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quarta-feira, 22 de junho de 2011

As Dores

-Imagem Corbis-

Não é raro que a gente se medique quando tem uma ou outra coisinha nos atormentando e aqui no Brasil fica mais fácil ainda, já que as farmácias expõem seus medicamentos à vontade, você pode comprar até a granel se quiser, é só ir enchendo a cestinha, uma festa para os hipocondríacos.  Se temos dor de cabeça, a aspirina é o remédio quase certo, se for uma tosse fraquinha, um bom xarope a base de mel e agrião e para a garganta que arranha, nada melhor que pastilhas de hortelã; para gases, todo mundo conhece o luftal e por aí afora. O famoso ditado "De médico e de louco todo mundo tem um pouco" cabe muito bem para quem se medica por conta própria ou dá idéias pros outros.  Eu mesma conheço alguém que sabe muito sobre doenças e dores, de vez em quando até me 'consulto' com ela.  Mas, se a tosse não passa e aparece febre, o melhor é ir a um médico e não bobear para não evoluir em algo pior.

Os remédios da minha infância e que estão gravados na memória olfativa até hoje são: Biotônico Fontoura que era uma delícia,  Calcigenol todo rosinha e doce e o terrível e intragável Óleo de Fígado de Bacalhau. Hirrc!
Lá em casa todos os três tomavam e minha mãe não aliviava, todos os dias, em escadinha, a gente engolia este medicamento que, segundo ela e o médico, fortalecia os músculos e o cérebro.

A verdade é que detesto sentir dor, não sei administrar nenhuma dorzinha e fico até meio descontrolada.
Os tempos mudaram, felizmente, e já não se sofre de dores que no passado eram muito comuns, como dor de dente por exemplo.  Hoje, podemos tratar dos mesmos e evitar que cresça uma cárie ou tenha que retirar o dente, só em casos extremos mesmo.

Eu já experimentei dois tipos de dores grandes na vida.  Primeiro eram as cólicas menstruais da juventude que me deixavam de cama e tinha que tomar algum analgésico e minha mãe colocava bolsas de água morna em minha barriga para amenizar as benditas cólicas e depois, mais adulta, pedras na vesícula, que da terceira vez em que fui parar num pronto-socorro, resolvi que tinha mesmo que operar e retirá-la.

Quando a gente sente dor parece que o mundo inteiro desaparece e ficamos só nós ali, sofrendo e querendo uma resolução, pois nada interessa-nos, nem mesmo o doce mais gostoso,um sorvete, nada ... a gente não quer sentir dor, isto sim!

E ainda bem que a ciência evoluiu em suas descobertas para o domínio da dor, pois não adiantaria tanto progresso e tecnologia se nosso corpo sentisse dor e não pudéssemos usufruir de tudo isto.

No livro "Quando eu era menino" do meu querido Rubem Alves, ele fala sobre as dores que teve na sua infância e como era difícil naqueles tempos ser tratado e medicado, ele diz: "Na roça se sofria muito, sem esperança.  Na roça a dor mandava.  É por isso que se dizia, quando uma pessoa morria: "Descansou...""

Ao final deste capítulo Rubem Alves deixa alguns tópicos PARA PENSAR:

* Faça uma lista das dores que você já sentiu, das dores que você viu outras pessoas sentirem, das dores sobre que você ouviu.  Para ajudar vou começar: picada de abelha, espinho no pé, martelada no dedo, topada do mindinho do pé na ponta da mesa, encostar a mão na panela quente, beliscão, palmada ...


* As dores têm uma função importante.  São sinais de alarme.  Uma dor quer dizer que algo errado está acontecendo no organismo.  Por isso é importante descobrir a causa da dor.  Pode ser um apêndice inflamado...


* Há a dor que, acho, você nunca sentiu: a dor da fome.  Há milhões de pessoas que sentem a dor da fome, há milhões de pessoas que morrem sentindo a dor da fome.
Enquanto alguns morrem de fome, há outros que sentem a dor de ter comido demais.  Comer mais do que o corpo pede se chama gula.  Os teólogos diziam que gula é pecado.  Há alguma coisa errada num mndo em que uns morrem de fome e outros esbanjam comida.  Por que será que há pessoas que não têm o que comer?
O que se deveria fazer para que todos tivessem o que comer?


* Na sua casa faça um relatório sobre a comida que se perde: frutas que apodrecem, pão que fica velho, sobras de comida jogadas no lixo.


"No princípio era a dor ... Foi a dor que fez os homens pensarem.  Pensaram no que fazer para parar de sofrer.  A ciência começa sempre com a dor.  E todo o conhecimento científico que os homens criaram e acumularam através dos milênios tem um objetivo apenas: fazer com que soframos menos.  É preciso não sofrer para poder ter alegrias.  Assim, a ciência, que tira a dor, está a serviço da arte, que dá alegria."
Rubem Alves


Uma criança com sintomas de desnutrição chora ao ser examinada por um médico em uma clínica dirigida pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no campo de refugiados de Dadaab no nordeste do Quênia, em foto tirada no último dia 17. O campo de refugiados de Dadaab, o maior complexo deste tipo no mundo, foi criado no início da guerra civil na Somália, em 1991, com capacidade para 90 mil refugiados.
                                                                          (UOL)















24 comentários:

Lúcia Soares disse...

Beth, digo sempre que a pior dor é a que estamos sentindo no momento.
Já senti a dor do parto (das contrações, mas acabei entrando numa cesárea, depois de horas de espera), dor de dente, dor de cálculo renal, dor de inflamação intestinal.
Tenho pouca tolerância à dor, para mim ela é sinal de que há algo errado e logo entro em pânico para descobrir o que é. Mas odeio tomar remédio.

Há muito acredito que os poderosos
se aproveitam da miséria na África e "alimentam" esse fato. É muito dinheiro, muito voluntário, muita ONG, muito ator e atriz que fazem de tudo para que fotos como esta sejam parte do passado, e nada acontece de efetivo para ajudar a esse povo sofrido, totalmente manipulado.
As piores dores, pensando bem, são a da fome.
A da ignorância.
A da ganância.
Beijo!

ManDrag disse...

Dores... Oh fiéis companheiras nesta minha fase presente. Já de algum tempo a esta parte ganhei a companhia, por vezes esporádica, outras mais assídua, dumas companheiras a que o povo intitula de "bicos de papagaio" (eu acho mais adequado o nome de "espigões de lacrau"). Sou como tu, fico meio descontrolado com as dores, principalmente com as intensas e contínuas e, o que mais me incomoda é elas me privarem da capacidade de dedicar a minha atenção a outras actividades, nomeadamente as intelectuais. Daí a minha presente ausência das actividades boguistas; por conta duma intensa crise de espondilose servical que, por vezes, me deixa completamente em órbita. Felizmente hoje tive uma trégua, o que deu para passar por aqui e me deliciar com os teus textos.

Abraços, dum nordeste com aromas de milho em festas juninas.

orvalho do ceu disse...

Olá,querida Beth
Uma picada de maribondo é terrível...
Mas, falando sério: mostrou dores e Dores... excelente post... há sempre no que,no mínino, se refletir... quando não podemos ou não nos atrevemos a modificar em prol da dor (e da Dor) alheia...
Bjs de paz

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Oi querida mãe gaia Beth! desculpe a ausência, é a correria rs. mas estou bem.

aqui, pra comprar remédio, é uma complicação. pq só se vende com receita médica, a farmácia geralmente é do governo e acabou. não tem choro nem vela nem remédio rs.

as únicas coisas que tem é tipo aspirina, uns xaropes suaves, colírios, remédios para resfriado, etc pra comprar na farmácia. o resto é tudo controlado.

sentir dor é horrível. realmente, parece que só nossa dor existe no mundo.

o ruim é que o ser humano não consegue vencer a dor causada pela desnutrição, pobreza, falta de recursos médicos. infelizmente os direitos não são para todos... é de chorar ver essa criança desnutrida, que trabalho magnífico fazem o pessoal do MSF.

bjs e bom dia

Maria Luiza disse...

Beth, seu relato me impressionou. Somos parecidíssimas no constante a dor. E agora, então, que não tenho mais minha mãe e meu marido, pirei de vez porque tenho muito medo de ter dor ou ficar doente. Uma coisa que aprendi com meu cardiologista é evitar o uso de remédio. Eu tomava muito dorflex, cataflan e outros similares para tirar a dor na coluna, pois as duas minhas estão estrupiadas. Parei com tudo e não tomo mais. Bem lembrado os remédios da infância, faltou cibalena, melhoral. Mas, minha querida e linda Beth, meu médico fala sempre que 99% das doenças, a cuyra acontece com o tipo de alimentação que ingerimos e sabemos que Deus colocou nas plantas todos os remédios para o homem não adoecer. Bjbjbj!

Isabel disse...

Beth, que post inspirado! Amei essa reflexão sobre as dores. Maravilhosa.
Bjs

Cris Caetano disse...

Eu detesto tomar remédio e só vou a um médico se estou mesmo muito mal...rsrsrs
Também sofria imensamente com dores de cólica que me colocavam de cama, eu até achava que suportava bem as dores até começar a ter dor na coluna... aí não dá mesmo porque me paralisa e tomo logo Dipirona, mas se a dor persiste o jeito é ir ao médico pra que ele me mande pra fisioterapia (detesto).

Beijão e bom feriado

manuel marques disse...

"Dizem que a dor nos torna sábios."

Beijo meu.

William Garibaldi disse...

Beth Lilás! Bjus e Bom feriado!
Eu estou aqui a digerir este post tão verdadeiro..
Tenho tres coisas a dizer...
hoje mesmo recebi um telefonema de uma amiga querendo saber porque passou mal inexperadamente, e três frases depois ela diz, que tomou um remedinho pra dor que tava na prateleira e depois seu calmante habitual... ai queria saber se os deuses a castigavam ou se eram maus espíritos... me poupe! rsrsrsrs
Infelizmente tem gente que toma remédio mesmo sem saber a origem a validade e sem receita!

Outra é que Rubem Alves é um Mestre mesmo né... que lindo!
A Dor da fome... um dia li que se nós calcularmos, o restinho de suco no copo, os graozinhos de arroz deixados no prato e a saladinha na lateral da mesa esquecida, no final de um ano temos um banquete jogado no lixo... faz pensar muito teu post! Valido demais!!!

Bjus Bom feriado!

Toninhobira disse...

Dor é coisa chata e nos leva todo humor e tem dores que nao se curam nas farmacias,estas são as piores.
Linda lembrança do Oleo de figado de bacalhau,como eu tomei esta coisa,para ficar inteligente,assi dizia meu pai. O Rubem é fantastico.
Um abração Beth.
Bju de luz nos seus dias.

Palavras Vagabundas disse...

Beth, sofri e sofro de enxaqueca desde que me entendo por gente, ninguém merece!
Eu também tomei o bendito óleo de figado de Bacalhau, agh... o pior é que hoje se sabe que não em função nenhuma.
Foto impressionante da ciança desnutrida.
bjs
Jussara

por Hope* disse...

Dores que assolam o corpo e alma!
Nada pior na vida, concordo.
Fiquei a pensar no "pão velho" e extremamente tocada com a imagem.

Luciana disse...

Nossa, Beth, é um tapa na cara de muita gente, desse povo que reclama de tudo e nunca sentiu essa dor tão intensa que é a da fome.
Eu evito ao máximo consumir mais do que preciso, jogar comida fora, só mesmo quando é inevitável.
Já as outras dores... Eu sofri com cólicas menstruais, tomava tudo que via pela frente, uma vez tomei um remédio pro fígado que minha tia usava, menina, pressäo baixou, passei o dia dormindo e a dor sumiu, mas nem sempre eu tinha esse remedinho pra me 'dopar', eu era ainda muito jovem na época, 12 ou 13 anos, nem pensei que podia causar outros males, mas näo causou.
Lembro do cheiro e do gosto do bactrim, antibiótico que tomei muito pras crises de garganta, que tinha um gosto bom demais.

Agora pense que nesse festival de auto medicacão que temos no Brasil, livre acesso a muitos remédios que podemos comprar sem precisar de receita, o quanto tem brasileiro aqui reclamando de não poder chegar na farmácia e comprar o que quer...

Beijo

Menina no Sotão disse...

Dores incomodam a todos nós e nos lembram o quanto somos egoístas justamente porque quando sentimos dores o resto do mundo some e ficamos apenas em nós mesmos.
Eu tive uma dor de dente um dia que me deixou fora do ar e na infância foi uma dor de ouvido causada pela minha teimosia em não usar o chapéu com abas para proteger a orelha que eu achava feio. Mas não deixei mais de usar depois da dor que roubou o sono e o sossego durante uma noite inteira. O ouvido fazia barulho. Foi um tormento.
Mais recentemente tive uma dor de cabeça que durou dias e não melhorava, só diminuia a intensidade. Motivo? Café. Inacreditável, mas foi assim...

Adoro Rubem Alves, mas confesso que ter lido poucas coisas dele, mas está ali na listinha de espera. rs

bacio

Georgia disse...

Bethinha sofri 12 anos com enxaqueca e sei bem o que é sentir dor.

Agora esse autor é tudo de bom. Amo a maneira como ele escreve.


Bjao

Lu Souza Brito disse...

Olá Bethinha,

Infelizmente as dores tem sido companheiras constantes a alguns anos, como você já sabe. Mas não há quem goste de dor não é? Ou ver quem a gente gosta com dor e nao poder fazer nada.
Também fico descontrolada com dor, mas só aquelas assim terríveis, que me faz gritar, porque já me habituei a sentir dor diariamente.
O dia que acordo sem, ou com bem pouca, eu agradeço tanto tanto a Deus, ao Sol, ao dia. Acho que fico ate mais jovem!

Automedicar? Eu confesso que sou danada para fazer isso, mas sabe o que é, depois de um tempo convivendo com dores, você ja sabe o que é melhor para seu corpo - ou o que resolve naquele momento.
Eu tenho uma mini farmacia em casa (nao tenho menor orgulho disso, mas é necessário).
Varia de antiinflamatorios, analgésicos, remedio para o fígado, para os ossos, enfim.

Até minha adolescencia, minha dor mais forte era de colicas menstruais, acompanhada de dor de cabeça - e ja penava bastante, mas era só. Com a artrite eu reconheci que era feliz e nao sabia. Mesmo sabendos er uma doença denominada 'incurável' pelos medicos, sonho com o dia que acordarei e nao sentirei rigidez em todas as articulações. Por enquanto, um sonho distante!

Dor da fome nunca senti não, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas na infancia pobre.

E tenho pavor de jogar comida fora, desperdicio. Em casa so prepara-se o que vai consumir. Sobrou? Reforma como diz minha sogra. Frutas e legumes? so para semana. Evitamos desperdicio ao maximo.

Um beijo e otimo fim de semana.

Paulo Rideaki disse...

É verdade , este lance de se automedicar pode ser totalmente nocivo, pois ao tomarmos determinados medicamentos, sem os devidos conhecimentos, podemos estar, agravando ou mesmo fortalecendo o mal que nos aflige.
Dos “remédios da infância” que mencionou, só tomei o biotonico, mas as vezes quando me dá na doidera, vou até a farmácia e compro a garrafinha, e tomo tudinho(me drogando)!
Vou te confessar, mas não conta pra ninguém,(combinado?) adoro o gostinho do biotonico!rsrsrsrsrsrsrsrrs
De todas as dores que senti na minha vida, acho que foi a dor de dente, pois quando era pequeno não gostava muito de escovar os meus.
Graças a deus, nunca tive o dissabor de experimentar outros tipos de dores, que presenciamos, as pessoas enfrentarem.
Sabe , a dor, não importando o grau da sua intensidade, ela é muito desagradável, pois tira a nossa disposição,vivacidade , animo e inspiração para a vida.
Certamente, Mamãe Gaia, se a ciência e a tecnologia, estão evoluídas, e trabalham para amenizar as nossas dores, nada mais natural do que procurar um médico, quando sentimos dor, afinal de contas, a dor é um sinal, um alarme do nosso corpo, uma indicação de que algo não está funcionando bem.
Ao finalizar este coments, esqueci de mencionar a dor da fome.
E ao ver o menino chorando, magro que só ele, fiquei muito comovido.
Sentir dor de fome, nem sei o que é isso, nunca passei por isso.
Mas deve ser cruel, pois muitas vezes nas minhas correrias profissionais, sempre passo da hora do meu almoço, e quando isto acontece, os sintomas da fome, fica visível em mim, altera o meu humor, perco o raciocínio lógico e começo a tremer como uma vara verde.
Tudo isto quando não como na hora do meu almoço, imagine se ficar dias sem comer, como muito provavelmente o menino da foto passa seus dias.
Nem imagino, pobre criança, pobre criatura que não pode ter o básico!
Agora, a figura deste garotinho me atormenta, todas as vezes que vou comer algo, pois quando o prato é bom, costumo repetir , não importando o quanto esteja saciado, é gula mesmo.
Ele aparece em meus pensamentos, e fico pensando , pra que comer dois pratos, se já estou saciado?
Mamãe Gaia, feliz por me fazer refletir com esta sua postagem , mais do que relevante, obrigado por existir e me lembrar de coisas que passam despercebidos, na minha zona de conforto!
NAMASTÊ!

Paloma disse...

BETH, um cálculo renal em movimento, é de ficar dobrada no chão, sem conseguir levantar.Dizem, os médicos, que é pior do que a dor do parto.

Cacá - José Cláudio disse...

Oi, Beth. Esse assunto da automedicação é muito sério e infelizmente não o consideramos assim. O meu irmão que faleceu este mes, só agora vim a saber que há uns dois anos ele tomava relaxantes musculares para uma insistente dor lombar. Ela, na verdade, já era sintoma do câncer que estava se instalando. Se tivéssmos descoberto antes, ele eataria aqui, vivinho entre nós.

Quanto â fome, eu havia lido há uns oito anos que o mundo produz alimentos suficientes para 11 bilhões de pessoas. Qual não foi a minha surpresa em ler no início desta semana que este número aumentou para 54 bilhoes de pessoas. Daí dá para a gente ver o tanto de desiguldade e desperdício humanos.

Abraços. Paz e bem.

Sônia Cristina disse...

tocante esse seu post Beth.

Dor física a pior que sinto´é a terrível enxaqueca que não me abandona.
Dores da alma são tantas..
Mas graças a Deus a dor da fome NUNCA.
Quanto sentimos dores parece que não cabemos dentro do mundo..

beijo

Eduardo disse...

Na biologia e estudo da evolucao, se entende o motivo da dor, porem porque ela precisa ser tao intensa? Todos os animais sentem dor e ao que parece muito forte. Os animais que sao devorados morrem com dores inenarraveis, e no entanto nao parecem ocorrer mutacoes que diminuam sua intensidade. Para nos, os animais humanos, ha uma saida a longo prazo: a manipulacao dos gens e do sistema receptor no cerebro; ate la ha que aguentar. A proposito, existem exercicios que atenuam e podem ate suprimir a dor. Eu aprendi alguma coisa dessa tecnica na minha juventude e asseguro que da certo. Tentem mentalizar um bloqueio no cerebro comecando por se concentrar na dor sentindo ao maximo toda a sua intensidade, a seguir pensem em diminui-la gradualmente. Esse eh apenas um exercico e com o tempo consegue-se tolera-la. Segundo os cientistas a dor nao existe como um elemento fisico; trata-se de uma interpretacao do cerebro a um estimulo nervoso - portanto o controle da dor vem por meio de reeducacao do cerebro. Por essa razao as pessoas diferentes sentem intensidade de dor diferente ao mesmo estimulo, sendo que nunca saberemos como a outra pessoa sente assim como nao sabemos que cor ela enxerga quando olha para o mesmo objeto que nos.
Se alguma parte do corpo esta doendo sugiro que dirijam a atencao para outra coisa completamente diferente.
Um abraco
Shrek

Beth/Lilás disse...

Oi,Eduardo!
São dicas interessantes estas, mas quando a dor é muito intensa, ela simplesmente bloqueia nossos pensamentos, a gente fica completamente desnorteado, não dá nem pra pensar, quanto mais organizar a mente. hehe
Valeu, ótimo comentário!
beijos
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Somnia Carvalho disse...

eu tava falando disso ontem com uma amiga... dor, cansaco exagerado sao sinais de que algo vai errado...

em minha familia aprendi a se auto medicar o que e terrivel.. um vicio dificil de ser tirado... dor de cabeca, dor aqui e dor ali ja sei o que tomar...

mas a verdade e que o corpo vai sentindo tambem essa intoxicacao... e se remedios sao preciso de vez em quando o bom senso tambem nao e?

a lista do ruben alves e otima! adorei e tou tomar comigo!

Nina disse...

Acho que o mundo se acostumou a algumas dores, essa da fome dos outros, na Africa, p ex.nao é mais novidade e ninguém acredita mais naquele continente... é a banalizacao das coisas, sabe Beth? A gente ficou insensível demais. Por sorte, nem todos.

A citacao do livro do Rubem Alves é mt boa, gostei.
Sabe que hj em dia me tornei mt intolerante a dor? Antes, isso há poucos anos, aguentava uma enxaqueca por dias e nem tomava medicamento, hj em dia, tomo no primeiro sinal. Nao suporto mais sentir dor. Estranho isso, eu acho :-(