.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

terça-feira, 19 de abril de 2011

O "Eu" perfeito, sem limites



“Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir”.
- Clarice Lispector -


Continuo sob o forte impacto das palavras no meu pano de prato -  "Quando você acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."  - e pensando mais sobre esta questão de saber muito ou se esforçar para saber quase tudo nesta vida, cheguei à conclusão se não seria, ao final de tudo,  uma atividade frustrante ao descobrir que um QI muito alto pode ser derrubado pela insensatez?  Pois de nada adiantará conhecimento acumulado em determinadas coisas se a vida nos apresenta surpresas a cada dia e às vezes não somos capazes de solucionarmos ou, pelo menos, contornarmos problemas simples se não tivermos a tal 'inteligência emocional'.
Eu, confesso, não consegui alcançá-la, ainda.


À propósito deste tema, esta semana ouvi falar através do programa Saia Justa, sobre um filme que está passando nos cinemas, mas que não tem sido muito comentado, devido ao sucesso estrondoso dos ganhadores de Oscars,  trata-se do filme Sem Limites, suspense estrelado por Bradley Cooper e Robert De Niro, onde o personagem principal, um escritor que está sofrendo de bloqueio criativo, passa então a usar um medicamento oferecido por um velho amigo, e começa a usar não mais os 20% que a maioria dos seres humanos usa do seu cérebro e sim os 100%, passando a lembrar de tudo que já leu,  sabendo várias línguas, matemática, cálculos e assim começa a escrever rapidamente e subir na vida no mesmo sentido também.  Porém para que tudo isto ocorra ele precisa tomar o remédio todo dia. Tendo se tornado uma pessoa perfeita, passará a viver sem limites, um poder que fascina a sociedade moderna.


Já imaginaram isso?  Saber de tudo na vida somente com o uso de uma pílula ao dia. 
Ah, sinceramente, eu acho que não teria graça nenhuma!  A inteligência não é vacina para decisões corretas, pois se assim fosse, não veríamos tanta insensatez neste mundo.


Na realidade eu gostaria mesmo é que meu cérebro nunca perdesse os hormônios que me fazem rir, dar gargalhadas por toda a vida, pois esta sim, seria a melhor versão de mim ao final de tudo, principalmente rir de mim mesma e das minhas grandes burradas.


Um pedacinho do filme Sem Limites








21 comentários:

✿ chica disse...

Eu não gostaria de saber tudo assim...Perderia a graça da conquista de cada dia, cada aprendizado...Ficaria uma mesmice chata!!!beijos,lindo dia,chica

William Garibaldi disse...

Bom dia Beth!

E li, e reli, e achei inteligentíssimo, só uma pessoa genial escreveria isto e teria tais medos... mas não se esqueça de qe além de inteligência emocional, contamos coma Intuição, ai sim anos de teoria, iriam por água a baixo... mas conhecimento nunca é perdido.. não dependemos apenas do cérebro orgânico ( físico ) e sim do cérebro eletrônico ( quântico )
Sabe qual o segredo pra se manter esta beleza toda que vc tem? Amar o que vc sabe e Vontade de seguir aprendendo!...
Sempre estaremos evoluindo e isto é de pirar a cabeça mesmo.. perderemos....? ganharemos...? Quanto tempo é sempre...? Ame e isto passa a não ter sentido!

Vejo por sua fotos e pelo que escreve, que és uma mulher apaixonada pela vida... e te admiro muito por isto!

Confie!

Como sou palpiteiro! ^.^ Diculpaê!..

( Que filme interessante Rodbert Deniro é tudo de bom né!... o filme já vale só por ele! )

Bjus de Luz!

Heloísa disse...

Beth,
Esse seu último parágrafo está perfeito. Conservar a capacidade de rir, de ver graça nas coisas e de se admirar é, com certeza, conservar a lucidez.
Também quero.
BEeijo.

Wilma disse...

Beth quantas desvirtualizações!! Legal mesmo. Essa frase é a mais pura verdade, nunca sabemos tudo nesta vida, não há como, e acho que essa é a graça, no momentos que soubermos tudo, não haverá mais emoção, eu penso. É a vida sempre nos surpreendendo!!!

Camille disse...

Nossa, que post tudo de bom! Lindo! Eu tb prefiro alguma coisa que me permita dar mais garagalhadas e ser feliz no mais possivel. Imagina 100% do cerebro!!!É de endoidar. O mecanismo do cerebro é justamente censurar uma porçao de coisas para poder sobreviver a esse mundo tao cheio de estimulos. Para poder absorver determinadas realidadescom calma. Quero ver esse filme. Mas deve ser mais uma ficçao de canoa furada. Como eu falei outro dia, a realidade aceita tudo, quando ela vem,por mais espantosa a gente tem que dar um sentido e dá. Mas quando um roteirista inventa tem que ter um minimo de coerencia ou chamar seu filme de ficçao cientifica. Mas vou catar esse filme. O Robertde Niro é um excelente ator.
Enfim, acho que voce acertou na mosca. O que adianta um alto QI sem um boa capacidade emocional para viver todas as coisas.
Amei seu pano de prato, tb quero ter um. Beijos!

welze disse...

tema bastante instigante o desse filme. lindo dia, minha querida

Lu Souza Brito disse...

Eu queria sim ser mais inteligente, criativo, entender certas coisas mais rapidamente (tem ve que o bloqueador aqui é fator 80, ahahah).
Mas isso de fórmula pronta, entender tudo, saber tudo...Deus me livre de alguém 'sabichão', ahahahah. Aprender com erros e acertos, com o dia a dia, com a observação de fatos e pessoas nos faz crescer e amadurecer, além de se colocar no lugar do outro, tentar entender, e perdoar as falhas, pois sabemos, que assim como nós, ele (o outro) também não é perfeito.

Beijoooos

Wanderley Elian Lima disse...

Prefiro aprender a cada dia, de acordo com o que o dia me apresenta. Dependendo, de nada serve o conhecimento acumulado, a vida gosta de surpreender.
Bjux

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Eu tenho um lado que durante muito tempo não dava atenção., a minha intuição. Hoje, como a valorizo e deixo-me levar por ela, pois acabo encontrando rotas que o racional não me dariam.
Outra coisa o que tenho medo de perder: a consciência de mim mesmo, a minha identidade e daqueles que eu amo (demência)....
Muito bom este tema...
bjs

Calu disse...

Betinha,
começo já me encantando com teu pano de prato. Ao invés daqueles chavões batidos, contém esta máxima primordial.Isto é chic demais,rsrsrs...Sigo então teu pensamento e afirmo tuas palavras: se inteligência fosse garantia de perfeição o mundo contaria com seres completos em sua humanidade. E estamos, infelizmente, longe de ver isto.
È um tema instigante, vale pelo debate, ms tbém eu não gostaria de estar submetida a um super-cérebro num infra-coração.
Quero o mesmo que vc, muita serotonina temperada a doses de flavonóides.Tenho dito!
Um belo feriadão.Feliz Páscoa!
Bjo grande,
Calu

manuel marques disse...

Muito interessante o filme e muitíssimo interesante o seu ponto de vista.

Beijo.

Valéria disse...

Oi Beth!
Com 20% já vivemos a mil cheias de informações que nem conseguimos assimilar direito imgina com 100%, é de enlouquecer. Acho tão bom ser capaz de me surpreender com o que aprendo e apreendo diariamente da vida. esta mágica é que move tudo e nos motiva a viver! Bjo

Sônia Cristina disse...

Ah Beth, que pílula maravilhosa!

Na realidade, eu gostaria de ter um atídoto que amenizasse todas as perdas, os sofrimentos, as carências da aldeia Indígena que acabei de visitar....
E principalmente que nos nunca perdêssemos a ternura.
como diria meu idólo. CHE GUEVARA.

É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais...

A propósito: A frase que você citou em dois posts é de outro gênio.

BOB MARLEY

Paz e LuZ!

Lúcia Soares disse...

Oi, Beth! Olha eu aqui! rsrs Sem tempo, ficquei us 4 dias sem sequer me assentar em frente ao computador.
Nem tanto pela obra, mas pelos hóspedes em casa.
Menina, este é um filme que deve ser visto. Também não quero saber tudo, lembrar-me de tudo, ser uma superpessoa, porque seria muito chata a vida!
Apoio seu texto todinho.
Beijo!

Maria Célia disse...

Oi Bety
Sonho de uma maioria, usar 100% dos neurônios.
Acho que também não daria certo, a pessoa iria ficar muito doida, hiperativa, não teria mais um minuto de descanso e paz.
Excelente texto. Parabéns.
Bjo

ML disse...

Beth, eu até queria que tivessem inventado um remédio "contra os limites do mal". Imagina, por exxemplo, todos os políticos "100% justos"... "Imagine all the people"!

bjnhs

Monica Loureiro disse...

Mais uma pessoa que me fala deste filme...Eu queria fazer um UPGRADE no meu HD mental,as vezes me acho tão panguázinha....

Bia disse...

Oi Beth! Estou de volta! :)

Olha vi o trailer desse filme ontem quando fui ao cinema e confesso que achei o maximo e fiquei uns bons minutos refletindo sobre se eu conseguisse usar toda a capacidade do meu cerebro. Com certeza teria indo uma ferramenta poderosa para as minhas provas de final de semestre!

bjos

Carla Farinazzi disse...

Olá, Beth!

Muito bom post, será que vale a pena mesmo essa inteligência toda, desacompanhada de equilíbrio? Ou melhor, desacompanhada de sabedoria? Porque inteligência e sabedoria são totalmente diferentes...

Ah! Estou aos poucos voltando aos blogs amigos, tive alguns problemas e não comentei sobre o encontro de blogueiros. Deve ter sido muito divertido, fiquei morrendo de vontade de ir!! Deve ter sido uma delícia!

Beijos, querida

Carla

Eduardo disse...

Beth, meu comentario eh: nao ha limites para o conhecimento e o conhecimento eh dinamico, esta em permanente evolucao. Isso eh bom pois a vida fica muito mais interessante desse jeito.
Uma informacao: segundo os entendidos o corpo de qualquer animal eh sempre economico, ou seja usa o que tem e joga fora o que nao pode usar. Com isso o cerebro eh sempre utilizado 100%. Isso eh como os musculos que atrofiam se nao forem utilizados. Por outro lado podemos aumentar o numero de sinapses com exercicios mentais intensos: ler, meditar, calcular, etc. Neste caso tem-se a impressao de que se esta utilizando mais, porem na verdade eh a distribuicao das tarefas - agora mais complexas - que aumenta.
Um abraco
Eduardo

Nilce disse...

Sabe Beth, por vezes queria ter essa capacidade para lembrar onde larguei as coisas.
E não vem com coisa de idade, porque acho que nasci lesada mesmo. Mas o tempo todo, só se fosse para continuar rindo de mim mesma, como você diz.
Preciso ver este filme.

Bjs no coração!

Nilce