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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ô velhinha faladeira!


Realmente eu tenho um imã que atrai velhinhos e velhinhas.  Mas, a culpa é de mim mesma, porque tenho sempre que estar prestando atenção se não vão se esborrachar de cara nas pedrinhas portuguesas que cobrem as calçadas do bairro em que moro.  Noutro dia mesmo, vi uma dessas senhoras octogenárias com o rosto todo ensanguentado, sentada numa cadeira que outras mulheres que passavam arrumou-lhe para que ela sentasse e a acalmavam enquanto seu marido, também muito idoso, sentado por perto, aguardava a chegada de alguém da família para levá-los ao médico,  pois ela tropeçou em alguma pedrinha solta e cortou o rosto seriamente.  
Ainda bem que por aqui também tem outras pessoas, até mesmo outros idosos que ajudam numa hora dessas.  O mundo está cheio, ainda, de almas bondosas ou tolerantes, meio bocós, como eu.

E foi assim que ofereci ontem à tarde o braço a uma senhora de cabelos branquinhos, magra, esbelta e arrumadinha, com passo trôpego, mas determinado, pois a rua que ela deveria atravessar, era uma curva e entravam carros com uma certa velocidade, por isso temi que ela não conseguisse atravessar rapidamente.
Mas, para meu espanto, respondeu-me que não precisava de ajuda, não, pois ela andava muito bem e tinha muita atenção ao atravessar as ruas desse bairro que, segundo ela, morava há muitos anos e muito bem, há duas quadras da Beira Mar, num belo apartamento.
Engatou imediatamente uma conversa comigo e fomos papeando, quer dizer, ela falava mais que eu, era quase um monólogo, contando que era um absurdo a liminar que uma tal deputada conseguiu como aprovação para aumentar em 100% as tarifas dos estacionamentos dos shoppings por aqui.  Eu nem sabia disso, soube por ela que não parava de tagarelar e me cutucar no braço enquanto falava. 

Mesmo eu percebendo que era um pouco surda, a conversa estava fluindo e durou mais de meia hora, primeiro com a senhora me perguntando quantos anos eu dava pra ela.  Sabe como é, mulher é meio difícil de se dar idade, até mesmo as idosas com cabelos brancos, pois hoje em dia tem muita mulher conservada e era o caso da velhinha que, depois de eu ter errado umas três vezes sua idade, surpreendeu-me dizendo que estava com 88 anos e andava aquilo tudo sozinha mesmo.  Que estava muito bem, afinal sou magra, disse-me ela, sem um pingo de humildade. Que separou-se do marido mulherengo há mais de 43 anos, e nunca mais se casou, achava que todo homem não prestava e que não precisava deles, afinal era rica, tinha muito dinheiro que o pai lhe deixou, portanto homem nunca lhe fez falta.
E desandou a falar da filha unica que era muito bem casada e que tinha três netas, todas muito bem sucedidas e com dinheiro, e que seu avô deixou para seu pai no início do século passado, uma grande fortuna em imóveis.  Inclusive, tinha o maior e mais caro edifício na cidade de Campos.  E virou-se pra mim e perguntou-me, com leve sotaque português: tens lá dois milhões de reais?  Eu não!  Pois ela disse que era este o valor do imóvel que possuia em Campos, fora o apartamento daqui e dali.  Destrinchou um blá blá blá de vaidades materiais e eu ... só ouvindo e rindo, mexendo com a cabeça.  E tudo que falava, que dizia que tinha, era sempre o maior, o mais caro, o melhor.  Até o mausoléu do avô que morreu na terra natal quando de visita ao Porto e teve um enfarto fulminante, sendo lá enterrado e, que segundo a velhinha vaidosa, era o mais rrrrrrrico do cemitério, todo em mármore de carrara e um grande busto de bronze. E ela que nunca voltou à Portugal, pretende ir agora com a neta para rever sua linda Lisboa que tem o maior, o mais bonito e o mais incrível metrô do mundo. Espantou-se comigo quando eu confirmei que era sim, que eu andei nele e era mesmo um lindo metrô, moderno, mas que não sabia se era o mais lindo do mundo, afinal já vi pelo menos dois pela internet que são belíssimos como o da Rússia e da Coréia. Mas, dona Maria, que nunca pisou por lá, insistiu que era sim o mais bonito.  Então tá!

EU MEREÇO!

Para desvencilhar-me da coroa, fui de braço dado com ela, quase arrastando-a, porque queria parar para falar o tempo todo,  até à frente de um shopping que eu entraria, disse-lhe que meu marido esperava-me lá dentro, despedi-me e escapuli-me da dona Maria, grande faladeira e contadora de vantagens. Entrei no shopping, pedi uma água bem gelada e um cafezinho, sentei-me e fiquei pensando naquilo tudo que ela falara nesta meia hora, ali na rua.  E cheguei à conclusão que envelhecer com dinheiro é muito bom, traz-nos conforto, podemos ter um pouco de independência, mas envelhecer daquele jeito, pragmática, sem saber ouvir, sem querer saber dos outros, supervalorizando os seus, suas conquistas materiais, seus bens, intransigente, desconsiderando sempre as demais pessoas. Pergunto-me para quê?  Acho tão bonito as pessoas envelhecerem sem arrogância, superando a ignorância vil, com dignidade e docilidade para que outras pessoas se aproximem com carinho e afeto. 

Acho que frase cai bem para a dona Maria - " Parece um galo, pensa que o sol só nasce porque ele canta."

E tem mais; por pelo menos um mês não vou olhar para nenhuma velhinha do meu bairro para oferecer ajuda para atravessar a rua.  Será que consigo?










35 comentários:

Mila Viegas disse...

Ahhhhhhh... Você é um docinho, Bethita! Uma alma bondosa! Aí eu pergunto: idade significa alguma coisa? Se significasse a d. Maria seria um poço de educação e daria muito prazer em ouvir sobre suas experiências.

Pobre senhora rica que, bem lá no fundo, nunca conheceu o que é o amor e terá que aguardar uma próxima vida (para quem acredita nisso) e quem sabe aprender alguma coisa realmente boa, porque se já está praticamente no fim dessa agindo assim é um caso sem solução.

Mesmo o túmulo sendo mais pomposo e rico, a deteriorização de seu corpo será exatamente igual a de um cidadão menos favorecido.

Beijos

Nilce disse...

rsrsrs
Que velha chata e ranzinza você foi ajudar Beth.
Não tinha uma mais pobrinha, simpática e com histórias bonitas para contar?
Quanta arrogancia que nem a idade tirou. Isso é falta de amor, como diz a Mila. Nunca amou e muito menos foi amada.
"Eu quero viver rica e morrer pobre", mas não de espírito.

Bjs no coração!

Nilce

Liza Souza disse...

Tadinha dessa velhinha! Provavelmente exalta seus bens, como uma forma de preencher o vazio de nao ter ninguém ao lado para dividir a velhice. Nao deve ter superado a separacao, e as traicoes do marido certamente deram a sensacao de que ela nao era "boa" o suficiente para ser amada. Entao fica ai, falando aos quatro ventos o que ela acha que tem de melhor. Mas, ainda bem que ela falou pra voce, por que com tanta gente ruim no mundo, se ela fica contando tanta vantagem, vai acabar caindo nas maos de alguém que pode nao ter alma generosa e que vai se aproveitar dela.
Beijos e nao muda nao; a gente nao faz o bem ao outro sem que ele seja ao mesmo tempo refletido sobre nós.

Chica disse...

rssssssssss...isso acontece frequentemente encontrarmos pessoas assim, nem precisa ser velhinhas...

Mas essa faaldeira devia estar precisando desabafar...apareceste na hora e....


um beijo,chica

Gisa disse...

haahhaha ô Bethinha... não pare de ajudar os velhinhos não, essa senhora é carente mas existem muitos idosos fofos que precisam de ajuda. (e humildes)

Coitada, nem todo dinheiro do mundo a fez feliz, ou pelo menos, não o bastante para obter a tal sabedoria desejada pela idade.

bjs flor

Wilma disse...

Ah Beth, mas isso não é privilégios de velhinhos não, outro dia liguei pra um desconhecido para pegar uma informação, e o homem q disse ter 51 anos, tinha sido sequestrado e soube q seu sequestrador estava solto, disse-me q estava tomando as providências e me passou todo o patrimônio dele, e tudo rico, o carro uma mercedes de milhões, uma fábrica...casas caras, tudo q tinha dizia era o melhor e q tinha nascido assim, q outras pessoas ficavam querendo comprar seu carro mas não tinham dinheiro pra pagar...e tinha orgulho disso visivelmente. Fiquei boquiaberta,, como pode ser tão idiota, e se eu fosse uma desonesta? Ele vive com seguranças, carro blindado, armado e se diz muiiiito feliz e adora o Brasil!!

Georgia disse...

Beth, tudo bem?

Pior que isso Beth,sao aqueles que ainda nao envelheceram e vivem assim contando os milhoes, rs.

Um bjao

Cacá - José Cláudio disse...

Houve uma época que eu me iludia acerca da sabedoria, do aprendizado e da humildade. Eu cheguei a pensar que com o passar dos anos, essas coisas fossem se apoderando das pessoas. Ledo engano. Uma vez babaca, babaca até morrer (com ou sem dinheiro). Deus a livre da próxima travessia, Beth.rsrs. Abração. paz e bem.

Lu Souza Brito disse...

Ai Beth,

Eu acho que nao conseguirá ficar sem olhar para as velhinhas não. Porque a bondade está em você. E não será a falação da D. Maria e sua maneira de contar vantagens que mudará seu jeito.
Será que metade do que ela disse é verdade? Eu sempre suspeito de gente Tãaaaaaao cheio de coisa boa.
Ao que me parece (só julgando de fora, claro), deve ser uma senhora solitária, que acha que o dinheiro supre quaisquer outras necessidades, entre eles o amor, o afeto, a atenção.
Um beijooo

Lucia Cintra disse...

Ah, eu ja ia ter adorado ficar ali batendo papo com ela... sinto mt falta de fazer isso com minhas avos e me lembro de ficar interrogando as duas sobre o minimo detalhe de suas vidas... Acho conversar com idosos super interessante, pois viveram tanto e numa epoca tao diferente da minha!

bjos

Glorinha L de Lion disse...

kkkkkkkkkkkk Pobre Betita! Eu não aguentava essa velha insuportável nem 5 minutos...iria logo inventar uma desculpa e ela que andasse com os seus pés mais lindos e firmes do mundo, sozinha! Sou boa e paciente com idosos, mas bondade e paciência tem limite! kkkkk Bem que a minha filha fala: Mãe, não é só pq é um velhinho que é bonzinho não! Quem foi FDP a vida toda vai ser FDP quando for velho tb! E a pior coisa que tem é achar que nasceu com o rei na barriga! Vai ver ela era megalômana e era tudo mentira! Isso é o que mais tem por aí...gente que se acha! hehehe beijos,

Misturação - Ana Karla disse...

rsssssssssssssss
Ninguém merece mesmo não, Beth.
Mas não deixe outras velhinhas sem seus olhos, o que você fez foi uma grande caridade, a menos que tenha te deixado muito mal.
Espero envelhecer com o máximo de humildade, e se hoje gosto muito de ouvir, espero redobrar na velhice.
Xeros

welze disse...

adorei., adorei demais da conta. quantas velhinhas conversadeiras existem por essas bandas também, nem faz ideia. e realmente pensam que o rair do Sol depende delas. Mas que são umas belezinhas, ah isso são. adorei a postagem

Gina disse...

Beth, é difícil envelhecer sem saúde física e mental. Não devemos nos achar melhor do que ninguém, temos é que vencer a nós mesmos, crescer um pouco a cada dia.
A lição pra alguns demora mais, pra outros chega mais rápido.
Tenho certeza que você vai lembrar dessa senhora quando vir outra velhinha, mas vai ajudar sim.

Ah, você esqueceu de responder à pergunta do sorteio. O e-mail está entendido, mas a resposta volte lá e coloque, faz favor... As sugestões serão válidas e você vai entender depois.
Bjs.

pires disse...

Desculpe! Tô aqui futricando novamente no seu blog.Gostei muito estou até te seguindo.Qto a velhinha, geralmente a idade emudece as pessoas,essa deve ser exceção.Fique com Deus!

Eduardo disse...

Beth, temos aqui duas situacoes: a sua atitude que eh louvavel e deve continuar, pois assim voce vai ajudar muita gente e conhecer a diversidade humana; a outra eh a velhinha que como teve um desapontamento amoroso no inicio da vida, nunca mais se recuperou e sofre dessa carencia ate hoje. Ainda bem que pelo menos tem dinheiro para nao passar necessidade fisica, mas quanto a emotiva, nao ha mais tempo.

Um abraco
Shrek

Anônimo disse...

BETH, gosto de ler seus posts. Eles me fazem refletir.
Muitas vezes, nao comento, mas leio e reflito, reflito.
Vc e a Luciana na Noruega, sao as duas entre as minhas preferidas.

Olha, a Dona Maria, nao viveu o suficiente para conhecer uma senhora de cabelos brancos e atos tao sensiveis: A GENEROSIDADE!

Beth, ela, a Dona Maria, nao pode ser generosa com vc, comigo e com ninguém. POR UMA RAAZAO MUITO SIMPLES: ELA NAO APRENDEU A SER GENEROSA COM ELA MESMA.

Beth, todos os dias, meu marido fala que eu devo pensar na aposentadoria, em guardar dinheiro, etc. Mas, eu nao me vejo assim, sabe? Eu me vejo, beth, sobrevivendo e aprendendo. E, toda vez em que eu me desfaco de algo para dar a alguém, eu estou doando muito a mim mesma. Eu nao faco nada por ninguém, beth..:Eu faco por mim.

E, quando eu partir, Beth, ninguém vai escrever um post sobre mim igual a esse que vc escreveu.

Talvez seja loucura, mas eu penso no que se passará na vida depois da minha partida.
Claro que isso nao impede de eu viver, respirar, ser feliz<.NMas, eu tenho aprendido que, beth, mesmo que eu dê tudo o quanto ganho, eu nao tenho ficado sem nada, entedeu?

Eu tenho cosneguido, Beth, viajar mais do que antes ...E se vc me perguntar, eu direi: a vida tem sorrido para mim...

Agora, mesmo, estou a planejar uma ida ao Rio...Eu sempre sonhei ver o desfile das escolas de samba.
Anunciei. Até que um grupo de fotografos profissionais e amadores , aqui da Sue´cia, disseram: VAMOS...VC NOS MOSTRA O RIO E LÁ VAMOS NÓS.

BJS E DIAS FELIZES

VOU LÁ LER OS OUTROS POSTS

Grace Olsson

manuel marques disse...

Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida ...

Beijinho.

Kelly disse...

kkkkk, já aconteceu isso comigo também pois também acho que os velhinho e velhinhas precisam de ajuda para caminhar, atravessar a rua, subir num ônibus etc..
Enchem a boca para falar dos filhos e netos bem sucedidos né?
Beijos

Manuela Freitas disse...

Olá Beth,
Tiraste essas fotografias em Londres? É que eu vi lá bonecas tal e qual!...
Achei deliciosa a tua narração, tu és uma boa contadora de histórias!..
Eu gosto de falar com pessoas idosas, têm sempre muito que contar e eu vou ouvindo e analisando!..É giro, contam coisas do antigamente, claro se não estão com o PDI (espero que não conheças, é uma asneira).
Realmente compreendo que essa com essa basófia toda devia ser bem chata, mas a basófia é uma doença de novos e velhos, olha é uma chatice quando se apanha gente dessa pela frente!...
Beijos,
Manú

ManDrag disse...

Na verdade há gente que envelhece muito mal, pois não souberam crescer durante a vida. E se durante a vida foram uns arrogantes insuportáveis, não será por serem velhos que se tornarão anjos, como por milagre.
Como diria um amigo meu; gente mal amada é o que dá.
O metro de Lisboa tem estações bonitas, pois foram projectadas e decoradas cada uma por arquitectos e artistas plásticos convidados, mas não é o mais bonito do mundo. Nem tão pouco o maior. Muito longe disso mesmo. Nem sei de nenhum cemitério na cidade do Porto que seja assim um deslumbre de supra-maravilha. A ascendência portuguesa dessa senhora não é a causa do achismo dela. Os portugueses não são assim petulantes.
Como diz o ditado popular: presunção e água benta cada uma toma a que quer.

Abraços luso-nordestinos

lolipop disse...

Ah Beth, infelizmente nem sempre os anos e a experiência trazem o bom senso, a humildade, a generosidade, o reconhecimento da efemeridade desta vida e do escasso valor dos bens materiais...vc, amiga querida, uma alma bondosa e gentil, viu sair-lhe na rifa, como dizemos aqui, um desses exemplares...lamento por ela...mas acredite, muito mais por si!
Ternurasssssssssssssss

Márcia Cobar disse...

Ah Beth, adorei seu post. Mas nem eu estava mais aguentando o papo da Velha arrotando caviar, cruzes! Excelente a ponderação que fizestes sobre envelhecer com dinheiro, mas manter a humildade é imprescindível.
Bjim
Márcia

aminhapele disse...

Bem imaginado!
Coitada da velha...

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

ahahaha Beth, tem partes do post que são hilárias. Não pela situação chata, mas pelo jeito que vc conta. Nessas horas a gente vê o quanto vc é educada, pela paciência que teve ao ouvir a velhinha mesmo ela soltando esse mar de pérolas.

mas sabe, gente que fala assim no fundo fala sozinha. pouco se importa o interlocutor, fala pra si mesma pra ver se ela consegue se convencer de que vale alguma coisa. e tá cheio disso né. defesa pura, medo, frustração muito grande: chegar no fim da vida e talvez sentir que nada valeu a pena...

só de tê-la ouvido, mesmo que tenha sido tão penoso, foi uma ajuda gigante, muito maior que ajudar a atravessar a rua. ela teve alguém para ouvi-la, imagine o qto ela deva ser solitária e rejeitada (e até agredida).

graças a Deus não é vc a maluca na história, então tá tuuudo bem.

eh isso ai Beth.
bom descanso

LILIANE disse...

Beth
primeiro eu dei muita risada. muita mesmo.
kkkkkkkkkkkkkk
se eu ficar velhinha você me atravessa na rua?
não serei chata, prometo!
mas concordo muito com o Alexandre.
meu Deus, quem terá paciência com esta mulher?
se é que ela tem todo esse dinheiro, como bem disse a Glorinha, ela só tem o dinheiro.
e usou muito pouco dele para crescer na vida.
Eu queria ter dinheiro sim, não vou fingir que dinheiro não é bom.
Quando a gente não tem a gente dá muito valor nele.
Mas eu quero que eu valha muiiiiiiiiiito mais por dentro.
Quero ser rica de valores, de boas amizades, de conquistas internas.
Mas pensa bem:
Você ajudou a velhinha, pode aprender um pouquinho mais da vida e ainda dividiu este conhecimento com a gente.
Que riqueza!
beijo minha linda.
fica na Paz.

Mari disse...

Ri e me deliciei com tua história :) Saudade de ler teu blog!

Tati Pastorello disse...

kkkkkkkkkkkkkk
Desculpe, mas dei muita risada! Fiquei pensando também em quantas Dna Marias não encontramos em nossa vida. Com certeza, a verdade dela é que o marido não valia nada, nenhum homem vale nada. Não existem amigos reais e por aí vai, por que todos que se aproximam dela SÓ querem saber do dinheiro dela... Mas se ela não consegue se valorizar por nenhum SER como pode esperar que os outros o façam? Triste mesmo!
Adorei a história!
Beijos.

Socorro Melo disse...

Beth,

Que situação, hein?

Eu penso que, apesar de todo o patrimônio de d. Maria, uma coisa falta-lhe, atenção. Essas atitudes, são bem específicas de pessoas solitárias, principalmente as idosas. No fundo, acho que d. Maria é uma pessoa carente, de alguma coisa que o dinheiro não lhe garante.
Mas, o seu post, está excelente.

Beijos
Socorro Melo

Lúcia Soares disse...

Beth, não li ainda os comentários. Aposto que muita gente vai creditar à velhice a "falastronice" de3la.
Mas olha, ela é assim porque é, porque SEMPRE foi assim, viu?
Deve ser por ser chata, arrogante, cheia de empáfia, que perdeu o marido. E demorou tempo demais pra volta à sua terra, já que tem tanto dinheiro! E falando assim, pelos cotovelos, contando coisas da sua vida e dizendo da dinheirama que tem que qualquer hora pode encontrar com alguém mal intencionado, que a acompanhe até à casa e lhe faça algum mal.
Engraçado a gente querer fazer o bem e acabar dando de cara com pessoas estranhas, que nem merecem uma segunda olhada, não? rsrrs
Mas no fundo, no fundo, ela é uma pobre coitada, que viveu tanto (e, tomara Deus, que viva mais, e saudável e feliz) e parece que nunca aprendeu a ser humilde.
Beijos!

Macá disse...

Beth
O caso é cômico, mas faz pensar.
Bom, eu acho que você não vai conseguir não olhar para nenhum velhinho por perto; vai fazer tudo de novo e isso é bom. Já pensou se passa batido por um e perde uma oportunidade de conhecer uma pessoa maravilhosa?
Outra: tadinha, não tem nunca com quem conversar, então, quando achou, tirou o atraso. E ela pensa ainda, como se pensavam antigamente. O ter é mais importante, embora muitas pessoas ainda hoje pensem assim. E pelo jeito ela não te ouvia né? Só ela queria falar! Isso é muito chato e eu conheço pessoas assim. Vão falando, perguntando, não ouvem a resposta e continuam. Chato demais.
beijos

Sonia H disse...

Beth,

Fiquei imaginando a cena. Como alguém disse nos comentários: é cômico, mas também é trágico, concorda?
Porque é normal pensarmos que uma pessoa que já viveu tanto tempo, desenvolveu a delicadeza, a generosidade, a simplicidade, lapidou a sabedoria.
É maravilhoso quando encontramos uma pessoa idosa assim, que nos faz pensar: nossa, que senhorinha, que senhorzinho especial.
Por outro lado, tudo faz parte da nossa vivência: com certeza, você sabe o que não quer se tornar quando ficar uma senhorinha também. Eu também sei! Depois de ler a tua experiência com esta velhinha...
Um beijo!

Lulú disse...

Olá Beth, não sou tão velhinha como essa da sua história, mas já estou precisando de alguém que me ofereça a mão para me ajudar a atravessar a rua. Estou perto de completar setenta e tive muitos atropelos em minha saúde.
Ah, não sou de valorizar o que conseguir na vida. Acho isso terrível e foi o principal motivo que me afastou de minha sogra. Infelizmente.
Beijos
Maria Luiza (Lulú)

Nina disse...

rsrs, nao queria rir Beth... imagino a situacao,rsrs... mas nao dá pra nao rir. Como vc contou, ohh tadinha da Bethinha....

✿ chica disse...

Beth, adorei reler essa história lá no Cristian. Valeu! Parabéns! beijos,chica