendi uma palavra japonesa que, a grosso modo, significa um reconhecimento pelo trabalho que alguém realiza: pra vc, Beth, Otsukaresama!

Aplauso para suas reflexões sobre o descaso de profissionais da saúde com gente pobre, se fosse gente rica necessitando de cuidados médicos, não há dúvida, o tratamento seria outro!

Aplauso também para as reflexões sobre a mudança muito lenta de comportamento dos menos favorecidos, assumindo sua cidadania e abandonando a subserviência, o medo e a apatia.

Um grande aplauso para a sua passadeira.

Girassóis nos seus dias e nos dias da sua passadeira.

Beijos

Macá disse...

Beth
1400 posts é bom heim? Eu que tive a sorte de encontrá-la logo no início do meu blog, posso dizer que mesmo quando são de "abobrinhas gerais" eles são muito bons.
E o de hoje, falando sobre o atendimento (mau-atendimento) se compara com o que fiz também, falando sobre isso. Só que no seu caso, trata-se de vidas, e com isso não poderia haver um mau atendimento.
beijos

Toninhobira disse...

Beth primeiro parabens pelo blog com seus 1400 posts.Agora minha filha esta coisa da saude no Brasil é uma vergonha mesmo,ai como aqui e acolá.Quem nao tem plano de saude é tratado com cachorro vira lata,pois os outros são bem tratados nos inumeros consultorios esplahados pelas cidades.Sua personagem viva fez o que deveria ter feito.Aqui temos casos mais radicais e sempre o doente é preso por danos ao bem publico,pois não há quem resista so destrato destes locais.Outro dia levei uma pessoa com Sindrome de Down com situação semelhante, mas lá no posto de saude me afirmaram que todos ali estavam em emergencia,fiquei horrorizado,pois nem um atendimento de triagem se propuseram.Que Deus nos proteja e que possamos sempre postar criticando estas coisas,para que possamos sonhar com um mundo mais justo e humano,alem do pode do vil metal.
Meu terno abraço de paz.
Prossiga na sua luta pela justiça.
Um beijo de luz nos seus dias.
Meus parabems e sigamos trocando ideias e sentimentos, que seja de aleria,tristeza ou indignação,mas que estejamos sempre em sintonia,com nossa missão.
Ufa!!!

Glorinha L de Lion disse...

Muito bom Betita. A sua passadeira merece parabéns pela coragem e destemor! Que cretina essa médica, que falta de humanidade! E vou te dizer, até pra quem tem plano de saúde eles tratam os doentes assim, com esse pouco caso, imagine com quem eles acham "inferior". O pior é que todo mundo nesse país dá a sua contribuição pro tal do SUS, todo mês e não vê melhorar nada, só piorar. Ainda bem que as pessoas estão tendo mais consciência por seus direitos. Que nosso povo não é politizado todo mundo sabe, mas não poderia ficar deitado eternamente em berço esplêndido, sendo vilipendiado por pessoas que se acham superiores. Chegaria o dia em que se rebelariam e ese dia já chegou. Falta muito ainda, mas graças à Vida os brasileiros, nós todos, estamos tomando consciência do poder que um povo tem nas mãos.
Excelente seu post! beijos, Parabéns pelos 1400 posts! Que venham muitos mais!

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Fico feliz por você postar coisas bonitas e inteligentes. Parabéns minha amiga!
Beth, pelo fato de já ter trabalhado em hospital e em clínica de cirurgia plástica, tudo bem que era particular, sempre tive a preocupação de me colocar no lugar do paciente (cliente) e ver a real necessidade de um atendimento rápido e eficiente. Sabe, o que pude e posso perceber é que falta HUMANIZAÇÃO por parte de alguns profissionais da saúde. Será que eles não pensam que o doente poderia ser um membro de sua família? Sei que a imparcialidade tem que existir nesse meio, senão ficaria difícil lidar com tantas situações sem envolvimento, mas aonde está o profissional qualificado para sanar alguns sofrimentos?
A saúde está precária. Precisamos dar condições para todos, independente de ser particular ou não.
Parabéns pela atitude dessa mãe. Eu faria a mesma coisa ou pior até.
Bjs e tudo de bom.

Maria Izabel Viégas disse...

Beth, não concordo consigo ao dizer que algumas vezes posta abobrinhas gerais. Aqui é um espaço onde há ternura, e seus relatos são sempre sintonizados com a vida que você vive, como mesmo se define , e que eu achei lindo: Especialista em Relações Humanas!Dá-se bem com todas as pessoas. E é verdade!
E, ter um blog é usar um espaço onde passamos nossos ideais , nossos valores morais e espirituais. Nosso Blog é nosso retrato.
Este é um Blog de uma mulher doce mas guerreira.
Enganam-se aqueles que pensam que mos ser omissos perante as loucuras do mundo. O desatino dos homens. Cada Campanha que colocamos ali no cantinho à direita é a Nossa Voz clamando por Justiça!!!
Esta postura desta médica já é um senso comum há muito neste Brasil.
E isso passa na nossa Educação: já vi muitas vezes meus filhos cobrarem postura de médicos e outros profissionais. Um deles já pergunta por que faculdade ele se formou! Todo mundo que se veste de jaleco, já assume postura de um deus! E já pediu a carteira de volta e saiu do Hospital famoso aqui do RJ, não sem antes ir á Secretaria e escrever para a Diretoria o relato do péssimo atendimento de dois médicos. Com nomes por completo que pediu junto com a matricula aos próprios.
E, quisera eu, que todas as mães e pais, que todos os cidadãos se manifestassem assim.
Não sou pessoa que aceite injustiças e sempre, durante minha vida pessoal e profissional, lutei não só por mim, mas por todos aqueles que não têm poder nem voz!
Linda mulher esta, só podia estar junto a você. Iguais se atrem.
Beijos, querida!
Belíssimo post!

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida
Gostei de como nos mostra, com clareza e na base do exemplo de um ser humano... como as pessoas nos catalogam...
É assim mesmo!!!
Se parecemos com eles... sabemos algo...
Caso contrário, nada sabemos...
Se temos o mesmo nível de estudo ou social, podemos conviver...
Se não temos, calam-nos!!!
Se discorremos sobre um ponto de vista que seja comum ao pensamento coletivo, "abafamos"...
Caso contrário, somos "cabeça pequena ou de camarão"...
E por aí vai...
Gostei muito de como a definiu: "é pobre... não burra..."
Muito legal!!!
Como confundimos as coisas nesse mundo cão!!!
Bjs de paz e seu blog é alto astral!!! Parabéns!!!

Meri Pellens disse...

Certa vez, eu pedi uma segunda avaliação com outro médico, o médico bufou, falou grosso, mas consegui. Isso no SUS. Graças a Deus. Minha irmã, que me acompanhou, voltou chorando pra casa de nervosa. Eu também fiquei nervosa, porém jamais me arrependi. E o tempo mostrou que agi corretamente.
Palmas à Flávia!

Paz e bênçãos, Beth!

Lizete Delmonte Ferraz disse...

Oi, minha querida...
Sabe, esta situação no setor médico não atinge mais só as classes menos favorecidas...estamos passando por uma situação muito séria no nosso país, como nunca vimos antes...
Meu cunhado é Desembargador do Estado de SP, e a eles são designados os melhores planos de saúde e os melhores médicos. Eles pagam muito caro pelos seus planos, uma fortuna. Minha sobrinha tem uma doença muito séria e recebe tratamento desde pequena. Mas, nos dois últimos anos meu cunhado teve até stress por causa disso. Brigas e mais brigas por causa de tratamento médico para a filha... é um tratamento muito caro...sabe o que ele teve que fazer? pagar tudo particular...incrível, não? triste... levando em conta o cargo que ele ocupa, que ainda é um cargo de poder...voce percebe que a situação está demais séria e não sabemos onde vamos parar...se com ele é assim, o que será dos menos favorecidos?...não sei, Beteh...fico até mal de falar sobre isso...fico muito triste...e pensar que quando eu era jovem esses políticos que aí estão representavam a salvação de um povo, tão sofrido e tão miserável...e hoje, esse mesmo povo não tem nem onde tratar a saúde, que é a vida...e ainda dizem que estamos caminhando para subir os degraus de país do primeiro mundo...

Beteh, parabéns pelos 4 anos de blog...eu já vim lendo seu blog desde lá do início...e eu só tenho a dizer que voce trouxe muita luz
através dele...e que continue assim, querida...como uma borboleta a levar e espalhar o seu pólen...para que tudo floresça, cresça e encante...

Um beijo...
ps. preciso aprender a fazer comentários pequenos...rs...

Paloma disse...

BETH, parabéns pelo seu blog. Gosto muito de todos os assuntos,que você aborda, como também das imagens e toda beleza que compõe a sua escrita.
Quanto ao fato relatado,infelizmente é o que mais vemos, a toda hora. Com raras excessões, o atendimento médico é muito precário, o que nos revolta e enche de tristeza.

Beijos, com admiração

Márcia Cobar disse...

Beth, me arrepiei. Sinceramente, fiquei arrepiada com o relato desta Mãezinha. Me entristeci, ao comparar meu Brasil com minha Alemanha, quantos mundos vão nos separar?
Triste demais.
Bjs e continue com este blog lindo e maravilhoso!
Márcia

Misturação - Ana Karla disse...

Beth por isso que gosto de vir aqui.
Tens sempre ótimos posts e cheios de bom astral.
E esse relato de hoje, mostra claramente a cara do nosso Brasil.
Independente de qualquer coisa, sou como essa mãe, essa mulher.
Médico desse tipo eu denuncio imediatamente e de tempos pra cá ainda dou-lhes uma "bronca".
Falta de respeito e humanidade.
Pensam que por serem médicos podem agir dessa forma.
Conheço ótimo profissionais, mas a grande maioria são assim, imprestáveis.
"Boca no trombone"

Parabéns por todos esses posts!!!!!

Xeros

Lu Souza Brito disse...

Bom dia Beth,

Seus posts são sempre ótimos e aqui se encontra de tudo um pouco, mas tudo de bom. Mesmo textos de indignação como este são regados de atençaõ com seus leitores.

Ô Beth, já passamos por tantas situações como esta. E não pense que ter um plano de saúde mediano resolve isso não.
Médicos nos tratam como peças, valores. Portanto, consultas de 8 minutos. Sequer se dão ao trabalho de olhar para a gente, vai logo receitando uma injeção.
Parabéns a essa mãe, guerreira, corajosa e que não abaixa a cabeça. Falta na maioria de nós isso que ela teve: atitude.

beijos.
Falando em tempo, menina, aqui começou a esquentar e tem ficado na faixa de 20 - 23º graus durante o dia. Tô adorando. É quase verão, ahahahha.

Yasmine Lemos disse...

O povão já está acordando faz tempo e seus posts são massa!
beijo beth um ótimo dia pra vc

Bordados e Retalhos disse...

Esa história enche a gente de esperança. As pessoas começam a se indignar e acho que é muito perigoso perder a capacidade de se indiganar. E dia a sua passadeira que nos planos de saúde, muitas vezes, nos tratam assim também. Virou o SUS da classe média. Seu blog é uma amor Beth. Bjs

Pitanga Doce disse...

Beth, parabéns pelos posts e só tenho pena de ter chegado aqui antes. Gosto do que escreves, e da maneira como fazes.

Quanto ao caso da mãe, quando frequentamos algum hospital por um determinado tempo, nos deparamos com uma realidade que nos deixa a pensar: "onde foi parar o Juramento de Hipócrates"? Ficou só ali, na hora da formatura?

Beijos e Sol!

KINHA disse...

Olá Beth

Me perdoe ter sumido, mas viajei na viagem.

Venha participar do SORTEIO DA JOIA, criada pela designer Eliana Colognese.

Bjoooooooooooo...........
http://amigadamoda.blogspot.com

Palavras Vagabundas disse...

Beth, parabéns para a Flavia!
Há uns três meses tive uma atitude muito parecida em um hospital particular, quando uma médica não olhou a minha filha que estava com a garganta praticamente fechada com uma infecção e foi logo mandando fazer tomografia (jeito fácil de tirar dinheiro do plano). Rasquei a indicação e obriguei o hospital a rasgar a consulta - já que não houve - barraco total! Sai de lá e fui procurar outro hospital, já cheguei "fumegando" e ela foi atendida imediatamente e bem.
O primeiro hospital ainda quis fazer o atendimento com um médico que se disse chefe de emergência, mas não deixei e conto a história para todo mundo com o nome do hospital aqui na minha região.
Ficar atento é dever de todos.
bjs
Jussara

Calu disse...

São mães-leoas como tua passadeira que derrubam paradigmas obsoletos e coloniais presentes em nosso país.Um diploma universitário faz de qualquer um autoridade acima do bem e do mal. Vi muitas vezes cenas parecidas com essa, ao levar aluninhos na emergência dos atendimentos hospitalares.Apesar de ser mostrado nas diferentes mídias todo o caos da saúde e de seus atores, isso não significa que tenhamos de nos resignar ante as omissões ocorridas.
Palmas p/ sua ajudante.Que como ela, todas as pessoas tenham consciência de seus direitos e deveres,fazendo valer sua cidadania.
Gosto muito das nossas "conversas", Betinha.
Bjos mil,
Calu

Valéria disse...

OI Beth!

Parabéns pelos 1400 posts escritos com inteligencia, bom humor e bom senso. Claro que escrevemos bobagens de vez em quando, a vida tem disso.rsss
Sua indignação e de sua passadeira condizem com o descaso das pessoas que estão no atendimento ao público seja ele o funcionário mais simples ao último escalão. Encontramos sempre deles por onde vamos e precisamos estar sempre preparados para enfrentar as infelizes situações que podemos chegar a vivenciar. É triste, mas é verdade, é a cara do nosso país.

Beijão!

Somnia Carvalho disse...

parabens lilasona! maezona gaia! aqui e um canto meio de refugio meu... sempre sei mesmo que tera coisa bonita, sensivel! voce construiu isto! estas amizades, o respeito pela sua pessoa que a gente nem mesmo conhecia antes deste espaco aqui!

1400 posts e muito post!

a historia da passadeira e linda! maezinha e o que ela nao era! rs... acho incrivel como esta mania de repetir formas de tratamento como se elas bastassem... se mais gente fosse corajosa como ela as mediquinhas de plantao iriam entender que e preciso sim olhar para quem esta a sua frente!

Pitanga Doce disse...

Ô Beth, já viste que ficou faltando uma palavrinha lá em cima, né? Seria: Só tenho pena de NÃO ter chegado aqui antes. Falha nossa!hehe

Lúcia Soares disse...

Beth, todos nós temos que ter atitude quando somos maltratados, e a Flávia agiu corretamente. Eu só não sairia do hospital sem atendimento, mas de resto ela agiu super corretamente. Tenho verdadeiro nojo desses profissionais que agem como se a vida humana nada valesse. Nada contra a médica dormir, pode ser uma noite tranquila de plantão, mas tem que vir imediatamente quando solicitada.
Se mais mulheres (ou pessoas, pois o marido é o retrato da maioria dos homens, que não gostam de bate-boca, mas pior os que reagem a bala...)tivessem "peito" como a Flávia, as coisas poderiam ir se ajeitando.
Tomara que o Igor passe esse resto de inverno sem mais crises. E que a Flávia tenha muito orgulho de ser quem é. Gente que faz!
Beijo nela!

Maria Célia disse...

Olá Beth, tudo bem?
Discordo totalmente ao dizer que vez ou outra posta abobrinhas, nunca vi nenhuma.
Você escreve muito bem, com sentimento, com coração, coragem; gosto muito de vir aqui sempre, aprendo muito com você.
quanto ao comportamento e atitudes desta médica... nem vou comentar.
Parabéns pelas suas 1400 postagens.
Bjos

Glorinha L de Lion disse...

Betita, ficou muito legal o link e a chamada pro sorteio! obrigada amiga querida! beijos,

Menina no Sotão disse...

Carissima, eu não sei dizer se lamento tal acontecimento ou se respiro fundo e penso na comodidade por trás do fato. Desculpe-me, mas cenas como essa devem se repetir todos os dias no Brasil e o que fazem as pessoas? Voltam pra casa e continuam votando nos senhores que aí estão e que são os grandes responsáveis por tudo isso. O Brasil parece viver na ditadura ainda, onde o medo (como o do pai do menino) impera e não se faz absolutamente nada porque se espera que alguém o faça. Não é por aí. Paga-se centenas de impostos: tudo bem. Rouba-se muito: tudo bem. Falta segurança, saúde, escolas: tudo bem. Mas a abertura da copa do mundo está garantida e os milhões dos impostos que serão usados pra isso também estão garantidos. E o povo? O que diz? O que pensa? Tudo bem...

bacio

pensandoemfamilia disse...

E como acontece destes fatos e outros ainda mais revoltantes.
Amar o que faz e ao ser humano são os principais instrumentos de um bom profissional, enfim ser humano. pois a ciência e a tecnologia caminham no sentido de quem as maneja.
bjs

ManDrag disse...

Gostaria que a "mãezinha" Flávia tivesse também participado dessa médica à direcção do hospital, assim como a todas as devidas instâncias superiores. Além de ter denunciado o caso aos órgãos de informação, que vêm sendo o último recurso dos mais desprotegidos na salvaguarda dos seus direitos.

No curto período de tempo que vivo aqui, no Brasil, já percebi essa apatia "bovina" do povo brasileiro perante todas as injustiças sociais a que vem sendo sujeito. Será preciso um grande esforço de educação social para incutir no povo a disposição de lutar pelo seu devido lugar no acesso a todos os requisitos disponíveis para o seu bem estar.

Abraços solidários