.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sábado, 30 de janeiro de 2010

Aniversário e Barulheira

(Imagem-Alice Brickner)


Certa vez li que a primeira experiência musical que um ser humano tem na vida é a sonoridade  da voz materna, quando ele está lá dentro da barriguinha de sua mãe, pois isto soa para ele como se fosse uma doce música e o bebê adora ouvi-la, tanto que quando nasce e sua mãe fala suave e pertinho dele, fica mais calmo e pára de chorar embalado em seu peito.

Então, eu sei que o universo sonoro tem uma forte marca em nossa criação cultural e social, pois desde pequenos estamos acostumados a ouvir músicas pela vida, mesmo se não é um hábito de dentro de casa, mas certamente ouvimos no shopping, na igreja, nas muitas festas que vamos no decorrer de nossa existência.
E a gente aprende com isso a saber separar o som da música e da conversa quando estamos num ambiente festivo e alegre. Adoro ir numa festa, seja de aniversário ou mesmo um restaurante que tenha música boa, que dê para ouvir, dançar ou simplesmente ficar como um pano de fundo para que possamos conversar e interagir socialmente.

Não sei se estou me fazendo entender com este preâmbulo todo, e  para ser mais clara, vou dizer o que está me incomodando - é a festa sensacional ... mente chata de aniversário de alguém, que o prédio lá na esquina está promovendo em seu playground e que junta música altíssima, um idiota berrando num microfone para os convidados, que devem estar participando de algumas brincadeiras, mas com a música de fundo num volume assustador, parece mais uma festa de rua, do tipo junina, por exemplo.

Tem gente que associa ambiente alegre ou felicidade a festa ruidosa, bem barulhenta, com  pessoas  gritando para se fazerem ouvir em conversas e música altíssima no ar e que acaba tornando-se  em evento cansativo e poluído.  Quando vamos embora de um lugar assim, parece que gastamos muita energia para nos fazermos ouvir e ouvir aos outros e isso pra mim não tem nada de felicidade e sim chatura, festa sem graça e sem classe.

Poxa, temos que ter uma ética de convivência ou o mínimo de esforço civilizatório para eventos como esses em bairros populosos,  onde os prédios são praticamente colados um no outro!  Coitados daqueles vizinhos que moram ali naquele condomínio e não foram convidados para a festa!

Tá bom!  Meu marido está aqui dizendo no meu ouvido que isso não pode simplesmente depender da atitude coerente das pessoas e sim das regras que o Poder Público deveria estabelecer para a sociedade, coisa que com certeza, na Inglaterra ou Alemanha existe e é cumprida, mas aqui, por mais que haja o tal "Choque de Ordem", não chega aos condomínios da classe média que não se toca, não percebe que a sua liberdade termina quando começa a do outro.  Falei e tá falado!  Vai gritar na ... Conchinchina!


11 comentários:

Luciana Håland disse...

Beth, te entendo, também detesto essa invasão sonora do território alheio. Muita gente pensa que festejar é 'barulhar' e que os outros que são chatos por se sentirem incomodados, um horror, mas educacão, infelizmente, é pra poucos.
Pior lá no meu Nordeste nordestino que tem uma galera que instala um mega som nas malas do carro, abrem em qualquer esquina e mandam ver na barulheira, sem se importarem com quem mora nos arredores, säo os donos do pedaco. E ainda tem a guerra de sons de carro, abrem as malas recheadas de dois ou mais carros pra mostrarem quem tem o som mais potente, aí já viu.
Beijo

Lúcia Soares disse...

É realmente perturbador. Não sei se ficamos menos tolerante com o tempo, quanto a barulhos e desordens, ou se o que nos move é não ter paciência com a falta de senso das pessoas. Mesmo sendo de dia, pela tarde afora, ainda assim o bom gosto deve imperar e não é preciso que a vizinhaça "participe" da festa, mesmo sem querer. Definitivamente não tenho paciência pra gente grossa e música alta, seja em que circunstância for (até pra trio elétrico...rsrsrs)não me agrada.
Bj

Lucia Cintra disse...

Olha, eu devo ser uma tapada (ou a unica que tem consideracao aos outros), mas por morar em predio, apesar de reunir as amigas aqui de vez em quando, nunca dei uma festanca assim (principalmente a de Halloween que sou louca pra dar) justamente por consideracao aos vizinhos.

Por mais que nao de pra escutar um ao outro nesse meu apartamento vivendo normalmente, se alguem da uma festa com musica alta, a gente ouve sim e minha vizinha de baixo esta sempre fazendo isso!

Quando comprarmos nossa casa, nossa prioridade numero um eh nao ter vizinhos colados na gente e nao abrimos mao disso de jeito nenhum. Se acharmos a casa dos nossos sonhos e tiver algum vizinho ali do lado, partiremos pra outra.

Mas essa musica devia estar um absurdo de alta pra voce conseguir ouvir dessa distancia toda. As pessoas realmente nao tem consideracao mesmo!!

bjos

Heloísa disse...

Beth,
Eu também fico louca com esse tipo de comportamento. Impingir seu som para os outros é um absurdo.
Às vezes isso acontece até no trânsito. Para-se no semáforo e o carro ao lado está com o som na última. Mas, nesse caso, aberto o sinal, tudo se resolve. Agora, quando é som de festa, perto da nossa casa, "dá nos nervos, mesmo".
E quando estamos participando da festa, como convidados, a situação também é insuportável quando a música está num volume alto. Não dá para conversar, a não ser que se grite.
Beijo.

Beth/Lilás disse...

Amigas,

Ainda bem que outras pessoas também compactuam comigo deste pensamento, pois as vezes até acho que tô ficando velha e chata, mas não é verdade, pois sou movida por música, adoro as várias vertentes musicais, desde a clássica ao rock, mas não consigo entender pessoas que ouvem música num volume como aqueles, como podem curtir uma festa ou estar num carro com aqueles auto falantes no último som!!!

Do meu apartamento dava para ouvir a misturada de barulhos, mas não dava para ouvir o que o animador da festa falava ao certo, somente sons agudos que devem ter perturbado muito mais a quem morava naquele prédio ou nos que estavam mais ao lado. E no final da festa, lá pelas tantas, ouvi um espocar de bolas, muitas delas, uma coisa gutural.
Como dizia o Kiko: gentalha, gentalha! hehe

beijos
-------------------------------------------------------------------------------------------------

Léo C. disse...

É chato mesmo. Principalmente em excesso. Mas infelizmente está no brasileiro (não em todos, lógico) essa coisa de festa boa ser sinônimo de barulho. Aliás, mta coisa que precisa causar interesse público é feito pra ser barulhento, já reparou? De festa de aniversário à alguns eventos religiosos e políticos.

Eu mesmo admito que quando mais novo organizava festas com som alto (de propósito) até altas madrugadas em Magé. Já chamaram a polícia lá em casa algumas vezes. Na época, ficava chateado e aumentava o som ainda mais outros dias. Mas hj não faço mais isso (principalmente pq aqui na finlandia o silêncio é sagrado e reina).

Porém, se pensar bem, ainda acho que o som precisa estar um pouco acima dos decibéis padrão (a Wife me chama mto a atenção qto a isso) pra poder dar uma emoção a mais. Pelo menos quando a festa é minha (ou estou nela). Mas se quero dormir, claro, a coisa muda de figura...rs.

Resumindo: assumo meus pecados sonoros, mas admito que vc está certa ao questionar a barulheira.

Faça o que eu digo...rs

Beijo

Mila Viegas disse...

Estou passando por isso exatamente agora! O bar ao lado da minha casa está com a música tão alta (aliás aquilo nem é música) que se alguém ligar pra minha casa agora não serei capaz de ouvir a pessoa. Ridículo isso!

Porém, esta semana decidi que não vou me estressar, irritar, ou qualquer coisa do tipo, pois tenho coisas muito mais interessantes para concentrar minha energia. Não quero que nada interfira neste meu estado de concentração. Portanto, estou literalmente fingindo que nada está acontecendo. Reclamar não adianta, ligar pra polícia não adianta... então estou controlando a minha fúria e procurando pensar em coisas boas.

Beijocas

Somnia Carvalho disse...

Lilas queridona,

eu te entendo perfectamente!

juro que pensei o mesmo ai em sao paulo... pensava: mas por que todo mundo precisa fazer TANTO BARULHO?

voce nao acha que nos brasileiros ja falamos alto por natureza? e nossa natureza e ate bonita de se expressar com enfase, de rir alto etc... mas dai a achar que o outro precisa ouvir a musica que to ouvindo? que a festa pode se espalhar pelos corredores?

fico p da vida!

e incrivel como em todo ambiente e toda casa que visitei a TV ta sempre ligada e ligada mUUUITO ALTO... e ai todo mundo fala mais alto ainda...

eu concordo com seu maridom que precisa ter regra e precisa cobrar que o cara respeito o horario... mas tambem tem a ver com o fato de que essa invasao ao espaco do outro nao e ensinada nao... a gente invade desde de pequeno...

e mesmo eu e mesmo o angelo aqui somos meio barulhentos para os padroes... na escolinha ja me falaram que ele grita demais... ai eu expliquei... entommmm a gente e brasileiro sangue italiano e portugues, sabe? rs...

Rosamaria disse...

10 a zero pra ti, Beth!
Gentalha, gentalha, gentalha! hehehe
Bjim.

Georgia disse...

Beth, tudo bem? Estávamos no sul da Alemanha visitando os meus sogros e lá tem muito mais neve que aqui. Estava lindo demais por lá.

Olha eu tb detesto essas festas barulhentas. Quem mora perto sao os que mais sofrem, pois quem visita essas festas depois de algumas horas vao embora.

Um beijao e uma linda semana

Glorinha Leão disse...

É minha querida, respeito só é bom quando é nos outros! O brasileiro tem o péssimo hábito de só se lembrar de regras quando a coisa pega pro lado dele...ninguém respeita o outro, a privacidade...ontem mesmo, pleno domingo, a gente querendo tirar um cochilo e o "pagodão" comendo solto na sede do condomínio...bom pra quem estava lá, mas e os vizinhos que só podem descansar sábado e domingo?`
É a velha estória, pimenta só arde nos olhos dos outros...
Beijos.