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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Do sótão para o computador


... And in the end, The love you take Is equal to The love you make.
(Beatles)
Um sótão ou porão de uma casa é lugar interessante para um jovem xeretar e descobrir antigas relíquias de família, empoeiradas pelo tempo, esquecidas ou escondidas.  E foi assim que na semana passada, no intervalo do feriadão, meu filho foi fazer uma visitinha ao sótão lá de casa e desceu as escadas com um monte de LPs nos braços, com cara de encantamento e ao mesmo tempo furioso comigo e com o pai por não dizer a ele que tínhamos aquelas 'belezuras' lá guardadas.  

Não estavam escondidos, não.  Mas, confesso que não ficavam claramente às vistas dele ou de qualquer outra pessoa, já que são discos maravilhosos e que eu não gostaria que sumissem ou danificassem, mesmo não ouvindo-os mais, apesar de termos por lá também uma antiga vitrolinha que ainda funciona bem, mas esta modernidade toda em CDs e MP3 detonou com aqueles antigos bolachões negros.

Meus Gonzaguinhas, Chico Buarques, Miltons Nascimento, Emerson Lake Palmer, Beatles, Zé Ramalhos e um monte de gente boa que embalaram meus dias e noites, não tão distantes assim, mas que parecem uma eternidade diante da corrida do tempo e da tecnologia.

Agora estão aqui,  no apartamento em Niterói, no quarto dele, preparando-se para rodarem em uma aparelhagem que ele diz vai comprar ou trazer de lá, em outra investida ao sótão na próxima semana.  Disse-me que servirão para ouvir e criar novas idéias para suas composições eletrônicas.


Já lhes falei de sua paixão e interesse por música desde pequeno e de uns anos para cá, tem-se especializado em produções musicais que são o must dos novos tempos.  Confira se quiser a entrevista e o som de Daniel Lucas, aqui neste site.

Particularmente eu admiro muito todas as vertentes musicais,  antigas ou atuais, mas não consigo visualizar tanta beleza como foi naqueles anos 60/70/80 e gostaria muito de poder ouvir meus long plays dessas décadas e que eram verdadeiras obras primas, desde às capas, muitas delas verdadeiras trabalhos de arte, ao som gostoso criado por mentes brilhantes como um Michael Jackson, Pink Floyd, Carpenters, A-Ha, Elis Regina,
Earth, Wind & Fire,  Ramazzoti e Tina Turner, The Eagles e tantos outros.

E você, conheceu o famoso bolachão ou disco de vinil? 










21 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Esse post, além do tema interessante, ficou muito gostoso de ler, pela maneira q vc escreveu.

Eu acho q fui a última geração que cresceu com o LP. E adorava.
Hj temos ai os práticos mp3 (até o cd tá ficando obsoleto já). Mas não vejo mta graça em tocar um CD como vejo ao rodar um LP. Em casa, no Brasil, tem muito 78 rotações, herdados dos meus avós.

Eu ouço e compro LPs aqui, ouço bastante.
O bom que no Japão eles lançam muito LP de música brasileira, em reedições. E da fase boa da nossa música, anos 60, 70, um pouco dos 80. Apesar de tanta gente pensar que o Japão é tudo moderno, é nada... é facinho comprar um toca discos por aqui, tem em qualquer loja.

seu filho vai cuidar bem dos lps. e vai ter boa inspiração para suas próprias músicas, vai beber na melhor fonte.
bjs

Chica disse...

E como conheci!!! E também os de 78 rotações,rsrs Sou do tempo da pedra!!! beijos,linda semana,chica

Heloísa disse...

Oi, Beth,
Também temos muitos LPs, que estão guardados com muito carinho.
Parece que estão aparecendo "toca-discos", para permitir que sejam ouvidos.
Hoje, para quem conservou os aparelhos, a maior dificuldade é encontrar as agulhas próprias.
bjs

Vivi disse...

Oi Beth
Que delícia lembrar desses "bolachões" né!!!
Tb temos alguns guardados por aqui...rs
Beatles, Raul Seixas, Elton John, Secos e Molhados, Super Tramp, Ray Coniff, Nat King Cole e por vai...rsrs
É tão gostoso qdo os nossos filhos se voltam pra coisas passadas né!!!!
Meu caçula tem escutado ultimamente Cartola, Adoniram Barbosa, Luiz Gonzaga...e inclusive clássicas como Bach... e até rimos pois era com Bach que eu os colocava pra tirar uma sonequinha a tarde qdo eram menores... e disse: parece que essas musicas são familiares !!!! por que será né !!!!
Lindo seu post!!
bjs

Astrid Annabelle disse...

Bom dia Beth querida!
Ô!!!!!! se conheci!!!!rsss
Tive uma coleção muito grande de tudo isso que relatou no seu texto e muito mais. Meu marido e eu adorávamos música e não vivíamos sem. Vitrolinhas também tive, assim como aquelas aparelhagens de sons "ultramodernos" da época...rsss
Bons tempos...muito bons tempos...
Bela lembrança...
Hoje a vida é outra e estou resgatando todas essas músicas via YouTube!
Gostei muito desse seu post!!!
Um beijo gostoso por isso!
Astrid Annabelle

Cantinho da Cê disse...

Bom dia Beth,

Nossa, eu sou deste tempo, pelo menos na minha infância eu lembro dos bolachões...

Que bom que você guardou e seu filho poderá usar. Eu tentei conhecer o link que você deixou, mas não funcionou, que pena...

Boa semana,

Liza Souza disse...

Claro que me lembro. rs Sabe do que lembrei lendo seu post? Do RPM. Provavelmente o disco de vinil que eu mais gostava de ouvir e que voltou a tona na minha lembranca ao ler um texto tao lindo.
Beijos

pensandoemfamilia disse...

Oi Beth
Eu ainda guardo a minha radio vitrola, tenho lps. Concordo quando diz da beleza das músicas dos anos 60,70 e 80.
bjs

Lúcia Soares disse...

Oi, Beth. Ainda tenho alguns Lp's, mas a vitrola, ou radiola, não tenho mais. Nem me lembro como me desfiz da minha, não deveria tê-lo feito. Os lp's estão voltando, sabia? Há uma turma que os fabrica, li não sei onde.
Música é tudo de bom, embora eu esteja em recesso, quase não ouço.
Mas adoro.
Beijo!

Eduardo disse...

Beth, estou como a Chica acima. Eu tocava discos de baquelite que quebravam e rachavam se nao tomasse cuidado, alem disso tinha que trocar a agulha com frequencia...
Eu ainda tenho uns 5 ou 6 deles no meu sotao..
Um abraco
Shrek

Macá disse...

Beth
Me lembro e tenho muitos.
Verdadeiras jóias.
Não consegui praticar o desapego com eles. Estão guardados.
Tenho um aparelho também, mas a agulha está muito ruim, daí não dá pra ouvir.
beijos

lolipop disse...

Por incrível que pareça, o vinil está na moda, e não imagina a quantidade de lojas que existem com vinis no Japão. Alguns em segunda mão, podem custar fortunas, depende das edições ou de alguma outra especificidade.
E as capas são de facto lindas, não tem comparação com CD, nem o som...dizem os entendidos.
BEIJOS

Wilma disse...

Claro, claro Beth, ainda hoje, por coincidência, passando pelo centro do Rio vi duas pessoas vendendo esses discos na Marechal Floriano e outro na Rua do Carmo e fiquei justamente pensando nos bolachões que ainda tenho e não sei o que fazer deles, tenho um lindo do Taiguara, em duplicata, hahahaha tenho até que dá uma olhada antes que a maresia os deteriore. E parece que foi ontém, não é?

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Até que nós tínhamos muitos LPs, mas dei para um amigo para fazer artesanato. Hoje me arrepende, mas...
Bacana seu post. Legal o Daniel se interessar. Claro...È o trabalho dele...Nada melhor do que estudar e ficar a par de tantas coisas que se foram...Pelo menos os bolachões, pois as músicas são eternamente lindas.
Quantas coisas interessantes devem ter nesse sótão, heim???
Fui conferir o som do Daniel mas o site está em manutenção. Vou ficar atenta.
Beijos enormes para todos dessa casa que tem um sótão...

Nilce disse...

Oi, Beth

Que saudades!
Sabe, meu pai nos deixou uma coleção enorme de LPs que tínhamos e eu tenho muitos também.
Os meus estão guardados, agora os do meu pai, foram roubados todos, há alguns anos atrás. E eram tantos.

Seu filho deve estar encantado mesmo.

Bjs no coração!

Nilce

Kelly disse...

No meu aniversário de 15 anos ganhei um 3 em 1 da minha mãe kkkkkkk, mas pouquissimo tempo depois, questão de meses, já não fabricavam mais LPs, só CDs...
beijos

Manuela Freitas disse...

Olá Beth,
Claro que tenho os meus Lps, como tesouros de estimação e ainda tenho tb os mais pequenos de 45 rotações, depois ainda tive um gravador de fita, que dava para estar quase um dia a ouvir música. E depois vieram as cassetes, que já se deixaram de fabricar. Enfim em poucos anos tanta coisa mudou!...Que nostalgia, pegar um disco, limpá-lo com a escovimha e pô-lo a rolar. Também ainda tenho gira-discos, aqui chama-se assim!

Sem dúvida querida Beth, a música dos anos 60/70/80, a nossa, é a melhor!
Beijinhos para ti,
Manú

Leci Irene disse...

Conheci sim, e muito bem! hehe... ainda tenho alguns guardados lá na cada dos pais. Acho que vou buscar. fazer o q com eles? num sei não...

ManDrag disse...

Adoro Emerson, Lake & Palmer! O primeiro LP que comprei foi deles; "Tarkus".

Se conheci o vinil?! Cheguei a uma colecção de 500! Agora continuo escutando toda essa gente da época de 1970 em MP3, uns convertidos a partir de CD e outros através da internet.

Oh! Os bons velhos tempos...

Abraços

Rosamaria disse...

Ainda tenho muitos, alguns de muita estimação como os teus, mas um filho levou parte do meu som e fiquei sem o toca discos.
Ah! Tenho um gavetão cheio de fitas K7 também. Estas ainda escuto às vezes.
Bjim.

Ivana disse...

Bathinha, eu não tenho nenhum LPzinho pra contar história. Mas lembro muito bem do que ganhei, quando tinha 12 anos, do Michel Jackson. Nossa, quase morri de tanta alegria!
Seu filho é parecido com você!;)