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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Valor, Contexto e Arte


Vejam que curioso este fato e como estamos acostumados a dar valor as coisas quando estão num contexto. O tal violinista era uma jóia rara, um produto de luxo sem etiqueta de marca pendurada.


(recebi por email) - enquanto estiver lendo o texto, ligue o vídeo abaixo.

"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal.
Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.










Se eu por ali estivesse passando, e se não tivesse que pegar o metrô com pressa, com certeza pararia para escutá-lo, mesmo sem saber quem era, pois a verdade é que sou louca por música e violino é um dos instrumentos que mais me encanta.

Vejam só que apenas uma mulher, no final, é que o reconhece e o cumprimenta.


13 comentários:

Michelle Dangeli disse...

Vixe, acho que eu faria o mesmo. Sou distraída por demais. Mas, valeu o toque, bom pra refletir.Abraços.

Sonia H. disse...

Nossa, Beth,
Incrível, não é. Sinceramente, eu tinha de estar muito atrasada para algo inadiável para não parar e ficar me deliciando com este som maravilhoso do violino. Eu também adoro o som do violino!
Muito interessante perceber a indiferença de 99% das pessoas.
Obrigada por compartilhar!
Beijos e tenha uma ótima semana!

Eternessências disse...

Eu já conhecia esse fato, "Lila"(rsrsrs... apelido novo e terno para você!).
Realmente é de impressionar a insensibilidade das pessoas!
Acho que eu reagiria do mesmo modo: se estivesse no tal metrô, pararia para admirar as melodias tão belamente executadas pelo artista. Sou movida a música!
Coisas assim nos levam a pensar na importância de estarmos atentos às situações, aos momentos dadivosos que sempre ficam ao nosso alcance e que só dependem de aguçarmos o olhar ou, nesse caso específico, os ouvidos!...
Um beijo de carinho!
Rose.

Uma Brasileira nas Arábias disse...

Eu amo música. Assim que casei, meu marido se espantava porque eu jamais consegui ouvir a;guma música sem prestar atenção em quem estava tocando. Eu acho que às vezes, faço até por consideração à pessoa. É tão chato ver alguém tocando uma melodia tão linda e nós nem sequer dizermos obrigada ou aplaudir discretamente. Sempre faço isso quando estou em algum restaurante ou qualquer lugar que tenha um músico. Não consigo ignorar. Por mais pressa que se tenha, o que custa aplaudir? Olhar no rosto de quem toca? Agradecer?
Aqui no RJ tem aquele senhor que toca saxofone há anos na estação do metrô da Carioca(eu me lembro dele desde que eu era criancinha) e toda vez que passo lá, sempre digo algo. É de arrepiar! A música conquista, nos deixa mais leve, e por mais que façam por dinheiro, estão fazendo bem à nossa alma. ;) Bjs.

Renata disse...

o problema eh que a maioria das pessoas que passam pelo metro, estao ou correndo ou 'voando'... Mas achei interessantissimo!! Alias, nem fiquei sabendo disso... Nem mesmo que ele esteve aqui em Boston... Uma coisa seria neh? Eles nem fazem propagando dos eventos nem nada...
beijocas.

Michelle Dangeli disse...

Querida Lilás, o endereço:

dangeli.blogspot.com

;)

Lilás disse...

Michelle,
Então, fiz o post justamente para isso, lembrar às pessoas que o belo e maravilhoso, muitas vezes está bem na frente e não damos valor.
Obrigada pelo link, passarei por lá mais vezes.
bjks

Sonia,
Sou como você, seria muito difícil eu deixar passar isto despercebido.
beijão

Rose,
Obrigada pelo Lila, amei!
Pois é, por isso estou sempre com meus "olhos bem abertos", nunca durmo em viagens e gosto de observar tanto as gentes quanto a natureza ao meu redor.
beijão.

Paty, querida!
Menina também faço o mesmo que você.
Impossível deixar de cumprimentar essas pessoas, nem que seja com um aceno de cabeça na hora de ir embora.
Lá em Petrópolis, tem um restaurante que sempre vamos às sextas-feiras e tem música ao vivo. Todo mundo conversa e nem repara nos bons músicos que lá se apresentam, mas eu e maridex sempre os cumprimentamos na saída.
Você é 10!
bjks

Renatinha,
Agora veja só, e aí é o Primeiro Mundo, heim!
Pensei que só aqui é que divulgavam mal e pouco os artistas, mas já vi que pode ser geral a coisa.
bjks

Teresa disse...

Bom dia Lilas
Eu de certeza que parava para escutar este maravilhoso violinista. Adoro ele e depois qualquer música me faz parar e fico a ouvir. É pena que as pessoas andem tão apressadas nas suas vidas que não tem um segundo as vezes para apreciarem o que se passa ao seu redor. Beijinho e obrigada por este poste

As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Eu era conhecida na faculdade por conhecer todo mundo e conversar com todos.....Era a moca que cuidava do banheiro, o tio do audio e video, as meninas da secretaria.....quem andava comigo me via falando oi pra todos......

Muitos nem sabiam quem era quem e eu fazia questao de falar.....sao pessoas que estao sempre ali nos apoiando, torcendo pela gente e deixando o lugar em que convivemos mais limpo e seguro e a gente nem olha??????

Nao consigo, aqui muitas vezes os homens me olham torto, pq vou falando oi pra todos tbem.....sou assim, nao vou mudar.....e acho que temos que sorrir sim, pois muitas vezes ele vale mais que dinheiro.....

Parabens pelo post!!!!

Beijos e fiquem com Deus

Barbrinha

Kenia Mello disse...

É incrível como a pressa pode atropelar a beleza, né? Interessante essa experiência.

Beijos.

Kálita disse...

Beth, isso nos faz questionar sobre o essencial...talvez se aquelas pessoas apressadas parassem 1 minutinho que seja para comtemplar a musica, mudaria algo em sí...

Beijos e boa semana

Heloisa disse...

" O essencial é invisível aos olhos" ......ou também aos ouvidos?!
As pessoas de hoje estão sempre tão compromissadas com o "relógio" que não mais conseguem perceber o que se passa ao seu redor.
É uma pena, pois esse mesmo relógio que marca as horas dos compromissos, também indica que o tempo passa mais rápido do que possamos imaginar.
Precisamos estar mais atentos aos nossos sentidos, para não deixarmos "escapar" momentos tão singelos como o que esse violinista proporcionou com sua música.

Lucia Cintra Stevenson disse...

Ai... to vendo que meu comentario nao foi novamente... acho que vou deixar de usar meu blackberry pra isso.

Achei fantastico esse musico. Violinos e' um dos meus instrumentos favoritos e morro de vontade de um dia aprender a tocar um. Eu com certeza se nao estivesse com pressa, teria parado ali pra apreciar a musica durante um tempinho. Que talento!

bjos