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terça-feira, 16 de outubro de 2012

E no feriado, adivinhe quem vem para ficar?



Este pequeno texto abaixo que li hoje pela manhã, veio ao encontro das ideias que partilhei com uma amiga que estava às voltas porque ia receber um amigo do marido, com mulher e filha neste último feriadão.
Ela estava sonhando em passar estes dias na calma de sua casa perto da praia, só ela e o marido, talvez uma ou outra visita, mas não teve como fugir do cerco que o amigo fez ao seu marido, pois há quem não tenha o mínimo simancol e acha que descansar num feriado é na casa de alguém, melhor ainda na praia, sequer pensam em hotéis ou algo parecido para passarem um período de feriado, então lembram logo daquele amigo gente boa e que tem uma casa legal na praia, mas esquecem o quanto isso pode ser incômodo para quem recebe, e essas coisas acontecem, geralmente, com os educados, porque aqueles que não têm 'papas na língua' já corta logo o barato do amigo e diz que não dá, vai viajar, tá fazendo obra, a mãe morreu ...
Mas, há também aqueles que a qualquer hora, qualquer dia, qualquer instante são sempre bem vindos, porque são pessoas que a gente se sente à vontade, não têm cerimônia, não precisa-se de tantos arranjos para se receber e topam qualquer parada, além de ajudar, participar do dia a dia, mesmo que deixe o teto branco do seu fusquinha com marcas de pezinhos com areia dos seus filhotes. E isso aconteceu comigo ... a long time ago.


"Hospitalidade não é um conceito simples, uma vez que está apoiado nas ideias de dar, receber e retribuir, coisas nada fáceis no mundo contemporâneo.
Quando o assunto é a nossa casa, a hospitalidade envolve de um lado abrir as portas para receber no nosso mais íntimo refúgio os que vem de fora e, de outro, para quem vem a responsabilidade de receber a hospitalidade dos que abrem a sua intimidade, obrigando-se depois a retribuir o que foi oferecido.
Embora pareça complicado, fazemos isso com uma certa naturalidade desde que o mundo é mundo. Histórias e diários revelam que quando nossos ancestrais recebiam um semelhante de fora, viajante ou peregrino, costumavam ser muito hospitaleiros…a palavra-chave aqui,  “semelhante”, referia-se em geral a alguém que compartilhava a mesma fé.
Apesar de evoluídos, graças a Deus neste quesito não mudamos muito, quando recebemos gente de fora ou queremos mais intimidade com alguém, a maioria de nós, faz  das tripas o coração para receber bem.
Algumas pessoas são tão deliciosamente exageradas quando a questão é receber que não se contentam em preparar a casa e a mesa para serem compartilhadas. Exageram tanto que acabam por tornar a recepção uma overdose de carinho, atenção e cuidados.
O mesmo pode-se dizer de quem recebe a hospitalidade, eu mesma já recebi em casa pessoas maravilhosas que para serem gentis e agradecerem o convite, gastaram tanto dinheiro e trouxeram tantos presentes que nunca deu para eu retribuir.
Exagerados ou não, quem recebe se obriga a dar o melhor de si, o que não tem nada a ver com dinheiro. Para receber bem e da forma a mais hospitaleira possível é preciso lembrar que quem vem de fora, mesmo que só para compartilhar uma refeição, merece toda a nossa atenção.
Isto fica claro nos detalhes que são visíveis, a arrumação, a limpeza e é claro o que nos propomos a servir. Para quem é recebido, a responsabilidade não é menor, porque é preciso deixar-se experimentar, sem criticas o mundo de quem recebe e depois lembrar de retribuir.
Ninguém nasce hospitaleiro, mas vamos aprendendo com a experiência, que dar, receber e retribuir são uma arte que deve ser cultivada."

Lícia Arena Egger-Moellwald
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, diretora da INTRA Consultoria & Treinamento e co-autora dos livros “Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos” e “Competência Social: mais que etiqueta, uma questão de atitude” - visite o site Etiqueta Corporativa.








16 comentários:

Toninhobira disse...

Suas considerações estão perfeitas amiga.É mesmo complexa esta coisa da hospitalidade,mesmo sabendo que é cantada e em versos e prosas para que seja incentivada e adotada.Mas tem pessoas que não estáo preparadas para usufluir desta dadiva.Sempre comentos com amigos que ter casa na praia pode significar uma dor de cabeça a mais,por causa destes aqui referenciados, é o mesmo que casa de campo com piscina, tem amigos que acham, que é clube e aí adeus paz de fim de semana ou de ferias.
Meu terno abraço amiga.
Beijo e boa semana.

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi flor!

Ótimo post!

Acho legal receber em casa, mas desde que seja por pouco tempo, 1 semana é meu limite. E nao passo mais que 3 dias na casa de alguém. E quando isso acontece, faço questão de colaborar no serviço da casa( mesmo que tenha uma ajudante do lar) e também compro o pão do café, bolo, e outras guloseimas.

Mas tem gente que nao se liga, que é inconveniente , chato, bagunceiro e preguiçoso. Desses eu corro e pra esses eu invento mil desculpas para nao receber. E tbm nao visito.

Beijos

Selma

Ahhhh... Falando nisso...

Vc é de Niterói? Sabe de alguma pousada por um preço bombordo ai? Estou indo em Dezembro e gostaria de sugestões .

Beijos

Selma

greentea disse...

pois...aparece de tudo , mas há gente que não é suportável em casa nem um dia ! Outros é um prazer tê-los connosco ...

✿ chica disse...

Muito legal teu post. É complicada essa coisa. Eu não fico na casa de ninguém, pois prefiro manter nossa privacidade. Minha filha tem uma casa na praia , uma casa enorme e fica p da cara que nunca ficamos hospedados lá.

Ficamos numa praia próxima, com nosso apartamento reservadinho pra nós 3(Neno sempre incluído) e temos paz. Pois ela, receber povo de todos os lugares e simplesmente CHEGAM e ficam o tempo que ela ficar. Um horror.

E, claro, são amigos do marido com suas esposas que são por força, amigas dela. Isso é um ESPANTO!

Quando morei em casa, só podia aproveitar a piscina aos fds. Pois era então que chegavam amigos e outros nem tanto, para PASSAR DIA!!! Na saída, parecia uma lavanderia minha casa de tantas toalhas. E assim por diante.
Tema delicado ,pois o simancol falta e muito!! beijos,chica

Misturação - Ana Karla disse...

Bom dia Beth!
Receber é bom demais, mas é preciso estarmos no clima, pois do contrário aquela visita se torna chata, mesmo tendo todas as intimidades de uma amizade.
Legal uma retribuição pelo acolhimento. Pensando bem, é bem delicado.
Gostei do "semancol". Conheço muitos que não tem.
Xeros

pensandoemfamilia disse...

Esse é um tema bem didicil. Eu prefiro os hotéis, apesar de adorar interagir, mas receio incomodar e também acabar sendo incomodadi pelos hábitos de quem nos acolhe.
Tive uma experiência há um bom tempo desesperadora.
Gosto de recebr pessoas próximas e faço com mmuito bom grado, mas sei que o período da permanência é vital.

bjs

Maria Célia disse...

Oi Beth
Postagem muito bacana. Vez ou outra me vejo nesta situação de hospedar e ser hóspede.
Ambas procuro agir da melhor maneira possível, dar o meu melhor, colaborar, ser gentil, amável, agradar com mimos que sei que a pessoa aprecia.
Gostei muito da frase" ninguém nasce hospitaleiro, mas vamos aprendendo.....são uma arte que deve ser cultivada.
Beijo
Ah, suas portas fizeram bonito no mundodecissa.

Pitanga Doce disse...

Eita, que a Dona Beth, abordou um tema pra lá de complexo! Sim senhor! Tem de tudo. Tem o amigo que não se manca. Tem aquele que te enche o saco pra você ir para a casa dele e depois convida mais trocentas pessoas. Tem os amigos dos amigos que acham que a casa é um clube... Para ficar em casa de alguém ou alguém na nossa, só com muita "cumplicidade". O bom é irmos para um hotelzinho e depois nos encontrarmos na pracinha da ciade. Ali, debaixo do coreto. hehehehe

Valéria disse...

Oi Beth!
Muito bom o texto e o tema!
Nem todos sabem receber e nem todos sabem ser visita.rsss Por isso concordo com Danuza Leão que diz que nunca viaja parase hospedar na casa de ninguém, pois imagina amanhecer o dia sempre disponível para um bate-papo.rsss E ela bem que tem razão. Já fui anfitriã em casa de praia e confesso que nunca fui na beira da praia, pois meu tempo era consumido nos afazeres domésticos. Que trabalheira! No final vendemos a casa!rsss
Beijinhos!

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida amiga Beth
Acredito na hospitalidade beneditina, por exemplo, que é ver o Cristo no outro (irmão)... assim tudo é um espelho... Não fazemos com o outro o que não gostaríamos que se fizesse conosco...
Bjs de paz na folguinha da semana

Calu disse...

Betinha,
vc acendeu um farol e o fez oportunamente, afinal novembro vem aí e cheio de feriados.
Esta falta de simancol é mais velha que andar pra frente.E não há quem não tenha vivido uma ou duas histórias assim.
A maioria de nós fomos educados(as) aprendendo as regras da boa hospitalidade, do fazer malabarismo pra que as visitas fiquem á vontade, sintam-se em casa, só que algumas internalizam de tal forma a situação que marcam território e carimbam passagem direta pra casa da gente, ai meus sais!

Menina, acredite, nossos posts de hoje são sinônimos, rsrsrssss!!
Bjkas amiga,
Calu

Priscila Ferreira disse...

Tudo o que vc disse é verdade!
Espero que eu seja uma visita boa!rs
beijos

Teresinha Ferreira disse...

Ai ai ai... Fiquei aqui rindo muito dessas situações. Ontem mesmo conversamos sobre isso, né?
Realmente, tem pessoas muito zen. Não se preocupam com nada nem com ninguém. Só pensam em si.
Já recebi uma visita que parecia estar num hotel. Só de pernas para o ar. Eu me mordendo por dentro, mas...

TEM DOIS MOMENTOS BONS EM RECEBER UMA VISITA, NA HORA QUE CHEGA E NA HORA QUE VAI EMBORA.KKKKK.

William Oliveira disse...

Beth, que maravilha, adorei o texto, e preciso de ler este livro, Etiqueta Corporativa, aos poucos no trabalho, já tenho conseguido me impor sem ser grosseiro, ou fazer birra, é interessante notar que as pessoas, incluindo os chefes fazem birras, ao destacarem seus pontos de vista, ou a manifestarem suas opiniões contrárias. Eu já estou conseguindo ser polido em momentos assim, sem deixar de ser sincero.

Agora nas relações pessoais, simancol é tudo de bom! Mas Sinceridade também, acho muito válido dizer ao amigo, ou ao vizinho, olha, queremos ficar sozinhos. Passo sempre por situções assim também, e tenho acrescentado um sinto muito.
Mas as pessoas tem a tendência a fazerem drama e se ofenderem quando escutam a verdade...
Mas isso nao deve nos impedir de sermos claros.
Yés!
Que comentário imenso!

Bejao Beth Lilás!

Linda quinta pra ti!


William

ML disse...

"E se depois de receber muito bem, os convivas ficarem mais do que o combinado... sorria, até que a estadia acabe. E não os convide nunca mais!"

Li não sei onde e gostei. Receber bem é uma arte. Ser recebido tb.
; > )

bjnhs

Márcia Cobar disse...

Que texto fantástico!!!
Lindo mesmo. Agora que estou arrumando meu cantinho, vou tê-lo em mente...
Receber é mesmo dar o melhor de si.
P.S.: tadinha da sua amiga que queria um momento a sós com o querido dela...
Bjim!