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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mulher-Profissão-Mulher

(Daniel Ely no parquinho-1985)


São onze horas da manhã e passo em frente a um prédio novo aqui da esquina. Este prédio parece moradia de casais jovens, na faixa de seus 30 e poucos anos e têm muitas criancinhas brincando no play ground, acompanhados das respectivas babás, poucas mães, aliás, hoje, não vi nenhuma, apenas 3 babás sentadas num banco batendo papo, observando os pequeninos nos seus brinquedos coloridos de plástico do parquinho com grama sintética bem verdinha. Pude ouvir uma das babás dizendo uma frase chula, pois os verbos estavam errados e continha um palavrão no meio,e a conversa continuou, mas eu não mais a ouvi porquê segui na minha caminhada, pensando como deve ser difícil deixar os filhos pequenos, alguns em idade que estão aprendendo a língua, nas mãos de pessoas semi analfabetas e sem boa educação.


Tudo bem, cada um sabe das suas necessidades e hoje em dia as mulheres precisam trabalhar fora para se sentirem realizadas, afinal lutamos no passado para dar a elas hoje essa condição e ademais os rapazes não querem mais se casar com moças que ficam dentro de casa, querem também uma mulher que ganhe bem ou que, pelo menos, os acompanhem nas divisões financeiras de um lar. A estrutura familiar mudou muito nestes últimos 25 anos, principalmente com relação à distribuição dos papéis, mas a mulher e mãe, além de trabalhar fora tem ainda o trabalho extra com a casa e com os filhos e não é raro ver muitas que pegam os filhos nas escolas, reveem os deveres de casa, cuidam dos uniformes, do banho, das mochilas e ainda dormem com culpa de estarem fora de casa e longe de seus filhotes.
Resumindo: mulher trabalha fora e dentro, não tem escapatória!


Acho que é um processo meio impossível de se reverter, mesmo porquê vemos hoje em dia que a força feminina em diversas áreas de trabalho tem sido superior a dos homens, assim como vemos as meninas se despontarem melhor nas universidades que os meninos. E a pressão econômica no mundo de hoje, além do consumismo exacerbado faz com que um homem sozinho não seja suficiente para sustentar uma família. Se eu tivesse uma filha, acho que a direcionaria primeiramente para o trabalho e sua realização profissional, mas não creio que este seja o caminho que toda mulher tenha que traçar de forma contínua até o fim, pois acho a figura feminina de suma importância dentro de uma casa, no controle da mesma e no apoio afetivo aos filhos e ao marido.

Vejo mães que têm se destacado neste panorama com super desenvoltura, criam seus filhos muito bem, mesmo trabalhando fora, mas pagando um preço alto com grande sacrifício.

Outra faceta são os dos casos não preparados, aqueles que surgem em nossas vidas repentinamente, como por exemplo o de uma colega da academia de seus 4o e poucos anos que na semana passada, me participou alegremente que ia ser avó. Parabenizei-a, mas não pude deixar de perguntar como tinha ocorrido o fato, tão de repente, afinal o filho dela é mais novo que o meu, tem 22 anos apenas e até outro dia estava lá na padaria de seu avô, atrás da caixa registradora. Essa minha colega é viúva e acaba de ganhar uma medalha de participação numa meia maratona em corrida referente à sua idade. É uma mulher que nem de longe lembra uma avózinha, mas virou de repente. Ela me disse que agora o assunto já se encaixara e ela já se via como tal, mas que foi um baita susto quando ele contou prá ela que tinha engravidado a namorada que é apenas dois anos mais velha que ele. Disse-me que o rapaz chorou três dias seguidos, coitado! Mas, que com o apoio dela e dos avós, ficou mais tranquilo e todos resolveram encarar o fato normalmente, mesmo porquê uma criança vir ao mundo é uma coisa bela e no fundo tem-se mesmo que festejar e não ficar só lamentando, o que eu concordo plenamente.
Segundo ela, foi até bom, assim ele bota a cabeça no lugar e vê que não pode continuar sendo aquele estudante universitário de carteirinha e terá que pegar firme no negócio da família. A moça, por sua vez é de excelente família, trabalha como advogada formada e a criança ficará muito bem, numa creche. E o melhor de tudo isso é que, nós, pais atuais, entendemos isso tudo de uma forma diferente da que os nossos pais entendiam. Também, não foi à toa que levantamos a bandeira do paz & amor nos anos 60! Somos mais solidários e tolerantes, mesmo sabendo que teremos um trabalhão pela frente. Não me esqueço que tenho um filho jovem também e que amanhã poderá ser comigo, quem sabe!



A meu ver, uma boa creche é ainda a melhor solução para os casais jovens e que não podem contar com outros suportes, ou como eu fiz, preferi parar de trabalhar para cuidar do meu rebento, pois eu já me casei com 30 e tive o filho com 32, trabalhei muito antes, desde os meus 19 anos, então trabalhar fora era o mesmo que trocar figurinhas, ganhar e pagar alguém para ficar com o meu filho. Preferi ficar com ele e ganhar muito mais em vê-lo crescer sadio e bem educado, dentro daquilo que eu sonhara para o meu filho. Eu nunca me arrependi. Mas, cada caso é um caso.


Está tudo muito complicado hoje em dia com tanta coisa acontecendo rapidamente e que temos que digerir, solucionar, tomar decisões que muitas vezes podemos nos arrepender lá na frente, por isso é bom quando vemos os exemplos de pessoas mais experientes ou até mesmo de jovens que já viveram situações semelhantes e como sairam-se diante das surpresas que a vida nos reserva. O importante é que tudo caminhe com equilíbrio e amor para que as crianças cresçam com garantia de segurança e emocionalmente saudáveis.



Não deixem de ler o post da Somnia que tem ligações com este aqui.





25 comentários:

Mila Viegas disse...

Uauuuuuuuuu... falou e falou bonito!!! Penso muito parecido! Tb resolvi criar o meu filho ao invés de "trocar figurinha", acabei me motivando mais ainda no meu próprio negócio e tudo flui da melhor forma que eu consigo.
Pelo menos eu participo diariamente da vida escolar dele, almoçamos juntos todos os dias, conversamos bastante e ele me acompanha no meu trabalho, nem que seja pra vir aqui no ateliê me dar um beijinho.
Isso não tem preço!!!

beijosss e to partindo daqui a pouco...rs

Ana Paula Soldi disse...

Pois é eu já estive dos dois lados mais com algumas diferenças, já fui babá na época que estudava, cuidei de uma linda menininha de 2 anos, mais ao contrário das babás essas...eu fui elogiada muitas vezes pelo meu portugues correto, e a boa educaçao.
Também já contratei babá e apesar de ser escolhida com muito cuidado uma universitária, nao foi o que eu esperava.Agora meu filho vai para o jardim de infantes, aonde aprende muita coisa boa e estou muito agradecida.
Quanto a profissao mulher é outro assunto, mais fica pra outro dia se nao vai ficar muito grande meu comentário.

beijocas

Somnia Carvalho disse...

Querida Lilas, vendo voce falar do seu menino ja sei o que me espera! rs... saudade, saudade...

e e louco pensar que essa crianca que eu amo tanto agra nao existira mais... ela sera um homem com pensamentos proprios e que, felizmente e tambem infelizmente, nao precisara de mim...

sabe que tamo numa sintonia danada? ontem eu tava numa discussao super profunda com minha amiga jessica sobre exatamente como vida de mulher e exigente.

A gente discutia o que vc disse: trabalhar fora e uma conquista e excelente, mas trabalhar em casa e extremamente cansativo e para isso nao ha remuneracao.

O grande problema e que a gente ganhou o mundo fora, mas dentro de casa, com salvas excecoes, o trabalho ainda pertence todo a mulher. Vejo que no Brasil isso ainda e muito pior. Vendo nossos amigos os homens nem mesmo acham que a casa seja tambem obrigacao e responsabilidade deles. Ou os filhos.

Bom, otimo texto! e linda a foto do parquinho! linda linda!

Georgia disse...

Bom dia Beth!!!

Ontem foi uma loucura por aqui e nao deu para aparecer;)

O meu Daniel estava feliz da vida; passou o dia num passeio da escola num parque enoooooooorme de diversoes e quando chegou fomos com ele no restaurante dele preferido, um chinês; e amanha é a festinha com 19 menino da pesada, ahahahahahah!

Seu Daniel lindinho e que pernoca...

Olha, aqui temos pouquissimas creches para bebês; No Jardim de Infância eles recebem criancas bem pequenas; mas nao sao todos. Por aqui creceh é algo bem difícil. Geralmente as maes ficam em casa por 3 anos que é quando eles vao ao Jardim.

Um beijo e bom fim de semana, pois meu tempo será pouquissimo, tô assando 4 bolos para amanha.

Meire disse...

Beth, voce tocou num tema que eu nunca tinha parado pra pensar, as crianaças aprenderem a falar com pessoas semialafabetas...possa isso é serio, nao é sò o aprender a falar, o comportamento tb...E' um caso a se pensar e muito.

Bjs

Luciana Håland disse...

Beth, isso de babás é uma coisa que me deixa indginada quando vou ao Brasil ou mesmo quando falo com alguém que menciona o assunto. Um absurdo o uso das babás no Brasil, tipo objeto de uso 24 horas.
Vou inclusive fazer um post sobre isso, estou só esperando um tempo.
Aqui as mulheres trabalham, estudam, tomam conta da casa (pois não tem empregada doméstica, se muito raro uma faxineira de muito vez em quando), e tomam conta dos filhos, claro, com a ajuda do marido que tem seus deveres também.
As criancas ficam em creches até o fim do expediente de trabalho, que termina na maioria as 4, depois vão pra casa com os pais, ou quem tem melhor condicão contrata uma au pair, que também encerra as atividades as 16 hs, quando os pais chegam em casa. No Brasil, pelo menos lá de onde eu vim, a babá fica o tempo todo com a crianca, inclusive dorme no quarto com ela, caso da minha sobrinha, e em conversa com minha mãe eu disse que era um absurdo a babá ter que dormir com a crianca, mas ela e os aderentes, pensam diferente.
Bom, depois escrevo um post sobre isso.
Mas parabéns pela sua decisão e não arrependimento.

Beijo

Lucia Cintra disse...

Como vc mesma disse, cada caso eh um caso e eu escolhi nao ter filhos por varias razoes que vc ja sabe. Resumindo: eu nao quero ter esse tipo de vida.

Prefiro poder ter a liberdade de viajar o mundo afora, ter uma carreira, poder fazer o que quero e realizar meus sonhos sem ter que me limitar, pois as pessoas nao podem negar que filhos limitam de uma certa maneira. E o motivo principal dessa minha decisao eh que nao tenho mesmo vontade de ser mae, nao nasci com um instinto maternal, sabe?

Minha mae foi a mae mais maravilhosa que existiu, tb trocou a carreira pra nos criar, mas qdo estavamos ja adolescentes/adultas, mencionou que estava realizada em todas as areas de sua vida, menos em sua vida profissional. Disse que sentia muita falta disso.

Entao eu acho que devo ouvir meu coracao e nao ter filhos so por ter ou por ser algo que a sociedade espera ou ate impoe sobre vc, sabe? E quem sabe, nao eh justamente o caso dessas mulheres que tem filhos e os deixam pros outros criarem? Bjos

ML disse...

Como dizem por aí, essa situação é "uma faca de 2 legumes', né?
É difícil deixar o baby, mas se a mãe tem uma profissão que adora, tb deve ser bem difícil ficar no "lar doce lar" 24 horas por dia, todo o dia.
E como vc bem disse, sabe-se lá o que os pequenos estão "aprendendo" com babás...
Por isso, sou muito mais a favor de creches - supostamente, os profissionais são preparados. Supostamente...
É uma questão muito complicada...

bjnhs e bom final de semana.

PS: foto super fofa!

BarbieGirl disse...

Beth, que incrível, eu passei por isso e como contei na minha entrevista foi uma barra, abandonar sonhos e trabalhar ,muito mais!
Ele fica com minha mãe desde os 2 meses, mas confesso... eu queria mesmo era ficar em casa, cuidar do lar e dele, passar os meus valores!
Mas... quem sabe um dia!!

Vc falou muito bem, e de um ponto de vista que acredito!Parabéns!

Bjks e bom fim de semana!

linda foto :)

Lu Souza disse...

Oi Beth,

Achei este post maravilhoso e os comentários aqui feitos estão me ajudando muito. Explico: ainda não sou mãe,mas pretendo ter um filho em mais dois ou 03 anos no máximo. E sempre me pego pensando nestas coisas: de educar, com quem deixar: babá? Sogra? Vizinho? Não sei, pelos exemplos que vejo no meu bairro, não gosto dessas opções. Os avós, quando tem convivencia diária com os netos estragam-nos com mimos e não são todos que sabem impor limites. Daí a mãe acaba como "megera" quando precisa explicar ao filho que não pode fazer tudo que quer(sinto muito, acho isso mesmo).

Até hoje, a opção que mais considero é deixar em uma creche, para a criança aprender a sociabilizar com as demais, dividir, saber que todas as suas vontades nao podem ser atendidas, tals.

Mas realmente não penso em largar minha carreira, etc...

É isso!
Obrigada por tocar em um assunto tão interessante...
Bjos

Lúcia Soares disse...

Beth, criei meus 3 sozinha, sem babá. Tinha sempre uma ajudante para a casa mas dos filhos eu cuidava, inclusive comidinhas, roupas, eram por minha conta.Tive os 3 em ...três anos. Uma loucura!
Saí para trablhar quando o mais novo ia completar 11 anos. Deu tudo certo. Agora vejo as filhas nessa luta. Uma parou de trabalhar, por causa dos 3, inclusive os gêmeos, você sabe. A outra vai voltar agora e meu coração está dizendo que não vou deixar Letícia ficar com babás, nem que pra isso e tenha que ajudar em algum horário.
Vida de mulher não é fácil! A não ser as dondocas cujos filhos são criados por outras pessoas. Parir é muito fácil, criar é que são elas...

Silvia Masc disse...

Excelente o teu post,vou tentar dar o meu pitaco.
Bem lembrado pela Luciana, como exigir alguém com nível se pagam tão mal, mesmo podendo pagar mais, e exigem quase dedicação integral? O meu ficou com uma babá por 15 dias,comigo ainda de licença, e pude perceber que não daria certo,ao ve-lo chorar e ela se mostrar indiferente.Mas eu "precisava" trabalhar, optei então por uma escola berçário, ele lá ficou até o 4o ano primário, amamos e lembramos com saudades da escolinha até hoje, o que me encantou de cara nessa escola, foi quando fui conhecer depois de ter visto várias, foi a diretora ninando um bebe no colo, que estava enjoadinho pq. havia tomado vacina, me senti mais segura, e meu filhote passou muitos anos por lá. Mas o que me fez diminuir a carga horária, foi quando perguntaram ao meu filho o que era férias, e ele respondeu: - Férias, é quando eu vou sem uniforme para a escolinha. Aquilo bateu fundo...

um beijo querida

Liza Souza disse...

Ei Beth!
Eh realmente uma situacao complicada. Eu nao tive escolhas, sem falar o idioma nao conseguiria emprego aqui e dou gracas a Deus por isso pq sei que estou me dedicando inteiramente ao que considero mais importante na minha vida que eh o meu filho. Agora nao posso dizer que isso eh facil para mim que sempre tive um bom emprego e minha independencia financeira.
Se tiver que optar mais para frente em voltar a trabalhar fora, as opcoes sao minha mae (caso eu volte para o Brasil) ou uma escolinha. Nao confio em mais ninguem, muito menos nas babás despreparadas de hoje em dia.Nao consigo nem pensar numa pessoa que nem sabe conversar, passar o dia todo com meu filho. Mas, cada caso eh um caso, e cada um toma a decisao que lhe parece mais facil, melhor e muitos nem tem chance de escolher.
Muito interessante o texto e a maneira como voce falou do assunto. Adorei o post!
Beijos e tenha um lindo fim de semana!

Blog do Óbvio disse...

"A meu ver, uma boa creche é ainda a melhor solução para os casais jovens e que não podem contar com outros suportes, ou como eu fiz, preferi parar de trabalhar para cuidar do meu rebento, pois eu já me casei com 30 e tive o filho com 32, trabalhei muito antes, desde os meus 19 anos, então trabalhar fora era o mesmo que trocar figurinhas, ganhar e pagar alguém para ficar com o meu filho. Preferi ficar com ele e ganhar muito mais em vê-lo crescer sadio e bem educado, dentro daquilo que eu sonhara para o meu filho. Eu nunca me arrependi. Mas, cada caso é um caso."

Colei este trecho de seu texto porque está conforme eu acho que deve ser. A mulher é conduzida pela mídia à ser uma executiva responsável. Assim sendo as grandes empresas conseguem mantê-las em altos postos com baixos salários(conforme pesquisas sempre publicadas). Claro que elas tem tanta capacidade quanto o homem, mas esquecemos que o homem não tem nenhuma capacidade de ser MÃE. Dia desses vendo e ouvindo o Pe. Fábio de Mello, ele sabiamente disse que as crianças, até os 5 anos mais ou menos, fazem tudo dependendo da mãe. Tudo perguntam a ela e todas as suas vitórias são endossadas por elas. Então, me corta o coração uma mulher trocar uma posição de destaque na sociedade econômica por uma estabilidade educacional dos filhos. Deus criou o mundo para que o mundo nos sirva. Não temos que nos adaptar aos modismos. Deve ser o contrário. Não vou me alongar, contudo a palestra do Pe. Fábio era sobre drogados e desviados sexualmente. Meninos e meninas.
PENSEM NISSO, PAIS E MÃES DINÂMICOS.
Espero que tenha me expressado conforme todos entendam a importância de uma formação mais sólida. Assim dá para reverter a situação.
Beijinhos de urgente conscientização. Manoel Eduardo - Brasil.

Laura disse...

Essa é uma situaçao tãaaaao complicada ne. Pq mesmo que o desejo seja ficar em casa cuidando da cria nem sempre é o que podemos fazer.
O que me desanima em pensar em babas é a falta de profissionalismo e de interesse. Não em todas, mas na maioria.
Beijoss

Laura disse...

Ah, a foto de vcs esta muito linda!!!!

aminhapele disse...

O passado é passado,minha amiga,com todas as suas virtudes e os seus defeitos.
Eu tive a sorte de ter a Mãe em casa.
Além da Mãe,tias e avós.
Hoje,isso é quase impossível.
Meus 3 filhos,não tiveram babá.Tiveram o Pai e Mãe,conforme os horários,e o apoio dos avós.
Hoje,como é isso possível?!
Vejo pela minha filha mais velha,uma jovenzita com 43.
Todos estamos muito longe,no dia a dia,uns dos outros...
Um abraço.

Mírian Mondon disse...

Amei as fotos! E sua reflexão também!
Engraçado aqui nos Estados Unidos muitas mães estão voltando a ficar em casa, para cuidar dos filhos, inclusive tirando seus filhos da escola e ensinando o curriculo em casa (aqui é opcional) e tenho visto um numero cada vez maior de crianças 'homeschooled' e eles são bem sucedidos. Conhecemos tres irmãos aqui com as idades de 17 a 25 anos, que estudaram em casas e os dois mais velhos se tornaram cineastas e já tiveram um sucesso relativo com o primeiro curta deles. Acho tudo isso muito interessante, mas na sociedade brasileiro concordo com você parece mais um caminho sem volta.
Muito interessante sua reflexão.

Beijos Beth

Aninha Pontes disse...

Beth, é realmente uma situação de se pensar.
Cada caso é um caso.
O mais difícil é mesmo ter que deixar nossos filhos nas mãos de pessoas que não conhecemos, não sabemos o que estão ensinando a eles.
Prá mim tb não foi fácil, mas fui levando, trabalhando e ora deixando com estranhas, ora sózinhos, e criei-os.
Nem todo mundo tem uma avó por perto.
Minha filha engravidou e teve o Érick, com menos de dezoito anos, está comigo até hoje.
Ficou um ano e meio com ela, mas doente e sózinho em casa por algumas horas, convenci-a, e resgatei ele de novo.
Mora aqui comigo, e tem amor, carinho, atenção, alimentação na hora certa, enfim...
Não sei também se é o mais certo.
Beijos

Lu Souza disse...

Obrigada Beth! Vou fazer isso (se bem que tenho mil coisas para resolver no findi)mas se arrear a bateria ás vesperas do casamento será pior né?
Tô aqui acalmando a mente ouvindo Padre Fábio de melo!
Bjos

luluonthesky disse...

Nem sempre a babá dá conta do recado.
Big Beijos

Lara disse...

Aì que lindo, quase chorei. Lembrei da minha mãe, me teve ainda nova, ela tinha uns 26 anos, ganhava um salario mínimo e o meu pai também ganhava pouco, eles contaram com o apoio da família, mas quando eu tinha apenas 3 meses minha mãe passou no concurso público pra secretaria da Fazenda. Ela tinha q passar a semana num posto fiscal que podia ser em qualquer cidade do estado. Foi muito difícil pra ela ficar longe de mim, a primeira filha, tão pequena. Mas era isso, ou minha presença ou o dinheiro no fim do mês. Acho que varias mães devem passar por isso, e você teve essa oportunidade tão boa de poder acompanhar seu filho de pertinho. Bem, esse é o mundo gloalizado.
Tomara que eu tenha dinheiro bastante pra poder curtir essemomento de mãe, quando chegar a hora é claro (sou muito nova pr pensar nisso). "Juízo menina", não é isso que você sempre me diz?!
beijoos

Luma disse...

Que situação a da sua amiga heim? Ela gostou de ser avó e muitas querem ser avós! Mas sabe, eu não aceitaria esse fato assim passivamente. Não consolaria um filho por ter sido um irresponsável, ainda estudando, ser pai. Tenho dois filhos com diferenças entre eles de 10 anos e a conversa em casa é: Se fizerem filhos vão ter que assumir! Não tem papai e mamãe de babá, não!
Sobre deixar o trabalho para educar os filhos, seria o ideal. E como disse e como tenho presenciado, a maioria das mulheres para se darem ao luxo de dizerem que não são donas de casa, pagam substitutas pelo mesmo valor que ganham. Enfim, casar e 'criar' filhos hoje em dia, não é para qualquer um!
*Estou em um computador que não é o meu! Enfim, consegui entrar para deixar um beijuzinho!

Ana disse...

Beth!
Também parei de trabalhar para cuidar dos meus filhos e foi a melhor coisa que fiz na vida!
Nunca outra pessoa trocou fraldas, deu banho ou deu papinha além de mim. Pude amamentar, ninar, contar histórias e, principalmente, brincar muito com eles! Nada me deixou mais feliz!
Voltei a trabalhar quando eles já tinham 10 e 8 anos.
Amei teu post e os depoimentos de cada uma destas mulheres tão bacanas.
Acho que um dia chegaremos ao equilíbrio. Ainda bem que, na maioria das vezes, podemos escolher.
"Trocar figurinha" definitivamente não vale a pena!

Dani dutch disse...

OI Beth,
Sabe que tenho uma amiga que a mãe dela voltou do Japão só pra cuidar do menininho dela.
E no meu caso estava até comentando com o Chris, no futuro pra nós vai ser meio complicado mesmo, porque a família toda dele mora na Alemanha, e aminha toda no Brasil, ou melhor estamos sozinhos aqui. Então sei que vai ser complicado, um ou o outro vai ter que abrir mão do trabalho por um tempo...
Bjusss