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terça-feira, 4 de maio de 2010

Geração "Ypisilone" - uma visão otimista de mundo.

(Kirk Douglas With Sons Michael, Peter and Grandson Cameron)

Em conversa hoje com uma querida amiga, percebemos que não entendemos muito bem o que pensam e querem nossos filhos. Esta linda juventude que tem comportamentos, sentimentos, uma vida que, mesmo estando junto às nossas, em seus cotidianos e relações humanas e amorosas, nada têm de parecido com a nossa vivência passada onde uma jaqueta de couro e uma linda moto na estrada eram sinônimos de liberdade, de "é proibido proibir", de um tempo em que acreditávamos num final feliz para as utopias da vida.

Conclusão:  Eu sou uma Boomer, talvez você seja uma X e você aí um Y.

Não entendeu nada, né mesmo!  Mas se olhar o quadro abaixo entenderá:


VETERANOSBOOMERSGERAÇÃO XGERAÇÃO Y
Nascidos entre
1922 e 1945
Nascidos entre
1945 e 1965
Nascidos entre
1965 e 1977
Nascidos entre
1977 e 2000
Cresceram entre duas guerras mundiais e foram educados para a disciplina rígida e o respeito às hierarquias. O amor à pátria é um valor absoluto.Otimistas em relação a mudança do mundo político, viveram uma fase de engajamento contra ditaduras e poderes tiranos.Céticos e politicamente apáticos, refletem as frustrações da geração anterior e assumem a posição de expectadores da cena política.Otimistas
em relação ao futuro e comprometidos em mudar o mundo na esfera ecológica. Têm senso de justiça social e se engajam em voluntariados.
No trabalho, valorizam o comprometimento e a lealdade.Workaholics, valorizam o status e o crescimento profissional. São políticos, formam alianças para atingirem seus objetivos.Gostam da informalidade no trabalho e buscam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.São extremamente informais, agitados, ansiosos e impacientes e imediatistas. Acompanham a velocidade da internet.
Como consumidores, evitam parcelamento e privilegiam as compras à vista. Investem de forma conservadora, sem riscos.São responsáveis pelo estilo de vida que se tem hoje, de conquistas materiais, como casa, carro e acesso ao entretenimento.Sentem-se a vontade
com a tecnologia e já têm gosto pelo consumo de equipamentos eletrônicos.
Tecnologia e diversidade são coisas naturais na vida. Usam todos os recursos do celular e precisam estar conectados.
Como funcionários, sabem aguardar a hora certa para receberem a recompensa pelo trabalho.Funcionários fiéis às organizações em que trabalham, fazem vínculo com a empresa.Não se fidelizam às organizações, priorizam os interesses pessoais e não vêem com bons olhos um currículo de 20 anos numa mesma empresa.A falta de cerimônia com os pais leva à indiferença sobre autoridade. Admiram a competência real e não a hierarquia.
Acreditam na lógica e não na magia. Têm religião, mas sem superstição.Necessitam de justificativas profundas e estruturadas para tomar  decisões.Trabalham com entusiasmo quando possuem foco definido e têm necessidade defeedback.Vivem com sobrecarga de informações, dificultando a correlação de conteúdos.
(deste site aqui)



A Geração Y, que é a de meu filho e de alguns que aqui frequentam, está a cada dia sendo mais presente, mostrando sua face a qual precisamos prestar mais atenção e dar créditos, pois sua irreverência tem transformado o cenário empresarial, mostrando que não têm medo de hierarquia e falam de igual para igual, na verdade o que conta para eles é o talento e habilidades dos profissinais que trabalham para eles ou com eles.

Uma das coisas que sempre reclamei com meu marido é o excesso de doação que tem pela Empresa, o excesso de horas trabalhadas e o pouco tempo às atividades que lhe dão prazer ou para a vida de uma maneira geral.  Parece que o futuro desenha-se animador neste sentido, pois esta geração privilegia o tempo, sem fazer corpo mole, mas a vivência e experiência das coisas boas da vida.

Dias atrás, num papo super legal com um jovem, geólogo,  inteligentíssimo por sinal da Geração Y, descobri algumas nuances características desta geração e vim saber mais sobre estes que parecem ter nascido com um joystick no cérebro e vejam o que mais descobri:


1. Arrogância: matar os caras maus e salvar o mundo muitas horas por dia faz qualquer um se sentir um superherói acima da multidão.
2.Sociabilidade: quem disse que ficar na frente do computador é uma tarefa solitária? Para esta turma, ao contrário, o mundo é uma gigantesca rede de comunidades e, quanto mais você jogar, com certeza, vai acabar inserido em uma delas.
3.Coordenação: alguma dúvida de que, ao menos do ponto de vista de coordenação motora e da capacidade de reagir rapidamente aos estímulos visuais, esta geração dá um banho nas anteriores?
4.Flexibilidade: sempre existe mais de um jeito de ganhar um jogo, nas telas e na vida…
5.Competitividade: a vida é um jogo e todo mundo joga para ganhar. Sem falsas modéstias, por favor…
6.Insubordinação: logados durante horas num mundo sem figuras de autoridade, os gamers aceitam críticas apenas dos seus iguais, dos seus pares, afinal, gente de fora não entende sua língua mesmo…
Segundo os autores deste estudo, estas características vão influenciar muito as relações e o ambiente dos negócios daqui para frente. O que você acha?

23 comentários:

Glorinha L de Lion disse...

Uau amiga vc é poderosa ein? Fez um resumo muito bem explicado do que é a geração Y...e eu achava que sabia...sabia nada....achava que era outra coisa....dãaa...agora sim, e com esse gráfico super mega hiper explicativo e espetacular entendi tudo....eu estou entre os boomers (pela idade cronológica) e os X , (pela idade mental, quase Y...)hehe....mais uma aula da Beth/
Lilás, minha antenada web mana! Brigadão amiga!

Lúcia Soares disse...

Oi, Beth. Eu sou boomers, claro.
Meus filhos são das Geração Y, pela idade, mas não pelas atitudes.
Concordo com muita coisa, mas não com tudo. Meus filhos (só vou falar deles, pois conheço melhor suas ações e reações) são mais centrados, estão mais para a Geração X. São de 1977,1979 e 1980.
Da Geração Y só têm o conhecimento pela informática, celulares, tecnologia em geral. "Pegam" tudo no ar.
Bj

Lucia Cintra disse...

Eu to logo ali no meio do X e Y e a maioria das coisas batem bem, nao tudo.

Pois eh, meu pai trabalhou sua vida quase toda pra so uma ou duas companias e eu tenho, necessito trocar de emprego a cada 3 anos. Ja estou aqui na mesma ha quase 4 e nao estou aguentando mais!!!!!

Preciso de variedade, de ares novos, de aprender coisas diferentes que outros lugares podem me ensinar, nao vivo sem minha tecnologia, seja computador ou blackberry....

Mt interessante o post.
Bjos

Mila Viegas disse...

Ih, olhando assim eu sou uma mistura de X com Y... tenho algumas coisas da X e outras da Y, como por exemplo:

- Sou uma expectadora da cena política. Odeio, não me envolvo. Mas por outro lado tenho pensamentos otimistas em relação ao futuro. Não chego ao ponto de ser extremamente comprometida com a esfera ecológica.. faço a minha parte!

- Gosto do informal e venho buscando esse equilíbrio entre o profissional e o pessoal. Não chego a acompanhar a velocidade da internet senão acho que iria surtar.. rs.

- Tenho uma queda forte por me manter conectada, mas não sou doente com isso. Gosto da tecnologia e não virei tão escrava dela (pelo menos não me sinto assim).

- Não me fidelizo mesmo, acho que sempre existe algo mais para buscar. Odeio mesmice! Aí já me enquadro bem na Y, pois admiro a capacidade das pessoas e as respeito por isso, não pelo fato de terem um cargo alto.

- Trabalho com entusiasmo quando sinto que estou no caminho, mas acabo me sobrecarregando de informações e isso atrapalha o andamento das coisas.

Conclusão, sou X Y... rs

Sobre a sua pergunta eu acho que isso "injeta" uma atitude que talvez faltasse nas gerações anteriores por diversos fatores. Nós não somos conformados com muitas situações que nos são impostas. Não acreditamos que o propósito da vida é viver com estabilidade apenas, e sim buscar o que verdadeiramente tem significado para nós e nos dá prazer. Talvez seja por isso que somos rotulados como insatisfeitos. Também não quer dizer que a nossa vida seja um "oba oba" e que não sejamos responsáveis, ao contrário. O conflito de gerações ocorre justamente neste ponto.
Nós sabemos que "salvar o mundo" é um pensamento utópico; sabemos que precisamos nos posicionar diante dos problemas; sabemos que as diferenças precisam ser respeitadas de uma vez por todas... Apenas não toleramos abuso de poder.

Creio que esta seja a dinâmica da evolução da humanidade. Muitos acham que pelo fato de não sermos "como os nossos pais" faz de nós pessoas inconsequentes. Ora, as gerações passadas também tiveram sua dose de inconsequencia à sua maneira e somos o que somos hoje por influência do que foi vivido no passado. A partir daí outras gerações começam a surgir para manter o curso da evolução.

Eu tinha certa raiva quando minha mãe vinha com o seguinte discurso: "no meu tempo.. bla bla bla bla bla". Geralmente, este discurso era iniciado assim e precedia um puxão de orelha por alguma atitude que ela reprovava em mim. Ela parou de me importunar com isso quando eu disse: "Quer me aconselhar, tudo bem, mas não me venha dizer que 'no seu tempo' era assim ou assado, as coisas mudam, precisam mudar, e o nosso tempo (seu, meu e de todo mundo) é agora".

Escrevi um post... rsrs. Mas é o que eu penso!!! rs

beijocas

Cris França disse...

muito legal Beth, bem interessante, embora eu ache que sempre pais e filhos verão o mundo de forma diferente, porque a idade permite as visões mais abrangentes. bjs

Lu Olhosde Mar disse...

excelente post!! eu sou Y!

Sonia H disse...

Muito interessante esse teu post, Beth!
Eu me encontro entre o grupo dos boomers e X!
Beijos,

Ivana disse...

Bethinha, sou X 100%!
Beijos!

Mari disse...

Oi Beth...Eu sou Y :)

Acho que essa relação nos negócios tende mesmo a mudar. Pelo menos eu cresci ouvindo dos direitos, de questões abusivas, que os chefes nem sempre estão certos,etc.

Crescemos assistindo aquele filme 'assédio sexual',que sempre passa no corujão da globo, com a demi moore...e outros do tipo.

Enfim, acho que ainda haverá uma geração z onde essa relação ficará ainda mais equilibrada.

RoCosta disse...

Sou X maiúsculo hehehe :-)
Beijos, muitos!

Dani dutch disse...

Oi Beth, tudo bem?
Eu sempre tive um sonho de morar fora do Brasil, e um belo dia, fui eu, viajei de avião pela primeira vez, meu inglês era pobrezinho que só, fiquei 5 dias amei a experiência e depois voltei pra ficar.
Acredito que meus pais nunca imaginaram que eu, uma filha tímida, super apegada a mãe, ficaria tão distante dela.
Meu pai falava pra todos, que eu não ficaria aqui nem 6 meses..
E falando sobre trabalho, eu trabalhava 12 horas diarias no Brasil. Aqui trabalho só 6. E foram muitos e muitos pitacos contra em relação a largar meu emprego ( 7 anos)pra começar tudo de novo
bjuss

Lu Souza Brito disse...

Beth, eu me mesclo entre o X e o Y, mas com mais definições do Y, com certeza.
Muito interessante este estudo. Rsrsrs.

Ana disse...

Apesar de ter passado dos 50 anos, sou X... Engraçado constatar isso, até porque acho que meus filhos estão mais para X, também...
Vou ler melhor e reletir!

Beijo!

Françoise disse...

Oi Beth, vim matar a saudade de ler seus textos e quanta informação bacana.
Sou da geração X mas vejo que algumas características não se assemelham ao que pareço ser, outras se encaixam muito bem como "gostar da informalidade no meu trabalho e estar tentado sempre buscar o equilibrio entre o profissional e o pessoal mas não vejo com más olhos o fato de estar em uma empresa por um longo tempo,pelo contrário, isso me traz bem estar para investir em conhecimentos e não ser substituída do mercado.Amo o que faço e realmente trabalho com entusiasmo!!!! Sei lá, tanta coisa ainda pra refletir e mudar nessa vida, acho que sou uma pessoa que estou só aprendendo!!!!! kkkk....

Adorei o post!!!
Bjos

Camila Hareide disse...

Beth, já ia te mandar uma mensagem dozendo que não tinha entendido sua pergunta, rsrsrs!

Então, sou de 74. Segundo a tabela, eu seria X, mas não sou não... Estou entre X e Y, mas sempre acho que o mundo vai acabar amanhã... E mesmo assim ainda acredito (como boa aquariana) no futuro. Sei lá, muita coisa acontecendo! Mil coisas!


beijo

Cristiane A. Fetter disse...

Beth, estou muito encrencada e só agora encontrei esta explicação, rs.
Meu marido é um boomer e eu geração X. Pronto.
bjks

Lu Souza Brito disse...

Beth, tem selinho pra vc no Lichia.
Beijos

Rosamaria disse...

Beth, eu sou Boomer pelo ano que nasci, mas tenho coisas de X e a necessidade de estar conectada como os Y. Meus filhos são X .
Ótimo post!
Bjim.

Liza Souza disse...

Ei Beth!
Que estudo interessante. Vou voltar com mais tempo, ler novamente e refletir mais um pouco. Por agora o que penso eh que estou meio dividida entre a geracao x e a y. Mas provavelmente por conviver com pessoas mais velhas, de outras geracoes, acabei absorvendo algumas ideias que trago comigo e que fazem parte do que acredito. Engracado como a gente pensa de acordo com a nossa geracao, mas que tbm traz heranca das pessoas que nos cercam. Nossa, realmente amei o post.
Beijos

Georgia disse...

Beth, eu acho que esses estudos estao certíssimos; é por ai mesmo.

Ms te confesso que apesar dos meus anos 60 encontrei algums coisas de X e Y que se adaptam bem a minha pessoa;)

Bom fim de semana

Beijao

Renata disse...

uau!!!
Eu achava que tava na geracao X... Mas vi aqui que sou Y por questao de 1 ano (sou de 1978)...
kkkkkkkkkk
adorei...
Vou ver se posto isso tb!! Acho importante e quero que minha familia veja tb... ahahahaha
beijos amore!!
saudades de ti!! :)

Somnia Carvalho disse...

Super, se eu pensar em mim mesma vejo que sou um bom mix do quadro que vc colocou... nao estou exatamente na descricao do pessoal que nasceu na minha epoca que foram nos anos 70... tenho algumas caracteristicas da antiga geracao, como ser toda legal no trabalho, apesar de ser tambem ansiosa e ser logada no mundo virtual...

bom, quando eu penso nesse seu post me lembra um filosofo, alias, dois, Walter Benjamin e Adorno. Ambos alemaes... Benjamin era totalmente otimista quanto ao que as tecnologias modernas, como televisao, radio, cinema poderiam causar nas novas geracoes, criando uma maneira nova de se pensar e sentir...

para Adorno, o pessimista, o contrario... isso ajudaria numa supercialidade que tornaria as novas geracoes incapazes de pensar profundamente.

Eu sempre fui mais o Adorno dado o que eu via em sala de aula, com meus queridos alunos... sentia que eles nao conseguiam se concentrar, coisa que sempre consegui bem... nao eram capazes de grandes interpretacoes e relacoes...

essa rapidez da internet e fazer muita coisa ao mesmo tempo parece tambem nao ajudar em profundidade...

hj acho que tem ganhos nessa geracao nova sim, mas eu ainda nao acho que eles vao mudar o mundo para muito melhor... ou a gente...

por conta do imediatismo... espero mudar de opiniao.

ML disse...

Eu me sinto um mix. aliás, sempre adorei aquela frase "eu prefiro ser uma metamorfose ambulante". Mas tb me reconheço em "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais".
Esses Ys, de fato, têm informação demais - mas sem muita profundidade. Têm liberdade demais, só não a exercem quando aparece um problema (coitado dos pais).
Enfim, há os insubordinados, há os acomodados, será que a humanidade de fato anda pra frente?

bjnhs e um ótimo final de semana