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terça-feira, 5 de novembro de 2013

A história secreta da Obsolescência Planejada

-Pinterest-

Quantos de nós já não se viu na situação esdrúxula de ter que comprar um novo objeto quando, simplesmente, apenas uma pecinha se estraga e temos que nos desfazer totalmente do antigo?
Mesmo que tenhamos a boa intenção de levar o mesmo para consertar, desistimos em seguida  diante do preço cobrado no orçamento e o jeito é mesmo comprar um outro novo que provavelmente sairá duas vezes mais barato do que o conserto.

Já se foi o tempo em que os produtos eram feitos para durar por muito tempo. Desde que empresários descobriram que produto que se recusa a desgastar com o tempo é uma tragédia para os negócios, a ordem mundial acabou sendo,- comprar, jogar fora, comprar . . . e assim nasceu a sociedade de consumo e cada vez mais galopante como estamos assistindo nos dias atuais. 
Haja lixão para tanta sucata!

Quando aceitamos o fato de que fica mais barato comprar, por exemplo, uma nova impressora do que consertá-la, por conta dos preços caros das peças ou da inexistência das mesmas, nós, consumidores, passamos a mais uma vítima do que intitulam 'Obsolescência Planejada", o motor secreto da nossa sociedade de consumo. 
Sem perceber estamos comprando coisas que não necessitamos, impulsionados por uma economia de crescimento cuja lógica não é crescer para satisfazer as necessidades, mas crescer por crescer.
Se as pessoas não compram, a economia não cresce - esta é a lógica do capitalismo em que estamos inseridos e que faz com que as pessoas queiram possuir algo um pouco mais novo, um pouco antes do necessário.

E é assim que vem sendo este novos tempos, com uma ideia que começou no início do século passado (1920)  reduzindo a vida útil das lâmpadas incandescentes, e chegando aos dias atuais em que a obsolescência planejada tem feito vítimas, algumas bastante endividadas. 

Se tiver tempo, assista este vídeo abaixo que explica direitinho o que significa este termo.











21 comentários:

✿ chica disse...

Beth, o vídeo ainda não assisti, mas tuas palavras acertadas. É bem assim! Sem querer entramos nessa!

Tantas vezes, recebemos orçamentos de cair de costas e vamos ver o novo! Acabamos comprando!! beijos,tudo de bom,lindo dia! chica

Zizi Santos disse...

Pois é Beth, aqui em casa estou com vários objetos precisando de conserto e outros esperando um novo modelo mais atualizado. O que fazer com os antigos? Aqui no prédio, desmancham e vendem como sucata: as engrenagens, os fios. Plástico reciclam. Mesmo assim, eu lamento pois os aparelhos ainda estão bonitos, só necessitam de um pequeno reparo.
Assistirei o vídeo, mais tarde. Obrigada por compartilhar.
beijos Zizi Santos

Bombom disse...

Tens toda a razão, Betita, mas não vejo como fugirmos a isso. Essa é uma máxima do Capitalismo: usar e deitar fora. Assim, tudo é descartável, até nós, Humanos. Só valemos enquanto produzimos e gastamos. Ainda há pouco tempo avariou-se a minha máquina fotográfica, de muito boa marca e comprada nos EUA e a solução foi deitar fora e comprar outro modelo mais recente mas que não tem a mesma qualidade de imagem. Talvez o Homem, quando estiver a sufocar atafulhado em lixo, se lembre de reciclar e poupar o mais possível! Um abraço da Bombom

Teresinha disse...

Olá Beth,
Ultimamente estou passando por esse tipo de situação. Celular com problemas e fico com receio de mandar consertar, pois além do orçamento, nem sempre eles voltam cem por cento, né? Já parei com esse lance de consertar eletrodomésticos. Infelizmente, é preferível comprar um novo. E assim o lixo fica acumulando cada vez mais, né? Nosso planetinha vai ficando mais entulhado dos obsoletos e dos estragados.
Beijos mil

JAN disse...

Olá Beth!
Obsolescência...
"- Credo! Palavrão!
Calma Jan... leia o texto e veja o filminho!".
;-)

Excelente, essa postagem... um alerta e tanto!
Eu desconhecia o fato das lâmpadas... que horror!!!
Não sou acumuladora de velharia...
mas não gosto de trocar as coisas desnecessariamente, mas estou sempre renovando... reaproveitando...

OBSOLETA, EU??? ;-)

Abração
Jan


Calu B. disse...

Betinha,
semana passada este foi o assunto aqui em casa quando o timer do freezer se incendiou.O aparelho tem apenas 7 anos e finou-se assim.Lembra-se das geladeiras de nossas mães?Duraram mais de 25 anos.
Eu não conhecia o termo e agora que vc me apresentou eu gostaria de acrescentar:obsolescência escusamente planejada;as engrenagens do capitalismo predador são muito dentadas.
Um abração, amiga.
Calu

Tina disse...

Oi Beth!

Perfeito seu post e perfeito também o comentário que deixou no meu Blog: obrigada pela palavras, pelo incentivo e pelo conforto que geraram. Não poderia ter recebido melhor apoio. Vou em frente, tenha certeza.

Grande abraço e obrigada mais uma vez pelo carinho,

Maria Célia disse...

Ei Beth
Uma beleza de texto, muito bem escrito, e é isto mesmo que acontece com nossa sociedade capitalista, consumir ao máximo, comprar e comprar.
Com relação ao conserto de aparelhos, parece que isto está fora de moda, é mais fácil doar para reciclagem, fica mais em conta.
Beijo

Luma Rosa disse...

Oi, Beth!
No curso de publicidade estudamos esse suicídio das coisas - os vários tipos de obsolência. Em casa assistimos a absolência funcional, mas existe a obsolência estilo (alteração de design) que leva o consumidor a abandonar o produto por indução para algo mais "moderno". Está acontecendo nas cozinhas - nas ilhas - nos cookies - depois que uma boa gama de consumidores "compram" a novidade, ela começa a deixar de ser novidade e novo "estilo" é lançado. É assim também que o conceito da moda trabalha com as cores. A próxima cor da estação, será aquela que está no estoque, a que menos foi utilizada nos últimos tempos - ilusoriamente o consumidor sente saudade daquela cor - alguns chegam a pensar: Teve um tempo que eu não gostava dessa cor...
Não vou me alongar no comentário, mas devemos refletir sobre o impulso que temos para comprar.
Beijus,

Heloísa disse...

Beth,
É isso mesmo que estamos vivendo a toda hora. Aparelhos relativamente novos que, apresentando algum defeito, acabam substituídos por novos, graças ao preço do conserto.
Acabei de passar por uma situação dessas.
E o "lixo" vai crescendo.
Beijo.

Toninho disse...

Gostei de ver as reflexões sobre esta coisa atingível e irremediável que nos laçou e colocou na roda de engrenagens que nos consome e escraviza. Interesses bem claros e crescentes com uma fúria de lobo voraz.
Baixei o vídeo para ver com calma Beth.
Grato pela partilha amiga.
Uma linda semana a você.
Meu terno abraço mineiro de flor.
Bjo amiga.

Anne Lieri disse...

Infelizmente é assim mesmo que tem acontecido de uns anos pra cá! Já não vale a pena consertar algumas coisas.Acessei o video pra assistir depois com mais tempo,viu? Bjs,

cristiane de paula goiatá goiatá disse...

Oi Beth,

É verdade, quantas coisas as vezes estragam e nós jogamos fora por causa de orçamentos medonhos que nos fazem desisitir de concertar!! Infelizmente os tempos mudaram e ...lamentavelmente entramos sem perceber nessa era de consumo!
Um beijo e boa quarta!
Cris
http://criscriacoisas.blogspot.com.br

Lúcia Soares disse...

Beth, acho que vc já conhece minha fama de pouco consumista e até nisso tenho sorte: meus eletrodomésticos duram anos, por isso é que quando estragam acabo comprando um novo, já está na hora mesmo.
Ultimamente o que não tem durado são os ferros a vapor. Minha passadeira prefere os antigos e o velho e bom borrifador.
Não me deslumbro fácil, não por causa de novos modelos ou novas cores.
Beijo.

Tays Rocha disse...

Já tinha lido algo à respeito, um excelente texto pra se refletir, pra se pensar... Sobre onde chegaremos nesse ritmo louco de consumo e capitalismo :/

Beijos ♥

Silvana Haddad disse...

Pois é, Beth:
Além da insatisfação, ser da natureza do ser humano, o capitalismo impulsiona o consumo desenfreado e desnecessário.
Aproveito pra agradecer seu comentário carinhoso lá no meu blog e também a gentileza do seu voto.
Bjs.:
Sil

Ana Paula disse...

Beth, deixarei o vídeo para assistir num momento mais tranquilo.
Excelente a tua colocação. O pior é dentro de toda essa obsolescência, as industrias e as nossas leis nada fazem para que se tenha no mínimo uma coleta adequada de descartes. Quem recolhe, quem recicla?
Repensar o consumo, especialmente por modismos, é imprescindível, mas nossas lâmpadas não duram e quando formos substituí-las o que faremos com a velha? O velho e bom lixo já não suporta mais...
Beijo

Marli Soares Borges disse...

Beth, boa lembrança a sua de tratar da obsolescência programada. A mais antiga de que se tem notícia começou na moda e foi evoluindo para outras coisas até chegar aos nossos dias. Na tecnologia computacional a obsolescência é mais marcante, mas tudo o que compramos já tem a vida útil programada e inclusive o protótipo para mais duas vidas, pelo menos. O grande problema é o descarte disso tudo. Hoje em dia já existem materiais que contém em sua composição a própria deterioração para "x" anos, não lembro bem, por exigência de acordos internacionais. Tem outros casos em que a obsolescência está com os dias contados, por exemplo nas lâmpadas que serão de led "ad eternun" e mais coisas que esqueci. Mas atualmente, na real, não vale mais a pena consertar quase nada. Estragou? Compre outra. O descarte de materiais perigosos, segundo o CDC, deve ser feito na loja onde a gente comprou o antigo. Adorei o post. Bjks. Marli

ML disse...

Tem um filminho antigo que se chama, se não me engano, "de que as coisas são feitas" e fala exatamente do que vc falou: aonde vamos colocar tanto lixo? impossível!!! bjnhsssssssssssss

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Como reluto em trocar meus eletro domésticos. Não consigo entrar nesta roda do troca-troca pela novidade.
mas cada dia fica mais difícil manter o que se tem.
bjs

Ana Paula disse...

Beth, hoje separei um tempo para assistir ao vídeo.
É excelente em todos os aspectos. Muito triste ver lixo se "segunda mão" adentrando a África. Muito fácil varrer o lixo para debaixo do tapete alheio.
Obrigada por compartilhar. Beijo