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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A simplicidade e beleza do vazio


Todos nós sabemos que temos de parar e cheirar as rosas e desfrutar das pequenas alegrias em nossas vidas. Eu tenho tentado, sinceramente, cultivar pequenas alegrias, apesar de constatar que a vida mostra mais dias difíceis e confusos, muita tragédia à nossa volta e um futuro complicado para nossos filhos.
Mas, as pequenas alegrias são os momentos que compõem uma vida significativa, pelo menos é o que eu acho.


Lendo ontem sobre o cheio e o vazio, vi a grande importância que tem o vazio em nossas vidas.  A vida precisa do vazio, pois de que adianta uma bela música a tocar se não tiver o vazio do silêncio para ouvi-la, senti-la. O mesmo para um poema que precisa do vazio da folha de papel em branco para ser escrito.  Até mesmo as pessoas precisam estar vazias muitas vezes para aceitar o novo amor e serem amadas.
Do vazio parti para o simples, para o mínimo, mas ainda não consigo ser completamente simples, visto que simplicidade não é tão fácil. Ela exige coragem da gente para  ser diferente. Para dizer não. Para tomar decisões difíceis. Para questionar o modo como sempre fizemos as coisas.

Mas dizem que o resultado é lindo: simplicidade significa mais espaço. Mais calma e paz. Mais foco e menos loucura. Menos estresse. Uma vida mais feliz mais saudável. Acho que vale a pena o esforço.  
Como eu ando pensando ultimamente!


19 comentários:

William Garibaldi disse...

Belos pensamentos tem tido Beth!

Tem uma frase que diz que para aprendermos algo devemos ter nossa xicara vazia... é por ai... rsss

Do nada nasceu o universo! O vazio criativo!

Beijos Filosóficos!

Bia Jubiart disse...

Boa noite Beth!

Como você se fez clara ao explicar a simplicidade, a cada ano busco me aproximar mais dela, com o desapego, com o compartilhar, com menos consumismo, buscando qualidade de vida material e espiritual, mas a jornada é longa...

Mas com certeza vale a pena o esforço!

Sonhe com a simplicidade dos anjos,

Beijooooooooo

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

é Beth... é a essência do Zen, do Shinto...esvaziar. Pq a gente já vive entulhado de sentimentos, pensamentos, coisas para fazer. Saber criar um vazio é sabedoria, é limpeza interior. Diz o Shinto que a Suprema Felicidade é atingida quando apenas o ar nos bastar...

linda reflexão!

pensandoemfamilia disse...

Bom dia querida

Intensa reflexão. Como é dificil estarmos simplesmente, não é mesmo? Temos que nos cerca de muitos pensamentos, objetos, pessoas,entre outros para não ter este sentimento (vazio) que deveria ser mais cultuado por nós.
A Astrid, também nos trouxe algo que podemos somar no extremo oposto: resignificou confusão para caos criativo.
Sentimos-nos seguro no rotineiro acabamos não nos dando conta da necessidade destes dois estados para crescermos. (vazio/caos criativo).
bjs

Manuela Freitas disse...

OLá querida Beth,
Realmente andas muito reflexiva, gostei do que escreveste e como é difícil atingir a simplicidade, neste mundo tão complexo!
Ao ler o título do teu post, veio logo ao meu pensamento «A Insustentável Leveza do Ser», ( Milan Kundera) vi o filme, li o livro...é um dos meus livros...já o explorei no aspecto filosófico, tenho algo escrito, mas não dá para deixar aqui, se quiseres posso mandar por mail.
Gosto muito da pessoa que tu és, não é por nada, mas se uma pessoa sente isso, porque não dizê-lo!
Beijos,
Manu

lolipop disse...

Eu gosto bastante, muito mesmo, do que vc pensa, amiga querida. O que pensa, mesmo que não o explicitasse, está sempre nas entrelinhas da "Mãe Gaia".
Simplicidade e vazio, não são conquistas fáceis...lembrei-me duma entrevista que li hoje e que me marcou a manhã toda. Nela alguém dizia:

"Sempre me habituei a não ter praticamente nada. Um bom par de sapatos, um bom casaco, máquinas (fotográficas) e muito filme, passaporte válido e o dinheiro que houvesse."

Beijos carinhosos
PS Quem disse isso, foi Paulo Nozolino, talvez o maior dos fotógrafos Portugueses...

Lu Souza Brito disse...

Oi Beth,

Pensar em ter uma vida mais simples, mais "vazia" para que dê espaço a coisas novas é uma coisa boa não é?
Ser simples exige coragem, é verdade. Mas podemos tentar melhorar, simplificar a cada dia, cada um a sua maneira.
Beijos

Mila Viegas disse...

Isso mesmo, Bethita! Às vezes é difícil fazermos essa transição - do complicado ou complexo ao simples. Mas precisamos refletir sobre o que, hoje, não nos serve mais. Acumulamos muita carga desnecessária e nem sempre nos damos conta de que não precisamos mais dela.

Simplicidade não é fácil pelo fato de termos a necessidade de tentar explicar tudo ou arrumar justificativa pra tudo. Simples é SER e para apenas SER devemos entrar em contato com esse vazio belo, o vazio que contém a essência daquilo que somos. E isso não tem explicação.

beijocas

Luma Rosa disse...

Eu gostava de sentir esse vazio, mas falta espaço apesar do esforço! ;) Beijus,

Lucia Cintra disse...

Mas temos que entender que somos individuos diferentes e o que funciona pra um, pode nao funcionar pro outro.

Eu ja nao consigo agir assim, viver somente na simplicidade. Tem que haver um balanco ou equilibrio. Eu brilho quando estou ocupadissima com milhoes de coisas pra fazer, milhoes de coisas querendo minha atencao e com quinhentas ideias na cabeca.

Eh quando sou mais feliz, sabe? Ficar parada nao funciona pra mim, eu acabo ficando mal com isso e com as mesmas coisas, a mesma rotina e fico ansiosa pra qq tipo de movimento.

bjos

Cacá - José Cláudio disse...

Eu gostei muito desta abordagem. Os nosso vazios é que nos movem afetivamente, a partir de reflexões como esta. Muito bom, Beth. Abraços. Paz e bem.

Heloísa disse...

Beth,
Também tenho pensado bastante na simplicidade, e em tudo que ela pode nos trazer de bom.
Você colocou muito bem sua ideia.
Beijos.

manuel marques disse...

"De meros vazios se constrói o recheio da existência humana ."

Beijo.

Nilce disse...

Esvaziar-se, abrir-se para o novo, desfazer-se, viver o simples, valorizá-lo.
Recompor nosso interior e contruir o melhor.
Gostei da reflexão que você fez, Beth.

Bjs no coração!

Nilce

Lúcia Soares disse...

Beth, muito difícil! Abstermo-nos de coisas materiais não é o suficiente.
A simplicidade está no SER, não no TER. O desapego material é fácil, até certo ponto.
Mas esquecer os benefícios que uma situação financeira nos proporciona é mais difícil.
Mesmo pra ficar sem nada, sair por aí, com uma mochila nas costas e um sonho na cabeça, temos que ter condições financeiras para tal.
Acho que o que me falta (só posso falar de mim) é me esvaziar dos problemas e deixar a vida fluir.
Beijo!

Nina disse...

é isso mesmo, vazio e cheio, um precisa do outro pra serem completos.

nossa, tu mudou a cara do blog, ficou mt bacana, viu? e essas letras novas, ui, chique.

e sim, mulher,as almofadas, ahh Beth, mas tem tempo de aprender, é tao bom costurar.

Monica Lidizzia disse...

Pensando bem como sempre, Beth!

Adorei a nova fonte. Super delicada, combina com seu blog.

bjnhs

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

eu notei uma coisa nesse post, ao ler os comentários: há confusão entre a simplicidade e pobreza! ser simples, ter "menos" não é ser pobre, nem ter uma vida sem graça, ao contrário. Acho que foi isso que vc quis dizer, não foi Beth? mas é complicado de entender pra muita gente, que tá mto acostumada com o ter, ter, ter, fazer,fazer,fazer correr,correr,correr,comer,comer,comer...e morrer

Beth/Lilás disse...

Bingo, Alexandre!
Você fechou com chave de ouro esses comentários, interpretou perfeitamente o que eu quis passar.
Para ser simples não é necessário ser pobre, mas sim não complicar as coisas, não querer além dos limites ou pensar em possuir tudo que vê.
Por isso te admiro cada vez mais, querido menino. beijos.

A todos que participaram destes comentários, agradeço demais suas colocações pertinentes e muito aprendi com vocês. Obrigada, sempre. beijos cariocas

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