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sábado, 10 de julho de 2010

Catando Joaninhas





Quem nunca catou joaninhas quando era criança e colocou-as num vidrinho somente para ficar olhando? Depois tinha que abrir o mesmo e devolvê-las ao matinho, claro.

Quando vi esta imagem, lembrei-me de como eram bons aqueles tempos, em que as brincadeiras detinham tempo na procura, eram também lúdicas e necessitavam de super criatividade.

Minha mãe disse-me hoje, inclusive, que ela precisa achar uma joaninha para mostrar a uma menininha que é sua vizinha e que nunca viu este bonito inseto.
Hoje, as crianças são consideradas “multitarefas”, ou melhor, podem executar três, quatro, cinco atividades ao mesmo tempo e conseguirem estar atentas a todas elas. Observo isto em minha sobrinha de 11 anos – não perde tempo nem informação e está sempre ligadinha em tudo à sua volta e absorve as coisas como uma esponjinha. São capazes de fazerem os deveres de casa, ouvir notícias na TV e ficarem de olho na rede. Têm também poucos relacionamentos pessoais, ocupando a maior parte do tempo em jogos e amigos virtuais.

Pesquisas atuais afirmam que este fenômeno neurológico no cérebro infantil acontece porque são superestimulados e que qualquer teste de inteligência mais antigo concluirá que a criança de hoje é gênio. De fato , ela é mais inteligente, porque tem o cérebro exposto a uma quantidade crescente de estímulos desde cedo e estabelece precocemente um número maior de conexões entre neurônios. (Revista Veja-6/agosto).



Quando eu era criança, não havia tanta informação tecnológica e nem podíamos imaginar o que seria o mundo de hoje com cd-room, multimídia, fax-m odem, fibra ótica, video game, you tube, orkut, fotolog, blog, msn, ou outro comunicador do genêro, já que comunicação para nós era aquilo que aprendíamos em sala de aula com os professores, livros e Atlas geográficos e na televisão com programinhas do tipo Teatrinho Troll, Capitão Furacão, Nacional Kid, Pantera Cor-de-Rosa, Sítio do Picapau Amarelo e programações bem, digamos, softs.
Íamos ao colégio de manhã ou à tarde e o resto do dia era dividido em fazer deveres de casa, ver TV e brincar com os coleguinhas numa relação pessoal direta e bem mais sadia. Sobrava tempo então até para ... catar joaninhas.


Joaninhas vermelhinhas que se colocadas na palma da mão, abriam as asinhas e saiam voando.

Então, a gente tinha esta fantástica possibilidade, só que não desenvolvemos o cérebro com a rapidez das crianças de hoje em dia. Mas, a gente percebe também que esta mesma criança que processa rapidinho as informações, fica num nível muito superficial e tem dificuldade para ir fundo num assunto. Parece que tudo entra velozmente, mas sai na mesma intensidade.

Para sabermos se esta superestimulação que ocorre atualmente com as crianças trará bons resultados pro futuro, temos que esperar para ver no que vai dar, porque os cientistas e psicólogos ainda não sabem a resposta.

Enquanto isso, vamos incentivá- los a catar joaninhas porque o resultado pelo menos eu sei – fica uma doce recordação que levarão para o resto da vida!










(Post escrito em agosto-2008 e reeditado agora)









18 comentários:

Fátima disse...

Oi minha queridinhaaaaaaa!!!
Por falar em JOANINHAS, tenho visto algumas aqui no jardim, nossa EU AMOOOOOOOOOOOO JOANINHAS!
Mandei recado pra vc pelo orkut, mas acho que vc ainda não viu, entonces vou falar...opsssssssss...escrever aqui tb.
Nesse fim-de-semana teremos o CASAR NA SERRA, lembra??? Sobe vaiiiiiiiiiiiii...
Mil beijinhos!!!

Teresa disse...

Ola amiga bom dia
Adoro Joaninhas, este seu poste está uma maravilha. Acredita que ainda hoje quando vejo uma joaninha me ponho a olhar para ela, deixo-a subir para o meu dedo e fico a admirá-la. Quando eu era menina havia uma canção assim quando se pegava numa joaninha. * Joaninha voa voa que o teu pai está em lisboa para dar comer a joaninha*. e aqui entre nóa sempre faço isso quando encontro uma (risos), a criança que está cá dentro sai logo cá para fora. Um beijinho

Somnia Carvalho disse...

Querida Lilás, um comentário não muito inteligente, apesar do post ser tão interessante!

aqui em Malmo houve uma invasão de Joaninhas! sério! tenho fotos delas em meus cabelos, no Ângelo e tudo! queria fazer um post sobre essa invasão que teve no verão e acabou passando...

Amo Joaninhas, mas nesses dias aí fiquei muito estressada com elas... depois comento o resto do post... beijos

Lilás disse...

Oi Teresa!
Obrigada. É justamente este lado "lírico" que vejo no catar joaninhas.
Também tive uma infância assim, neste contato com a natureza e guardo até hoje estas boas lembranças.

Somnia,
No seu caso, já vi que a experiência com a invasão dos bichinhos não foi nada boa.
Mas, aí já deve ser um desequilíbrio ecológico e não tem nada a ver com o que estou contando aqui, né mesmo.
abraço.

Lilás disse...

Somnia,
O comentário em amarelo é da Revista Veja, hiem!
Não sou eu que estou afirmando isto, não!

Kenia Mello disse...

Engraçado, eu nunca peguei joaninhas. Acho que porque elas não são muito freqüentes por aqui.
Aqui o povo gosta mesmo é de catar tanajura. Hehehe

Mas uma coisa que vejo, no quesito sumiço, é que as borboletas quase não existem mais nas grandes cidades. Estranho isso, viver sem ver as borboletas.

Sobre a super estimulação, é um conflito mesmo. Mas acho que o bom senso sempre deve prevalecer na educação das crianças.

Beijos.

Lilás disse...

Kenia,
Tanajuras, conchinhas, borboletas, joaninhas, coquinhos, besouros, etc... Qualquer desses é muito bom para a criança observar e interagir com a natureza. Desde que os ensinemos a devolvê-los depois a ela.
E, como você mesma disse, se os pais tiverem bom senso, estabelecendo horários e critérios, a criança pode fazer tudo hoje em dia.
abração

As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Eu ja peguei muita joaninha na vida, e vejo que a maioria das criancas soh conhecem joaninha de desenho.....

Amei minha infancia, brinquei e briguei muito.....kkkkkkkk......me sujei, machuquei e fui muito feliz......

Queria poder porporcionar uma infancia assim para os meus filhos....aiaiaiaiai....

Muito lindo seu texto..parabens,....me fez viajar pelo tempo....

Beijos e fiquem com Deus

Heloisa disse...

Também adorei esse texto!
No meu tempo de criança eu "catava" vagalumes, num terreno baldio q ficava bem em frente da minha casa em Petrópolis.
Quando o vidro estava cheio dos bichinhos eu os soltava, era uma festa de tantas luzinhas verdes piscando!
Também fiz isso com borboletas, era muito legal!

Andréia disse...

Oi Lilás,
Joaninhas, nunca peguei. Mas as tanajuras, quantas.... Era uma festa na rua. Tinha até um vizinho que fazia uma fritada com a bunda delas. Misturava com ovos e farinha... eu, fresca, tinha um nojo...
Valeu a lembrança.
Bj

pensandoemfamilia disse...

Olá
Esse interagir com a natureza tão importante está se perdendo a inteligência cognitiva se desenvolvendo e a emocional não acompanha.
Ficamos sem saber ainda resultados futuros, mas já presenciamos alguns resultados negativos:a velocidade do descartável,

Eduardo disse...

Oi Beth aqui quando chega a epoca das joaninhas elas enchem a casa e fica dificil se ver livre delas. No nosso tempo nao tinha muita coisa que tem hoje, mas pense que nossa mente sempre esteve ocupada com muita coisa que as criancas de hoje nao se ocupam pois tem outros tipos de distracao.

Continue ocupando a mente com tudo o que voce quiser; de vez em quando ela faz uma faxina por conta propria. Manter a mente ocupada mantem a mente jovem e ativa, dizem os experts.
Um abraco
Shrek

Dani dutch disse...

OI Beth, tudo ebm?
Estou assistindo o jogo entre a Holanda e a Espanha, e os jornais mostram a quantidade de pessoas que estão em Amsterdam, é mais de 1 milhão e as autoridades estao pedindo pra ninguém mais ir pra lá...
bjusss

Teresinha Ferreira disse...

Ola Beth,
Concordo contigo.
Vamos incentivar as crianças a catar as joaninhas.(rsrs).
Bjs mil

Heloísa disse...

Oi, Beth,
Também lembro de ter brincado bastante de pegar joaninhas e vê-las andar nas minhas mãos e braços.
E minha netinha, que vive nessa época tão cibernética, também adora encontrar joaninhas.
Beijos.

ML disse...

Sempre AMEI - como toda criança boa - joaninhas.
Nunca as tranquei em vidrinhos, sempre fui "verde que te quero", então "brigava" com a minha irmã por causa disso (ela é muito "mais boa" pessoa do que eu, mas foi uma criança normal.
Acho que o desafio dos pais hoje (provavelmente sempre) é balizar a tecnologia e a vida "selvagem".
Tenho um sobrinho de 2 anos: este cara não sabe o que é telefone com fio, LP, gravador, fita k7,e conversa" com a "Moinc" via Skype!
Minha mãe diz que ele é muito mais esperto do que a gente na idade dele (e temo que um pouco mais tarde tb).

bjnhs

Lu Souza Brito disse...

Eu também catava Joaninhas, mas não só...os vagalumes também eram alvos interessantissimos.
Eita, você disse tudo sobre as crianças atuais: eles aprendem e esquecem na mesma proporção. Mas acho que nao sao so eles nao. Eu mesma sinto acontecer comigo. Leio tanta informaçao que as vezes vou comentá-la e percebo que perdi a metade pelo caminho. Como se o cerebro já tivesse deletado-a pra armazenar outra coisa.
Beijos

Sonho Meu disse...

E que direi eu...que nascí quando tv era um sonho, as noticias vinham pelo rádio, supermercados nao existiam, privadas com descargas ae papel higienico so nas mansões riquerrimas, shampoo era uma barra de sabao de coco e por aí vai.
E nem por isso crescí com traumas e infeliz, pois o que a gente nao conheçe falta nao faz. Os meus brinquedos estavam lá fora e o mundo da invensão me absorvia o tempo todo.
bjs pra ti,
me