.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quinta-feira, 18 de junho de 2009

De jato para bonde

(Bonde em Lisboa-imagem Google)

Gosto de acordar tarde, mesmo porquê gosto também de dormir tarde. No entanto, durante o dia não sou de ficar parada e aqui em casa não tem mais "ajudante" como antigamente, quando o filho era pequeno e eu precisava ser também motorista dele e aí, tinha que ter um reforço nos afazeres domésticos. Não digo que fazer as coisas com menos pressa, significa que estou fazendo
menos. Não. Não é bem assim. Todos temos épocas na vida em que as 24 horas do dia não é suficiente para o que queremos ou precisamos fazer, mas na verdade todo mundo tem o mesmo tempo, ou seja, as mesmas 24 horas.

Acontece que hoje, direcionei meu tempo na busca de qualidade de vida, uma coisa assim meio 'slow attitude', tendando buscar prazeres mesmo no cotidiano, no convívio com as pessoas e em tudo aquilo que me cerca. É bem verdade que sempre fui de olhar em volta, seja natureza, gente ou bichos. Tudo isso me dá prazer e sinto que é extremamente necessário para o meu ser ou estar. Mas, gosto das coisas que possam ser sorvidas, às vezes lentamente, como era o andar dos bondes na minha infância.

Neste mundo globalizado de hoje, onde a pressa se interpõe nas nossas realizações e quase nunca arranjamos tempo para fazer o que realmente gostamos, a gente fica com aquela sensação de que o tempo está passando rápido e que não fizemos tudo o que queríamos e isso cresce e nos devora a alma, nos deixa insatisfeitos mesmo com tantos feitos diários.

Um exemplo disso, percebi noutro dia quando levei minha mãe a um geriatra aqui na cidade. O médico demorou quase três horas para chegar ao seu consultório e a sala já estava bem lotada de pacientes à sua espera, inclusive nós, mas a secretária dele, bastante desenvolta, a toda hora dava uma explicação de que ele sempre se atrasava um pouquinho diariamente, porquê ele trabalhava no Hospital Universitário do Fundão, depois ele passava numa clínica sei lá onde e depois vinha da Tijuca para Niterói atender seus pacientes que esperavam ali pacientemente.

Conclusão: este médico, bom profissional, trabalhador, simplesmente exagera naquilo que quer 'abraçar' em sua lida diária. Fiquei pensando que se ele fizesse seu dia a dia menos cheio de tantos compromissos, se diminuisse algum desses, não faria melhor, não atenderia a toda aquela gente com mais qualidade e, consequentemente, qualidade de vida para ele também.

Como tem gente desperdiçando certos valores que são tão importantes, tais como; tempo livre para o lazer, para a família, pegar um sol junto com o filhote como faz a amiga Somnia nesta primavera sueca ou até mesmo ficar de bobeira esperando a banda passar!


Convido a todos que me leem a pensarem sobre isso e conversar em casa com os seus. Reparem nas maravilhas da vida, porque tudo morre - Nós também.





11 comentários:

Meire disse...

Bom dia Beth!

Eu era daquelas que vivia pela casa...tudo em seu lugar, catava cabelinho no chao...uma louca...hoje levo a minha vida mais leve..se da' faço senao faòO amanha, marido chamou pra sair, largo tudo e vou com ele.
Mas reconheço que emsmo assim ainda tenho que melhorar muuuuuuito. rs
Meire
Bjs

Renata disse...

Nao sei se hoje eu acordei meio sensivel, mas achei tao profundo... Web-mama, parece ateh que falou isso pra mim....
Enchi os olhos d'agua....
beijos amore!

Heloísa disse...

Beth,
Você tem razão. Precisamos valorizar o tempo, olhar tudo de bom que temos na nossa volta, viver leve.
Só achei incrível a interpretação que você deu ao atraso do médico. Eu não faço essa leitura, nem tenho paciência para ficar aguardando horas. Um dia, ou outro, dá para aceitar atrasos com justificativas de passagens em hospitais e tudo mais. O problema é que isso ocorre diariamente e eu atribuo esse comportamento a um tipo de cultura médica e desorganização. Que me desculpem eventuais leitores médicos, ou médicas, mas acho que esses atrasos deveriam ser repensados, pois acabam provocando atrasos nas agendas do clientes.
Beijos.

Lucia Cintra disse...

Tenho pavor de medico que faz isso. Pra mim nao ha desculpas, eh falta de profissionalismo e me perde como paciente. Tres horas de espera eh o cumulo e falta de respeito com o tempo dos outros.

Mas...eu tento prestar atencao nas coisas que realmente sao importantes, por isso estava tao agoniada com minha vida profissional, sabe? Acho a maior perda de tempo fazer ou trabalhar com algo que nao gosta ou que nao te complete de alguma maneira. Agora que sei o que quero, estou trabalhando pra chegar la e nao vejo a hora!

Quero aproveitar cada momento de minha vida, inclusive o meu trabalho! Bjos

BarbieGirl disse...

Amei Beth, eu percebi isso e tenho curtido mais os meus dias e horas, tendo prazer em coisas simples da vida, que antes não sobrava tempo, mas que me fazia uma faltaaa! entende?
Adorei o post!! :)

Vamos nos encontrar sim!!
Moro no Ingá, me fale o dia melhor para você!

cintia.arruda.araujo@gmail.com

bjks

RoCosta disse...

Tenho desejado ultimamente a morar em uma cidade pequena justamente pensando nisso! Nada de pressa!
Beijão!

Lúcia Soares disse...

Também não justifico de jeito nenhum os atrasos aos quais os médicos nos impõem. Já aconteceu de esperar também 3 horas por um, mas foi tão difícl marcar que esperei. Valeu a pena, ele não teve pressa em atender a ninguém.
De uns tempos pra cá eu diminui meu ritmo, mesmo porque a vida me facilitou isso. Mas agora vou entrar num ritmo frenético. Bom que tenho a neta pra me fazer contemplar a natureza. Adoro estar com os pequenos, nas suas decobertas da vida. Agora ela começa a se interessar por bichinhos e eu "me acabo", divirto-me mais do que ela.
No mais, Beth, acho que a melhor receita é viver o hoje.

aminhapele disse...

Você abordou um tema "quente",Beth.
O convívio médico no público e no privado.
Muitos médicos,acumulam a sua competência prissional com a máquina de facturar.Quem perde é o doente,cliente.
Em muitos consultórios privados,de médicos competentíssimos e em dedicação exclusiva ao privado,paga fortunas por uma consulta.Mas,alguns,põem em evidência o seu "máquina de facturar" e perdem o respeito pelos doentes.
Por exemplo,marcam uma consulta para as 9 da manhã,quando eles sabem que só vão chegar ao consultório entre as 11 e o meio-dia.
Não porque tenham ido ao hospital.Limitaram-se a estar a dormir...
Com a competência que têm e o nome que ganharam,sabem que se podem dar ao luxo de cometer,diariamente,esta falta de respeito sem perderem "clientes"...

Dani dutch disse...

OI Beth, tudo bem ?
Tenho essa sensação diariamente, que apesar de ter mudado minha vida radicalmente.
Mas ainda está faltando essa qualidade de vida que eu também procuro.
Antes de vim pra cá tinha feito especialização em Qualidade de Vida, e com isso aprendi muito. E decidi colocar em prática na minha vida.
Futuramente quero praticar Yoga, e trabalhar em alguma coisa que realmente me de prazer...
E aprendi a observar a natureza, as flores, os pássaros, isso sim eu faço todos os dias ..
Adorei o post...
Bjusss

Sonhar é Preciso disse...

E principalmente quando chegamos a uma certa idade e vemos os tempo nos fugindo pelos dedos é que é importante curtir mais a vida, fazeno as coisas que se gosta.
Tem dias que nao faço mais nada do que ler...outros das que nao fáco mais nada que blogar...outros dias que nao fa;co mais nada que limpar, lavar e outros dias que nao faco mais nada do que nao fazer nada. Aproveito pra curtir o que faço e o que nao faço e so faço o que tou a fim de fazer. Obrigacao ficou pra tras quando as crianças eram pequeninas. Agora é relaxaar e gozar :0).

ML disse...

Adorei a slow attitude, Beth!

Sou dos extremos: ou fico "mmooooooolllllleeeeeeeeeeeeee" ou pilhada.

Adorei este post sobre o equilíbrio.

bjnhs