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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Os encontros maravilhosos que a vida nos oferece


-Pinterest-

Quando apresentei meu blog tempos atrás a uma amiga de longa data chamada Sylvia Regina, ela ficou entusiasmada e lendo meus posts, disse-me que uma outra amiga dela tinha ido morar também em
Petrópolis e que gostaria muito de me apresentar, pois tínhamos mais ou menos o mesmo jeito bem humorado de ver e contar a vida. Ela achava que nosso encontro só poderia dar em boa amizade. E um dia, conversando com a Sylvia, disse-lhe que de noite iria ao teatro municipal da cidade para ver a apresentação do maestro João Carlos Martins, que contei tudo aqui neste post, ela aí me disse que, com certeza, eu iria encontrar a Leila por lá, a tal amiga que ela tanto queria me apresentar.
Eu mandei avisar então a ela, Leila, que estaria usando um cachecol rosa pink com algo todo preto, fácil de ser identificada, portanto.
E naquela noite eu olhava para um lado e pro outro, antes de entrar no teatro para ver se a Leila me acharia por ali, afinal, o teatro de uma cidade de interior não é tão grande assim!  Mas, nada, ninguém se aproximou de mim naquela noite, nem na entrada e nem na saída! Fiquei desolada, pois imaginava enfim conhecer a Leila tão falada.
Esqueci o caso.

Uma tarde, passeando por Itaipava com o marido, estava numa boutique vendo umas roupas, entram duas mulheres e começam a ver também algumas peças penduradas. Súbito, uma delas olha bem pra mim e me pergunta: Desculpa, mas você é a Beth Lilás?
Bem, disse-lhe, sou sim. (meio sem graça e surpresa) Você lê meu blog?
Aí ela me conta que é a tal amiga da Sylvia Regina, aliás, nossa amiga Sylvia, e que me reconheceu porque volta e meia lia meu blog e viu uma foto minha nele. Vejam só e eu nem sou de colocar tanta foto minha por aqui!  Mas, a Leila é muito boa fisionomista e uma pessoa perspicaz e inteligente. 
Abraços e beijinhos nela e sua irmã que ali estava e ficamos amigas de infância naquele instante.
Dali em diante visitamo-nos mutuamente lá na serra, volta e meia ela e o namorado fazem um jantarzinho no belo apartamento Art Déco do Quitandinha e ela, além de tudo isso, toca piano e lê poesias ou algum belo texto para a gente.

Agora a Leila acaba de escrever um livro e eu fui nesta terça-feira ao lançamento do mesmo lá na Lapa, onde ela reuniu contos e crônicas deliciosos no caminho que a música fez em sua vida. Afinal, ela foi professora de música na Rede Municipal e no CAP/UERJ. E lá também estava nossa amiga de sempre, a Sylvia Regina, que fez a ponte para esta bela amizade.

Abaixo, um pouquinho dos muitos devaneios cotidianos de Leila Faour, minha amiga e escritora.

Amor correspondido

Sim, é a mais pura verdade.  Não foi um sonho.  E foi no Leblon, numa linda
tarde iluminada pelo sol oblíquo do início do outono.
Por volta das quatro da tarde vinha eu a pé, pela Delfim Moreira: tênis Nike, calça
de lycra azul e camiseta branca.  Lembro-me perfeitamente de todos os detalhes,
apesar de já terem se passado uns dez anos.  Acelerei o passo num aquecimento
para a caminhada que faria pouco antes da faixa do pedestre.  O sinal fechou para
os carros e, não é que pára bem na minha frente um Vectra verde-escuro, com
ninguém mais, ninguém menos ao volante do que Chico Buarque de Hollanda?

Ele vestia uma camisa cor-de-rosa e o vidro da janela do seu carro estava uns três dedos aberto - o suficiente para eu visualizar seus famosos olhos cor de ardósia, assim que ele virou a cabeça em minha direção.

Ficamos a um metro de distância um do outro.  Ele largou o voltante e pegou o celular e um papelzinho que
deveria ter um número de telefone. Mas, não ligou.  Olhou-me, novamente, tipo assim, olhos nos olhos,
apesar d'eu estar usando grandes óculos escuros.

Permanecemos assim - porque não dizer? - naquele idílio amoroso, em silêncio, pelo tempo infinito do sinal
fechado.  Meu ídolo e eu.

Ao contrário da canção "Sinal Fechado", não houve diálogo verbal.  Eu não disse uma palavra porque fiquei
paralisada.  Ele, também, nada disse, porque, como todos sabem, é tímido . . .

Mas, num impulso derradeiro, assim que o sinal abriu e ele já dava a partida no carro, fiz um biquinho com
os lábios e mandei-lhe um beijo ao vento.  E não é que ele me retribuiu!



**************


Este e outros contos você poderá ler ou presentear algum amigo(a) neste Natal através do site abaixo:
http://editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=1034&idProduto=1066




22 comentários:

Toninhobira disse...

Este mundo virtual tem este lado lindo.
Deve ter sido legal mesmo o encontro, para a apagar a primeira decepção.
Legal este trecho do livro como que inspirado na canção do Chico.
Uma boa dica de aquisição.
Um lindo fim de semana a voce amiga.
Meu terno abraço.
Bjo.

Toninhobira disse...

Oi Beth, este card com Drummond é seu? Gostaria de leva-lo para uso no FACE,posso, tem o proprietario?

✿ chica disse...

Adorei desde o cartão ,até o desenrolar.

Fiquei frustrada quando não se encontraram, mas depois teve um belo encontro que culminou em amizade.

Que lindo texto e desejo sucesso à escritora e amiga.

Essas coisas da blogosfera nos encantam cada vez mais!! beijos,chica e lindo fds! Adorei te ler, mais uma vez!!

CamomilaRosaeAlecrim disse...

Que legal um livro de contos...adoro! Parabéns para Leila e vou saber mais!
Adorei a história Beth...já aconteceu de me reconhecerem como CamomilaRosa tb...é estranho, mas muito gratificante!
Beijos e ótimo final de semana para você!
CamomilaRosa

Heloísa disse...

Beth,
Interessante esse encontro programado por amiga comum, e que acabou acontecendo por coincidência.
São as coincidências boas da vida.
Beijo.

Vivian Fernandes de Goes disse...

Olá,beth/Lilás!

Estes encontros são presentes valiosos,né?! Que maravilha!!
E que belo talento tem sua amiga!!!
Parabéns as duas!
Beijos e meu carinho!!!!
**Adoro as flores do seu blog!!!!Imagens lindas e delicadas!

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Que bacana encontrar...Assim...Por acaso...Já que no primeiro não deu certo.
Sempre é gratificante conhecermos pessoas do bem.
Bom final de semana.
Beijos mil

Márcia Cobar disse...

Betinha! Vai que eu tenho a mesma sorte quando estiver no Rio? Topar com você?
Imagino sua surpresa ao ser reconhecida pela fotoca do blog! Que maneira legal de fazer uma amizade de infância ;)
Lindo o conto da Leila!
Bjim
Márcia

Palavras Vagabundas disse...

Beth, adorei a história do encontro! Alguns anos atrás apresentei dois amigos que tinham um a cara do outro, tempos depois se tornaram cunhados, quem os vê acha que são irmãos, risos...
Vou lá atás do livro.
bjs
Jussara

Cristina Pavani disse...

Que história coincidente, Beth! O que tem que ser, sempre será.
Fiquei curiosa com o livro...
Um abraço caipirinha.

R. R. Barcellos disse...

Pedras se encontram rolando,
Também artistas e fãs;
E assim vão se encontrando
Todas as almas irmãs...


Beijos.

Maria Célia disse...

Oi Beth
Adorei tudo, o encontro inesperado entre vocês, a amizade que se consolidou.
O encontro com o Chico foi algo mágico, uma beleza.
Beijo

Léia Silva disse...

Querida Beth
Que bela amizade, tinha que acontecer mesmo!
Parabéns a Leila pelo livro, muito sucesso e boas amizades sempre!
Te desejo um lindo fim de semana.
Um grande abraço
Léia

Nina disse...

Olha só que coisa bonita, Beth, e só de ler já deu pra notar que vc e ela tem tantas coisas em comum... dá pra nascer aí uma bela amizades heim, minha flor?!

Tudo a ver contigo.

Nina disse...

me deu foi saudade de Itaipava, nem te conto minha historia por ali, nem te conto...

Sandra Portugal disse...

O mundo virtual está me proporcionando encontros, amizades e alegrias indescritíveis e inesperadas, como vc bem mencionou!
Passei aqui nesse 1o. de dezembro para desejar um mês de festas repleto de amor, de alegrias e de renovação de Fé, de esperanças e de sonhos!
bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

Priscila Ferreira disse...

Que divertido dinda!
conhecer uma pessoa que já estava pré combinado de se conhecer, rs
engraçado!
gostei do conto!
beijos

Lúcia Soares disse...

Crônica deliciosa! Nem me imagino frente a frente (embora com ele no carro e eu na rua) com Chico. Mas não teria coragem de lhe mandar um beijo! rs
Gostaria de ler, vou procurar o livro por aqui.
Reli o post, lembrei-me dele.
Beijo e bom domingo.

Georgia Aegerter disse...

Ai, adorei o conto, me senti toda envolvida.

Beth, e afinal ela explicou porque nao apareceu naquele dia?

Bjos

Anne Lieri disse...

Beth,que encontro de almas!Linda a história e adorei vc dizer que ficaram amigas de infancia naquela hora!Com amigos é assim mesmo!E que encontro da Leila com o Chico!Uau!De arrasar!Muito sucesso pra ela em seu livro!bjs e boa semana!

Beatriz disse...

Oi Beth!
Que lindo encontro de vocês, parece amizade de alma mesmo!

Beijinho e um bom domingo minha querida!!!!!

Bia

www.biaviagemambiental.blogspot.com

Calu disse...

Dois encontros memoráveis, Betinha. O teu com a Leila e o dela com o nosso charmoso ídolo.
Estas boas surpresas que a vida nos presenteia são fermento para todo dia.

Alegrias duplas se vê por aqui.
Uma ótima semana,
Bjos festivos,
Calu