.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sábado, 4 de outubro de 2008

Decisões na vida

Quando eu vim morar aqui em Niterói, saí de uma casa grande com jardim, canil e uma grande área onde meus cachorros podiam viver livremente desde que foram comprados bem pequeninos.

O macho da raça, morreu há 2 dois anos e ficou a femêa que sempre falo aqui prá vocês - minha querida cadela Emmy - Emmyzinha como é chamada por nós e pelos amigos. O diminutivo não confere com o tamanho, mas sim com a docilidade, haja vista que foi criada com todo o carinho e respeito que um animal necessita para o bom convívio social, assim ela é muito meiguinha e adora gente.
Só não gosta de outros bichos, pensa que é gente a folgada!

Mas, quando vim morar aqui no apartamento, onde muita gente tem seus cachorrinhos de estimação ou outros pets e costumam deixar dentro de casa ou nas varandas, eu não podia imaginar minha Emmy assim morando conosco. Se já foi meio difícil para nós sairmos de um grande espaço mas, com todo o conforto que temos e adaptação pensando no melhor que se pode escolher para uma vida em condomínio, não se pode esperar isto em bichos, principalmente quando estão inseridos no contexto natureza como é a espécie canina. Eles sentem falta dos cheiros, das marcas, do chão com terra e grama, da chuva que ela tanto gosta para se refrescar, mesmo quando fazia temperaturas baixíssimas lá na montanha.
Conversamos muito sobre o que iríamos fazer para não tirá-la desse habitat sagrado, pois se eu fosse colocar minha paixão e possessão em primeiro lugar como muita gente faz, às vezes até pensando que o animal vai sofrer com a distância de nós, fatalmente ela não iria aguentar esta mudança radical. Tinha gente que me dizia, não saber como eu tinha coragem de lá deixá-la, tadinha! Mas, como iria colocar um animal grande, peludo, de clima frio, numa varanda de apartamento? E como fazer para seguir o ritmo que nossas vidas estava indicando?! Eu vinha com o marido ou ficava lá com a cachorra?

Mas, eu não a deixei sozinha, pois todos os dias tem um senhor que é pago regiamente e adora bichos e vai lá pela manhã e à noitinha botar água, comida e acender as luzes. Ainda fica por lá um pouco brincando com ela e leva de vez em quando até pãozinho, mimo este que ela adora.

Nos primeiros meses, percebi que ela ficou meio tristinha, mas quando a gente chegava nos finais de semana, vinha correndo e as atenções eram redobradas com brincadeiras e afagos.

Hoje ela está super bem e parece até que entendeu o processo pelo qual todos nós passamos quando de uma mudança. Durante todo este ano ela não teve doença nenhuma e é muito forte e sadia. Acho que até mais, devido a não ter contato diário com desinfetantes ou outros produtos químicos. Ela continuou em seu lugar predileto e se adaptou à nossa ausência. Nunca nenhum vizinho reclamou de choradeiras ou latidos estranhos.

Vejo que nossa decisão foi acertada, pois de que adianta ter um bicho por perto, somente para satisfazer nossos caprichos como é o caso deste pobre animal mantido em uma varanda de 12m2, sujeito às variações climáticas e sem atenção do dono o dia inteiro?! Ainda bem que a justiça atuou neste caso e deu ganho de posse à vizinha que filmou e denunciou o abuso.

Tem vezes na vida que a gente tem que tomar decisões pela razão e não pelo coração e foi este o nosso caso.


7 comentários:

Lucia Cintra Stevenson disse...

Acho que esta certa, mas eu iria morrer em ter que deixar meu cao-cao longe de mim! Sua Emmyzinha ia sentir falta da sua liberdade, sim, tadinha.

Que absurdo o que esse cara fez pro seu cachorro! Pra que ter bicho se nao vao cuidar direito deles? Eu ja denunciei um visinho que tinha. Ele sempre deixava seu cachorro no tempo - sol escaldante sem agua e quando vi uma vez o pobre coitado num frio abaixo de zero durante um tempao, elezinho ali latindo querendo entrar, nao aguentei. Liguei pra sociedade protetora de animais e eles apareceram ali sem demora.

Dali pra frente nunca mais vi o pobre coitado pra fora de casa por mais de 15 minutos. Firo irada com maltratos!

Eternessências disse...

Beth:
Seu post de hoje está no espírito franciscano!
Acho que sua decisão deve ter sido dolorosa, mas foi acertada! Quando amamos, devemos sempre pensar no bem-estar do ser amado. Um animal depende de nós, está sob nossa responsabilidade e é conosco que vai aprendendo o respeito e afeto -à maneira dele, é claro!
Por isso a Emmy entendeu o seu gesto, difícil, a princípio, mas necessário para que ela ficasse bem.
Acho que São Francisco- de quem a cristandade se recorda hoje - está feliz com seu amor e proteção a esses irmãozinhos nossos da Criação!
Um fim de semana cheio de Luz!
"PAZ E BEM!"
Com carinho,
Rose.

Renata disse...

jah te contei que aqui, os americanos dao mais atencao aos cachorros e gatos do que para os proprios filhos?? A minha tia, limpa casas e me fala que ela fica boba de ver que as pessoas tem as fotos do cachorro nas paredes, nas comodas, nas arvores de natal, mas nenhuma dos filhos..... incrivel!!!
ema ema ema.....
kkkkkkkk
beijinhos

Lilás/Beth disse...

Lucinha,
Fizeste o certo. Se eu ver um caso assim, denuncio também.
Animais são seres vivos, ora!
bjs

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Rose,
Muito obrigada pelo comentário. Você foi na essência realmente do caso, pois apesar de não ser religiosa, admiro tanto a vida de Francisco de Assis qu tenho dus estátuas pequenas dele lá na minha casa no jardim.
Me emocionei com seu comentário, pois sempre tento ver a vida através das atitudes desse homem santo. Obrigada, muito obrigada.
bjs
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Renatinha,
Menina, esse povo é mesmo apaixonado assim?
Tudo bem que a gente goste, ma ter apenas fotos do bicho e esquecer o próprio filho, aí é um caso meio estranho. rss
beijos

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As aventuras de uma brasileira no Egito disse...

Vcs tiveram a decisao mais certa e ela esta mega feliz tenha certeza dissso.....a carinha dela nao nega.....

beijos e fiquem com Deus

Barbrinha

Wilma disse...

Muito Linda a Emmy, linda mesmo. Certamente ela vivia mais no jardim, deve ter sentido menos a mudança e a ausência de vocês. Comigo aconteceu o contrário, saí do apartamento para morar numa casa com quintal mais pela Monalisa, porém, ela só quer saber de ficar juntinho de mim, mas ainda assim é muito melhor pra todos nós. Agora estou a espera de outro que fique lá no quintal, no canil, que Mona nem quer saber, rsrsrsrs

Uma Brasileira nas Arábias disse...

Linda a Emmy!
E não se preocupe. Tenha certeza de que a sua decisão foi a mais acertada, já que vc só pensou no bem da sua Emy. Vc agiu com o coração! :) Bjs.