.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

domingo, 25 de janeiro de 2009

I love Vik


"Olhe à sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado?
E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro - seu nome é Vik Muniz - foi capaz de olhar essas coisas cotidia
nas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.

Com mais
de 120 trabalhos que abarcam do início de sua carreira, do final dos anos 80 até os dias de hoje, esta é a maior exposição já dedicada ao artista. Depois de passar pelos EUA, Canadá e México, ela chega ao Brasil no momento em que Vik atinge o ápice de seu reconhecimento, tornando-se um dos brasileiros mais consagrados no cenário da arte internacional.

Para Vik Muniz, o artista faz a metade do trabalho: a outra parte é feita pelo espectador, que exerce um papel ativo em suas obras."



(Trabalho feito nas minas em céu aberto da Vale do Rio Doce; Divas em diamantes e caviar; Double Monalisa em geléia e Amendocrem; Medusa em macarrão e molho de tomate; mapa mundi em peças de micro computadores)

Não se falava de outra coisa para este final de semana no Rio de Janeiro - a exposição dos trabalhos fantásticos de Vik Muniz no MAM-Museu de Arte Moderna. Além dos vários painéis espalhados por toda a cidade e um espaço no horário nobre de televisão, caso raro para um artista contemporâneo.

Por isso hoje nosso objetivo era conferir quem seria este tão 'falado' artista que já tem seus quadros vendidos a peso de ouro no exterior.

Dia bonito, depois de fortes ventos que espalharam as nuvens e deram espaço ao sol, e muita gente usufruindo as belezas da natureza e do próprio homem.

Logo na entrada, encontramos o Prefeito do Rio que nos cumprimentou com a cabeça e um sorrizinho, carregando pelas mãos seu filhote. Tinham acabado de assistir à mostra e, pela cara dele, a satisfação era nítida.

Não era pra menos, pois a exposição é simplesmente fan-tás-ti-ca!

Vik Muniz é um artista brasileiro que mora nos EUA há muitos anos. A história dele, como de muitos brasileiros que foram para o exterior arriscar tudo, começa com trabalhos bem pouco especializados (no caso dele, juntar os carrinhos de supermercado do estacionamento).
Numa "garage sale", ele comprou o primeiro livro no exterior: The Best of Life, uma coleção com as melhores fotos do século.
Certo dia, ele perdeu o livro e resolveu desenhar as imagens como ele as lembrava.

Nascia ai sua primeira série de trabalhos: Rendering Of Memories, com imagens meio pixeladas, tipo foto de jornal em close up.

A partir dai, ele definiu seu estilo: imagens compostas por outros objetos que (normalmente) só podem ser vistas à distância.

Entre os trabalhos expostos estavam imagens feitas com açúcar, poeira, diamantes, caviar, macarrão, arame, barbante, linha, escalas pantone, confetes, brinquedos, pigmentos, nanquim, caramelo, geléia, amendocrem (peanut butter), calda de chocolate, etc...

A exposição ficará de 23 de janeiro a 8 de março de 2009 no MAM e, se você mora no Rio ou perto, não a perca, pois vale muito mais do que o simples ingresso de $ 8,00 (mixaria perto dos museus lá fora). É um verdadeiro encantamento para os olhos e os sentidos! Amei!

Veja aqui, alguns de seus belíssimos painéis e conheça mais do artista, bem como o uso dos materiais inusitados que nehum de nós pensaria em aplicá-los.

(Eu entre Daniel (filho) e Julio, seu melhor amigo de infância)

14 comentários:

Georgia disse...

Beth, muito interessante. Mas lindo mesmo foi a foto de vocês!!!
Linda! Linda!!!Uma gatona!!!

beijao

RoCosta disse...

Nossa... lindo mesmo ;-)
Abraços, Lilás.

Lu Souza disse...

Inusitado, irreverente, maluco, excepcional...não encontro uma palavra pra definir o que acheide tudo isso!
Que coisa Maluca, ahahaahh (entenda no bom sentido)!

Ah Beth, Obrigada pelo selo e já repassei aos 10 (apesar que nao tenho uma lista tao grande assim e tenho duvidas se todos repassarão).

Bjos e uma ótima semana!
Lu

Lucia Cintra disse...

Nossa, bem legal. Essa exposicao esta naquele museu de Niteroi que parece uma nave espacial? Bjos

Rose disse...

Nossa! Quanta criatividade, Beth!
Muito interessante o trabalho do artista! Isto é que se pode chamar de serviço de utilidade pública!
Um abraço carinhoso!
Rose.

Wilma disse...

Bom passeio e ainda com direito a ver o governador de pertinho!!! Interessante, já vi coisa parecida, mas vai valer a pena conferir estas.

Flávia e Kbça disse...

Então. sabe que nunca fui a uma exposição. na verdade muita coisa eu nunca fiz. mas a ideia esta amadurecendo (ou eu estou dando mais importância).

fique realmente tentado a ir no MAM, mas minha preguiça ganhou. vamos ver. tenho vontade de dar o primeiro passo. e esse seria um excelente.

abraço.

aminhapele disse...

Diga-me se conhece a música de fundo do Pedecabra.
Um abraço.

Kenia Mello disse...

Beth, dou o maior valor a quem tem esse dom de enxergar (e fazer) arte com qualquer coisa e em qualquer lugar. Acho um talento maravilhoso!
Beijos.

Lúcia Soares disse...

Oi, Beth. Lindona na foto, heim?Muito bom o artista, também. Nunca tinha ouvido falar dele.
Esta noite sonhei que a conheci pessoalmente. "Bora" pra Londrina? Vou no começo do mês...

dácio jaegger disse...

Beth, sua idéia de trazer o VIK para Mãe Gaia foi interessante. Discorrer sobre ele é trazer orgulho para nossa brasilidade. Levar-nos em um périplo pela galeria e suas obras melhor ainda. O inusitado sempre espanta mas encanta pois não é lugar comum. Valeu. Bjs

Beth/Lilás disse...

Pessoal,
Este artista é paulista e mora tanto em N.York quanto no Brasil.
Seus painéis são gigantescos e belos. Veio de uma família classe média baixa, seu pai era garçom e sua mãe uma recepcionista.

Acreditem, o MAM, que fica no Aterro do Flamengo (Lucinha, o MAC é que é aqui em Niterói), tem salões enooooormes, mas os quadros do artista também o eram. As pessoas podiam visualizar as milhares de pecinhas que ele usou para fazer todos aqueles quadros, pois os trabalho eram fotografias gigantes e davam pra conferir todo o trabalho que ele teve ao fazer as montagens.

A mostra estava cheia de gente e todos completamente boquiabertos diante das obras. Além da surpresa que a todos ela causava, deixou em mim uma certa emoção em presenciar como o talento quando brota no ser humano e é bem aproveitado, faz nascer nas pessoas um sentimento incrível de satisfação em poder ver, assistir aquilo,admirar e ficar extasiado com tamanha criatividade.

Eu, sinceramente, ainda não vi nada parecido e já fui a algumas outras mostras, mas esta tocou-me profundamente de tal modo que tive até insônia esta noite passada, relembrando cada painel daqueles gigantescos que vi e me espantou tanto. Tem mais sobre ele neste site aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI18080-15228,00-VIK+MUNIZ+NO+MOMA.html

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Kbça, Aproveita esta oportunidade e leve a Flávia, depois me conta o que vc sentiu diante dos incríveis painéis de Vik Muniz.
Tenho certeza que vc irá ficar empolgado.
abs
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Lucia Soares,
Amiga, meu filhote é quem irá para Londrina no início do mês, lá pelo dia 6. Infelizmente eu ainda não poderei ir, mas assim que for, dou um toque em você, ok.
beijinhos.
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Renata disse...

muito lindo...
nao conhecia nao...
que pessoa mais cheia de cultura!!!
ainda bem que vc traz essas perolas pra gente aqui...
vou ateh ver e acho alguma exposicao dele por aqui ou em New York.... quem sabe neh?
beijinhos.

mônica lidizzia disse...

Nossa, Beth:

Vc me deixou com mais vontade ainda de ir até o MAM (mesmo debaixo desse sol - sinceramente, só tenho vontade de ficar dentro de casa ;>)

Devo ir amanhã ou 5a.

Depois te conto.

(Mais um )Belíssimo post - parabéns!

bjnhs