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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Daquilo que eu sei



Este foi mais um domingo de verão tórrido por aqui, e para quem não pode ir para uma praia, nem mesmo para o fresquinho da montanha, o jeito foi ligar o ar condicionado, o computador, espalhar livros em volta, tv e vídeos, abastecer o copo a toda hora com água gelada e curtir sem reclamar, pois tem gente em situação bem pior por aí.

Meu marido está com o braço esquerdo recém operado e ainda nem tirou os pontos, ficamos  no mesmo cômodo para fazer estas coisas juntos e vez ou outra eu lia um trecho do meu livro amado de Rubem Alves sorvido em gotas homeopáticas para não acabar logo. Gosto tanto que me detenho em cada capítulo pensando sobre cada assunto. Um escritor como ele, completo, faz muitas observações filosóficas a respeito de coisas da vida que a gente nem observa tanto, mas sua visão holística ajuda-nos a pensar a respeito, refletir e fazer questionamentos pessoais.  Como por exemplo: "Faça uma lista de coisas que você usa e não sabe como funcionam, como são feitas."

Rubem Alves diz: "Quem sabe mais?  Os primitivos de seis mil anos atrás, índios, matutos da roça, ou nós, que vivemos hoje?  As tecnologias antigas eram simples.  Basta olhar para um monjolo, um carro de bois, um pilão, um fogão de lenha, a comida, para saber como são feitos.  Os 'primitivos' eram educados aprendendo a fazer as coisas necessárias para sua vida.  Mesmo os relógios, dos antigos, com engrenagens e corda, tecnologia muito mais avançada, se a gente os desmontar, compreende como são feitos.  Saber uma coisa é saber como ela é feita.  Hoje nós temos infinitamente mais objetos que os antigos.  Usamos esses objetos, mas nossa ignorância sobre a forma como são feitos é total.  Sabendo como uma coisa é feita podemos construí-la de novo, se ela ficar velha, ou consertá-la, se ela enguiçar.  Um menininho da cidade, visitando pela primeira vez uma fazenda, e vendo as vacas serem ordenhadas, o leite espumante saindo de suas tetas, recusou-se a bebê-lo, com nojo, e disse chorando para o pai.  "Pai, não quero beber leite de bicho. Quero beber leite de saquinho".   Uma coisa tão simples como o leite: ele não sabia de onde vinha.  Coisas que uso no meu dia-a-da mas nada sei sobre como são feitas: relógio, computador, televisão, elevador, microondas, telefone, mais misterioso ainda, o telefone celular, os remédios, caneta Bic, semáforos, sopa de saquinho, tecidos, portas automáticas, as máquinas de banco onde se tira dinheiro (elas nunca erram na contagem das notas?), bichinho virtual (você se lembra deles?), brinquedos eletrônicos, aviões, tênis, chicletes ..."

Estas perguntas, ele, o autor, faz às suas netinhas para quem dedicou este livro "Quando eu era menino", mas percebam que servem para nós também, adultos, que usamos tudo tão fácil e displicentemente, como um  simples toque ao acionar um condicionador de ar nos dias quentes ou ligar uma lâmpada quando entramos em algum ambiente escuro.

Tenho visto frequentemente em blogs ou na vida real, pessoas dizendo que não saberiam viver sem esta ou aquela tecnologia dos dias de hoje, mas deixo aqui outro tipo de questionamento: Quais são as coisas sem as quais você passaria muito bem?

Rubem Alves faz também uma comparação entre os que têm muita coisa e não saberiam sobreviver a uma catástrofe natural e os índios de uma tribo perdida na Amazônia. Por exemplo, imaginem só, se um asteróide gigante, se um desses se chocasse com a Terra.  Todos os homens morreram.  Felizmente morreram só os homens e não os animais.  Todos os homens, menos os moradores da cidade de São Paulo e os índios de uma tribo da Amazônia.  Que grupo terá mais chances de sobreviver nesta situação?  Os moradores de São Paulo ou os índios da tribo?

Bem, diante do pouco que sei sobre as coisas, digo mesmo que sobreviveriam os índios, porque eles sabem fazer as coisas necessárias para sobreviver e nós não sabemos.











38 comentários:

Mônica - Sacerdotisa da Deusa disse...

Oi flor, concordo contigo, sem dúvida os índios.
Nós ficamos desesperados já qdo falta energia elétrica, água, o pc quebrado...enfim, se isso acontece aff, tem que reaprender a viver! Sou super adaptável mas a princípio não saberia te dizer...mas prometo que vou refletir rs.
Beijinhos e uma linda semana pra vc.

Flores e Luz.

PS: amo Rubem Alves.

Nilce disse...

Realmente Beth os habitantes de uma grande metrópole não sobreviveriam. Matariam-se em pouco tempo pelo alimento que muitos desconhecem de onde vêm.

Essa reflexão é realmente muito necessária. Sempre digo que não acamparia por nada, e realmente nunca acampei.
Não saberia acender uma fogueira sem fósforos, não saberia o que podemos ou não comer numa floresta. Então eu sou uma que não sobreviveria.
Preciso fazer minha lista das coisas sem as quais eu passaria e viveria muito bem.
Acho que fora o que já dispenso, tenho muitas outras que poderia muito bem viver sem.
E tenho tantas outras que preciso aprender a viver com elas.

Tenha uma excelente semana.

Bjs no coração!

Nilce

Hugo de Oliveira disse...

Você sempre citando o professor Rubem Alves né.Eu gosto muito dos livros dele, tenho até dois aqui em casa.

abraços

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

olha, Beth... muito bom esse post. Sabe que, nos treinamentos contra desastres naturais aqui no Japão tem etapas que fazem "a gente voltar pra época das cavernas"? ensinam até a encontrar água no mato, se alimentar de insetos, o que pode ou não ser comido, como fazer fogueira e fazer até roupa com folhas/peles de animais mortos, saber hora pela sombra, etc.
nem preciso falar q a criançada acha tdo "doido" demais, jamais imaginavam que um dia o homem já viveu assim.

eu não dispensaria o pc. uso pra falar com amigos e família, por causa da distância e uso pra me informar. mas celular, tv, etc, bye bye de boa rs.

a gente precisa fazer um movimento ao contrário, "retroceder" para avançar. ser mais natural, mais tranquilo. menos agito, ter menos coisa, menos apegos...

bjs e desejo pronta recuperação pro maridão

Hugo de Oliveira disse...

A primeira vez que assistir uma palestra do Rubem Alves, fiquei parado e nada tirava minha atenção. Ele é fantástico...as palavras dele, toca nossa alma.

abraços

Luciana disse...

Fiquei curiosa para ler esse livro.
Tem um programa que passa num canal aqui e com certeza deve passar na tv fechada aí também, que não consigo lembrar o nome agora, mas que mostra como as coisas são feitas, mas nem o programa consegue ser tão fiel, pois muda a fábrica muda o modo também, mas pelo menos no geral dá pra mostrar como são feitas e quais materiais são usados, e a forma de producão, o que é muito interessante.
A do menino não saber de onde vem o leite é terrível, pior que muitas criancas ainda devem viver nesta mesma ignorância.
Com certeza os índios sobreviveriam mais facilmente, se bem que até eles já aderiram ao modo dos da cidade viverem.

Beijo

Zélia Guardiano disse...

Beth
Adorei o seu texto!
E também adoro o Rubem Alves!
Vida simples: eis o resumo da ópera...
Grande abraço, minha querida!

Chica disse...

Nós estamos mal acostumados realmente...

Esse livro deve ser legal e fala de coisas verdadeiras. beijos,chica e linda semana!

Renata disse...

Sábios vocês dois...Cobertos de razão...o que seria de nós sem as comodidades da tecnologia? Será que saberíamos voltar atrás e reconstruir tudo do zero? Sei não, ia bater um desespero...os indios ganham fácil, mas não os de hoje, que já se tornaram high tech...aqueles índios que Cabral encontrou por aqui talvez...

E já que voce pergunta: qual o conforto tecnologico não me faria falta nenhuma? A tv...que aliás a cada dia eu aprecio menos...mas pediria ao Papai lá de cima pra me deixar o computador e os livros...rsss...

Um abraço,
Boa semana!

Astrid Annabelle disse...

Beth querida!
Primeiramente parabéns! Excelente post...muito bom!
Respondendo sem pensar eu viveria muito bem sem o calor sufocante que está fazendo...ah! se viveria!rssssss

Brincadeira a parte, eu fui criada pelo sistema antigo onde mais do que comprar eu deveria fazer as coisas que precisava.
Por exemplo: roupas...até os dezoito anos mais ou menos fiz todas..minha mãe fazia antes que soubesse fazer!
Tudo para a casa era feito por nós...de utilitários às peças de decoração...
Também não havia TV e o rádio só era para os programas "bons"!rss

Hoje eu gosto da vida como está cheia de recursos tecnológicos e sempre que posso me informo como as coisas funcionam.
Um bom exemplo: aprender como funciona um carro... Como se pode ser um bom motorista se a pessoa não sabe como funciona o que está dirigindo?
Adorei seu post realmente.
Beijão direto do paraíso em chamas! rss
Astrid Annabelle

Pandora disse...

Ótimo post, sinceramente concordo em muitos pontos com o que vc diz, as pessoas sempre esquecem que nem sempre o mais complexo é o mais util e começam a pensar as tecnologias mais primitivas como menores, como inferiores. Aqui vc problematiza isso lindamente \o/ Até que ponto nós somos melhores que os "índios" no Amazonas, nossa qualidade de vida é tão melhor que a deles, nossa capacidade de sobreviver é tão melhor assim???

E sim, sempre acho problematica nossa relação de dependencia com certas tecnologias que nem sabemos de onde vem para onde vão, estamos pendurados por cabos cujas condições de funcionamento desconhecemos... e eu falei super demais rsrsr... foi mal!

pensandoemfamilia disse...

Muito interessante estes questionamentos. Também amo este autor e, hoje, postei um texto dele.
Vou lhe dizer "um segredinho", rs,rs, não gosto de ler nenhum manual eletrônico, quanto mais aprender com minucias de como eles ou outras coisas mais simples são construídos. Não é por acaso, na escolha profissional as ciências exatas passaram longe.
Vou anotar a dica do livro.
Ontem comentando sobre o que usufruimos atualmente, refletia sobre o acesso de bens atuais e como o gostinho de cada coisa nos impregna.
bjs

Maria Helena disse...

Oi, amiga!

Eu faço muita reflexão sobre isso. Em alguns momentos sinto o meu ambiente pesado de tanta coisa as quais nem utilizo e isso me incomoda tanto que eu faço imediatamente uma redistribuição com os passantes do caminho. Nunca gostei de possuir muitas coisas terrenas. Desde adolescente que constatei a grande verdade: tudo é emprestado, nada é nosso a não ser o que levamos o tempo inteiro dentro do coração.
Amei o seu texto e amo Rubens Alves.
Adoro quem nos faz olhar para lugares que de tão habituais passamos a não enxergá-los.
Obrigada por esse lindo presente em forma de texto!
Bjs!

Macá disse...

Beth
O Rubem Alves é ótimo, mas você é excelente por absorver tudo que lê e repassar pra gente aqui.
Olha, uma coisa que eu fico abismada e não sei como funciona (quer dizer, imagino - satélite) mas fico impressionada é com o GPS. Não é incrível, uma caixinha saber exatamente onde você se encontra?
Agora com o que eu viveria sem? Se puder continuar com o PC, deixo de lado a TV, numa boa. Mas vou pensar nisso e fazer uma discussão aqui em casa. Depois repasso pra você, ok?
beijos

Meri Pellens disse...

Ah, iria ser o reavivamento indígena!!! E os cidadãos das cidades estariam em risco de extinção! kkk...
Beijo na alma, Beth!

Meri Pellens disse...

Ah, iria ser o reavivamento indígena!!! E os cidadãos das cidades estariam em risco de extinção! kkk...
Beijo na alma, Beth!

Nina disse...

Que interessante deve ser esse livro! Fiquei aqui pensando, tem tanta coisa que eu nao sei nem de onde veio ou pra onde vai seu funcionamento.. gente, como tem!
e essa tua pergunta ,o que eu passaria mt bem sem?? xiii, é pra pensar viu Beth?? uma cosia eu sei, pra ser feliz nada do que parece essencial é de fato importante. Isso eu já notei faz um boooommmm tempo...

mas olha,gostei mt desse tema de hj viu??
ahh sim, a tribo indígena se sairia melhor, claro...

Glorinha L de Lion disse...

Oi Betita, acho que quem sobreviveria, depois do que nosso amigo Alê falou, seriam os japoneses! Ô povo sábio e previdente! Eles treinam para catástrofes, projetam os prédios para terremotos...sabem tudo esses orientais...Já eu, pobre de mim, sucumbiria logo de cara, nem descalça consigo andar que meus pés se machucam à toa...sou frágil, não saberia sobreviver, achar água e comida...Mas, sem meu pc e meus livros, meus moleskines e várias canetas pros meus escritos, caso o pc quebrasse, isso não ficava não! Agora, como disse a Renatinha, ficaria sem tv fácil, fácil, pois para mim não faz a menor falta, beijos,

Natália disse...

Oi Beth venho desejar-lhe uma óptima semana e as melhoras do marido...boa recuperação.

Aqui por Portugal temos o tempo bastante frio,mas este fim de semana apareceu o sol,já dá para ficarmos um pouco mais alegres,mas não pude sair de casa,a gripe não me deixa.

Beijinhos.

Lu Souza Brito disse...

Sobreviveriamos??? Acho que os indios teriam vantagem nessa.
Eu daria adeus a tv, celular, computador sem problemas. Tbm fico bem sem energia eletrica. Gosto de banho frio e luzes de vela, lampiao, etc.
Mas olha, fácil acho que nao ia ser não.
Agora, sem desodorante não dá né? voltar a época dos macacos mas nem tanto, ahaha.
Excelente post - reflexão.
Beijos

Lucia Cintra disse...

Bom, eu acho que morrer, a gente nao morre (quando dizemos que nao conseguimos viver sem algo). MAS, no momento que voce eh exposto ou experiencia algo super conviniente pra voce, eu acho que voce nao volta atras.

Tipo: eu cresci sem celular e nunca precisei. Hoje em dia eu nao consigo sair de casa sem. Ontem mesmo fui fazer supermercado e quase voltei pra casa quando lembrei no meio do caminho que o tinha esquecido em casa. Fiquei o tempo todo na rua agoniada que ia acontecer algo ou alguem precisar de mim e eu nao poder fazer nada sem o dito cujo ali.

O mesmo vai para tudo mais eletrodomestico, por exemplo. NAO VIVO sem maquina de lavar prato, maquina de lavar e secar roupa, microondas e toda essa technologia que temos hoje em dia.

Nao vivo sem meu carro e internet pra mim eh numero um, mais importante que televisao e eh uma absoluta necessidade pra mim, ainda mais por eu depender dela pra conseguir trabalhar.

Entao, eu acho que se voce nao eh exposta a algo, voce vive bem ate la. Depois que eh, pelo menos eu, nunca mais voltaria atras.

Quanto a aprender as coisas, eu sou curiosa demais e eh mais um motivo que dependo da internet, pois quando quero saber ou aprender algo, eu corro pra ela e acho tudo que quero.

bjos

Lucia Cintra disse...

PS: Tem um show aqui chamado "I shouldn't be alive" sobre historias verdadeiras de pessoas que passaram por situacoes dificeis e sobreviveram. Tipo: aviao cair no meio de um deserto ou selva, se perder no deserto ou no meio do nada com temperaturas absurdas abaixo do zero, naufragar, se perder na floresta amazonica...

Eh bem interessante, mas mostra muito como estamos domesticados e essas pessoas sobreviveram mais por sorte do que por habilidade. Eu mesma ja falei pro Al que se fosse eu, seria a primeira a morrer, pois dependo demais de tudo que temos hoje em dia.

bjos

Misturação - Ana Karla disse...

Beth você é fantástica, estou aqui a pensar ainda num montão de coisas que eu viveria sem, porém na nossa atualidade a gente faz com que cada coisinha adquirida seja de grande utilidade quando na verdade não serve para quase nada.
Mas venho pensando mais ou menos nessas coisas e como não posso ter tudo, fico a lembrar que posso viver com pouco.
Penso que a vontade de ter é mais uma concorrência do que uma necessidade que as pessoas tem.
Conseguimos fazer programas simples e mais agradáveis do que os mais caros e requintados restaurantes, shoppings, clubes, parques, etc.
Mas de primeira, viveria sem celular,,,odeio telefone(rs).
Quero ler também esse livro, vou anotando.
Parbéns pela sua sabedoria e por esse post que nos faz pensar mais.
Xerosssssss

manuel marques disse...

A simplicidade de é o resultado natural de profundo raciocínio .

Beijo.

Celia disse...

Enquanto ai esta tao quente, aqui continua o frio...a neve...o gelo nas ruas. Uma loucura. Tenha uma boa semana. Bj

Cantinho She disse...

Adorei as reflexões, beijo, beijoooo! ;)

lolipop disse...

Querida Beth!
Devo a vc esse fascínio que está despertando em mim por Rubem Alves.
Sem darmos conta apegamo-nos demais a confortos materiais sem os quais julgamos não sobreviver, e de certo modo isso enfraquece-nos o físico e a mente.
O que levaríamos se anunciassem nas notícias uma catástrofe?
O que está a mias nas nossas vidas?
Acho excelente que nos leve a reflectir sobre isso.
Desejo do coração um rápido restabelecimento de seu marido!
Beijos e ternuras ...em doses homeopáticas...para durarem até amanhã...
Carinhos

Luma Rosa disse...

Beth, muito boa reflexão! Pensar em catástrofe, lembro de água, que não ficaria sem. Seria o primeiro ítem que sentiria falta e depois comida, seguida do conforto de uma cama. Mas realmente, encontramos tudo pronto e dificilmente conseguiríamos fabricar qualquer coisa, mesmo que rudemente. Os índios mais antigos, se precaviam quando o tempo mudava, pelo cheiro sabiam se uma tempestade se aproximava ou não... os sentido, o apego e respeito à terra eram também meio de sobrevivência.
Ontem estávamos conversando justamente sobre o hábito de se usar o ar condicionado aqui no Rio de Janeiro, do calor infernal que faz por aqui e da subida de temperatura em outras regiões; Também por conta de uma piadinha que saiu no "O Globo" sobre uma matéria que foi publicada na "Folha de São Paulo", dizendo que os paulistanos estão dormindo nas varandas. Será que os paulistanos ainda não descobriram o ar condicionado? (brincadeirinha) Então, o hábito faz a dependência.
Boa semana! Beijus,

Manuela Freitas disse...

OLá querida Beth,
Rubem Alves não conheço, tenho que fazer aqui uma busca nas livrarias!...
Concordo em absoluto com os pontos de vistas formulados, mas isto é uma cadeia de dependências que nos foram passando e que resulta no ganho para muita gente e no vício do consumismo. Isto não vai parar, é uma máquina diabólica, com imensos tentáculos!
Beijos,
Manu

Lúcia Soares disse...

Sim, Beth, temos tantas coisas como indispensáveis, mas sem as quais viveríamos perfeitamente.
Não sou muito de nada tecnológico demais, para mim já bastam os eletrodomésticos e tá bom!
Mas viver sem luz, como a Lu, não não! rsrsr
Poderia viver sem avião (rs), sem máquinas disso e daquilo, que só entopem uma casa, sem celular, sem carro, sem micro-ondas, sem máquina digital (nem tenho aminha. ainda!), enfim, tanta coisa não me faria falta!
Agora, não sem TV, não sem geladeira, não sem PC, não sem secador de cabelos (rs) e vai por aí.
Você me despertou para Rubem Alves e já o tenho na cabeceira!
Beijo!

Bombom disse...

Oi, Beth! gostei muito desta tua reflexão. Temos tantas coisas a que nos apegamos e até acreditamos que não podemos viver sem elas!Eu sempre pensei que não poderia viver sem Música, Rádio logo ao acordar, Notícias a tempo e horas e Música de toda a qualidade que adorava. E de repente, perdi a audição e vi-me sem nada disso! Tudo o que eu achava que era importante e faria parte da minha vida para sempre, ruíu num instante... E a verdade é que nestes momentos arranjamos forças e engenho para darmos a volta por cima! Foi isso que me fez conhecer "outros mundos", outras pessoas, outras culturas. Por isso acredito que em situações extremas, encontraremos sempre a água e o alimento de que precisarmos, assim como nos uniremos e partilharemos mais uns com os outros.
E quanto à tua questão, eu prescindiria da TV, do Rádio, do Microondas, da Máquina de lavar a loiça, do telemóvel (celular), mas mesmo assim há muitas que só se fosse obrigada, he, he!
Obrigada por esta oportunidade que nos deste!
As melhoras rápidas para o marido. Bjs. Bombom

welze disse...

tb tenho esse costume, quando estou lendo algo demais de bom, não quero nem tenho pressa que acabe. então é um pouquinho de cada vez. postagem bem interessante. instigante. boa semana

Monica Lidizzia disse...

Coisa atual sem a qual eu viveria "relativamente" muito bem: celular.
É ou não é um auxílio invasivo "pacas"?
Mas, se der "probRema", melhor com ele do que sem ele.
Já uma coisa que eu agradeço por existir, Beth, é o tal do ar condicionado. Eta coisinha porreta, sô : > )

bjnhs

Rosamaria disse...

Beth, hoje ainda li uma crônica do Rubem Alves, A Pipoca. Procura na internet. Ele é fabuloso, gosto de tudo o que ele escreve.
A Tv não me faz falta, mas deves saber o que estou passando sem meu note e ele talvez venha só daqui a dois dias.
Bjim.

Lulú disse...

Olá Beth.
Se eu fosse começar uma lista do que tenho a meu alcance e descartar o que viveria sem eles, certamente minha lista se tornaria pequena.
Quem sobreviveria? claro que os índios.
Mas tudo começou quando o homem descobriu o fogo...
Agora e conviver com a evolução, que não está dando tempo para acompanhá-la, tão rápida está sendo.
Beijo
Maria Luiza (Lulú)

Beth/Lilás disse...

QUERIDOS AMIGOS!

Adorei a participação e comentários grandiosos de todos, vocês são o que de melhor há nesta blogosfera. Tenho amigos realmente pensantes e que estão trabalhando para transformar o mundo em algo melhor.
Sinto-me privilegiada em ter este contato todos os dias com vocês.
Obrigada.

beijos cariocas a todos

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ManDrag disse...

Sem dúvida que sobreviveriam os índios habituados a viver do fruto do seu labor e engenho.

Tenho que a maior maravilha da nossa civilização é a electricidade. Quanto estamos dependentes dela...

Abraços

Eduardo disse...

Beth o ser humano tem grande capacidade de adaptacao; acho que sobreviveriam os que tem forca para viver. Como escreveu Goncalves Dias em seu poema I Juca Pirama: A vida eh um combate que aos fracos abate e aos bravos e fortes so pode exaltar.
Um abraco
Eduardo