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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Morte prá lá de fashion



Jà que a época é de Halloween, o assunto não
fica tão pesado assim.

Eu já havia comentado aqui em junho sobre os caixões para torcedores de times que estão à venda hoje em dia e em como o comércio voltado para a morte tem crescido e surpreendido em gostos e preferências.

Tem também as trilhas sonoras que já são usuais na Austrália, por exemplo, e que até acho legal, pois imaginem um enterro com aquela música preferida?! Ah, eu ia ficar uma defunta bem mais feliz se ouvisse as baladinhas dos Beatles ou Bee Gees!rsss E o momento, talvez ficasse mais leve para aqueles ali presentes. Poderiam até dançar, quem sabe! rssss

Por falar nisso, não entendo quando vejo nos filmes americanos o pessoal no dia em que a pessoa morre, ao invés de estar lá no velório como a gente faz aqui, ficam preocupados em servir um almoço para os amigos da pessoa morta! Eu, sinceramente, não conseguiria comer nada num dia assim, quanto mais fazer, receber e depois ainda ir pro cemitério. Coisa mais estranha!

Mas, cada povo com seus costumes! E tem costumes prá lá de bizarros, como este aqui em Angola.

Você conhece algum costume diferente dos nossos aí onde você mora?


16 comentários:

marta bellini disse...

Beth,
Obrigada pela dica. Fui ver o Professor Pizarro. BOM mesmo..

abraços
Marta

aminhapele disse...

Talvez valha a pena saber mais um pouco da cultura angolana.
O "óbito" é muito anterior à chegada dos portugueses e à guerra.
Quanto a cultos da morte,diferentes,há inúmeros mesmo na Europa.
Antes da guerra da Juguslávia,um dos locais mais aprazíveis de Zagreb era o Cemitério.
Um imenso jardim,bem tratado,onde as famílias de várias religiões e cultos se juntavam aos fins de semana,fazendo piqueniques,danças,festas para continuarem a vida com seus antepassados.
Não faço ideia se este hábito ainda se mantem.
Se vir velhos filmes da Sicília,também verifica que o funeral é uma dor enorme,para a família directa,e um grande banquete para os convidados.
Hoje,com a implementação da cremação,as coisas tendem a ser mais rápidas e mais simples.

Lucia Cintra Stevenson disse...

Nem me fala sobre esse costume americano!!! Acho o cumulo dos cumulos eles darem "festa" depois do velorio. Ja falei pro Al que se ele morrer primeiro nao vou dar festa nenhuma!

Quando minha mae faleceu, a gente teve uma missa/velorio e nao queriamos nem saber de costume ou se ia ficar chato ou nao... saimos do enterro e fomos pra casa...SOZINHOS!

Nao ia ter condicoes de ficar batendo papo com outras pessoas num dia tao triste quando o que so queria fazer era ficar sozinha e chorar. Acho esse costume ridiculo!

bjos

Georgia disse...

Beth, quando a mae da minha vizinha faleceu, na igreja tocou a música dela preferida, achei um momento super legal em ouvir uma música tipo rock leve, mas era a que ela gostava do tempo de jovem e imaginar aquela senhora com mais de 60 anos ainda gostando da música.

Qunato ao comer os alemaes têm o costume de após o enterro convidar para um café e bolo numa confeitaria. Primeiro porque alguns parentes chegam de longe e depois têm que pegar a estrada. Segundo eles, é um momento de conversar com o parente que perdeu a pessoa amada, de nao deixá-lo logo sozinho em casa com a dor da perda.

Eu acho bem legal. E outra coisa que eu gosto neles, é que eles esperam uma semana para ser enterrado, assim a pessoa teve tempo de concretizar que aquela pessoa nao está mais em casa. Acho que por isso, no enterro nao temos cenas escandalosas de choro, pois já houve a conformacao e aquele momento é só a concretizacao. Quando eu penso que no Brasil enterramos em menos de 24 horas, isso dói demais. É como arrancar o coracao em vida.

Grande beijo e um ótimo tema

Renata disse...

tambem nao entendo esse costume...
mas jah vi casos de que a pessoa deixou um 'roteiro' pra ser feito... tipo: ter musicas alegres e gente dancando...
quando a gente pensa na nossa morte, a gente ateh pode pensar em querer algo assim... afinal de contas, a gente nao quer ninguem triste, principalmente os nossos queridos... mas dizer isso pra outra pessoa (um querido) talvez nao entre muito naturalmente na cabeca deles...
assunto complicado esse, neh...
dah pano pra manga...
quando sobrar um tempinho, ainda vou escrever sobre isso lah no meu cantinho...
beijinhos

Beth/Lilás disse...

Pessoas queridas,

Este é um assunto que nos esquivamos de comentar, alguns até acham que é mau agouro. Não vejo assim, pois a vida e a morte caminham junas, portanto não vejo nada demais comentarmos.

Vejo este comentário que a Georgia fez, lá na Alemanha, como sendo bastante justo, digno e humano, pois se depois da cerimônia todos acompanharem os que perderam seus entes queridos para uma confraternização em um local público é bem melhor do que numa casa com tanto por se fazer.

Acho que os países mais evoluídos no pensamento humanizado e social, poderia dar este exemplo pro resto do mundo, pois como ela mesma disse; "enterramos em menos de 24 horas, isso dói demais. É como arrancar o coracao em vida."

Concordo plenamente com este pensamento e postura, querida Georgia!
bjs a todos

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Georgia disse...

Beth, que legal que vc viu exatamente a visao dos alemaes. Eu quando fui a um enterro por aqui pela primeira vez, achei estranho. Mas depois, sentada com eles à mesa e a pessoa contando as coisas que a pessoa havia feito, e os seus sonhos,e os seus desejos e de como ela estava linda em tal casamento, etc, vi que era um momento para se falar com carinho e nao chorar. de se fazer conhecer e nao ficar chorando porque a pessoa se foi.

Mas nao podemos comparar isso com o Brasil que é um país quente demais e precisa ser enterrado quase que imediatamente e isso, eu penso que nos faz ficar mesmo loucos com a situacao. Acho que é por isso que no Brasil nós sentimos tanto a dor da perda.
É isso.
Eu já quis por muitas vezes contar isso na Saia Justa, como os alemaes enterram os seus mortos, mas sempre deixei prá depois. Vou anotar, pois acho que assim muitos de nós podemos aprender a fazer diferente e a ver tb de forma diferente o meomento da partida.

Grande beijo e agora vamos jantar, quer vir conosco?rs

Grande beijo

Olha, sexta-feira vou colocar seu questionário; fica atenta para fazer um convite por aqui.

Beth/Lilás disse...

Perfeita a sua colocação e visão também, afinal nosso país é tropical, quente e certas coisas não podem ser adiadas, mas que dóis mais, isso dói!

Valeu pelo convite, quem me dera!
Façam um bom jantar e tenham uma noite serena e bons sonhos.
beijos

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Lucia Cintra Stevenson disse...

Aqui nos USA tb e' como a Alemanha, nao enterramos logo em seguida. Mas ainda acho que essa fraternizacao ia ser mil vezes pior pra mim.

Nao queria bater papo com ninguem e sim ficar quieta no meu canto. Aqui eles tem que planejar tudo, bufe, comidas e etc, e quem tem cabeca pra isso num momento desses? Pra mim nao da.

Beth/Lilás disse...

Lucia,
Imagino que prá algumas pessoas não é nada fácil ter que ficar confraternizando, mas vejo também pelo lado do carinho que querem ter com a família ou com aquele que vai ficar só.
Você, então, entendo plenamente, pois não deve ter sido fácil prá vocês perderem a mãe e ainda por cima tão jovem e bela.
Se eu aí estivesse, com certeza, a acompanharia para acalentar seu coração num momento desses.
beijos

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Lucia Cintra Stevenson disse...

Beth, obrigado pelo carinho e depois de ter relido o comentario da Georgia e tb as suas palavras, ate entendo melhor a razao dessa confraternizacao.

Acho que as fraternizacoes nas quais ja fui e tb as que ja vi em TV foram tao superficiais que nunca entrou na minha cabeca o por que dessa "festa".

Quando a avo' do Al faleceu, eles tiveram uma dessas, mas foi tao frio, sabe? Parece que o pessoal so foi pra comer, rir e se divertir e dali foram embora. Achei MUITO estranho! Por isso sempre achei meio superficial.

Mas vendo com outros olhos, se tivesse minha familia do meu lado e amigos queridos, acho que seria outra estoria. Duas amigas da minha mae vieram passar o resto do dia conosco... e foi gostoso ter a presenca delas ali. Mas ter pessoas por perto que mal conheco, nao faz sentido.

Adoro voce, sabia?!! bjos

Beth/Lilás disse...

Lucinha,
Poxa, brigada, também tenho por você muito carinho, afinal somos conterrâneas e moramos no mesmo bairro (que vc morou), sem contar que é uma pessoa afetiva e carinhosa à flor da pele.

Os americanos, parecem-me muito frios mesmo nestas ocasiões e isso que vc presenciou no enterro do avó do Al é, mesmo de irritar, pois ir comer e rir num momento doloroso deste é uma falta de respeito. Melhor não ir, né mesmo!

Foi boa esta troca que fizemos de informações e pontos de vista, pois veja só como vimos o quão interessante e carinhoso pode ser um momento como este, feito assim como a Georgia nos relatou.

Cheguei à seguinte conclusão: quero morrer na Alemanha então!
kakkakakakakkakaka
(para o assunto não ficar tão surumbático)
bjks
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As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Vou perguntar por aqui, certinho como eh isso e depois volto pra falar, ok?

Pois tem os dois lados da moeda.....coptas e muculmanos.....

Beijos e fiquem com Deus

Barbrinha

Georgia Aegerter disse...

kakakakaak, eu tb quero morrer na Alemanha, rs. Pois nao quero ninguém triste neste dia, pois só a partida já dura demais de enfrentar.

Mas, como a Lucia colocou como os americanos fazem até de encomendar bufet isso o alemao nao faz. O alemao é muito discreto e nao gosta de barulho em volta. É tudo muito singelo, harmonioso. Como eu escrevi, eles reservam uma confeitaria, e nos convidam para um café e bolo.
Mas se nos EUA é assim, é terrível mesmo.

Adorei a discussao por aqui sobre este assunto.

Ana disse...

Acho estranho as "carpideiras"!!
Coisa mais esquisita...

E costumo dizer: quero flores, visitas, homenagens (?!) enquanto eu estiver viva! Depois, uma oração tá de bom tamanho! Heheheh!

Beijoo!

ML disse...

Costumes não conheço, só um ditado:
O ocidental perguntou para o oriental quando o morto dele vinha buscar o arroz.
O oriental respondeu: quando o seu vier pegar as flores que vc trouxe.

Sábio!

bjnhs