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terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Se não gosta da maneira como eu dirijo, saia da calçada”


As pessoas têm uma personalidade que se transforma quando estão dirigindo um automóvel, muitas vezes essa mudança de atitude é negativa, pois se conhecermos a mesma pessoa num ambiente familiar ou social podemos até nem reconhecê-la.
É como se existisse uma dupla personalidade assim que se sentam ao volante. Quando não estão dirigindo são pessoas calmas e respeitadoras, lembrando em muito o incrível e um dos melhores desenhos de Walt Disney que poderão ver mais abaixo.

Hoje, com o anonimato que o automóvel proporciona, principalmente vidros escuros muito usados aqui no Brasil, a princípio como item de segurança e agora mais usado para burlar a lei e cometer infrações pelas ruas de uma grande cidade, vemos crescer cada vez mais o número de carros e agressividade ao volante.

Esta agressividade quando não respinga nas pessoas em volta, faz mal ao próprio, como podemos constatar dia após dia nas tantas mortes absurdas, perdidas pela ignorância e falta de sentimentos nobres.


Neste final de semana, um jovem morreu em acidente de carro no dia de seu aniversário, na zona sul do Rio de Janeiro.  De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rapaz estava sozinho e em alta velocidade. O carro teve a frente completamente destruída e chegou a pegar fogo. O motorista morreu na hora. 

As pessoas que moram próximo ao local disseram não ouvir barulho de freios, significando que ele realmente não se importou em diminuir a velocidade naquela curva, não havia nem marcas no chão, apenas o carro, com a frente totalmente acabada e ele, ali mesmo, morto.

O mais intrigante e que comprova a insensatez deste rapaz é que um adesivo colado no carro tinha a seguinte frase em inglês: “se não gosta da maneira como eu dirijo, saia da calçada”. Em uma rede social na internet, Diego era membro da comunidade: “Já passei dos duzentos quilômetros por hora”.

Que triste fim de um jovem que havia acabado de completar 24 anos algumas horas antes! (veja aqui)

Será que as pessoas não entendem que o carro é apenas um meio de transporte e não uma fortaleza de guerra ou um meio de competição?!

Conduzir sem respeitar as normas e de um modo agressivo não vai ajudar em nada e às vezes pode ser fatal.



Identificando os sinais

Existem três condutas habituais nos condutores agressivos. Veja se consegue identificar-se com algumas delas.  Se não se identificar com nenhuma destas categorias quer dizer que não encara a estrada ou a condução como um campo de batalha.

Impacientes
- Aceleram quando o semáforo está amarelo, passam quando já está vermelho e não respeitam os sinais de Pare.
- Mudam de via sem assinalar a manobra e, muitas vezes, indevidamente.
- Para eles, o próximo não existe, não mantém a distância de segurança, não respeitam as prioridades, bloqueiam as passagens.
- Travam e aceleram de uma forma frenética.

Abusados
- Competem e seguem os outros condutores.
- Conduzem sob a influência de álcool e a altas velocidades.

Agressivos
- Insultam os outros condutores.
- Travam repentinamente como represália pela atitude do outro condutor.
- Bloqueiam mudanças de faixa de rodagem e encostam-se no carro da frente para dificultar entradas.

(Fonte-Revista Guia do Automóvel)



16 comentários:

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
A Priscila tirou a carteira de motorista e estava muito empolgada para pegar o carro e sair dirigindo...Só que não está conseguindo sair com o carro. Ficou bloqueada. Eu até entendo o motivo deste bloqueio, pois o trânsito está muito violento. Ninguém respeita mais nada. Todo mundo nervoso...Correndo demais...Sempre apressados...E como você disse, as pessoas se transformam de uma tal maneira que ficam irreconhecíveis quando estão dirigindo.
É lamentável!!
Bjs mil

Chica disse...

Isso é incrível e que triste esse caso do rapaz.Pena que não há conscientização!beijos,chica

Glorinha L de Lion disse...

Oi Beth, esse assunto é seríssimo. Realmente, como no desenho do Pateta, certas pessoas se transformam ao dirigir, viram uns monstros possuídos...Uma pena que tantos jovens percam a vida estupidamnete por acidentes de trânsito. Hj mesmo um doido na contramão matou uma família inteira, mas ele ficou vivo. Agora vai ter que conviver com essa culpa pelo resto de seus dias. Bom alerta! beijos.

Isadora disse...

Beth, vi uma cena, no sábado à noite voltado do Recreio para casa: um carro em alta velocidade fazendo ultrapassagens arriscadas e ao tentar pegar um retorno, capotou. Estávamos a menos de 50 metros do carro.
A sorte que os dois rapazes que encontrávassem no carro sairam ilesos e que felizmente ninguém se machucou. Chocante e triste a cena.
Um beijinho

Thayla disse...

Oi Beth!
Em primeiro lugar, que bom que voltou!!
É muito triste ver pela TV a quantidade de acidentes de trânsito e o número de mortes que isso causa. Aqui no Japão eu não escuto muito sobre mortes no trânsito. Claro que depende do lugar mas aqui onde eu moro, as pessoas mantém uma distância até absurda dos outros carros rs Aqui também quase não se escuta gente buzinando. Moro há 12 anos aqui e devo ter escutado uma buzina de carro umas 6 vezes. Ainda bem que o pessoal aqui parece ser consciente. Aqui na maioria das ruas não existem calçadas, apenas uma faixa separando o carro dos pedestres, e o espaço para os pedestres é pequeno, se duas pessoas adam lado a lado, uma delas fica fora dessa faixa. Imagina se os motoristas aqui dessem uma de louco ou aderissem à essa frase absurda de "se não gosta da maneira como eu dirijo, saia da calçada".
Bjos

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Mto importante esse post! mta gente se transforma na hora de dirigir, o que ajuda é a sensação de impunidade né. Acho um povo tão bobo, escroto mesmo, que tem que passar de 200 km hora pra ter alguma emoção na vida.

é lamentável. e acidentes cobram vidas, deixam pessoas presas em cadeiras de rodas a vida toda, destroem.

carro é igual faca, se mal usado...

bjs

Heloísa disse...

Beth,
É incrível o comportamento de muitos quando estão no controle de um volante.
Acho que deveria ser dada muita ênfase à Educação para o Trânsito. Aulas nas escolas e rigor nos exames de trânsito.
Muito bom o filminho do Pateta.
bjs

Deia disse...

Oi Beth! Tenho muito cuidado ao dirigir, dou passagem, não fico disputando milímetros de espaço com o motorista de ônibus. A vida tem tanto valor, por que será que ao sentarem-se atrás de um volante as pessoas a zeram no seu velocímetro? Um beijo, Deia

Cacá disse...

É uma patologia social esse fato, Beth. Dificilmente a sensação de poder que amana do automével vai conseguir ser refreada. Acho que somente se começarmos o processo colocando uma disciplina desse tipo nas primeiras séries escolares. Fora disso não vejo saída. a sociedade está doente socialmente, eu acho. Dos tipos que você citou eu acrescentaria mais um: o que reúne em si mesmo as três agressividades. Abraços. Paz e bem.

Cristiane A. Fetter disse...

É querida, foi essa violência estranha que encontrei no Rio da última vez que estive aí, até fiz um poste lembra?
É como se o carro fosse uma arma, sei lá.
bjks

Nilce disse...

Muito triste Beth. E a família deste jovem como fica?
Já notei que este tipo de motorista não muda nunca. Lá na minha cidade temos "senhores" que continuam fazendo rachas com os mais jovens. Pode?
E ainda se acham os donos da via.
Uns inconsequentes que arriscam a própria vida e a dos outros.
O video é sensacional, diz tudo.
Perfeito o post.

Bjs no coração!

Nilce

ManDrag disse...

Amiga,

Lamentável toda esta situação de desrespeito pela dignidade humana nas estradas. Não é mais que o reflexo duma completa ausência de educação para a cidadania.
É absolutamente necessário dar ao povo mais que novelas televisivas, futebol e carnaval. E acima de tudo é necessário dar uma verdadeira educação de base para a cidadania aos jovens, desde tenra idade e formá-los em valores de ética e dignidade.

Se as pessoas entendessem que esse ideal de vida de sucesso, tão aclamado por todo o lado nestas sociedades consumistas, não é mais que uma grande e imensa ilusão...

Abraços

Dri Andrade disse...

AMIGA, MT BEM POSTADO.
EU VI ESSA MATERIA, FOI MEU NOIVO Q ME CONTOU, FIQUEI ASSUSTADA.
AS PESSOAS NÃO TEM MAIS AMOR À VIDA, NEM DELAS NEM A DOS OUTRO E ISSO É UMA PENA, ACABA SOFRENDO QUEM NAO TEM NADA A VER COM A ESTÓRIA.
SOBRE A BLOGAGEM COLETIVA DA TATI, EU TBM FUI CONVIDADA MAS TO TAO ATOLADA DE TRABALHO QUE NAO DEU TEMPO DE POSTAR....TO TISTE...
BEIJOS

Lúcia Soares disse...

Beth, para mim, dirigir é um prazer, mas o trânsito das grandes cidades acabam com ele. Quase saio só por necessidade absoluta, ou de táxi, pois fico até com medo de dirigir, tal a quantidade de abuso.
O vídeo do Pateta mostra muito bem o problema e é verdadeiro, mas olha há quanto tempo foi feito. E onde? Nos EUA. Então, o problema é antigo e mundial.
Só que em outros países as leis funcionam; morte no trânsito dá cadeia; dirigir embriagado dá cadeia e multa altíssima.
Eu mesma já me vi "fera" no trânsito, xingando. Mas não "peito" ninguém, pois cada motorista parece ser um assassino em potencial...rsrrsr
Beijos!

Nika disse...

Educação no trânsito esta em extinção, eu mesma tenho medo de dirigir não tirei carta ainda fico nervosa só de pensar.
Muitos se transformam atras do volante, tenho pavor de andar de carro com pessoas apressadinhas..
Muito importante este assunto, o vídeo do pateta demosntra certinho o que ocorre.
bjs

ML disse...

Minha irmã diz que o carro é uma armadura contemporânea, atras dele (deela) as pessoas viram "heróis" (imbecis, na maioria das vezes). Eu,99.999% das vezes, dou passagem: vai mesmo, acelera, e fica bem longe de mim!

bjnhs