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domingo, 29 de novembro de 2009

Como é que é em sua casa?



Definitivamente não sou daquelas pessoas que passam pela vida sem observar à minha volta, estou sempre antenada ao comportamento humano e suas variantes, à natureza e suas mudanças , à música que é um elemento forte em minha vida sempre e gosto de tê-la em meus dias, às flores e bichinhos que tenho em casa e pelos caminhos onde ando. Mas, se você me perguntar se eu observei que uma pessoa tinha ou não varizes finas nas pernas ou se usava um determinado esmalte nas unhas, sinceramente, não sou muito observadora neste nível e até passo vergonha às vezes por não ser muito boa fisionomista, esqueço facilmente de alguém se não vejo sempre ou se o rosto não for muito expressivo.



Como estou sempre a observar daqui e dali, vi esses dias uma senhorinha bem pequena, quase anã, próxima dos 80 anos, um pouco curvada e acompanhada do netinho que não tinha mais que 5 aninhos, fazendo juntos o supermercado. Ela, com certeza, era descendente de chineses ou daquele povo ali perto, acho que Mongólia, seus traços pareciam muito com eles e o tamanho também, mas era de uma perspicácia e dinamismo que por causa disso, chamou-me tanta atenção. Dinâmica, enfiando as coisas rapidamente no carrinho e depois na chegada ao Caixa e o netinho ao lado dela, ajudando-a a retirar as coisas do carrinho que não era do supermercado e sim daqueles que algumas donas de casa ainda levam para a rua. Os dois estavam intimamente ligados no trabalho que executavam e nem olhavam pros lados.



Foi ali, no Caixa ao lado, que eu e meu marido ficamos olhando-a de longe e ele observou que seus traços eram bem mongóis e a sua capacidade de trabalho era impressionante, não parecia ser de uma mulher octogenária, facilmente denunciada pelos cabelos brancos e corpo já curvado da idade, mas a atitude dela, sim, era de chamar a atenção realmente. E o mais incrível e que eu emendei na conversa com o marido era que o menininho, também com traços mongóis, tão pequeno e já tão participativo naquela empreitada, até lembrei-me que não era um programa que eu fazia com meu filho. Sempre o poupei de coisas que ele não gostava de fazer, como compras comigo na rua ou ajudar-me em casa nos afazeres. Nunca forcei-o a carregar coisas para mim, colocar lixo na rua, mesmo maiorzinho, nunca chamei-o para amassar biscoitos por exemplo ou fazer a sua própria cama. Nunca fui pra cozinha amassar um bolo e chamei-o para ver como fazia ou pedi que me ajudasse a amassar a massa ou colocar farinha, sempre priorizei sua diversão, então ele ficava no video game ou com seus brinquedos ou amiguinhos. Quase tudo eu mesma fazia ou era minha ajudante, mas ele nunca foi chamado a essas coisas, assim como nunca o levei a um cemitério para sepultamento de alguém ou à igreja forçosamente, sempre deixei que ele escolhesse sua manifestação espiritual, talvez por eu ter sido forçada quando criança a essas e outras coisas, então achava que seria melhor que ele escolhesse sobre este assunto. Mas, sempre lhe falei de Deus e dos mandamentos, isso era condição imposta desde cedo em nossa casa, ele tinha que entender que embora os pais não frequentassem igreja nenhuma, eram obedientes às leis de Deus e ele cresceu dentro desses preceitos e nunca nos deu tristeza neste sentido. Hoje, ele já mora sozinho e cuida muito bem de seu apartamento até, pois fiquei impressionada com seu guarda-roupa organizado, melhor do que muita menina por aí, mas ele nunca fez nada parecido aqui em casa e quando vem de férias, retorna ao jeitão de antes. Eu deixo, afinal são férias!



Vi naquele menininho com sua avó chinesa, uma bonita ligação e ao mesmo tempo uma forte influência de comportamento e aprendizado, provavelmente passado de pai para filho e assim por diante. Sabemos que certos povos têm em seus genes e em suas ligações familiares muita força, muita influência do que o mais velho fala e determina, assim como vejo que os brasileiros não costumam ter com seus filhos comportamentos que os contrariem ou que os façam trabalhar desde cedo em casa, ajudando, participando, ouvindo e seguindo histórias familiares. Vejo até filhos com pais bem sucedidos, mas que não querem trilhar aquele caminho, preferindo escolherem suas carreiras ou fazerem as coisas por um modo totalmente diferente daquilo que os pais orientam.
E também vejo crianças que não acompanham pais em nada, a não ser para seus próprios interesses, festinhas de aniversários, brincadeiras com os coleguinhas nos clubes ou escola, fora isso não estão nem aí para o que o pai ou a mãe sentem, se estão tristes, cansados, estressados, se tiveram um dia de muito trabalho e muitos até fazem cobranças ou não ajudam em afazeres domésticos, mesmo que fáceis.
Raramente ouço alguém dizer que os filhos são participativos em casa, a maioria das pessoas que conheço e conheci com filhos que foram pequenos no mesmo tempo que o meu, todas tiveram a mesma convivência familiar e até mesmo agora, quando jovens, vão e voltam de suas escolas ou universidades, mas não se envolvem nas tarefas domésticas.



Na sociedade americana e canadense é facilmente percebida a inclusão das crianças e jovens em diversas atividades familiares ou mesmo no incentivo que dão aos trabalhos voluntários desde a tenra idade, notadamente nas pequenas cidades de interior, quando frequentam a High School, não importando a condição sócio-econômica da família, fazendo com que os filhos entendam o quanto é importante esta inserção na sociedade.



Claro que a culpa é nossa, dos pais, que não souberam ou não quiseram administrar desta forma, delegando uma ou outra pequena tarefa dentro de casa. Por isso pergunto a vocês como tem sido esta relação com seus filhotes, quer sejam pequeninos ou jovens hoje em dia? Eles ajudam, fazem pequenas coisas como varrer, arrumam seus quartos, participam na cozinha, jogam lixo fora, organizam suas roupas quando chegam da rua, guardam seus brinquedos, como é isto em sua casa?





Cao Daqiao (dir.) e Cao Xiaqiao conversam em casa em Weifang, leste da China. As duas têm 104 anos e são consideradas as gêmeas mais velhas do mundo
(Olho Mágico)




17 comentários:

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Beth, muito boa idéia a sua de postar sobre esse assunto. Aquí em casa sempre facilitamos tudo para eles. Eu, numa certa época comecei a querer que "colocassem a mão na massa" , mas era um contra todos. Hoje vejo o reflexo disso.
Gerou neles um certo atraso no entender de relacionamentos e problemas que só eles podiam resolver. Estão apanhando um pouco da vida, mas eu penso que nunca é tarde para aprenderem e larguei mão de dar colinho. Não sou eterno e havia uma acomodação geral em casa. Eu estava trabalhando, levando na escola, fazendo o super mercado, explicando as tarefas,..., "peraí".
Será que vou ter que namorar a namorada deles? kkk! Não dá certo, né Beth. Tudo que você observou sobre a cultura oriental e mesmo os nossos antecessores, são corretos. Nossos filhos crescem mais confiantes e mais disponíveis e nós ficamos mais tranquilos porque sabemos que eles sabem se virar.
Adorei sua postagem. Beijos paulistas. Manoel.

Lucia Cintra disse...

Pois eh, a cultura americana eh bem diferente. As criancas fazem tudo com os pais desde cedo e aprendem (na maioria das vezes) a dar valor as tarefas e as pessoas.

Apesar de ter crescido no Brasil, eu e minhas irmas sempre fomos muito juntas e envolvidas com minha familia e varias tarefas do dia a dia.

Saiamos pra fazer compras com nossos pais, principalmente minha mae e avo' materna (amava ir na feira com elas e guardar os alimentos quando chegavamos em casa), ajudavamos na cozinha com gulozeimas como bolos, paezinhos e os famosos bolinhos de nata que minha avo inventava de fazer nas tardes preguicosas (me lembro de aprender a fazer bolo com ela)...

Tudo bem que cresci meio "spoiled", pois tinha empregada pra preparar nossas refeicoes, fazer minha cama, arrumar minha bagunca (Al diz que sou bagunceira por causa disso), mas meus pais, principalmente minha mae, sempre participou da nossa vidinha e vice-versa. Estavamos sempre juntos!

Nao tem um amigo meu que nao tenha conhecido e convivido com minha mae (era mais minha mae, pois meu pai estava sempre viajando a negocios) e todos ate hoje falam sobre ela.

Meu primeiro namorado (voce o conheceu no Porcao, lembra? O Marcus?) uns anos atras mencionou que lembrava da gente ajudando minha mae a lavar o carros grandes que meus pais tinham. A gente saiu da piscina e foi la farrear com ela (eu adorava lavar os carros) - e olha que nem me lembrava mais disso, so quando ele mencionou.

Nao tenho intencao de ter filhos, mas se tiver, quero cria-los nessa mistura de culturas (a amizade, amor, carinho e envolvimento com as coisas do dia a dia que recebi dos meus pais) e a independencia e participacao de absolutamente tudo da cultura americana.

Otimo post! bjos

Georgia disse...

Oi Beth, aqui em casa vc sabe como é. As criancas sao participativas. Assim como eu e o Christian temos as nossas tarefas, nossos filhos têm as suas. daniel leva o lixo para fora, nem sempre, mas sabe que é tarefa dele. É ele quem pega água ou refrigerante no subterrâneo e ele gosta de fazer. Uma vez no mês ele me ajuda a rrumar o quarto dele e isso me tem facilitado uito já que nao temos nenhuma ajudante. Fora disso, ele conserva pois já sabe o trabalho que dá. A Vivi vendo todas essas acoes, já cuida do quarto dela e até no Jardim as professorinhas dizem que ela é a primeira a dizer que depois da brincadeira ela e as amigas devem arrumar a bagunca. Nao sei se terei uma geracao diferente, mas acho que as criancas podem ser educadas diferentes. No Brasil as maes fazem tudo ou as ajudantes e vejo com tristeza o quanto os nossos jovens nao respeitam esse trabalho exatamente por nao saber o quanto custa.

Um ótimo tema, parabéns!

Beijos

rocosta disse...

Beth na minha época meus irmãos e eu tínhamos tantas tarefas-responsabilidades que quis fazer diferente com a minha filha e não me arrependo. Criança tem que estudar e brincar. E seu filho e minha filha estão aí pra provar que não prejudicou, pois hoje são responsáveis.
Beijão!

Elaine Maria disse...

Oi Beth! Bom dia! Menina, eu até que tento pôr os bichinhos na linha aqui em casa, mas tá difícil viu? Tudo bem que são pequenininhos, mas até pra catar brinquedo espalhado é uma luta... Vamos ver quando crescerem, se a coisa menlhora (ou piora!).
Grande beijo, excelente semana!

Luma Rosa disse...

Aqui em casa só não pedem a benção! Brincadeira! Eu peço a benção até hoje para a minha mãe e os meus sobrinhos, em Minas, todos possuem ainda essa tradição e outras, como aprender coisas desde pequenos com os mais velhos. Aqui no Estado do Rio, tudo é mais relax! Acho que é o cheiro da maresia.
Os filhos quanto mais novos, mais ajudam. Quando vão chegando a idade da impertinência, aí sim é chato! Aqui em casa é um tal de "Poxa, mãe! Justo agora?" - mas fazem, mesmo com essa reclamaçãozinha inicial. São iguais a nós! A nossa reclamação é mental!

Beth, sobre o meu post de hoje, ninguém me ofendeu. Ofendeu a "Flávia, vivendo em coma", ofendeu sua mãe Odele. Um destes garotos escrotos que se acham engraçadinhos, por isso a minha indignação.

Boa semana! Beijus,

Lúcia Soares disse...

Oi, Beth. Sempre tive empregada,mas certas tarefas eram os filhos que faziam. Quando muito, não bagunçar também é uma maneira de ajudar, né? Arrumar gaveta, colocar tudo nos lugares, eram tarefas deles. Hoje se viram bem, são caprichosos, não sem ter uns momentos de preguiça e um "deixa pra lá". Mas o mais importnte é não ser "obrigação", e sim uma conscientização de ajuda mesmo, de que cada um cuida de uma coisa, pra facilitar para todos.
Claro que sou totalmente a favor dessa interação, pois a família, em primeiro lugar, é o melhor núcleo pra esse aprendizado.
Mas mesmo não delegando tarefas a filhos, eles podem valorizar quem faz e saber se conduzirem quando preciarem. Adoro seu jeito de colocar os assuntos, fazendo um paralelo entre o que vê à sua volta e a sua realidade.Bj
Bj

Flávia Fayet disse...

Beth, passei rapidinho so pra avisar q tem selinho... Beijos

Desculpa a rapidez, to indo viajar... Amarrrrrrr

Liza Souza disse...

Beth,
desde pequeno já envolvo o Miguelzinho nas tarefas comigo. Nao quero fazer com que as tarefas sejam algo chato que ele seja obrigado a fazer por que a mamae mandou, mas quero que ele tenha vontade de ajudar e que participe na medida do possivel. Hoje já vejo que ele gosta de ajudar, por exemplo ele leva sempre o lixo, os talheres que ele usa e coloca em cima da pia. Tbm ajuda a guardar as coisas dele. Claro que por ser pequeno, as vezes me atrapalha mais que ajuda, mas acho que é assim que comeca, ne?
Adorei o post!
Beijos

Mila Viegas disse...

Aqui, desde sempre, o Natan sempre ajudou. Na realidade ele gosta de cuidar das coisas dele. Arruma a cama todos os dias quando acorda, separa as roupas novas das de "andar em casa", enche os litros de água da geladeira (por vontade própria mesmo), algumas vezes lava a cuequinha dele na hora do banho, quando a blusa do colégio vem muito suja ele mesmo passa uma água e me dá para estender... Enfim... ele tem 09 anos e ajuda sem imposição. Eu nunca precisei efetivamente impor algo ou obrigar ele a fazer algo.
Com os brinquedos ele também é muito organizado e nunca deixa nada espalhado.

Eu tenho orgulho dele e espero que ele continue assim.

Beijocas e adorei falar com tu hoje... rsrsrs

aminhapele disse...

Para fazer uma "perninha"...
Como sabe,meus filhos já têm uma idadezinha.
O mais jovem,há poucos dias,fez 37.
Tal como eu,em casa,sempre tivemos tarefas partilhadas.Todos,fazemos de tudo um pouco.
Desde fazer a cama,limpar a casa,cozinhar,lavar a roupa,dar banho e mudar a fralda aos bebés(no nosso tempo,as fraldas descartáveis eram produto raro e caro),lavar o banheiro,etc.
A única coisa que nunca consegui fazer,em condições aceitáveis,é passar a ferro...
Não nos caem os parentes na lama,por tal coisa!
Todos gostamos de preguiçar e deixar o trabalho para os outros.
Suponho que essa coisa de "proteger" os filhos,isto é não os deixar fazer nada,não é mau nem é bom.
Diz respeito,mais que à educação,ao cartão de crédito de cada um.

Heloísa disse...

Beth,
Adorei o tema.
Acho que, com a facilidade de termos ajudantes, acabamos deixando de conscientizar nossos filhos para a necessidade de serem ordeiros, e de terem suas "obrigaçoes" em casa.
É mais fácil deixar que a ajudante arrume a bagunça dos brinquedos e das roupas, do que conseguir a colaboração das crianças.
Penso que deve haver uma forma de contar com a ajuda das crianças numa boa, e sem atrapalhar suas horas de brincadeiras ou lazer.
Noto que a Isadora gosta de ajudar e, quando está comigo, sempre a chamo para colocar os talheres na mesa, ajudar a esticar a toalha, ir passando os ingredientes para mim (quando estou na cozinha), e outras tarefinhas simples. Agora, arrumar os brinquedos .... ainda não consegui.
Beijo.

Ana disse...

Como vc eu poupei meus filhos das tarefas domésticas.
Mas, desde sempre, tiveram a obrigação de guardar seu brinquedos e mantê-los organizados.
Nada espalhado pela casa. Nem roupas, nem material escolar.
Nem roupas jogadas no banheiro ou copos esquecidos na frente da TV.
O que acho bacana é que eles sempre curtiram tudo arrumado e nunca foram destrutivos. Não lembro de nenhum estrago que tenham feito em móveis, tapetes ou paredes...

Sonia H. disse...

Beth,
Considero importante inserir a criança nas atividades domésticas. Eu cresci ajudando minha mãe - não somente eu, mas todos os meus irmãos tínhamos tarefas a cumprir em nossa casa.
Aqui em casa, nós educamos nossos filhos assim. De acordo com a idade, eles vão recebendo tarefas que possam cumprir. Quem coloca a mesa para tomarmos café é meu filho, o pai depois tira e eu arrumo o que fica no caminho. Meu filho também arruma a cama dele e a da irmã. As roupas sujas eles têm de colocar no cesto. Marcela guarda seus brinquedos e tudo o que deixa espalhado pela casa.
Acho muito importante esta participação.
Beijos,

Heloisa disse...

Também cometí o erro de poupá-los das "mínimas" atividades domésticas, como arrumar seus brinquedinhos, por exemplo...
Afinal, a vida não está aí pra poupar ninguém, não é mesmo?!
(traduz-se em excesso de proteção!)
Mas, conseguí ensinar pra eles valores essenciais para viverem em sociedade, pois hoje são pessoas responsáveis e dignas.

Educar um filho não é tarefa das mais fáceis......

Silvia Masc disse...

Muito legal esse tema.
Aqui em casa, quando criança, o filhote não foi exijido, passava o dia inteiro na escola, a noite tinha pouco tempo para brincar, e eu o deixava até os últimos segundos antes de escovar os dentinhos, ouvir uma história e boa noite!
Hoje, adora cozinhar e o faz com maestria, porém nada de pratos simples, adora temperinhos sofisticados as vezes surpreendentes. Hábito que adquiriu com amigos, que aqui em sampa tem o hábito de se reunirem e preparem bons jantares. Mora só tb. e o apto. é mais ou menos em ordem, até porque o meu conceito é de ordem, o dele é de praticidade, o livro maior, fica em cima do menor, por é o maior que ele vai precisar primeiro.
Nos finais de semana, o quarto costuma ficar algo como pós tsunami, mas antes de voltar para onde estuda, dá como ele diz "uma geral".
percebo bons hábitos, e entendo que não fazer, não é inválido, quando criança, pq. eles sempre nos observam e copiam os exemplos, sejam ele, bons ou maus.

beijinho

Dani dutch disse...

OI Beth, tudo bem?
Em casa desde os 8 anos eu ajudava minha mãe a cozinhar, arrumar a casa, ir ao mercado, porque ela trabalhava fora e minha irma ianda era pequena, e toda semana 1 X por semana ou eu ou minhairmã passava na minha avó para limpar a casa dela.
Mesmo depois de começar a trabalhar e a estudar no fim de semana eu ajudava com as roupas e mercado.
bjusss