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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O valor genuíno da atenção verdadeira


Eu não sei se você já teve essa experiência na vida, quando está conversando com alguém e tem a sensação de que ele/a está olhando por cima do seu ombro para ver se alguém mais importante está em torno ou por chegar?  Acho isso uma atitude horrível e me passa a sensação de que o que sou não é tão importante para aquela pessoa. É detestável ver gente que te abraça quando o vê, e por cima do seu ombro já está procurando algum conhecido e sorri ou fala com outro, dá adeuzinho.  Isso é coisa de político!
O mesmo se aplica se eu estou junto a uma amiga e ela toda hora pega o celular para checar ligações ou atende alguém e fica um tempão falando sem retornar ao nosso momento.

Para mim a pessoa mais importante é a que está ali diante de mim, naquele instante, naquele lugar, naquele agora. Isto significa que não é hora de papear com outros no celular durante um jantar, almoço ou um simples lanchinho. Meu celular fica dentro da bolsa, não preciso colocá-lo em cima da mesa para escutá-lo.
É muito engraçado, deselegante até, esse pessoal que chega em restaurantes e tira o celular da bolsa e o coloca imediatamente sobre a mesa, dando lugar de destaque especial para ele, para as chamadas que eventualmente não deveria receber, afinal vivemos tantos anos sem celular na vida! 

Eu gosto de ouvir, mas gosto também de ser ouvida, de ter toda a atenção da pessoa com quem estou conversando e de interagir verdadeiramente.

Cresce assustadoramente este tipo de atitude nas pessoas atualmente e não é de hoje que observo isso nos lugares públicos que frequento, como bares ou restaurantes. Muitas vezes tem uma mesa cheia de gente, mas poucos conversando e muitos falando em seus próprios celulares.  Parece até uma reunião de operadores de telemarketing. O cúmulo vi noutro dia enquanto eu jantava com meu marido e na mesa ao lado tinha um casal, cada um com seu Iphone, rolando pra cima e pra baixo, procurando ligações ou jogando, quem sabe!

Será que está difícil perguntar um ao outro:  Como foi seu dia hoje? Como vão as coisas, o que tem feito?
Ou será que agora só se faz isso pelo Facebook?!

Seria tão bacana se a gente se reconectasse com o mundo real de novo, não acham? E já tem restaurante que oferece desconto de 5% a quem não se conecta durante a refeição, mas fica em Los Angeles, vejam que legal!
Tomara que isso pegue por aqui!






23 comentários:

✿ chica disse...

Beth, isso é o fim da picada mesmo!!! Não suporto! E vemos nos restaurantes essa dos celulares, direto! Esses dias me deu vontade de perguntar o que eles faziam ali juntos, se estavam TÃO LONGE um do outro. Uma pena,não! beijos,chica e lindo dia!

Teresinha Ferreira disse...

Olá Beth,
Bom dia!!
Muito interessante esse tema. Acho que hoje fica difícil desconectar desse mundo virtual, o importante, assim como você disse, é ter educação e bom senso para o uso das maquininhas. O ato de ouvir é uma verdadeira arte. Pena que poucos tem essa habilidade. Muitos escutam mas não percebem o verdadeiro sentido das palavras. Isso nos decepciona.
Tenha um excelente dia!
Beijos mil

Pitanga Doce disse...

Certíssima, querida Beth! Você fica com aquela cara de "o que é que eu tô fazendo aqui?" enquanto a pessoa à sua frente fala ao celular com alguém que você nem sabe quem e´. E mais! Você fica constrangido em ouvir essa conversa, não é? E para voltar ao seu assunto entre vocês? Perdeu toda a graça.

Amigas de Beth e Pitanguinha, deixem seus celulares dentro da bolsa, por favor! heheh

Beijos em dia indeciso e temperatura amena.

Misturação - Ana Karla disse...

Gostei desse restaurante.
Eu não tenho o menor problema em ficar desconectada do celular.
Detesto telefones.
No final de semana largo o meu celular em qualquer lugar e quando estou com meu marido nem me preocupo em levá-lo.
As pessoas estão totalmente desconectadas do mundo real e essa falta de educação que você citou em relação a atenção, concordo totalmente. Tenho encontrado muitas e muitas pessoas assim.
Lamentável.
Xero grande pra você Beth do meu coração.

Márcia Cobar disse...

Ai Betinha, eu sou do time que coloca o celular sobre a mesa. Seu post foi um puxão de orelha!
O estranho é que eu acho ruim quando a eoutra pessoa não tem uma escuta atenta, o olhar dedicado, o interesse ativo. Mas e eu?
Hora de olhar mais pra dentro e esconder o celular na bolsa...
Bjim
Márcia

Heloísa disse...

Beth,
Acho que seria necessária uma cruzada bem grande para que, todos nós, esquecêssemos um pouco nosso celular.
Ou, pelo menos, para que não o usássemos em restaurantes, encontros sociais, trânsito.
Até em cinema ele está sendo usado.
Pode?
Beijo.

pensandoemfamilia disse...

Beth
Isto é algo que vem me preocupando e incomodando não só pessoalmente, mas também como profisisonal. Fico me perguntando sobre a socialização das crianças atuais. É no consultório que vemos bem de perto a repercussão deste uso indevido da tecnologia. Os pais dão aos seus filhos todo tipo de aparelho para que não os atrapalhem,. Já deve ter visto no restaurante as crianças com algo a sua frente e não participando da interação.
Assunto para ser muito bem trocado entre todos nós.
bjs

Beth/Lilás disse...

Marcinha,
Meu filho disse que faz o mesmo, sempre coloca o dele sobre a mesa,porque incomoda sentar com o celular no bolso, mas disse que olha nos olhos e escuta atentamente. É isso aí, serve para uma reflexão sobre o assunto.
E você é uma lady, eu sei disso.
bjs
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Lulú disse...


Olá Beth
Sou tão apaixonada por celular que o esqueço em casa quando saio.
Valeu seu comentário sobre as almondegas. Sirvo-as com qualquer acompanhamento e até como aperitivo.
Faça, não dá trabalho.
Beijos
Maria Luiza (Lulú)

Ana disse...

É isso aí!
Vc está certíssima!

(Mas, quando a gente está apaixonada e mora longe do ser amado é difícil desgrudar do celular! Heheheheh!)

Beth/Lilás disse...

Ah, Ana!
Se tá amando pode, pode sim, pode tudo!
rsss
bjs
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Yasmine Lemos disse...

Menina e aquelas familias que levam tablets ,ipad para os restaurantes e não se falam na mesa ...horrível ,imagine em casa.
muito boa sua postagem ,realidade pura
bjs

Regina Rozenbaum disse...

Tô começando a crer que chegamos mesmo no fim do mundo...só pode! Restaurante dando desconto para se desconectarem? Sempre fui bem atrasada em relação a todas essas modernidades e vivo bem assim. Fica na bolsa, no silencioso (se requer), não enlouqueço se o esqueço em casa, enfim, tudo segue o rumo natural da vida que tinha antes da sua criação. E digo sempre: não me convidem, participem por torpedos, redes sociais ou email...Deselegância? TÔFORA!Esse cúmulo, presenciei tb num restaurante chiquérrimo em Sampa e de tão assustada, chamei a atenção de toda minha mesa para ratificarem o que os meus olhos se negavam a crer...Pergunta: para que saem? Para tornar público a infelicidade conjugal? Eu hein Beth?!
Beijuuss n.a.

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi flor!!!

Adorei o que escreveu!!!!

Sou vítima disso e sofro. Meu marido é viciado em telefone e sair pra jantar até pouco tempo era motivo de briga. Até que tive que tomar um atitude grosseira com ele e agora, quando saímos, ele nao leva mais os celulares ( são 3) e apenas eu levo o meu, que fica na bolsa.

Beijos

Selma

Calu disse...

Muito bem colocado, Betinha.Isto sim é sintonia, a que acontece olho no olho.As tecnologias tem seu lugar, mas antes de tudo seu momento e não é num restaurante, num encontro, numa festa...
Vejo muito esta postura pra todo lado, infelizmente.São muitas as formas de comunicação, mas as verdadeiramente intensas se fazem ao vivo e à cores.
Bjkas festivas,
Calu

Maria Célia disse...

Oi Beth
Amei o tema do post de hoje. Também fico chateada quando estou conversando com alguém e ela fica de olho em quem está passando, faz um comentário que não tem nada a ver com o assunto, demonstrando com isto que não ouviu nadica do que falei.
Não consigo fazer isto com ninguém, mesmo que o papo me desagrade, procuro prestar atenção, olhar nos olhos da pessoa, fazer um comentário ou simplesmente ouvir.
Sobre o excesso dos celulares nem é bom falar.
Beijo.

Pitanga Doce disse...

Aaaaah! Que lindo! Não sei quem é a Ana, mas diz pra ela que telefone interurbano do amor, e´permitido até na missa. E quando ele está no bolso do jeans e vibra, é a maior gozação entre o amigos, né não??? Você leva o maior choque no bumbum. hehehe

Boa noite Beth. Aqui rolou um vinho verde fresco. Lá das terras do Douro.

ML disse...

Concordo 500%, Beth!

A gente fica se sentindo "paisagem" ou até... transparente ; > )

Gente "mobile addited" não se liga!
Mais do que desreipeito, é falta de educação mesmo. Educação tecnológica, como qualquer outra, existe.
Ainda não existe manual - se existe, muitos desconhecem.

Falha quase imperdoável, né?

bjnhs

Sheila do Blog Passarinhos no Telhado disse...

Vim agradecer a tua gentil presença lá no blog!
Grande beijo e seja sempre bem vinda!
Bom final de semana...
Sheila :)

Léia Silva disse...

Beth querida
Também acho que pessoa mais importante é aquele que está diante de mim!
Fomos ao casamento de uma amiga de infância do Michele e um amigo levou a nova namorada para conhecermos. Ela ficou o tempo todo 'escrevendo' no celular. Dias depois fomos ver as fotos tiradas do casamento e em 80% delas a namorada do amigo saiu com o celular na mão! Achei terrível, muito deselegante e ela ainda por cima perdeu a oportunidade de fazer belas e novas amizades:(
Bjos
Léia

Marilac disse...

Beth
Li um texto na Claudia essa semana que falava em se desligar para poder realmente se conectar com a pessoa que esta a nossa frente.
É muito bom quando recebemos verdadeiramente atenção.
Fui a um jantar outro dia e só eu não tinha twitter..rss Em alguns momentos antes da refeição ser servida em vez de estarmos todos aproveitando o tempo para partilhar vivencias no velho e bom dialogo a maioria dos convidados estavam twittando pode?

Bjs
Marilac

Luciana disse...

Ah o mau uso da tecnologia, acho uO.
Menina, me da nos nervos isso de telefone, eu ja acho telefone uma coisa chatissima, gracas as pessoas que banalizaram o uso, e em encontros de amigos, jantares, ou mesmo um cafezinho com uma colega, acho horrivel quem fica pendurado ao celular, ou falando,ou checando mensagens e escrevendo outras, ou conectado na internet. Acho que tudo isso tem tirado muito o prazer real da vida. Outro dia fui jantar com umas amigas, na casa de uma delas, e as duas com o fone em cima da mesa, isso em casa, e comecaram a tirar fotos e enviar pro Facebook e depois o tempo todo conferindo se alguem tinha curtido. Fiquei bege pois não esperava essa atitude de desespero, de so poder apreciar um jantar e a companhia das amigas se tiver aval do Facebook. Percebi o quanto era importante que alguem pelo Facebook soubesse do jantar, soubesse o que estavamos comendo e curtisse isso. Muito triste.
Sou como você, de ouvir e ser ouvida, de interagir realmente, e deve ser por isso que tenho perdido muito o interesse por encontrar pessoas pessoalmente.

Beijo

Lúcia Soares disse...

Tenho celular praticamente apenas para receber chamadas, Beth.
Também me sinto incomodada com a falta de atenção das pessoas entre si.
Você escreve deliciosamente.
Beijo!