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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Novas Atitudes para Novos Tempos

(Foto Google)


Talvez por já estar noutra fase da vida, meus interesses por revistas ou livros são bem diferentes daqueles que meu filho tem. E hoje, peguei uma revista que ele compra mensalmente e que, segundo ele, serve para inteirar-se do que está acontecendo no mundo dos negócios e mercado de trabalho, coisa que ele ainda nem começou, já que somente estuda, mas precisa estar antenado para quando surgirem as oportunidades. Gostei tanto que selecionei dois artigos que achei interessante mostrar aos amigos, tanto aos jovens para interação das novas possibilidades, quanto aos mais velhos, servindo de orientação para seus filhos, já que muitas recomendações servem para aqueles que buscam trabalhar em companhias globais e estão atrás de grandes oportunidades. Afinal, no mundo moderno é preciso disposição para mudar, considerando principalmente a possibilidade de ir morar na Ásia, por exemplo, e por isso é bom que ativem o estudo de idiomas, particularmente o inglês, pois é a língua mundial dos negócios e que desenvolvam habilidades interpessoais e sensibilidade cultural. Conheçam mais sobre geografia, leiam sobre política, interem-se dos problemas que a geopolítica age sobre a economia e não fiquem somente naquilo que aprendem nos bancos da Universidade.

O primeiro artigo:

Você mora onde é melhor para você?


Muitos profissionais já desistiram de boas oportunidades de trabalho em razão da condição de ter que se mudar para outra cidade ou estado. A necessidade de mudança ou a distância da família são motivos razoáveis para não aceitar um convite, mesmo que a proposta inclua um bom pacote de benefícios. Mas, com tantas cidades oferecendo várias oportunidades de emprego e diferenciais de qualidade de vida Brasil afora, você deve se questionar se está mesmo vivendo onde deveria.


Será que vale a pena mudar de vida, deslocando geograficamente toda a rotina familiar, em troca de pequenos incrementos na remuneração? Não, esse não é o único critério para sua decisão. Além do aumento na renda, você deve analisar o pacote de benefícios, a queda (ou não) no custo de vida e a possibilidade de ter uma rotina mais saudável para toda a família. Mais importante ainda é considerar se a nova oportunidade irá lhe proporcionar condições de mostrar qualidades suas que hoje não aparecem seu trabalho.


A resposta à pergunta que abre o parágrafo anterior tende a ser que sim, vale a pena mudar de vida. Ou melhor, valeria, se você estivesse preparado para a mudança. Um grave erro cometido por muitos profissionais é adotar um padrão de vida que engesse suas escolhas. O melhor exemplo disso é a compra da casa própria financiada. A partir daí, qualquer necessidade de mudança implica significativa perda financeira. Lembre-se de que, ao revender a casa que você ainda não acabou de pagar, o novo proprietário não lhe pagará o que você desembolsou com os juros, que são a maior parte do valor pago em financiamentos de longo prazo.

Os maiores impedimentos contra boas propostas de trabalho são criados por nós mesmos, com base em escolhas impulsivas que conflitam com os interesses profissionais. Se você ainda está batalhando por transformações em sua carreira, em busca de aumento e novas oportunidades, evite assumir compromissos fixos. Tenha uma vida financeiramente mais leve. Se o melhor lugar para você trabalhar nem sempre é onde você mora, esteja preparado para as oportunidades.

Gustavo Cerbasi
(Consultor financeiro e autor do livro Casais Inteligentes
Enriquecem Juntos (Gente) e de
Investimentos Inteligentes (Thomas Nelson).

11 comentários:

Lúcia Soares disse...

É, Beth, sei bem como é isso.
Meu genro se mudou pra Londrina por promoção na empresa em que trabalhava. O ganho financeiro, realmente, nem sempre é o mais importante, ele se preocupou com a carreira, possibilidade de crescimento profissional. De quebra, ainda foi pra uma cidade deliciosa de se morar.
Meu filho, também, foi para o interior, aqui em MG mesmo, visando a carreira, não a remuneração.
Claro que essa decisão custa muito, nem sempre é fácil viver longe dos pais e irmãos.
Também leio tudo que me cai nas mãos e sempre se aprende algo, mas nada como a vivência. Quando eles têm que decidir algo assim, sempre precisam dos conselhos de pais ou amigos.Nunca é uma decisão tomada de olhos fechados. E nem sempre vale a pena, principalmente se só se pensar na remuneração.
Adorei ler.
Manda o outro artigo!
Beijos.

RoCosta disse...

Menina... que coisa! Acabo de vir de uma entrevista de emprego e conversando com minha irmã no skype disse a ela que depois que ela vir e tiver voltado para Espanha vou tentar emprego em Recife... ela disse: Nossa!
Beijos!

Isabella disse...

quem está bem informado tem melhores chances, Beth!

hoje tb falei de atitude, que coincidência!

LINDA a foto do Rio!

bjs

Beth/Lilás disse...

Lúcia,
Seu genro foi inteligente ao aceitar a promoção visando a possibilidade de crescimento profissional.
Poucos veem isso e ficam nos mesmos lugares sempre e para sempre.
Como foi o caso certa vez de um funcionário que trabalhava em Macaé e insistia para voltar para o Rio de Janeiro, porque ele queria morar no Rio, afinal era um carioca. Mas, na realidade não era bem Rio e sim um bairro chamado Paciência que só pelo nome você pode imaginar onde fica - Paciência é lá pelo Km 50 da Av. Brasil a quase 50km do centro do Rio de Janeiro. Pode???????

As pessoas tem que ir onde está o dinheiro, o bom emprego, a boa condição de vida, certo!
beijos

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Ro,
Acho que você pode ir delineando essa possibilidade, além do mais o NE aumentou o consumo, motivado pela ascensão de pessoas para a classe C e está mudando a economia local e movimento o mercado de trabalho na região.
Parece que o tio Lula fez alguma coisa boa por lá!
bjs

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Isabella,

Bom falar sobre estas coisas com as pessoas neste momento de grande insatisfação e perda de empregos.
Tenho lido por aí nos blogs, muita gente desolada com a possível perda de seus empregos.
beijos

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Blog do Óbvio disse...

Beth, muito interessante e esclarecedor esse texto. Hoje em dia buscamos mais a felicidade que a alta remuneração, mas quase sempre somos impetuosos nas decisões. Esse texto leva à reflexão. Acho que nos desacostumamos à refletir. A mídia tem feito isso por nós e isso é péssimo. Adorei essa sua idéia. Aguardamos a segunda parte.
Beijos para os novos tempos. Manoel.

Bia Mendonça disse...

Beth, é por isso que acredito em analisar as oportunidades enquanto ainda está recem formada. Mesmo que não tenha muitas, a mudança de vida pra quem não tem nada concreto ainda na vida, é até uma boa maneira de começar sua própria vida (quando se está ainda na casa dos pais).

Bom artigo. :)

bjs

Meire disse...

Achei interessantisso este artigo, vou repassar para minha sobrinha.
Bjs

BarbieGirl disse...

Muito bom saber, que mesmo seu filho sem estar no mundo dos negócios, já está procurando e se inteirando das notícias globais!!

tem sucesso!!

beijos e um bom fim de semana!

Lu Souza disse...

Muito oportuno o texto Beth. Meu marido e eu sempre conversamos sobre isso, ele, que é um estudante de engenharia, sabe que as chances de receber propostas para atuar em outras cidades ou estado são muito grande. Claro que não podemos ficar parados esperando isso acontecer, até lá temos que tocar o barco, mas sempre refletimos sobre " os compromissos fixos e a longo prazo" como o financiamento da casa propria e até mesmo a compra de um carro com pretações muito longas...
Adorei! Eu sou uma pessoa que vive pronta pra mudar! A gente sofre, sofre, mas cresce, aprende! Já fiz isso mais de uma vez e nao me arrependo! É importante estar aberto a mudanças...e claro, conciliar sucesso profissional com nosso bem estar, com a paz interior!

Lucia Cintra disse...

Eu nao pensaria duas vezes se tivesse uma oportunidade boa de trabalho num lugar diferente! Se esse, o pacote de beneficios e a cidade/pais fossem bons, ja estaria indo!

E eh verdade e mais logico nao se enraizar logo assim de cara. Aqui se vc comprar uma casa, pra fazer valer a pena, deve ficar nela pelo menos 5 anos pra ela poder valorizar e vc conseguir o restante do dinheiro que financiou de volta com a venda. Ainda mais agora nesse mercado no qual eh mais facil comprar do que vender.

Bjos

Luciana Håland disse...

Beth, muito legal esse artigo, vou ficar aguardando o outro.
Beijo