.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

terça-feira, 7 de julho de 2009

Um Poema Natural


Abro os olhos, não vi nada
Fecho os olhos, já vi tudo.
O meu mundo é muito grande
E tudo que penso acontece.
Aquela nuvem lá em cima?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Ontem com aquele calor
Eu subi, me condensei
E, se o calor aumentar, choverá e cairei.
Abro os olhos, vejo um mar,
Fecho os olhos e já sei.
Aquela alga boiando, à procura de uma pedra?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei.
Quando a maré baixar, na areia secarei,
Mais tarde em pó tomarei.
Abro os olhos novamente
E vejo a grande montanha,
Fecho os olhos e comento:
Aquela pedra dormindo, parada dentro do tempo,
Recebendo sol e chuva, desmanchando-se ao vento?
Eu estou lá,
Ela sou eu.

Adalgisa Nery
(1905-1980)

Como uma pessoa comum alcança a transcendência? Um bom começo, a meu ver, é estudar poesia. Aprenda como ler um poema. Você não precisa de experiência para entender a mensagem, isto vem aos poucos

(Joseph Campbell, Tu és isso, editora Madras)




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Saudade é no singular

(Foto Remi Aerts/Bélgica)


"Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,

senta-se à mesa co'a gente.

Fica bem essa franqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza de dar e ficar contente.
Quatro paredes caiadas, um cheirinho à alecrim,

um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim,
um São Pedro de azulejo, sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos, dois braços à minha espera.

É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,

há fartura de carinho.

A cortina da janela e o luar,
mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela...
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde verdinho a fumegar na tigela."



Em algum momento neste final de semana pus-me a cantarolar esta música portuguesa que não me saiu da cabeça depois que li um trecho do livro que levei para as noites tranquilas lá na serra. Os mais jovens que aqui frequentam não devem conhecê-la, mas ela fez muito sucesso no passado e na minha infância, no convívio que tive com várias famílias lusitanas, volta e meia ouvia alguém cantarolando um pedacinho dela. Acho-a linda e tem tudo a ver com o modo de viver dos portugueses, simples e caloroso.


Eu via e sentia como aquelas pessoas tinham amor pelo seu país e viviam contando casos ou recitando versinhos bem ao seu estilo, fazendo comidas com gosto da terra distante(eu adorava a filhóses que Dona Deolinda fazia), usando a maneira de seu povo nas suas expressões do dia a dia. Só agora que entendo melhor a vida, imagino a medida exata para avaliar as suas perdas e seus sentimentos. O Atlântico é o mesmo oceano que separa estes dois países irmãos, mas a cultura deles é muito diferente da nossa e eu não entendia porque moravam todos uns em cima dos outros, quer dizer, construiam sempre mais um puxadinho para um filho que casava ou algum parente que chegava de Portugal. Era um tempo em que a família abrigava as pessoas. Atualmente ainda vemos alguns morando com avós, pais, filhos e netos e, geralmente muito felizes em suas relações afetivas.


Lembrei-me de um fato interessante que um dia uma amiga que nasceu lá, acho que é Trás dos Montes, contou-me. Veio ainda bebê com os pais aqui pro Brasil começarem uma nova vida depois da Segunda Guerra Mundial e, tanto seus pais quanto ela própria sonhavam um dia poder voltar à querida terrinha e reverem os lugares lá deixados, os parentes, suas raízes, enfim. Seus pais foram uma única vez e não mais voltaram, viviam das lembranças e do contato que faziam das cartas e telefonemas. Fincaram os pés aqui na terra brasileira e criaram seus filhos. Assim que teve uma oportunidade foi com seu marido em viagem à Portugal nos idos de 80, levando presentes brasileiros para a avó, tios e primos. Passaram por lá uns vinte e poucos dias, comendo batatas, azeitonas graúdas, bacalhau regado a azeite puro. Depois de uma dezena de dias já estavam enjoados daquilo, pois na aldeia que os parentes moravam não tinha lá muita variedade e quase todos os dias vinham as batatas cozidas, que já não surtiam o prazer das primeiras vezes. Chegaram a ter um certo 'piriri' de tanto azeite que ingeriram. Claro que hoje, até mesmo as aldeias têm variedades comestíveis e até de países distantes.


Mas o que os marcou profundamente foi perceberem que nas conversas com os tios e primos, não eram mais considerados portugueses e sim brasileiros. Ficaram confusos, coitados, pois os dois, ela e o marido, eram registrados como portugueses, viveram aqui no estilo português, com seus pais legitimamente portugueses e com sotaques completamente distintos do português brasileiro que falamos. Voltaram pro Brasil meio decepcionados em descobrirem que não tinham mais uma nacionalidade definida - lá não eram portugueses e aqui não eram brasileiros - foi então que resolveram se naturalizar de vez brasileiros e acabar com essa história.


Hoje, muitos brasileiros sairam do Brasil em busca de novas e boas oportunidades no exterior. Alguns não podem voltar com tranquilidade ou porque estão ilegais ou não têm condições financeiras para bancar passagens de ida e volta facilmente e há aqueles que podem e estão sempre vindo, mesmo vivendo felizes e com as vidas estabelecidas, às vezes até famílias prontas com filhos nascidos em outro país, mas todos, sem exceção, volta e meia usam a palavra que só existe na nossa língua e que é usada no singular para expressar tudo aquilo que vai na alma com relação ao Brasil - Saudade - sem o s, pois saudades, no plural, são lembranças, cumprimentos que se mandam.


Vejo que ocorre então um movimento contrário aquele do meio do século passado e que com a globalização fortaleceu-se em todo o mundo. Penso, como será a visão daquele que passa muitos anos fora daqui e quando retorna, mesmo vindo com tanta saudade, o que sente diante do país atual que também está diferente nas mudanças sociais e culturais, devido a todo este movimento global! Por um acaso sentem-se assim, meio divididos, brasileiros lá fora e aqui um estrangeiro?!

"Onde você se encontra, onde você está, é exatamente aí que está sua vida, não importa quão penosa esteja sendo ou quão prazeirosa. Isso é o que é."
(Taizan Maezumi, Ensinamentos da Grande Montanha, Editora Religare)

(Ao fazer este post lembrei-me com saudade de meus amigos de sempre, portugueses e brasileiros de coração, e homenageio Dona Deolinda, Sr. João, Tereza, Lourdes, Belarmino, Maria, Fátima, Vera, Sr. Ernesto, Dona Rosa, Sr. Joaquim e Dona Alina).






domingo, 5 de julho de 2009

Entre faxinas e musicais

(Câmara dos Vereadores-Petrópolis)


Passei quase a semana toda lá em Petrópolis e o frio esteve presente todos os dias, mas a cidade aquecida em festividades e fui lá conferir algumas, porém não foi só de festas os meus dias. A casa implorava por cuidados no jardim e botei o fiel jardineiro para trabalhar firme e ele bem gostou disso, pois não está fácil arranjar trabalho nestas épocas de inverno, quando as plantas e seus donos parecem hibernar juntos. E eu cuidei das arrumações internas e resolvi fazer alguns arranjos florais para alegrar os ambientes. Flores naturais sempre duram muito lá naquele clima, mas como não mais moro ali, evito comprá-las e aí que inventei uns florais artificiais que ficaram bonitinhos e alegram do mesmo jeito. Compoteiras e sopeiras ganharam um novo uso.


O Festival de Inverno que está acontecendo, juntamente com a Bauernfest, trouxe muitos turistas à cidade e artistas renomados, corais, bandas, concertos a luz de velas e ao meio-dia, pianistas famosos como Arthur Moreira Lima, chás musicais, happy hour, chorinhos na praça, teatro infantil, Byafra, Golden Boys e Flávio Venturini que fui ver ontem no Teatro Municipal Dom Pedro.


Fiz um pequeno vídeo de uma das músicas mais famosas dele e que todo mundo canta junto, inclusive eu, fãzoca declarada do moço. O teatro é antigo e tem um hibridismo geral de estilo, mas o que evidencia-se mais é o art-dèco e art-nouveau com motivos florais, inaugurado na década de 30. Hoje passei pela área da festa alemã e ainda vi algumas danças típicas, artesanatos e o povo comendo os salsichões, chucrutes, tortas alemãs, cocadas alemãs e outras guloseimas da cozinha germânica. Mas, confesso que não gosto muito desse cardápio e fui para o meu preferido de sempre, Luigi, claro.




Flávio Venturini em Espanhola














sábado, 4 de julho de 2009

Sábado



















Bom Dia, pessoal!
Hoje é sábado e o final de semana, mesmo friozinho aqui na serra, promete.
Este post é somente para agradecer-lhes a companhia que me fizeram nesta semana em que fiquei sozinha em minha casa aqui de Petrópolis e oferecer-lhes estas lindas flores virtuais com o meu carinho.
Dizer, também, que continuem deixando seus comentários interessantes e inteligentes no post abaixo, pois pretendo com isso levar nossas considerações ao blog de
Douglas Flinto sobre Ética nos Negócios.
Um lindo e abençoado final de semana a todos vocês!


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Você compra sapato erótico ou apenas sapato?


Ah, não gente! Tem assuntos que evito falar por aqui para não causar polêmica, respeitando sempre a diversidade e o posicionamento de cada indivíduo neste nosso planeta. É o caso de religião e homossexualidade que cada um tem o seu direcionamento e ponto final, não gosto de discutir.

Masssssss, não suporto quando ficam fazendo apologia a qualquer um desses itens, tentando impor tais idéias como corretas, principalmente quando usam personagens do mundinho de celebridades para influenciar as pessoas.

As empresas de marketing no Brasil são famosas por sua competência e criatividade, ganhando prêmios internacionais e consideradas mundialmente como de excelência em suas campanhas televisivas ou em outros tipos de mídia. De vez em quando escorregam feio com alguma campanha que fere os direitos de cidadãos, animais ou minorias e, quase sempre são tiradas do ar pela imposição do próprio público.
Campanhas como dos jogadores de futebol Ronaldo e Cafú fazendo apologia à cerveja não combinam nem um pouco com o perfil que se espera de um atleta e ainda se intitulam 'brhameiros' de carteirinha, suando a camisa como sua o copo da tal bebida. Ridícula e de muito mau gosto, direcionada mesmo para aqueles que, como eles, agem apaixonada e desbragadamente por vários copos de cerveja. Considero-a politicamente incorreta e incentivando mais e mais jovens a enveredar pelo caminho do vício ou de acharem que logo após uma partida de futebol tem que encher a cara de Brhamas.

Ainda há pouco tempo, quando eu tinha meus 15 anos (lol) , meu sonho era ter uma calça Lee, o primeiro e legítimo jeans americano e isso era coisa difícil de se ver ou ter no país naqueles idos de 60, mas a propaganda já era presente em nossas vidas, e eu, adolescente ou aborrecente, enchi o saco dos meus pais para comprar uma, mas acabei herdando de minha prima que era mais abastada naquele tempo. Vejam que a propaganda desde sempre fez a cabeça de muita gente e, principalmente dos jovens e juvenis. Então, imaginem a cabecinha de uma menina como minha sobrinha, por exemplo, de 12 anos, cheia de sonhos e idéias e sem ter que pensar nas responsabilidades que os mais velhos carregam no seu dia a dia. Eles só querem ser ou ter o que veem na mídia, por isso acho muito perigoso este tipo de abordagem que pode interferir sobre a formação de um jovem.

Hoje mesmo, o amigo Ronaldo da CBN-Maringá direcionou um link para o site da Época Negócios, mostrando a idéia de uma companhia de design inglesa que para melhorar a integração entre funcionários da empresa, um psicólogo sugeriu que todo mundo trabalhasse sem roupas às sextas-feiras. Coisas do mundo do marketing! E todo mundo peladão às sextas. Idéias muiiiiito criativas!

Noutro dia, meu marido abriu o site da Renault para ver um carro desta marca e me chama para ver a ousadia da propaganda, certamente direcionada para um público jovem, garotões como meu filho, mas a 'pelada da vez' era uma sósia da Paris Hilton e a propaganda de muito mau gosto, como podem ver neste site aqui. Como sempre com conteúdo erótico apelativo.

Agora, uma propaganda da maior marca de varejo de calçados femininos fashion da América Latina, com 229 lojas presentes em 90 municípios em todos os Estados brasileiros, possuindo ainda 16 unidades em solo internacional, faturando R$ 400 milhões por ano, precisa deste artifício para aumentar suas vendas?" É a pergunta que Douglas Flinto - Fundador e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios faz em seu blog sobre Ética nos Negócios.

Foi através desse blog de Ética que vi o "making off" do comercial da Arezzo com as duas atrizes da novela global do momento - Juliana Paes e Cleo Pires. A campanha será colocada no ar até o final deste mês. Fiquei decepcionada com o que vi e digo mesmo que até me antipatizei agora em comprar sapatos ou bolsas na Arezzo. Não vi nexo nenhum em mostrar duas mulheres simulando atitudes lésbicas numa piscina - alguns sapatos e bolsas estão nelas, mas quem observa isso? Repito que não tô nem aí para a opção sexual de cada um, mas assim como religião, sexo não pode ser imposto.

Poxa vida, num país como o Brasil que tem a valorização do sexo já tão exacerbada e que faz com que, nós, mulheres brasileiras, paguemos caro com o preconceito em relação a nossa imagem no exterior, é necessário mais essa?! E a Arezzo também precisa de tanto erotismo para vender seu produto?!






quinta-feira, 2 de julho de 2009

Miaaaaau, socorro!


Sempre tive como animal de estimação cães e só da raça Akita que é uma raça derivada do Japão e muito bem desenvolvida na América. É um cão de qualidades excepcionais, equilibrado e além da guarda que faz na casa é também um cão de companhia. Agora, só nos resta a fêmea e que já está velhinha, mas sempre muito bem cuidada e quando venho para minha casa aqui na serra ela me faz companhia direto, como agora que estou aqui há três dias nas arrumações e pra onde eu vou ela vai atrás. Ela é uma cadela tranquila e mais parece um gato grande, silenciosa e limpa.

Mas, mudando de cão pra gato, fiquei sabendo pela minha amiga Fafá que adora animais e tem um monte deles em casa, inclusive gatos e filhotes que ela afirma serem muito especiais, pois tem observado que os bichanos são muito sensitivos, capazes de sentir algo estranho na casa. São mesmo muito misteriosos esses animais e não é de hoje que são adorados até mesmo nas culturas mais antigas, como a Egípcia, por exemplo.

Aí que conversa vai conversa vem sobre os felinos e seu amor por eles, a Fafá me contou sobre um tal gato chamado Oscar lá dos States, mais precisamente em Providence, no Estado de Rhode Island nos Estados Unidos. Eu nunca ouvi falar dele, mas pedi que ela não me contasse tudo e fiquei logo interessada em ver na rede para saber mais sobre o Oscar e vejam o que descobri:
(O gato Oscar no Centro de Reabilitação e Casa de Repouso Steere House)

- Oscar mora numa clínica de tratamento de idosos, foi adotado ainda filhote e cresceu ali junto aos velhinhos, mas com o tempo foram observando que Oscar tinha uma peculiariedade, fazia sua ronda pelo local, reconhecendo os cheiros das pessoas que ali moram, mas quando ele se senta ao lado de alguém e fica, significa que a pessoa tem menos de quatro horas de vida apenas.
Mas, essa história não é nova, desde 2007 a notícia já vem sendo divulgada a respeito dos estranhos poderes do Oscar e até mesmo a New England Journal of Medicine conceituada no meio científico já o citou em um de seus artigos. Depois de terem testemunhado tantas vezes as premonições do felino, os funcionários da clínica agora avisam os familiares dos moradores quando Oscar se senta perto de algum dos moradores.
Segundo médicos ele já previu mais de 25 mortes e é também conhecido como "O anjo da morte".

"Gatos geralmente podem sentir quando seus donos estão doentes ou quando outro animal está doente", disse Thomas Graves, especialista em felinos da Universidade do Illinois, à BBC.

"Eles podem sentir quando o clima vai mudar, são famosos por serem sensíveis a premonições de terremotos", acrescentou.


Curiosamente, estive lendo ainda há pouco um post do Blog Depois do Divã que fala justamente sobre o tal "Anjo" e nos faz refletir intensamente sobre o assunto, aí conversei com a Fafá e ela me fala desse gato que, talvez seja o mesmo "Anjo", sob a pele de um felino.


Ah, quer saber duma coisa, não quero ver nenhum gatinho pintado por aqui tão cedo e ainda por cima estou sozinha aqui na serra. Brrrrrrrr, que meda! Eu acho que vi um gatinho!

Olha aí o Oscar, bonitinho e enigmático, mas quero distância dele!



Leia mais sobre o Oscar aqui: BBC Brasil, CBS News e Daily Mail. Wikipedia

Deficientes???????????

(Imagem-Google)

Volta e meia tem alguém postando em seu blog algo assim como; da indignação, da falta de respeito, do famoso jeitinho brasileiro que é abominável, do uso ao pé da letra da Lei de Gérson ou atitudes que envergonham mais a quem presencia do que o sujeito que pratica a ação.

Há dias, quando tentamos colocar o carro numa vaga lá em Itaipava, percebemos que a única que existia em frente ao local que queríamos ir, era justamente uma vaga para deficiente físico, mas, mesmo não tendo guarda no local, já era noite, nossa mente que já está habituada ao certo, a não transgredir leis nem cogitou tal idéia, passamos pela vaga e demos outra volta no quarteirão à procura de outra vaga, acabamos achando uma até. Qual não foi a nossa surpresa e indignação ao ver um sujeito metido num carro bacana, estacionar bem naquele local proibido, desligar o carro e sair calmamente, como quem não viu placa nenhuma, nem marcação no chão. Desligou seu lindo carro e deixou-o lá, na vaga de alguém que poderia precisar porque poderia ser realmente um deficiente físico.

Absurdo, né! Mas, vemos isso a toda hora acontecendo por aí e só me resta pensar que tais pessoas têm mesmo uma deficiência, talvez a pior de todas, - deficiência moral.

Para ilustrar um sujeito com esse tipo de deficiência, vejam o vídeo engraçadinho abaixo:




quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma coisa que deu certo


Alguém aí se lembra de quando o seu salário era assim: 2.500.000,00 - dois milhões e quinhentos mil cruzeiros, parecia que era dinheiro às pampas, né! E a cada dia que se ia nos supermercados os produtos estavam com um preço diferente e tinha sempre aquele cara com uma maquininha temível nas mãos, remarcando, em geral prá cima o preço e então, o que a gente fazia, heim?
Comprávamos latas e mais latas de alimentos que estavam com os preços razoáveis e enchíamos a despensa como se uma guerra nuclear fosse acontecer no mundo por aqueles dias. Eu tinha até freezer na época, por que a carne também era estocada e eu vivia buscando saber onde tinha ofertas melhores, através dos jornais e panfletos. Nossa inflação era uma vergonha e doía, principalmente, no bolso do menos favorecido, o pobre sofria demais e a ajuda era, quase sempre nós, o povo, a classe média que dava aquelas pessoas. Podíamos ter a carteira cheia de notas, mas era dinheiro fraco e que pouco comprava e muito nos preocupava, pois o que adiantava poupar se não rendia, se o monstro da inflação corroia nossos pequenos sonhos.

Hoje, passados 15 anos da implantação do Plano Real no Brasil, mérito de uma equipe formada pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que talvez por esta razão fora eleito o novo presidente depois do "topetinho mineirim", Itamar Franco, o nosso país está numa condição mais confortável e mais estabilizado, concorrendo com países como China e Índia e é considerado pela comunidade fiananceira internacional como uma economia segura. Sempre me lembro da confusão que fazíamos ao tentar comparar os preços passando para o real, pensei até que não iria dar certo. Uma URV corresponderia a 1 dólar, lembram?

Eu nunca votei no FHC, nem neste que aí está, sempre voto naquele que perde, não sei porquê, talvez por não confiar nestes que aparecem se candidatando com um grande aparato de mídia e dinheiro prá gastar. Mas, o fato é que a tacada do FHC foi certeira e pensando num futuro e não no imediatismo que vemos os governos hoje em dia, fazendo e querendo resultados para seu próprio governo, nunca pensando no futuro e em planos de longo alcance para se conseguir coisas boas para o povo e o país.

Fico contente de não precisar levar na carteira aquele monte de dinheiro que era e que valia tão pouco e lembrei-me de falar sobre isto, não por causa de um ou outro político que, na verdade, abomino todos, tudo farinha do mesmo saco, mas sim pelo fato de que devemos falar coisas boas que acontecem aqui dentro e não só o de sempre e que tanto tira nossa auto estima.

Mas, cuidado, o juro alto ainda é nosso grande vilão e as notinhas de 100 reais são difíceis ainda de se ver na carteira e quando se tem uma nas mãos, quando trocadas, parece água escorrendo pelos dedos, já repararam nisso!


O Plano Real não tem partido político, suas bases nasceram no governo Itamar Franco, foi lançado no de Fernando Henrique, consolidado no de Lula e dele se beneficia o povo.
(Gilberto Braga)


Quando a gente é de oposição, pode fazer bravata porque não vai ter de executar nada mesmo. Agora, quando você é governo, tem de fazer, e aí não cabe a bravata.
(Presidente Lula (Ipsis litteris) assumindo em encontro com empresários que fazia oposição)
(Wikipedia)

Se quiser saber mais sobre este assunto, veja:

http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/plano-real.jhtm
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200906291200_RED_78186535
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Real