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domingo, 30 de novembro de 2008

Beth Frida

O dia ontem transcorreu tranquilo e com uma chuvinha acompanhante e refrescante.

Almoçamos num local que ador
amos e vamos quase sempre aqui em Niterói que é o Restaurante Petrus, em Camboinhas. Comida deliciosa, feita por mãos experientes e talentosas numa mistura do árabe ao brasileiro contemporâneo.
O cuscus marroquino é para repetir sem medo
de ser feliz. Indico de olhos fechados.

Depois, ficamos de bobeira numa livraria, perdidos entre títulos novos e maravi
lhosos com vontade de comprar tudo que vimos pela frente.

Como sou uma pessoa que gosta das cores e enfeites,
meu marido de vez em quando me chama de Frida, aquela pintora surrealista, das sobrancelhas coladas uma na outra, mexicana e com roupas típicas da sua terra natal. Reconheço até que sou mesmo parecida nos gostos pelas palas bordadas, nos colares, brincos e saias com apliques e xales coloridos.


Seus quadros acho-os fantásticos, mas não gostaria de tê-los em minha casa, por achá-los muito tristes e com alusões à morte que acompanhou-a toda a vida. E, obviamente, não teria recursos para tal.

Tadinha, sofreu muito depois de um acidente terrív
el que a deixou com sequelas e muitas dores nos últimos tempos sobre uma cama, mas que não tirou de si o talento e a garra para continuar sua arte!


(O Sol e a Vida, 1947)

Este quadro dela é um dos que mais gosto e me intriga pela sua simbologia. As formas das plantas são símbolos dos órgãos genitais femininos e masculinos. O sol que dá vida surge ao centro. O feto que chora dentro de uma das plantas e os pistilos lacrimejantes das flores noutras representam a tristeza de Frida Kahlo pel incapacidade de ter filhos.

Então, ganhei este livro do marido hoje e que estou adorando ler e viajar nos quadros, apesar de já conhecer a história de Frida Kahlo, mas o livro além da história tem uma apresentação belíssima com fotos de todos os seus quadros e o percurso de sua vida muito densa que eu me assustaria em ter uma igual.

Frida esteve além do seu tempo e sua força mostra-se atemporal, presente e inspirando a tantas mulheres ainda hoje. Eu, por exemplo!



(capa do livro)


E, como dica para este domingo, sugiro o filme sobre a vida de Frida com a linda atriz mexicana Salma Hayek que poderão conferir aqui.

9 comentários:

Lu Olhosde Mar disse...

hum...tem um restaurante no Leblon que eu sempre vou que tem um cuscus marroquino divino tb!!

um beijo, querida, tem post novinho lá!

As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Vivendo e aprendendo!!!!

Gostei de saber tudo isso da Frida, nao a conhecia muito bem nao, esse livro parace bem bom.....vou deixar anotado aqui!!!

E vc esta lindona nessa foto!!!!

Ai esse restaurante....hummmmmm.....

Bom domingo

Beijos e fiquem com Deus

Barbrinha

ML disse...

Que lugar bonito, Beth!

Preciso aprender a sair da preguiça e cruzar a ponte.

Com relação à Frida, ela escreveu um texto que amo (vou colar aqui - vai ocupar um espaço...)

bjnhs

La tragedia es lo más ridículo que tiene ‘el hombre’
pero estoy segura, de que los animales,
aunque ‘sufren’,
no exiben su ‘pena’en ‘teatros’ abiertos,
ni‘cerrados’ (los ‘hogares’).
Y su dolor es más cierto
que cualquier imagen
que pueda cada hombre ‘representar’
o sentir como dolorosa.”
(Diário de Frida Kahlo)

Cantinho da Hakathi disse...

Beth, que maravilha encontrar mais uma amante de Frida e com esse coração imenso então...
Querida, em meu blog postei que na Defesa Civil de cada cidade há como entregar doações de roupas, calçados, materiais de limpeza, leite em pó, fraldas, absorventes(falta muito), enfim... uffa...
Durante a semana verei com mais amigas a possibilidade de nos deslocarmos ate Itajaí para ajudarmos no mutirão de limpeza...
Agradeço em nome de todos, antecipadamente a iniciativa dos cariocas e dos demais!
Muito obrigada

RoCosta disse...

Ah! Beth! Adoro Frida!
Assisti ao filme, mas infelizmente não li ainda nenhum livro. Recentemente fui a uma exposição e vi um quadro que me deixou de boca aberta. Um quadro que foi descoberto recentemente num sóton de hotel. O tal quadro foi encomendado para dar de presente a mãe de uma atriz cujo o marido morreu não agüentou e cometeu suicídio e o quadro que ela fez nada mais é que a própria atriz no momento da queda... imagina desistiram de dar o quadro...
Elá viveu muito em pouco tempo.
Forte abraço, Lilás Frida...
'... eu ando pelo mundo/prestando atenção em cores que eu não sei o nome/cores de Almodovar/cores de Frida Kahlo/Cores... - Adriana Calcanhoto.'

Beth/Lilás disse...

Oi, Lu!
Qual é o nome desse restaurante? Diz aí, menina!?
bjs
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Barbrinha,
Então não deixe de pegar o dvd com a S.Hayek sobre a vida de Frida. Você vai gostar.
bjs e te cuida, menina!

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ML

Quem sabe a gente marca um dia para vc conhecer aqui do outro lado da poça. Cê vai gostar, garanto!
Linda la poesia! Obrigada pelo complemento ao post!
bjs
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Hakathi,

Então, além da ajuda financeira que já participei, quero continuar no que for possível.
Indiquei teu blog no meu último post, ok.
bjs
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Ro,

Quem sabe vc tem uma Frida aí dentro escondida! hehe
Adoro esta musiquinha da Calcanhoto!
bjs
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Lucia Cintra Stevenson disse...

Antes de chegar ate o final do seu post ja estava pensando em recomendar esse filme pra vc. O achei mt bem feito e sabia que foi a propria Salma Hayek quem o produziu ou dirigiu? Bjos

Sonia H. disse...

Taí... ainda não assisti ao filme sobre ela.

Ana disse...

Ela se expressava através das suas telas... Cores, dores...

Impressionante a vida e a obra desta mulher tão interessante e atormentada...