.....................................................................................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Asa -Delta




Volta e meia aparecem Asas-Delta sobrevoando, perdidos aqui por cima dos prédios. E hoje tem dois. Devem ser trazidos pelas correntes de ventos, mas hoje nem está ventando para isso.
A Região Oceânica fica distante daqui há mais ou menos 15 minutos e a Praia de Icaraí, que é aqui mesmo no bairro, não tem essa rapaziada praticando este esporte. Eles veem mesmo de longe!
O fato é que fico monitorando-os, preocupada com os fios de alta tensão. Também, se algo acontecer nada podemos fazer aqui debaixo. Há duas semanas, soube de uma morte de um jovem dessa forma, encostou nos fios de uma rede e morreu eletrocutado na hora.
Ah, eu não teria coragem de voar num troço desses!!!
Vocês teriam?




O Valor que se dá


Gostaria de indicar aos amigos aqui do Mãe Gaia, uma leitura importante e, que tenho certeza, irá mexer com seu interior. Passem lá na minha amiga Cristiane Fetter e confiram o último post dela. Afinal, sempre achamos que a grama do vizinho é mais verdinha e bonita!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

E vamos lá!



A nefasta 'crise econômica mundial' não é uma utopia, pois já estamos sentindo os reflexos, quase todos os dias, através dos noticiários. Muitas empresas fechando, demissões em massa, vendas de carros e imóveis com um impacto significativo no crescimento econômico em geral.

Nosso governo insiste em dizer, como sempre, que é mentira da oposição para derrubar suas estruturas. "Está tudo bem! É só uma marolinha!" Então, tá! Mas, já conheço pelo menos duas pessoas que perderam seus empregos atualmente. Como a época ainda é de festa - carnaval - e a gente sabe que este país só começa a 'raciocinar' depois dele, vamos esperar para ver o que, de fato, será que vai rolar.

Me preocupa muito saber que tanta gente vai sofrer com isso, que várias famílias serão afetadas enormemente, que as crianças serão atingidas em seus ensinos e que um 'chefe de família' poderá ficar angustiado ou depressivo.

Vejam o que
afirma Contardo Calligaris, psicanalista e colunista da Folha de S.Paulo, na crônica "Desemprego", selecionada para o livro "Quinta Coluna":

"

Estou lendo um livro recente, que trata dos efeitos das adversidades externas sobre nossa saúde mental, Adversity, Stress and Psychopathology [Adversidade, Estresse e Psicopatologia], de Bruce Dohrenwend (organizador). A perda do emprego está na lista dos piores fatores adversos, com as catástrofes naturais, a morte de uma pessoa amada, o estupro, a doença grave, a separação ou o divórcio.

Nenhuma novidade nisso: é fácil entender que a perda do emprego seja fonte de angústia, de depressão e mesmo, às vezes, de "comportamentos anti-sociais": alcoolismo, violência familiar e condutas criminosas. Compreendemos imediatamente, por exemplo, o desespero do provedor (ou da provedora) que não consegue preencher as expectativas de seus dependentes. "Se a família não pode mais contar comigo, perco minha razão de ser."

Mas há algo mais, que talvez faça do desemprego a adversidade mais danosa para nossa saúde mental. Preste atenção: no balcão de um boteco, como na mesa de um jantar, se seus vizinhos forem desconhecidos, a primeira pergunta não será "quem é você?", mas "o que você faz na vida?". Se eles tiverem uma intenção alegre, talvez tentem primeiro descobrir seu estado civil. Fora isso, o interesse pela sua identidade se apresentará como interesse por seu papel produtivo.

Ora, tanto você como seu vizinho (ou vizinha) viverão essa conversa inicial como um momento, de alguma forma, falso. Pois todos sabemos que somos mais do que nosso ofício: temos histórias, amores, esperanças, interesses, paixões e crenças que, de fato, expressariam muito melhor quem somos. Ao trocarmos cartões de visita, mentimos por omissão. Identifico-me como executivo, bancária, escritor, médica, mecânico, mas quem sou eu? A poeta da meia-noite? O sedutor das salas de bate-papo na internet? O piadista do bar da esquina? O pai preocupado com a doença do filho? A mulher que, a caminho do escritório, se agacha e conversa com o sem-teto que vive na calçada? O homem que cantarola Dorival Caymmi tomando banho?

Não é o caso de sermos nostálgicos. Num passado não muito remoto, cada um era definido por sua proveniência, e as perguntas iniciais diziam: quem foram seus pais e antepassados? Onde você nasceu? Quais são as dívidas que você herdou?

Prefiro os dias de hoje, em que são nossas próprias façanhas que nos definem. É uma escolha que deveria nos deixar mais livres, mas acontece que a praticamos de um jeito estranho: junto com os laços que nos prendiam às nossas origens e ao passado, nossa vida concreta também é silenciada na descrição de nossa identidade. E nos transformamos em sujeitos abstratos, resumidos por nossa função na produção e na circulação de mercadorias e serviços.

Conseqüência: o desemprego nos ameaça com uma perda radical de identidade. E não adianta observar que, afinal, nos sobra o resto, ou seja, toda a complexidade de nosso ser. Tipo: "Perdi meu emprego, mas ainda sou pai amoroso, amante, esposo, amigo, leitor de Saramago e corintiano ou palmeirense". Não adianta porque, em regra, já renunciamos há tempos a sermos representados por nossa vida concreta.

Não é por acaso que as mulheres lidam com o desemprego melhor que os homens, como mostra uma pesquisa recente de Lucia Artazcoz e outros, Unemployment and Mental Health: Understanding the Interactions Between Gender, Family Roles and Social Class [Desemprego e Saúde Mental: Para Compreender as Interações Entre Gênero, Papéis Familiares e Classe Social], American Journal of Public Health, 2004, 94. Duas constatações de Artazcoz: 1) o impacto do desemprego é maior nos homens casados do que nos celibatários ("se não traz o feijão, você ainda é o pai?") 2) as mulheres casadas com filhos, ao perderem o emprego, sofrem menos que os homens e menos que as celibatárias. Explicação: para as mulheres, o exercício da maternidade ainda constitui uma identidade possível. "O que você faz na vida?". "Tomo conta de meus filhos." Para os homens, essa resposta não basta.

Enfim, espera-se que a economia crie empregos. Mas os poetas e os saltimbancos também têm uma tarefa crucial: são eles que podem, aos poucos, convencer a gente de que é nossa vida concreta que nos define, não nossa função produtiva.

P.S.: Um sonho recorrente propõe que reaprendamos a colocar raízes, ou seja, a definir nossa identidade por uma parcela de terra que nos sustentaria, que seria nossa e à qual pertenceríamos. Em 1932, Henry Ford, consternado pela crise que assolava os EUA, aderiu ao movimento da volta à terra. Declamou: "A terra! É lá que estão nossas raízes. Nenhum seguro-desemprego pode se comparar à aliança entre um homem e seu pedaço de terra". Curioso precursor de João Pedro Stedile, ele imaginava (e nisso tinha razão) que, se cada um mantivesse uma relação íntima com seu lote de terra, o desemprego poderia ser um aperto econômico, mas não uma queda no vazio. Pena, já era tarde demais para isso."


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Viver

Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa.

(Belchior-Como nossos Pais)

Uma idéia: Deixe nos comentários, uma parte de versos de alguma música que contenha a palavra Viver. A Christiane já deixou a sua.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Solidão - por Chico


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ... isto é carência.


Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes que não podem mais voltar ... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos
... isto é equilíbrio.


Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida ... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado ... isto é circunstância.


Solidão e muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Francisco Buarque de Holanda


Tirando os sapatos


Sabe quando você se encontra numa verdadeira 'saia justa', quando tem vontade de falar algo que lhe incomoda, mas para não magoar ou deixar constrangida uma pessoa, você se cala, mas lá dentro atormenta seus pensamentos! Pois bem, o homem entrou com aquele 'sapatão' que devia ter pisado em todas as ruas sujas e foi direto para o aposento onde fica meu computador. Dava prá ver o chão ficando sujo em cada passada. Ai, que dor!

É que aqui em casa temos uma mania 'meio oriental', digo meio porque não somos totalmente adeptos da filosofia de vida dos orientais, apesar de achar muito bacana, mas é difícil para nós, viver com hábitos de uma cultura tão diferente e cheia de tradições.
No Japão, as pessoas tiram os sapatos na casa dos outros e em muitos bares e restaurantes. Somos 'meio' japas quando c
hegamos à porta de casa e tiramos o sapato ali, geralmente na entrada da cozinha e colocamos nossos chinelos de casa. Fazemos isso involuntariamente, sem pensar no ato, pois já é um costume antigo nosso.

Ainda há pouco vi na novela sobre a Índia que uma mulher falava para a outra tirar seus sapatos, não entrar com eles em casa, porque traziam más energias da rua. Isso me lembrou o fato que ocorreu-me há poucos dias quando o técnico veio à minha casa, mas não penso tanto sob este prisma da religião indiana e sim pelo lado da limpeza, de não trazer para dentro de casa os s
apatos que caminham pelas ruas sujas da cidade, coletando as milhões de bactérias e as titicas do cachorro do vizinho ou do vizinho cachorro. Afinal, as ruas no Brasil não são como em Genebra ou Estocolmo!
É claro que este comportamento, muito nosso,
não estendemos às nossas visitas quando as recebemos em nossa casa, nem percebo isso, pois o hábito é só entre nós e não acho conveniente pedir a um amigo que tire os sapatos na entrada de minha casa. Mas, o pobre homem estava suado, com uma mala na mão e devia ter vindo de ônibus, não ficaria bem eu pedir-lhe este 'obséquio', mas eu confesso que fiquei incomodada com isto. Esperava que 'ele' tivesse este sentimento, mas...

A cena da novela me lembrou deste fato do outro dia, e estou aqui comentando para saber se vocês têm algum hábito ou mania em suas casas?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lembretes importantes


Morre lentamente
Quem não viaja
Quem não lê
Quem não ouve música
Quem destrói o seu amor-próprio
Quem não se deixa ajudar...
Morre lentamente
Quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
Quem passa os dias queixando-se
Da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projeto antes de o iniciar,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar...
Estejamos vivos, então!...

Pablo Neruda

Errata: Copiei o texto da Internet e descubro com a ajuda da amiga Lucia Soares que não pertence à Pablo Neruda e sim à poetisa e escritora Marta Medeiros.
Então, corrijo, deixando abaixo as explicações da autora do belo poema acima:

Eu, Neruda e a Miss Universo

Uma das coisas bacanas de se ler as mensagens deixadas aqui no blog é perceber que aparece gente de tudo quanto é lugar do Brasil e do exterior. Um luxo! Um leitor do Principado das Asturias pede contato para esclarecer sobre um poema que estaria sendo creditado a um chileno... Ah, lá vem essa história de novo. Olha, não é um poema. Há anos que uma crônica minha chamada A Morte Devagar, publicada em novembro de 2000, circula pela internet como se fosse de Pablo Neruda, rebatizada como "Morre lentamente". Virou um caso célebre de clonagem virtual. Esse texto já foi até lido em plenário na Itália, ajudando a derrubar o primeiro-ministro no início desse ano. Claro que foi lido como se fosse do Neruda, quem eu penso que sou? Mas o engano foi desfeito. No dia seguinte descobriram que a autora era uma brasileira e tive meus 15 minutos de fama nos jornais italianos por conta desse episódio hilário. Então, esclarecendo ao leitor das Asturias: o texto é de minha autoria e está publicado no meu livro Non-Stop, Crônicas do Cotidiano. O Neruda? Ah, o Neruda é apenas um escritor que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, nada mais que isso...



Segunda-feira


Uma nova semana começando e muita coisa para se fazer. E o tempo vai passando, passando rápido demais. Já estamos em fevereiro, perceberam? E 'vamo que vamo"! Boa semaninha à todos!


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Poesia de domingo


O beijo da quilha
na boca da água
me vai trocando entre céu e mar,
o azul de outro azul,
enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
de minha própria origem
e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma

Se chorasse, agora,
o mar inteiro
me entraria pelos olhos.

Mia Couto

(Na boca da água)




Refrescando a cuca

Oi, turma!


Tô na minha 'bat-caverna' da montanha. Não dava mais para suportar o calor dos infernos que está naquela cidade. Subimos a serra com chuva e tudo, deixando uma temperatura de 33 graus e passando para 18. E quem precisa de ar condicionado em Petrópolis?!


Mas não foi somente eu e o maridex que caimos fora da fornalha, não. O casal Celulari e Cláudia Raia também está por aqui, descansando e, pelo visto, fugindo do calorão do Rio.




Meninas, nem lhes conto! O Celulari é bonitão mesmo, vi de pertinho, pois estavam no mesmo lugar que nós esta tarde, fazendo umas comprinhas naquela loja linda de cerâmica que eu mostrei para vocês noutro dia. Só estranhei o fato dele ter o cabelo todo branco, todo mesmo. E a Cláudia Raia é muito bonita também, parece mais jovem que na novela. Estava esfuziante, num macacão largo, estampado em verde e com os cabelos soltos, sem escova e sem maquiagem,além de simpática, dando risinhos a todos que a reconheciam. Estavam ela, o marido, os filhos, um segurança ou motorista (não sei bem o que era, todo de preto) e uma moça vestida de branco que deveria ser a babá. Eu tive vontade de pedir para tirar uma foto com eles para poder botar aqui no blog, mas meu marido disse-me que não pegava bem, que eles deveriam estar doidos para não serem incomodados com estas coisas quando estavam de férias. Por isso, não tirei a máquina da bolsa, mas imaginem como não fiquei só de pensar que os dois estavam ali, do ladinho, no mesmo bistrô que a gente, tomando seus lanchinhos! Quem sabe, amanhã eu os encontre novamente e, se o maridex não estiver por perto, perco a vergonha na cara e "clico" minha maquininha indiscreta.


Dali fomos direto pro cinema, assistir ao "O curioso caso de Benjamin Button". É realmente um excelente filme e acho que merece as 13 indicações ao Oscar-2009 e, se antes eu só achava o Brad Pitt bonitinho e apenas o marido da Angelina Jolie, agora tiro meu chapéu pro moço, pois está ótimo no papel de Benjamin e está bem mais maduro na arte de encenar. O filme é envolvente, o tema bastante intrigante e a mensagem, linda e tocante, mesmo sendo uma ficção. Sabe aquele filme que você vê e depois tem o que comentar ou pensar a respeito? Muito bom mesmo!
A temperatura agora é de 18 graus, pererecas ou sapos coacheiam ao longe depois da chuvarada que caiu à tarde, alguns grilos fazem o coro e eu lhes pergunto: Tâmaras egípcias engordam?

Tenham um lindo domingo!