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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Para pensar e repensar

(Imagem-Pachamana)




(Entrada da cidade de Rio das Ostras e arredores)






Estive pensando nestes últimos dias o quanto de gente, habitações, carros e marcas humanas estão presentes até mesmo nas pequenas cidades hoje em dia. Digo isso em razão de que fiquei mais uma vez boquiaberta com a cidade que mostrei abaixo, onde moram minha mãe e irmã atualmente.
Rio das Ostras era um balneário dos mais tranquilos há duas décadas e hoje, apesar da face mudada e pretensamente arrumada que o progresso alavancou para este município, trouxe também muita gente de fora, inúmeras construções e muito carro, suas pistas de entrada e saída são cheias, morosas e complicadas para se atravessar. Junta-se a isto a falta de educação do povo que procura praias em finais de semana e qualquer vacilo, você poderá sofrer um acidente ou se ver envolvido em um deles.
Quem trabalha para empreiteiras ou empresas que prestam serviços à grande estatal ali implantada e usa o carro da empresa para seu trabalho, quase nunca tem cuidado com o veículo e corre feito louco, na tentativa de pegar sempre o sinal verde. Constatei isso por três vezes neste final de semana.

Se considerarmos que cidades como esta são poucas, com clima agradável, um mar belíssimo e relativamente perto de uma cidade maior como o Rio de Janeiro, seria uma maravilha para se morar e desfrutar do que tanto se fala - qualidade de vida - mas, infelizmente, falta-nos os quesitos sócio-econômicos. Poderíamos dar um banho em cidades que não têm toda esta estrutura natural, haja vista cidades com a natureza agressiva, inóspita, fria demais e que causa muitas vezes depressão nas pessoas, mas que por outro lado, contém políticas certas para ajudar o ser humano a se adaptar ao meio ambiente com espaços urbanos bem estruturados e não tão 'entupidos' de gente, como estão deixando acontecer nas cidades de nosso país.

Como viram, a cidade é uma gracinha, tem praias de mar aberto e limpo, natureza exuberante, mas o complicado de tudo, como sempre, é o material humano. E não é só lá que vemos isso, este comportamento de super lotação tem sido comum em muitos lugares deste planeta hoje em dia. As pessoas usam o meio ambiente, usufruem do melhor que ele propicia, mas devolvem pouco ou quase nada como agradecimento.

No entanto, a natureza se recria, renasce e retorna bela e nós, deveríamos descer da nossa arrogância e percebermos que quem mais precisa somos nós e não ela, como mostra o vídeo abaixo, baseado no livro "O mundo sem nós" de Alan Weisman e o que ocorre sem a nossa presença no mundo em mais 500 anos. Tudo vira matéria orgânica, menos o plástico e o alumínio.

Para pensar e repensar.



13 comentários:

Heloísa disse...

Beth,
Como sempre você nos trazendo ótimos textos para reflexões.
É uma pena, mesmo, que se continue a degradar lugares tão agradáveis como Rio das Ostras. Agora, que se supõe a existência de uma consciência ecológica mais desenvolvida, era de se esperar um comportamento mais adequado de todos.
O vídeo é muito interessante.
Beijos.

Camila Hareide disse...

Adorei seu texto, e é realmente uma pena que o Brasil seja tão deficiente em planejamento urbano, e que a pobreza de certas regiões ainda faça pessoas quererem migrar pra qualquer lugar que possivelmente ofereça uma vida melhor... Mas eu ainda tenho esperança que melhore(será?)...

Volto depois pra ver o video, pois agora ta na horado rango!

beijo
Camila

Camila Hareide disse...

Voltei... Gostei muito do video e resolvi comprar o livro... Chega la pra setembro!

beijo
Camila

Lu Souza disse...

Beth, faço as mesmas reflexões toda vez que vou daqui para Ilhabela, lugar onde vivi durante quase toda minha vida...
A cidade cresceu nos ultimos anos assustadoramente e desordenadamente e junto com isso vieram todos os problemas acima citado e um pouco mais. Agora, aos finais de semana, tornou-se "estressante" ir pra lá...praia, supermercado, banco absolutamente lotado.. de pessoas, na sua maioria, com o mínimo de educação e respeito...pelos outros e principalmente pelo meio ambiente. Um horror!

ML disse...

Rapaz: não consegui ver o vídeo (por causa dos insetinhos no começo, sou meio psicossomática, começo a me coçar ;>)
Mas cada vez mais vejo que muita gente procura lixeira ao invés de simplesmente jogar o lixo na rua.
Ainda vejo pouca gente dispensando a sacola do supermercado.
Mas acho que os coitadinhos dos fumantes deveriam contar com cinzeiros nas calçadas - acoplados às lixeiras, por exemplo.
Outro dia, num restaurante, fui fumar (é infelizmente eu fumo) na calçada e falei pro "porteiro": "Aonde eu jogo o cigarro? Na rua? Depois vão dizer que além de fumante é o porco!"
O senhor providenciou uma latinha de coca-cola e assim eu pude evitar emporcalhar a rua.

Não conheço Rio das Ostras mas posso apostar que o progresso levou problemas á região - gente de mais, educação de menos...

bjnhs

Somnia Carvalho disse...

Super,

eu adoraria um dia receber vc aqui... com essas suas ideias super eco voce teria muito para comparar e pensar sobre como ajudar ai!

acho que te entendo muito: ver que poderia se ter muito mais, qualidade de vida e tanto so com um pouco mais de boa vontade... e dificil e desanimador sim... massssss... perder a ternura e a esperanca jamais!

Elianne Goff disse...

Otimo texto Beth, adorei ver sua foto no layout , como voce e jovial !!! Parabens !!!

bjs ,

RoCosta disse...

Apesar dos pesares a cidade parece linda demais hein ;)
Beijos muitos!

Lara disse...

Minha opnião é tão clichê, simplesmente deveriamos nos preocupar mais com a natureza, respeitá-la.
Tem um selinho lá no blog pra você.
beijos

ps: Não ví o vídeo porque estou sem som.

Lucia Cintra disse...

Isso eh verdade. Vi igualmente na minha cidade onde cresci - Niteroi. Quando morava ai, nao era tao entupida de gente, transito nem barulho. Nao havia muitos predios. Notei uma diferenca grande. Eh uma pena, pois as pessoas nao sabem cuidar direito do que tem.

Esse video eh interessante. Assisti um programa sobre isso (acho que no Discovery channel), uns meses atras. Mostravam como o mundo seria sem seres humanos - se nossa raca fosse eliminada e so sobrasse animais e natureza.

O que achei interessante foi eles mostrando como ficaria tudo em 1, 5, 10, 50, 100 anos e por ai vai. Nem da pra acreditar, sabe? A natureza toma conta de tudo novamente, como se nunca tivessemos existido. MUITO interessante!

bjos e saudades de ti!!!
Lu

Mila Viegas disse...

Fico realmente impressionada como Cabo Frio e Rio das Ostras cresceram. Eu ia muito para Buzios no final do ano passar o Reveillon e sempre dava um pulinho nesses outros municípios, mas com o tempo fui desistindo devido a loucura que fica o trânsito nessa época. Lugar pra estacionar não tem, se bobear você toma multa por qualquer coisa e a montueira de gente de tudo que é tipo. Desanima demais! Passei a virada uma vez em Cabo Frio pra nunca mais.. não curti nada!
Então fui preferindo ficar por Buzios mesmo que ainda é muito mais tranquilo, embora há quem reclame do "não crescimento" da cidade e das ruas esburacadas, eu gosto assim... rsrs.

beijocas

Isabel disse...

Beth,
eu também tenho uma consciência ecológica muito forte. Amo a natureza e detesto quando vejo pessoas que maltratam e abusam dela. Gente que vai a uma praia linda e a deixa cheia de lixo, por exemplo, não há paciência!
Também concordo que não existe o cuidado necessário para preservar certas lugares naturais que acabam por virar lugares sem qualidade de vida, super lotados, poluídos.
Eu às vezes tenho vontade de morar no campo, sabe? Mesmo em contato com a natureza!
Bjs

Dani dutch disse...

OI Beth, tudo bem?
As vezes fico pensando e só observando o ser humano corre e corre tanto, pra que ?.. se o fim é certo...

E tiro o chapéu em relação a conservação dos parques aqui em Zwolle, pode ter uma posinha de água, que eles vão lá plantam árvores, fazem um gramadinho para as pessoas poderem ficar ali tranquilas e levar os filhos no fim de semana para um lazer mais natural..
Bjusss