.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sou um ser musical por natureza


Quando somos jovens criamos algumas barreiras para ficarmos iguais no mesmo círculo de amigos, principalmente se este círculo é cheio de pessoas antenadas,  espertas, moderninhas e que torcem o nariz para o que consideram brega, cafona ou chato.  Eu também já vivi esta espécie de patrulhinha cultural.  Primeiro foi a bossa nova nos anos cinquenta que eu não cheguei a aderir totalmente porque era garotinha, mas ficou marcada pela voz macia de Nara Leão e João Gilberto, Roberto Menescal, e o charme de Carlos Lyra, Tom e Vinicius, preciosidades que tocavam no toca discos ABC (igual a esta debaixo) que meu pai adquiriu somente para curtir estes e outros sons divinos e que ficaram para sempre em minha memória.

(imagem Google)

Depois veio os anos 60/70 e quem não ouvia Beatles, Bee Gees, Pink Floyd, Carpenters, aquela turma estrangeira que invadiu as rádios e que ditou moda em comportamentos e roupas, era simplesmente segregado de nosso grupinho.
Eu fazia o estilo Janis Joplin, careta e não tinha cabelão enrolado como o dela,  era liso e compridão e ainda gostava de amarrar uma faixinha na cabeça e outra na calça Lee que, acreditem, era  saint tropez e eu usava com uma mini blusa rosa com estrelas brancas aparecendo o umbiguinho.  Mas isso bem distante do meu pai, geralmente de dia, nos encontros com as amigas que também curtiam o mesmo gosto que eu.

Éramos quatro meninas metidas à besta que só!   Cabeças nas nuvens, achávamos que sabíamos tudo e quem viesse com papo de  Roberto Carlos e sua turma, a gente torcia o nariz e dizia que não entendiam de música, afinal a gente só ouvia de Led Zeppelin à Elis Regina e Edu Lobo, fazíamos questão de mostrar nossa intelectualidade musical e não perdíamos a nenhum grande festival da canção brasileira, sabendo de cor e salteado as músicas que concorriam e que tinham um forte cunho de protesto político, embora eu não soubesse de nada do que estava acontecendo nos porões da ditadura.    Eu cantei durante meses seguidos Feira Moderna de Beto Guedes e O Amor é o meu País de Ivan Lins, assim como muitas outras maravilhosas e inesquecíveis canções.  Até mesmo a diferente e inovadora BR3 que Toni Tornado, um homem negro e grandalhão, vestindo botas prateadas e dançando como um super robô, arrebatou milhares de jovens que o copiaram por muito tempo.  Era um tempo super rico em movimentos musicais e eu estive bastante ligada nele.  Cantava mais que uma cigarra em tarde de verão.

Na verdade, eu lembrei-me dessas coisas todas quando vi um vídeo no You Tube da turminha Os Mutantes, com Rita Lee ainda bem menina e linda. Essa banda foi uma das minhas prediletas e eu passava horas cantando com minhas amigas suas músicas gostosas e fáceis de interpretar.  Aquela,  "Ando meio Desligado" era meu hit predileto, pois era assim que eu era naquele tempo e às vezes pareço retornar aquela época quando entro em alfa e não presto atenção em nada que estão falando. Ainda sou uma mutante, com certeza!

E agora que não tenho mais 'turma',  nem sigo modismos, e não estou nem aí para o que pensam ou não das minhas preferências, principalmente musicais,  vou então mostrar um pouquinho do que gosto de ouvir quando estou sozinha no meu carro ou em casa.

(Laura me transporta no romantismo)
(Elton me lembra tempos mais tranquilos)

(Paul Young lembra dança de rosto coladinho)

(Faço Mozarterapia enquanto leio os blogs prediletos)








32 comentários:

Lúcia Soares disse...

Beth, somos tão parecidas em algumas coisas, e tão diferentes em outras tantas!
Nunca fui de curtir muito música.
Não de rádio, era muita gente em casa pra um rádio só! rsrs
Radiola", "eletrola", só fui ter depois de casada.
Curti um pouco os musicais da TV, esses, sim, uma delícia.
Mas todos os vídeos postados, amei!
A música alegra a vida!
Beijos!

✿ chica disse...

Todos passamos por essas fases.Depois nos damos conta! Lindo o teu gosto atual...beijos,ótimo dia!chica

Manuela Freitas disse...

Olá querida Beth,
Estava a ler o teu post e a rever-me, tb passei por esses gostos selectivos e então nos meus tempos de adolescente gostar de música portuguesa era mesmo o mais piroso, claro que aí dominava o nacional-cançonetismo e gostar de fado era mesmo como vcs dizem muito, muito brega. Só o q vinha do estrangeiro era bom...
Estou para fazer um post sobre música, porque hoje a música é para mim uma das principais terapias!
Beijinhos
Manu

Misturação - Ana Karla disse...

Beth, ainda continuas com ótimo gosto musical.
Eu costumo comparar o rock com clássicos como Mozart, Choppin, entre outros. kkkkkk
Mas é isso, a gente tem mesmo que curtir o que gosta.
Só peço que não queiram me convencer de ouvir uma música, que não é música.
Não vou nem citar.

Xeros

Silvia Masc disse...

Beth, não funciono sem música, trabalho o tempo inteiro ouvindo música, e além do que vc gosta, por conta do meu filhote,eu tb. aprendi gostar de música eletrônica, de vez enquando, ouço o set do seu filho.
Estou saindo daqui a pouco para o aeroporto, veja lá no Longevidade, algumas fotos do "paraiso".

beijinho é um ótimo final de semana pra vocês.

William Garibaldi disse...

To sem net, mas vim te dar um beijo!

William Garibaldi disse...

Um Beijo musical!

Rafeiro Perfumado disse...

Felizmente na minha infância tive um grupo de amigos muito diferentes, mas que nos dávamos lindamente, e ainda hoje mantemos contacto. O que importa é sermos verdadeiros com nós mesmos, tudo o resto é acessório. Beijoca!

Georgia disse...

É Bethinha, há tempo prá tudo. Eu gostava demais de ouvir música e tb tinha um gosto apurado. Mas que a gente pensa que sabe tudo quando se é jovem, pensa né? Nossa, fico olhando as meninas de hoje como elas se gabam e como elas sao capazes, tudo igual na nossa época tb, rs.

Bjao

Celia disse...

Os tempos sao todos iguais mesmo. Eu tb vivi isso que vc viveu e hoje eu vejo os jovens fazendo o mesmo. Bjoka

Calu disse...

Beth, que alegria "viajar" em teu texto, ainda mais no dia de hoje, tão cheio de tristezas.
Apesar de poucas distâncias geográficas, descubro que curtíamos as mesmas preferências musicais e em datas próximas.Tbém eu, fazia parte de um quarteto, muito antenado para a época.Não perdíamos nenhum festival da canção. Tínhamos todas as Revista do Rádio para acompanharmos as letras preferidas. E nos dias das apresentações, grudadas na TV, soltávamos a voz com OS Mutantes e Gil em Domingo no Parque; com Chico&Tom em Carolina, Margarida e outras mais a cada festival.Lembro bem do impacto de Caminhando e Cantando do Vandré.Como vcs, quase nada sabíamos dos porões da ditadura, mas sentíamos que os tempos eram anormais e o ar carregado de incertezas.Mas, vivemos a juventude possível da época e pudemos contar com a beleza espalhada pelos heróis da canção brasileira.
Nossos gostos são muito parecidos. Que bom, né?
Bjo grande,
Calu

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


COMPARTIENDO ILUSION
MAE GAIA

CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...




ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CHAPLIN MONOCULO NOMBRE DE LA ROSA, ALBATROS GLADIATOR, ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER ,CHOCOLATE Y CREPUSCULO 1 Y2.

José
Ramón...

welze disse...

temos muito em comum, só sou um pouco mais roqueria até hoje, adoro rock. mas é gostoso ler sobre o pessoal lá de outros tempos, que sabiam fazer músicas que até hoje estão nos toca discos ou cd e nos carros, nos embalando. beijos linda. boa tarde.

Valéria disse...

Oi Beth!
Era lendo e imaginando, parecia eu, tirando que eu vestia a saint tropez na fernte de meu pai, mas continuamos parecidas no gosto. Não sou de entrar em casa e já ligar o som, mas gosto de meu mp com minha seleção nostálgica. Amo sacrificee fui ao show dele! Fui também ao show de Roger Waters,do Pink Floyd, gritei e cantei até nnão poder mais. rsrs Bjos!

Valéria disse...

Oi Beth!
Era lendo e imaginando, parecia eu, tirando que eu vestia a saint tropez na fernte de meu pai, mas continuamos parecidas no gosto. Não sou de entrar em casa e já ligar o som, mas gosto de meu mp com minha seleção nostálgica. Amo sacrificee fui ao show dele! Fui também ao show de Roger Waters,do Pink Floyd, gritei e cantei até nnão poder mais. rsrs Bjos!

lolipop disse...

Ah Beth...o sentido musical é vago, mutável, e no fim de contas, profundamente pessoal.
A música está sempre a migrar do seu ponto de partida, para o seu destino que é um momento efémero na vida de alguém, seja um concerto ou uma corrida na praia com o Ipod...
Eu sou bastante eclética em termos de música, mas rock, jazz e clássica são as minhas paixões.


Mil ternuras

Danielle disse...

Obrigada pela visita linda, seu blog tbém é maravilhoso.
E qto ao título do blog, como sou da área de moda, já ia perguntar se tinha alguma relação com a grife Filhas de Gaia, mas já li o seu perfil (risos).

www.daniesuasdicas.blogspot.com

Maria Célia disse...

Oi Beth, boa noite,
Adorei suas palavras, também fui parecida com você, só nos divergimos num aspecto; eu adorava Roberto Carlos e não perdia naquelas tardes de sábado o programa da Jovem Guarda.
Meu gosto musical mudou bastante daqueles tempos até hoje, e não sou mais tão ligada em música.
Seu gosto musical hoje é muito bom.
Bjos

pensandoemfamilia disse...

Que viagem, amiga! Bons tempos . Eu amava cantar,. Sabia de cor várias músicas e assiste os festivais. A vitrola, nós tinhamosss uma parecida com esta, mas meu pai comprou para as filhas , ele particularmente, gostava era de bailar...
Parabéns pelo gosto musical.
bjs

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
A música nos dá leveza. Ainda mais quando faz bem aos ouvidos, né?
Bjs mil

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

Gosto tanto de passar por aqui que nem sei onde comentar! kkkkk! Na casa dos meus avos (de tao velhinhos que eram ja'estam mais nesse Mundo!) tinha dessa "eletrola"... acredita?
Gosto da selecao que fez! Bjs!

Ah! Se vc tivesse Feedburner... eu tava rapidinho aqui toda vez que vc postasse algo novo...
;-(

ML disse...

E vc acha que mudou, Miss Gaia? A tua musical é difusa, eclética, pós moderna.
Bom gosto é inerente, e quem não gosta, pelo menos de alguma, música clássica, tá vacilando, né não?
Eu, não sou fã de carnaval, mas tem muito samba que rola, sim, no meu Ipod ("a paixão veio assim... rio que não desagua, aprendi com a dor, nada mais é o amor do que o encontro das águas..."). Já "coisinha tão bunitinha..." eu "guento" não, é pedir demais ;>)))))

bjnhs

José Sousa disse...

Penso que é a primeira vez que venho até seu espaço. O que li, aqui, gostei e vou ser seu seguidor, seja meu também em:

transpondo-barreiras.blogspot.com
congulolundo.blogspot.com
minhalmaempoemas.blogspot.com
queriaserselvagem.blogspot.com


Um grande abraço e tudo de bom.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

eu AMO música, se puder ouço o dia todo. De todos os tipos, de todos os lugares. Mas acho que o país que já fez a melhor música do mundo é o Brasil, nos tempos bons dos 60, até mesmo o ie ie ie era bem melhor q muito justin bieber de hj rs.

e ouço o que tenho vontade, nem ligo se é brega, chique, bom, ruim. só não gosto de sertanejo (quer dizer, gosto, mas do caipirão, de viola mesmo), odeio pagode e axé.

acho tão bonito esses aparelhos de som antigos, com esses móveis bonitos. eram mto charmosos.

bom dia!

Pitanga Doce disse...

"Hoje vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada solta pelo chão".

Mutantes! Ó Céus!!!

BETH, estive ontem na Casa Ronald e dia 16 é a festa de Páscoa das crianças. Tenho pena em não poder ir ao teu encontro. Podemos marcar, depois, um outro mais adiante.

beijos da Mila

Pitanga Doce disse...

PS: Você passava o cabelo a ferro em cima da mesa, com papel manteiga? Uma vez tentei passar (o meu ia até a cintura) e quase queimei a orelha. hehe

Wilma disse...

Beth, eu que não entendi nada do seu comentário, menina!!!rsrsrs O pior q publiquei e acho q sumiu, mas vc falava Londres, minha filha!! como assim? Eu tentei explicar q fiz um comentário no blog: "viverplenamenteparis.blogspot.com" e o mesmo se traduziu em um post no meu blog, o q apaguei. Agora fiquei bolada, rsrsrsrs

Malu Machado disse...

Beth,

Pelo que vc descreve, sou um pouquinho mais nova que você, mas nem por isso menos metida a besta kkkkkkk.

vivi isto tudo, uma coisa diferente ali outra aqui, mas o mesmo ar blasé de quem sabe TUDO sobre cultura, contra-cultura, arte marginal etc.

Até que um dia, nos meus idos 23 anos, ouvi de um rapaz muito culto e mais novo do que eu que Roberto Carlos era o maior poeta brasileiro.

Sabe, ele tem razão. Não digo o maior, mas as músicas dele são realmente muito, muito bonitas.

e lá fui em me despir do preconceito e ouvir caracois, detalhes, emoções, café da manhã.

Não é o meu artista predileto, mas passei a dar valor, entende? Até pq vai tentar fazer igual.

Então, nada como a maturidade para descobrirmos que gosto não se discute, no máximo lamenta-se.

Bjs,

Lu Souza Brito disse...

Oi Beth,

Eu gosto de tudo. Em casa ouvia de Roberto Carlos a Trio Parada Dura, Raul Srixas, Mutantes.
De Rock pesado nunca gostei muito não. Eu imagino a delicia que tenha sido vivenciar esta época. Eu me descabelava pelos Backstreet Boys, ahahaha (qualquer semelhança), ahahaha.

beijos

gabriela disse...

Ai amiga me deu uma nostalgia lembrei-me dos meus tempos em que também tinha uma turminha onde curtiamos essas musicas. Obrigada por partilhares essas lembranças, que afinal também são minhas, beijo grande de muita amizade

Turquezza disse...

Beth, curtimos muito, né? hahaha
E hoje ainda sabemos o que é bom .......
Cresci ouvindo música de "todos os tipos", meu pai me apresentava a todas! Usei muita "saint tropez", blusa curta, transparente, lenço no cabelo compridão, oh Deus, tudo se copia hoje em dia!
Ouço música o dia todo também.
Um som em cada lugar da casa, até hoje é assim.
Levar a vida numa boa ..... isto serve para qualquer pessoa rsrsrs
Beijos.

Dani dutch disse...

web-mãe, também tinha mini blusa de estrelinha, uma verde, outra branca e outra azul, tudo do mesmo modelo só mudava a cor...
Beatles eu amo, lembro que na escola na 6º série tivemos amigos secreto e ganhei o primeiro cd deles, tinha uma pasta com recortes de jornal, revistas, camisetas também.
Bee Gees minha mãe ama, e eu também, eles me passam uma paz, não sei explicar o por que.

bjuss