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sábado, 9 de janeiro de 2010

Os loucos por Elvis





(Imagem site Yahoo)
"Em seus 42 anos de vida, Elvis bateu todos os recordes da indústria fonográfica, se tornou o rei do rock e a maior lenda da história da música."


Quando ele fez a primeira música e ofereceu à sua mãe como presente de aniversário em 1954, nascia um mito - um verdadeiro rei da música.

Muitas vezes minha mãe levou a mim e minha irmã às matinês nos anos 50 e 60 para assistir seus filmes alegres, cantantes e dançantes. Tinha até gente que dançava no próprio cinema o tal rock & roll animado e de saias godês rodadas com meias de cano curto e sapatinhos, estilo boneca, de verniz.  Era um must da época e eu via tudo com olhos espantados e com vontade de fazer o mesmo, sair rodopiando pelo meio dos salões, mas sempre fui meio inibida para estas coisas.  Só ficava olhando mesmo e cantando no meu 'inglês inventado'.


Lembrei-me de um fato super interessante e cômico que aconteceu logo assim que eu e marido nos casamos e um convite, feito por um de seus colegas de trabalho,  para um show no qual iria apresentar-se num daqueles bares moderninhos de Botafogo.  Meu marido aceitou o convite e veio me dizer todo animado que seria no próximo fim de semana.  
Vamos sim, disse eu, vamos ver e dar incentivo ao novo cantor, afinal é difícil ver engenheiros cantores, geralmente são tão sérios e introvertidos.


Lá chegando, sentamo-nos e vimos outros conhecidos do marido chegarem também, com curiosidade para ver o tal colega cantante.  


O show foi anunciado e adentra o palco um cara completamente diferente daquilo que o marido e os colegas viam no dia dia.  O topete cheio de brilhantina, umas calças reluzentes e de bocas largas, parecendo sinos de natal, uma gola alta e cheia de brilhos e dentro disso tudo,  o cara, fazendo um cover de respeito de Esvis Presley.  Aliás, ele cantava realmente, não dublava, não!  Cantava num inglês perfeito e fazia todos os trejeitos do ídolo, inclusive o rebolado insinuante.


Genteeeeeeeeem, vocês não acreditam a cara estática de cada homem ali presente! Mas, logo se restabeleceram quando viram a animação da ala feminina.


As mulheres adoraram, claro, e se mexiam todas ao som do Elvis tropical e ele deu seu showzinho na maior, não demonstrou nenhuma vergonha diante dos amigos e, depois, soubemos por ele mesmo, da sua paixão pelo cantor e do tanto que já tinha feito de shows e viajado aos Estados Unidos para visitar a casa do cantor em Menphis, da sua coleção de discos enorme e da vontade e prazer que tinha em fazer aquilo. Ele, inclusive, escreveu um livro mediúnico intitulado " Elvis Vive" e distribuiu para todos ali presentes.  Três meses depois foi carregado de camisa de força para o hospício.  (mentirinha, kkkkk)  Mas, a verdade é que o sujeito adorava o Elvis e dizia que tinha visões com ele.  Coisa estranha, mas existem aos montes por aí!  O fato é que foi um show inesquecível!




Elvis faria 75 anos agora e, com certeza, ainda cantaria para multidões de fãs fanáticos como este e para mim mesma que ao vê-lo, relembraria dias maravilhosos da minha infância, os tais anos dourados.




"Deixando as lendas urbanas de lado, há uma certeza: 32 anos depois de sua morte, existem centenas de milhares de fãs e imitadores ao redor do mundo."
(site Yahoo)







12 comentários:

Mila Viegas disse...

Hahaha, imagino a cara dos colegas de trabalho. Que máximoooooooooooooo!!!! Eu teria gritado horrores igual a uma louca, porque adoro isso! rs.
Embora não seja da minha época, eu herdei da minha mãe o gosto por Elvis. Sempre achei ele lindérrimo e adorava assistir aos seus filmes. Impossível ficar parada ao som rockabilly.
Na adolescência escrevi uma peça para apresentar no colégio ambientada nos anos 50. Tinha dança e tudo. Foi um sucesso!!! Infelizmente não guardei o roteiro e me lembro pouco da história em si. Mas fizemos um palco com dois cenários, um onde uma avó na cadeira de balanços contava para a sua neta suas peripécias da juventude e no outro cenário acontecia a dinâmica das suas lembranças. Foi um barato e ganhamos nota 10. Todos os alunos da turma participaram para espanto meu.
Eu era daquelas que invetava moda, colocava lenha na fogueira e todos seguiam minhas loucuras. O bom é que sempre dava certo e todos se divertiam muito com tudo aquilo.
Até aulas de teatro eu consegui de graça com um amigo (já falecido)... Os figurinos de época também foram devidamente arranjados. E tinha um carinha que colecionava carros e mobiletes antigos assim como discos da época. Ele fez a trilha sonora e nos cedeu uma lambretinha show para a peça.
Bons tempos e criatividade a mil!!!
Beijos

Lucia Cintra disse...

Talvez por nao ter sido da minha epoca, nunca fui fa dele. Acho algumas musicas legaizinhas, mas nao compraria nenhum dos seus albuns. Sei la, nao eh meu tipo favorito de musica, rs. bjos

PS: Quanto era pequena, tb tinha o meu ingles inventado e me lembro ate hoje de uma musica de um seriado da epoca que eu cantava sem saber o que estava falando (cantando ingles tudo errado - SE voce conseguia decifrar que era ingles, haha) que aprendi mais tarde, depois de ser fluente na lingua aqui. Da ate vontade de rir de como eu cantava, eh mt engracado.

Sonia H. disse...

Beth querida,

Realmente, ele deixa saudades... Eu também adorava assistir aos filmes dele, sempre tão elegante, sorridente, era um herói cantante, não é? Quanto charme.
É uma pena que tantos ídolos tenham morrido tão jovens... parece uma sina.
Prefiro ficar com essa imagem de Elvis: O Elvis jovem, sorridente, charmoso, simplesmente lindo. Pois a que ele tinha quando morreu era de decadência - sem fôlego ao cantar, um ser humano cansado...
Beijos e um ótimo fim-de-semana!

Heloísa disse...

Beth,
Lembro bem quando o rock do Elvis surgiu, e de todo o seu sucesso.
Mas, sabe, nunca fui do rock. Achava interessante e ficava impressionada com os dançarinos de rock (principalmente nos filmes), mas me ligava mais nas músicas românticas da época.
Beijos.

Ana disse...

Pois é...
Os imitadores proporcionam belos momentos aos eternos fãs do Elvis.
O mito nunca morrerá...

Lu Olhosde Mar disse...

eu estava em SP qdo ele morreu, na casa da minha avó... me lembro como se fosse ontem. bjo, querida!

Dani dutch disse...

OI Beth, sou fã de Elvis e dos Beatles, e adoro musicas dos anos 70 e 80... Aba, a lista é gigante... muito melhores do que esses batidões de agora, e aquela música eletrônica terrível... bjusss

Lúcia Soares disse...

Ah, Elvis...Adoro! Curti todos o seus filmes, num charmoso cinema que passava em matinée todos os domingos, alternando com Cantinflas, cinema nacional, épicos de Hollywood. Um tempo bom demais!A beleza de Elvis, sua voz, seu charme, marcaram toda uma geração. Boa lembrança! Bj

Glorinha Leão disse...

Eu ein Beth, anos 50, 60? Vc não é muuuuuito mais nova que eu?
Como que pode ter vivido nos anos 50 e 60? Ou somos contemporãneas?
Eu te confesso, não fui muito ligada em Elvis não, minha irmã era louca pelos Beatles, e eu tinha vários discos deles...por causa dela que era 7 anos mais velha, mandava eu pedir pro meu padrinho...kkkk espertinha ela!
Olha, vamos sim, vamos nos encontrar essa semana, depois do Fashion Rio...acho que termina na quarta...Vou te dar meu celular lá no email, tá?
Beijocas.

Meire disse...

Grande Elvis!
Tem uma blogueira que é super fan de Elvis, a Magui.

Bjs

Luciana Håland disse...

Adoro Elvis. Outro dia vi dois filmes dele.
Beijo

ML disse...

Esse cara foi o "inventor" do "sex appeal" da 2ª metade do século "passado".
Quando adolescente, vi muitos de seus filmes na Sessão da Tarde - e ontem estava assistindo a um filme sobre Johnny Cash (John and June?), que tinha uma certa inveja do "Elvis the Pelvis".
Sempre fico - acho que a sensação é geral - com muita pena de gente que conseguiu chegar "lá" e capotou ribanceira abaixo.
Não teve capacidade pra "segurar a onda" e administrar a carreira.
Deve ser duro mesmo deixar de ser atração para ser história...

bjnhs