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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Perdão


Errar e Perdoar são atos humanos e até comuns, por incrível que pareça.  Mesmo quando achamos que estamos fazendo o certo, podemos estar errando, ferindo e ofendendo alguém ou até a nós mesmos.

Perdoar é magnânimo e quando buscamos a reconciliação com nossos semelhantes, emanamos um sentimento que nos deixa mais leves e aprimorados espiritualmente.

Não é fácil perdoar muitas das vezes, principalmente em se tratando de traição - aquela entre homem e mulher, amantes, namorados ou casados ou aquela entre pessoas de suma confiança, amigos ou parentes que consideramos eternos e que nos ferem com uma espada invisível e machuca em nosso íntimo mais profundo.

Perdoar nossas faltas, omissões, grandes ou pequenas, perdoar aqueles que pela própria humanidade faz algo contra nós, é lindo, maravilhoso!  Vejo isso principalmente nas relações de pai, mãe, filho, avós, família em geral. Muitas vezes temos que superar a raiva, o ressentimento, toda a mágoa e ultrapassar este cálice amargo para sentir o sabor doce do que chama-se Perdão.

A época do ano em que estamos mais propícios a perdoar é o Natal, onde repensamos as amizades, a família, aqueles que não vemos há tempos e que precisamos reconciliar-nos. Para isso armamo-nos de coragem e o sentimento grandioso do perdão para enfrentar estes momentos duros e difíceis, mas que depois de um ato simples e generoso, traz a quem perdoou e a quem foi perdoado, uma sensação deliciosa de felicidade.  Reconheço que preciso me reconciliar com uma pessoa ainda este ano.

Para terminar, deixo um exemplo bonito da historinha do aprendiz de samurai que insistia em saber do mestre o que era o céu e o inferno. Um dia, o mestre resolveu ensinar. Provocou o aprendiz numa luta, chamando-o de covarde. O jovem, cego de raiva, imediatamente levantou a espada para agredir o mestre que se defendeu e disse: “Isso é o inferno!”. Na mesma hora, o aluno se deu conta do que tinha feito, soltou os ombros, baixou a cabeça e pediu perdão. O mestre então concluiu: “E isso, é o céu!”






* Este post faz parte da Blogagem Coletiva sobre Sentimentos que a amiga Glorinha propõe para esta semana.







33 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Olá Beth querida!
Que bonito texto e a imagem nem se fala...lindíssima.
Eu ía falar sobre essa história do Mestre...nossa sintonia anda fina!!!
Mas aí aconteceu de eu achar o vídeo do Alê...pronto. Ficou perfeito!
Bela blogagem essa que chega ao final. Gostei muito de participar.
E a Glorinha, hein? Sem telefone e nem computador!!! Judiação!!! Dê um beijo nela por mim se a encontrar, OK?
Para você um beijo gostoso.
Astrid Annabelle

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Infelizmente nem todas as pessoas querem/sabem/conseguem perdoar...

Chica disse...

LIndíssimo, bela participação comessa história do Mestre. beijos,tudo de bom,chica

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Eu gostei muito desse texto. Eu sinto que tenho muita dificuldade em perdoar sem guardar mágoa, sem ficar aquele ranço ruim, sabe.
Perdôo a pessoa, mas fico com o pé atrás... isso eu preciso aprimorar em mim.

(o vídeo no blog da Astrid. Na verdade é uma gravação, enviada por uma amiga muito querida rs. E como minha mãe gosta muito de St. Germain fiz o vídeo. Não sou eu falando não, quem me dera ter aquele vozeirão legal rs).

bjs bom dia e obrigado sempre amiga Beth

António Rosa disse...

Venho despedir-me desta blogagem colectiva e só não participo

porque recentemente (1 Setembro) fiz um post no 'Cova do Urso' sobre o tema

'perdão'.

Adorei a sua mensagem. Excelente.

Vou sentir saudades destas blogagens coletivas da Glorinha, em

que todos nos juntámos.

Abreijos (abraços + beijos)

António

Liza Souza disse...

Beth,
como voce disse todos erramos, muitas vezes até quando acreditamos que nossa atitude está correta. Mas, que bom que podemos voltar atrás, reconhecer nossas falhas e com sinceridade pedir perdao. Querida, quem sou eu para te dar conselhos. Voce que é uma mulher tao sábia e de coracao tao grande e puro. Mas, se há alguém com quem precisa se reconciliar, corra, nao deixe o tempo passar. A vida é curta demais e amanha pode nao existir. E como voce disse o perdao nos traz uma deliciosa sensacao de felicidade.
Beijo grande

Misturação - Ana Karla disse...

É mesmo Beth, nem sempre é fácil perdoar, mas quando conseguimos ficamos aliviadas em ter acabado todo mal estar.
Parabéns pelo post.
Bom final de semana.

Xeros

Leci Irene disse...

Bom dia, Bth! Lindo texto. Amei. Uma lição de amor. Hoje eu não estava pronta para escrever sobre o perdão...

Isadora disse...

Beth, é verdade perdoar ou desculpar uma traição é muito difícil, mas acredito que é possível, afinal quem mais sai ganhando somos nós e nosso coração, já que fica muito mais leve.
Como você tenho uma única pessoa com a qual preciso me reconciliar, me desculpar e desculpar, mas acredito que acontecerá muito mais dentro de mim, do que através de algum gesto. Nunca sabemos o que passa pela cabeça do outro.
Um beijo

Cantinho da Cê disse...

Bom dia Beth,

O perdão é um ato de amor. Não é fácil em certos casos, mas é necessário para nossa elevação espiritual. Gostei muito da história do Mestre.

Um beijo,

Glorinha L de Lion disse...

Nem sempre é fácil perdoar minha amiga, mas pelo que te conheço, vc é uma pessoa generosa e dificilmente deixará de perdoar, só mesmo se o caso for grave, mas aí, só sendo Gandhi e nós não somos, né? grande beijo e obrigada pela força que me deu nesses dias de inferno astral, rsrs

Tati Pastorello disse...

OI Beth, fiz o que você falou. Mudei a configuração da caixa de comentários. Vamos ver se assim elas entram! hehehe
Amei seu texto. Eu sou uma apaixonada por Natais, acho que o clima é mágico e isso que você disse, acontece. Parece que ficamos mais abertos aos bons sentimentos, com isso, temos mais facilidade de pedir perdão e de perdoar.
O perdão que ainda acho mais difícil é o auto-perdão, mas caminho nesta direção.
Beijos.

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Muito ilustrativo o conto e, realmente, o Natal é uma data que nos inspira a realizarmos alguns atos de fraternidade.
bjs

Bia Pessoa disse...

Beth


Já perdoei traições, que alguns diriam que eram imperdoaveis!

Paguei o preço por isso, mas fui feliz!

Quano há algo que me incomoda, tento ao máximo resolver aquela questão.
POr isso posso te dizer com alma mais leve, que hoje, meu coração esta livre de mágoas!



Abraços,

Bia

disse...

Olá Beth, maravilhosa história que você nos proporcionou. Simples e de um significado arrebatador. Adorei. Bjoss

Kelly disse...

Adorei seu texto para ilustrar o tema. beijos

Françoise disse...

Oi amiga,
Até me esqueci do Natal que está ai, época em que me sinto mais quietinha, meio acuada e pensativa. Tempo de refletir, perdoar e amar como bem descreveu.
Concordo que perdoar seja difícil quando se trata de algo mais pessoal. MAs quando feito com verdade, nos dá esta sensação doce como disse.
Difícil não é? O pior é ficar amarrado. Quero mais é ser livre.

Beijos e abraços.

Nilce disse...

Oi Beth

Realmente o Natal é época de reencontros, de reconciliamentos, de perdão.
E perdoar mesmo não é fácil. Ficar com o rancor, pior ainda. Somos nós quem sofremos, amargando um sentimento que só sabe destruir. O perdão é o alívio da alma.
Gostei da tua sinceridade querida, e tenho certeza que você conseguirá perdoar com o coração, pois o teu é enorme.
Obrigada pelo carinho.

Bjs no coração!

Nilce

Lúcia Soares disse...

Beth, acho que o melhor é não magoar, para não ter que pedir perdão, pois não é fácil.
E o samurai disse tudo: não devemos ser explosivos, pois assim perdemos a cabeça e fazemos coisas das quais vamos nos arrepender.
Pelo menos sei que não fico ruminando, desejando mal a ninguém, rezo muito e peço pela pessoa que me ofendeu de alguma maneira. São casos de desculparmos, não de perdoar.
O perdão, quando tem que ser pedidio, foi porque a mágoa foi fundo, uma ferida foi aberta. Um dia ela se fecha. Mas e a cicatriz?
Está lá...
Beijão!

Macá disse...

Beth
Lindo seu texto, embora o tema de hoje não seja muito fácil.
Eu, por exemplo, não sou uma pessoa impulsiva, então dificilmente tomo atitudes que me arrependa e tenha que pedir perdão, mas às vezes, acontece. Peço e pronto.
Quanto a perdoar, eu acho que a gente se sente sim mais leve, mas não creio que se esqueça totalmente, afinal, o que aconteceu, fez parte da vida, está lá.
Beth, estou muito triste com o fim da Blogagem. Não vamos nos perder pelo caminho, ok?
beijos

Luma Rosa disse...

Existe a nobreza do ato de perdoar e acredito que a capacidade para tal é proporcional ao tamanho do erro. Pequenos erros são passíveis de perdão rotineiramente, principalmente quando aquela criança faz malcriação e depois te ganha com um sorriso. Se não houve ofensa e alimento de pensamentos negativos, perdoar nem chega a ser ato de bravura, no entanto, tudo que leva tempo para se resolver é alimentado de modo errado. Um deixa pra lá ou depois eu resolvo, para quem se sentiu ofendido, haverá outro peso. Bom fim de semana! Beijus,

Celia disse...

Oi Beth, vim conhecer seu cantinho e dei de cara com um post tao magnifico. Concordo inteiramente com o que vc falou. Perdoar é uma arte que nos deixa leve...feliz. Faz bem pra alma.
Um abraco.

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Belíssimo texto!
Realmente estamos mais propensos ao perdão na época do Natal. Sabe, às vezes acho até hipocrisia. Ficamos o ano todo sem ver a pessoa, sem ligar, sem perguntar como vai e na noite de Natal...Abraços...Beijos...Festa total...Ah!!!!
Acho que o perdão tem que ser algo diferente...Tem que vir do coração e não por causa de uma data.
Nem sempre é fácil perdoarmos, mas...Tentamos...
Tenha um excelente final de semana.
Bjs mil

LILIANE disse...

Beth
Perdão e mágoa ou céu e inferno?
Acho que a decisão sempre fica em nossas mãos.
Beijinho carinhoso
Agradeço sua visita no blog e suas palavras carinhosas. Valeu!

LILIANE disse...

Beth
Perdão e mágoa ou céu e inferno?
Acho que a decisão sempre fica em nossas mãos.
Beijinho carinhoso
Agradeço sua visita no blog e suas palavras carinhosas. Valeu!

Bordados e Retalhos disse...

Somos humanos né amiga? Então muitas vezes não conseguimos alcançar a dimensão do perdão, oque ele represnta na vida da gente, os benefícios que ele é capaz de proporcionar a quem concede. Quanto menos mágoas guardarmos, melhor vamos viver. Linda sua participação. Bjs

*~* Coisas da Bruxinha *~* disse...

Amiga vim te convidar a participar do sorteio em meu blog de um pufe maravilhoso da Brasilazy.Espero vc ok ?? Bjs Leila

welze disse...

vim agradecer seu comentário e li sua postagem. é mesmo muito difícil falar de perdão. sei o que é certo fazer, mas nem sempre é fácil faze-lo.

ELA disse...

"Superar a raiva" é como saltar uma fogueira. A diferença é que ela está dentro de nós, então o distanciamento deste objeto é essencial para a superação dele. "Ultrapassar o cálice amargo" é mesmo difícil, porque acabamos por dar uns golinhos...

Belo texto, Beth, como sempre muito bom. Eu refleti bastante.

Concordo que a época mais propícia para o perdão é o Natal. Talvez pelo cunho religioso, talvez não... Pena mesmo é que a sociedade nos cerque pelo incentivo ao consumo. Perdoar deveria ser atemporal, mas eu ainda concordaria que se perdoasse apenas no Natal se no Natal se fizesse somente isso, mais nada. As coisas andam tão mal entre as relações humanas que ultimamente ando conformando-me com muito pouco.

Boa sorte na sua reconciliação, faço votos da vivência do amor ao próximo, apesar das dificuldades que isso implica à primeira vista.

Bjs!!!
Michelle

Socorro Melo disse...

Olá, Beth!

O perdão é sublime mesmo, remenda nossas imperfeições, e nos alivia do peso da culpa. Adorei a historinha do aprendiz de Samurai, traz-nos uma bela lição de vida.

Um grande abraço
Socorro Melo

ML disse...

Perdão: a princípio, quem sou eu?
Depois: em que eu colaborei para que o problema acontecesse?
Após: posso conviver com a história, ou não?
Preciso conviver com o fato, ou não?
Conclusão (?): cada pé sabe o quanto o calo aperta... Será?

bjnhs

Deia disse...

Oi Beth! Demorei a vir porque estava aí na nossa terra, curtindo a família, batizando minha sobrinha e completamente sem aparelhos eletrônicos (até o celular quebrou! - rsrs). Você tem razão, eu também acho perdoar difícil mas extremamente necessário! Sem sabermos ou mesmo sem intenção, podemos causar uma dor, um sofrimento para outros e é maravilhoso saber que também fomos perdoados. Prefiro dar meu perdão e não esperar nada em troca. Cada um sabe dos seus sentimentos e do seu momento para transpor as mágoas, as dores que sofreu.
Quero aproveitar e lhe agradecer todas as palavras carinhosas que você deixou no Rumo. É muito bom percebermos que o cuidado com que escrevemos nossos textos se revela aos que nos leem. Foi uma honra tanta gentileza sua...
Um beijo, Deia.

Bombom disse...

Oi Beth, só hoje consegui vir visitar-te com mais calma e deixar-te o meu abraço de apreço pelo que dizes, pelo que sentes e pelo que és.Hoje identifiquei-me muito contigo e venho "confessar" que também eu preciso de me reconciliar com uma grande Amiga (quase irmã, a minha cunhada e única irmã do meu marido). A vida distanciou-nos fisicamente, mas foi a minha doença (quando fiquei surda) que nos afastou. Muitas coisas se passaram pelo meio e que deixaram feridas abertas...Eu não condenei, por isso não sinto necessidade de perdoar ou ser perdoada, mas o certo é que esta situação não é nada fácil para nenhuma de nós. Peço a Deus que tudo se resolva dentro de pouco tempo. Para ti também! Bjs. Bombom