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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Essa gente jovem e bonita brasileira


Ontem levamos para jantar a Giovanna, amiga de meu filho e recém formada em Engenharia Química, fazendo estágio aqui no Rio. E o meu querido estagiário de Educação Física, Alexandre, que está sempre ao meu lado na academia onde malho, orientando-me nos exercícios. Eu acho que eles adoraram a comida e principalmente a vista do Restaurante Olimpo lá e
m Charitas.


(Giovanna e Alexandre - estagiários queridinhos)


A Giovanna está hospedada aqui em casa por um período pequeno até encontrar um apartamento para ela, já que é de uma cidade longínqua e que eu nunca tinha ouvido falar,- Sinop - no interior do estado de Mato Grosso, e como é colega de universidade de meu filho, não conhecendo nada daqui do Rio, a convidamos para ficar aqui conosco e ir se ambientando com a cidade e seu dia a dia. Mas, ela é super descolada e já foi a vários lugares sozinha, descobre tudo através dos mapas no Google e não está encontrando barreiras para se locomover.

No ano passado, tivemos um outro estudante de Engenharia Química aqui também, o Ricardo, jovem inteligente e muito esperto, fez rapidinho sua vida e já está trabalhando hoje em Angra dos Reis como Engenheiro recém-formado em um grande estaleiro.

Nós conseguimos visualizar o quanto é difícil para um jovem iniciar sua vida num lugar novo e estranho, sem a família por perto, e entendemos ser muito importante apoiá-los neste primeiro momento, mesmo que mudando nossas rotinas diárias e dividindo os espaços. É claro que tudo isso por um certo período.


Na realidade esses jovens saem de suas universidades e buscam espaço longe de seus núcleos familiares, coisa comum hoje em dia neste processo de globalização, e não deixa de ser uma experiência meio difícil, na medida que não tiverem essa ajuda, pois depender somente de si, numa cidade nova, grande, geralmente caras, com despesas imediatas e sem poder construir o que é necessário com calma, saber que vai chegar em casa que tem alguém esperando com uma comidinha, uma conversa amigável e preocupada e orientativa é muito aconchegante.

Talvez, façamos isso por termos tido uma experiência extremamente positiva com as duas famílias que receberam meu filho por um ano no programa de intercâmbio que fez ao estado de Indiana nos EUA em 2003. Eles propiciaram ao Daniel uma acolhida como se o mesmo fosse um novo membro da família, tratando-o com muito carinho. Nunca os esqueceremos.

É claro que na América, estes atos de voluntariado são incentivados e reconhecidos pela sociedade. Assim, o cidadão comum americano, principalmente os de interior, onde a vida em comunidade é mais intensa, se integram nestes processos com naturalidade. Por aqui temos poucos exemplos, poderiam ser mais numerosos.


Por tudo isso, nos abrimos a essas pequenas ajudas, também na esperança de que algum dia, possamos receber por nosso filho, caso um dia precise.
Porque acreditamos que recebemos em troca aquilo que damos com boa vontade.











14 comentários:

Ivana disse...

ô Betinha, que carinhosa que tu és. Teu amor pela vida e pelas pessoas transborda neste blog, através de tuas palavras sempre cheias de vida!
Que sorte de seu filho ter uma mãe como tu. Ele deve ter seus merecimentos, com certeza.
Eu bem sei da impotancia desse apoio que te referes. Imagina, eu, cabuquinha papa-chibé, 26 anos,saindo com uma mão na frente e outra atras pra morar e trabalhar em Floripa, tão longe de casa. Não tive a sorte de minha mãe poder me acompanhar, mas graças a Deus encontrei algumas pessoas como tu, que, até hoje, valem ouro pra mim.
Um beijo e bom final de semana!!

As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Web-Mamys,

Vc nao existe!!!!

Se o mundo tivesse varias Beths como vc estariamos indo para o caminho do bem.

Que Deus derrame bencaos sobre vcs!!!!

Fico orgulhosa e muito obrigada pelo bom exemplo.

Beijos e fiquem com Deus

Barbrinha e Bebejinho

Luciana Håland disse...

Beth, muito legal a sua atitude, e concordo demais com vocë, que a gente recebe de volta, não somente da vida, mas diretamente com a experiência em si.

Beijo e um bom sabadão!

Lúcia Soares disse...

É mesmo difícil a gente encontrar pessoas que nos acolham, Beth. Felizmente nunca precisei e nem meus filhos. Mas tenho certeza que encontraria gente boa para os acolher, como você. Nunca precisei fazer isso, mesmo tendo primos do interior que enviaram filhas pra estudar aqui em BH. Mas já vieram com ap alugado e tudo o mais. Mas receberia com prazer, também.
Assim como também conheço gente que se recusou terminantemente a receber filha de prima (direito de cada um, né?) e a menina desistiu de vir, já que não tinha outro lugar pra se hospedar.
Você e seu marido são gente boa por demais! Por isso a vida os recompensa sempre. Beijos.

RoCosta disse...

Beth sei bem como é essa sensação boa de dar uma força a alguém que não se conhece: http://rocosta.wordpress.com/2008/07/17/quem-e-sob-meu-olhar-jamil-saade/
Um forte abraço!
;-)

Liza Souza disse...

Beth,
acho lindo essa atitude. Sei o quanto é dificil estar num lugar onde voce nao conhece e nao poder contar com a ajuda de outras pessoas. Eu e meu marido passamos por isso, afinal viemos para a Alemanha sem saber falar a lingua e sem conhecer ninguem. Na epoca contamos com a ajuda de uma pessoa muito especial. Nunca vou me esquecer de tudo o que ela fez por mim, e acho que uma boa maneira de retribuir é ajudando outros estudantes que chegam aqui na mesma situacao que passamos.
Tomara que iniciativas como a sua sejam cada dia mais comuns por ai. Só assim vamos conseguir fazer do Brasil um lugar melhor para se viver.
Beijos

gabriela disse...

Ai amiga você é abençoada por Deus quem lê este seu cantinho sabe que é verdade, se houvessem mais Beths no mundo seria conserteza um mundo bem melhor, você é linda mesmo, eu tenho muito orgulho em tê-la como amiga.

Amiga eu vou-me submeter a uma cirúrgia á tiroide dia 15 de Outubro, mas até lá ainda falamos.
Recebeu o meu email?
Beijinho grande

Fernanda disse...

O mundo precisa de mais Beths!!! Beth, eu fui criada assim, minha mae eh extremamente generosa e faz de tudo pra ajudar ao proximo, ja hospedamos diversas pessoas em casa que precisaram. E eu tbm acredito que aquilo que se da com boa vontade, se recebe em troca. Achei muito legal o apoio que vc da pra eles.
Beijo grande!

alexandre alexandrino disse...

obrigado tia beth adorei o jantar
realmente conseguir uma vaga no mercado de trabalho é muito dificil ainda mais hoje em dia onde esta tudo muito concorrido, e cheio de profissionais qualificados, uns ruins outros de excelente qualidade.

beijos!

Blog do Óbvio disse...

Beth, querida amiga carioca, se cabem todas essas gentilezas em seu apartamento, imagine a quantidade de amigos no seu coração. Você é um amoe de pessoa. Beijos paulistas. Manoel.

Beth/Lilás disse...

Oi, GENTE QUERIDA!

Obrigada pelas palavras, mas não estou aqui querendo fazer promoção de mim mesma e sim mostrar que não custa muito dar uma mãozinha em alguns casos que estão ao nosso alcance.
E depois, estes jovens são filhos de classe média, não precisam de ajuda monetária pra nada, somente isso, um apoio para quando chegam nesta cidade que todos sabem é linda, mas cheia de perigos, portanto estamos dando somente um pouco para que eles possam caminhar depois com suas próprias pernas.
Valeu! beijos a todos

Renata disse...

Que carinho!!
Sempre imaginei voce mesmo uma pessoa muito carinhosa...
eh muito bom fazer atos assim! Como todos disseram acima, o mundo precisa de mais beth lilases... :)
beijos!

Georgia disse...

Ah, Beth! Que legal. É isso mesmo, se as pessoas ajudassem mais...

Um beijo

Ana disse...

Admiro mais vc, ainda!

Um beijo!